Inesperado

3 Capítulo 3: Fim do pesadelo/Decisão


Notas iniciais
Penúltimo capítulo da história. Espero que estejam gostando! Vamos a leitura...

Era um pesadelo que não tinha fim.

Kevin tinha sido resgatado e fez suas malas para bem longe junto com a mãe. Os Winchester se sentiam animados com a possibilidade do garoto ter uma vida normal e cheia de caminhos bons pela frente.

Mas agora, Crowley acaba por querer tirar uma jovem moça grávida do caminho e fazer ainda mais os dois irmãos sofrerem a consequência por soltarem o garoto Kevin da tortura do Rei do Inferno. E Dean não iria deixar que Sophie morresse nas mãos do mal, ainda mais carregando uma filha sua dentro dela.

– Meg, você recepcionou bem os convidados – disse Crowley irônico.

– É. Mas ainda continuo não concordando com essa novela toda, Crowley – disse ela tirando sarro dele.

Sam não esperava a atitude de uma mulher vindo dos caminhos do mal e que andava sempre colada com Crowley. Mas via nos olhos de Meg a vontade de matar o chefão.

– Vadia – xingou Crowley. Meg riu como se ele tivesse contado uma piada.

– Saiba que esse xingamento já virou até apelido, querido – disse Meg – Crowley...só um conselho. Solte a garota que você poderá reinar em paz, sem precisar viver sob ameaças dos caçadores. Ou pode ficar joguinhos e acaba morto. Porém, não vou ficar aqui vendo a merda bater no ventilador.

Meg não esperou por respostas ou ameaças, virou as costas para Crowley e parou diante aos Winchester.

– Boa sorte, rapazes – disse ela e saiu porta a fora, usando a magia para espantar um capacho que quis impedir sua saída.

Enquanto isso, os irmãos lutariam para resgatar Sophie.

– Cadê ela, Crowley? – perguntou Dean com raiva.

– Está desmaiada – respondeu Crowley com naturalidade.

– Solte a moça, Crowley – pediu Sam – E você faz a sua oferta.

– Gosto da sua coragem, Sam – disse o Rei do Inferno – Mas fico me perguntando... será que deveria dar uma chance e negociar outra vez com vocês dois?

Crowley se referia as vezes que fora enganado pelos irmãos e sempre acabou perdendo a negociação. Esta última foi o resgate de Kevin.

– Kevin merece uma vida sem perigo. Normal, como todos merecem – disse Dean e pela primeira vez, se deu conta do que poderia ter acontecido se não fosse atrás de seu irmão em Stanford, após a morte de Jessica. Teria parado com as caças, deixado seu pai cuidar do resto e viver livremente como quisesse.

Agora com Sophie grávida e nas mãos de Crowley, se via na obrigação de tomar uma decisão durante o resgate. Então? O que poderia fazer?

– Gertrudes, traga a garota – mandou Crowley.

No minuto seguinte, a ajudante trouxe Sophie pálida e com as duas mãos na barriga, tentando proteger o ser que gerava. Dean a olhou pedindo desculpas e querendo tirá-la dali.

– Devo confessar que essa cena é linda de se ver – disse Crowley e tocou no ventre de Sophie, fazendo-a gritar de dor – Mas é ainda mais lindo quando tem um pouco de dor.

– Pare... por favor – implorou Sophie chorando – Meu bebê

– Seu filho da puta – gritou Dean.

Crowley ria e parava com a magia. Logo depois voltava novamente, arrancando gritos e choros de dor de Sophie.

– Dean... me ajuda – implorou Sophie.

Nos minutos seguintes, tudo pareceu ficar escuro... Meg invadiu a sala trazendo a faca e foi para cima de Crowley!

Gertrude jogou Sophie no canto, onde a mesma caiu encolhida pela contração horrível que sentia. A ajudante saiu correndo, mas foi surpreendida por Garth, um outro caçador que cravou uma faca em seu coração.

– Volte para seu reino, Crowley – disse Sam pronto para enfiar a faca, porém impedido quando o demônio o prensou na parede com seu poder.

Meg vendo a situação ficar pior, fechou os punhos no poder de sufocamento e travou Crowley no lugar. Dando tempo de Sam sair de lá e Dean pegar Sophie no colo, rapidamente correndo pelos corredores de saída do galpão.

[...]

– Ai, dói muito – reclamou Sophie pela contração que veio.

Sam guiava o Impala 67 rapidamente até o hospital mais perto dali. Dean ficara com Sophie na parte traseira, segurando sua mão e limpando o suor que escorria de sua testa. O ar estava tenso e o silêncio era quebrado pelos gemidos de dor.

Quando viram a fachada do Hospital, Sam virou a rua e rapidamente estacionou o carro. Entrou no lugar correndo, enquanto só ficava Dean e Sophie dentro do Impala.

– Dean... antes eu tenho que falar algo – disse e respirou fundo pelas contrações – Aquela noite que passamos juntos foi a consequência da minha gravidez. Você é o pai dela. Não contei a você antes porque não achava nenhum familiar seu ou qualquer número para contato. Me perdoe.

– Shiu, calma. Vai ficar tudo bem, Sophie – acalmou ele – Eu tinha uma certeza que ela é minha filha. Mas agora você confirmou toda a história e fique sabendo que vou assumir meu papel com a nossa filha. Vou dar a ela o pai que merece e ensinar o caminho bom da vida.

– Ali – gritou Sam, acompanhando os enfermeiros com a cadeira de rodas na mão.

Dean abriu a porta e abaixou o banco, tirando uma Sophie pálida e suada pelas contrações. Depois os enfermeiros a levaram para dentro do hospital e os rapazes correram juntos.

– Com licença, senhores – disse o médico – Sou o Dr. Kim e vou fazer o parto da moça. Quem é o pai do bebê?

– Sou eu, doutor – disse Dean estendendo a mão para cumprimentar o médico – Dean Winchester.

– Gostaria de acompanhar a moça? – perguntou o médico.

– Eu estou muito nervoso, doutor. Mas gostaria que meu irmão Sam acompanhasse ela – pediu Dean e o médico assentiu, acatando seu pedido.

Sam olhou para Dean carinhosamente e acompanhou o médico até a sala de preparações.

Dean se sentou na cadeira, colocando o rosto entre as mãos e deixou as lágrimas escorrerem. Sofrendo. Porque queria mais do nunca que seus pais estivessem aqui, Bobby, Ellen e Jo para assistirem esse momento tão lindo da vida de um homem. Desejava ter uma vida menos perigosa e sem luto para dar o melhor a sua filha que estava nascendo.

Por um momento ficou preso na fantasia de seus desejos. Mary, John, Bobby, Ellen e Jo com ele na sala de espera, apoiando-o pela chegada do primogênito.

Mas ergueu a cabeça e encarou o fato com o peito cheio de coragem. Porém, triste por aquilo ser apenas um sonho.

Notas finais
Sophie resgatada das mãos de Crowley e a pequena vindo ao mundo. Lindo capítulo né? Quero comentários. Beijos