Inesperado
1 Inesperado
Notas iniciais
Uma coisa que todos precisam saber sobre Monkey D. Luffy é que ele pode ser capaz de cometer atos incrivelmente imprevisíveis.
Foi o que aconteceu naquela tarde, no reino de Goa. Luffy estava a várias horas ausente dos arredores do Mt. Colbo e do Terminal Cinza, pois Makino o havia levado para um agradável passeio. Apesar da dona do bar ter insistido para que seus irmãos mais velhos os acompanhassem, Ace e Sabo recusaram-se, alegando que precisavam fazer “negócios” na cidade. Todavia, percebendo que a empreitada dos dois não demorou muito e duas horas depois ambos se encontravam completamente entediados esperando que Luffy retornasse, a verdade é que haviam se arrependido amargamente da decisão que tomaram.
Depois de um período de tempo arrastado finalmente puderam enxergar, do topo da árvore onde descansavam, uma figura saltitante e barulhenta despontando no horizonte, com um chapéu de palha desproporcional devidamente colocado em sua cabeça. Conforme Luffy se aproximava, Sabo e Ace colocaram os pés no chão e trataram de apagar do rosto o sorriso de alívio que se formava institivamente em suas faces. A última coisa que queriam era que Luffy soubesse que sentiaram sua falta, principalmente o Ace. Esperaram então que seu irmão mais novo os visse e corresse em disparada para cumprimentá-los, cheio de abraços, gritaria e sorrisos idiotas. Não precisaram contar até três para que isso acontecesse.
– Ace! Sabo! Cheguei!
Em questão de segundos, Luffy puxou Sabo pelos braços e colou seus lábios com os dele, repetindo o processo com Ace. Em questão de segundos, também, os dois deram socos simultâneos em sua cabeça, deixando-o dolorido e confuso.
– MAS QUE PORRA FOI ESSA?! – Ace e Sabo perguntaram, tão lívidos que suas faces estavam adornadas de um vermelho vivo. O irmão mais novo piscou para eles algumas vezes, pendendo a cabeça para o lado.
– Eh? Eu vi duas pessoas se cumprimentando assim no passeio com a Makino hoje. Resolvi experimentar.
– IDIOTA! NUNCA MAIS FAÇA ISSO! – Ace bufou, punindo Luffy com outro soco
– Francamente, Luffy...! – Sabo simplesmente colocava as mãos nas têmporas.
– Ué, eu não estou entendendo... Por que vocês...?
– CALE A BOCA E ENTRA LOGO NA CASA DA DADAN! — Exclamaram ambos. Luffy obedeceu sem entender nada, esperando que lá dentro ainda tivesse sobras de algum pedaço de carne que Ace e Sabo trouxeram.
A porta fechou por detrás dele, e os dois irmãos mais velhos passaram alguns momentos se encarando com o canto dos olhos, rostos em chamas. Tentaram processar por alguns segundos o que havia acontecido, até que explodiram em outra discussão infundada:
– O QUE É QUE VOCÊ ESTÁ OLHANDO?!
– QUE?! EU NÃO TO OLHANDO NADA!
– O SEU ROSTO ESTÁ VERMELHO!
– NÃO ESTÁ NÃO!
– SIM, ESTÁ SIM!
– CALA A BOCA SABO, QUER BRIGAR?!
– O QUE?! PARA DE AGIR COMO CRIANÇA!
– Eu não estou agindo como criança!
– Ah, quer saber?! Esquece...!
Ace e Sabo passaram o resto da tarde e da noite bastante irritadiços. Mal conseguiam olhar para Luffy, que sorria abobado totalmente alheio àquela situação.
“Droga, aquele foi o meu primeiro beijo...”
“Droga, aquele foi o meu primeiro beijo...”
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