Inesperado
1 OneShot!
Notas iniciais
Essa é uma das fanfic que eu tava demorando para terminar, afinal gente MAIS DE 6000 PALAVRAS O_O
hueheuehueheuheue
Aproveitem!~~
#Naomi
Sabe aquele aperto no coração? Ao descobrir a verdade? É isso que estou sentindo nesse momento. Ao descobrir que meus pais não são o que dizem ser... Bem, explicarei melhor...!
Trabalho de escola foi que me levou a descobrir. Procurar minha certidão de nascimento. Cheguei em casa correndo á procura, meus pais estavam na cozinha preparando o almoço. Peguei uma pasta no guarda-roupa deles... sempre o que procuro há lá. Achei. Outro papel caiu.
- O que é isso? – virei o papel... certidão de adoção... Anne Way Brooks. Adotada aos 3 meses, por... John Lock Brooks e Sammantha Way Brooks... meus pais.. ao menos eu achava... Saí correndo para a cozinha... descobrir a verdade...
- Mãe. Pai. Posso conversar com vocês? – falei ao entrar na cozinha, suando frio...
- Claro Anne. O que foi? – Sammantha falou. Nunca os chamei de mãe ou pai... não me sentia segura ao dizer... mas disse, para fazê-los entender o quanto era importante.
- Isso. – entreguei a folha. – Vocês me esconderam isso. – eles me olharam espantados, Sammantha já chorava...
- Filha... podemos explicar... – John tentou falar, mas o interrompi
- Não preciso mais de explicações. A cara de vocês já me explicou tudo... com licença. – entrei em meu quarto e preparei minha mala. Estava decidida, poderia me virar sozinha... Peguei minha mala, nela continha o essencial para mim: notebook, roupas, material escolar, maquiagem, tênis, sandália e dinheiro.
Tinha 20 mil guardados pela minha mesada economizada... parece até que eu sabia que isso fosse acontecer... Desci as escadas... antes, cheguei perto de meus pais e disse:
- Sabe... não os culpo... mas ao menos deveriam ter me dito. – olhei para baixo... – Eu já tinha pensado no que fazer bem antes... esse é apenas um motivo a mais de eu me mudar... não me levem a mal, mas... como você disse Sammantha... eu tenho que viver, não ser mais um fantasma preso em seu quarto. Você disse para eu viver... que tal eu tornar isso realidade? Preciso apenas de sua permissão... quer dizer, nem preciso... já tomei minha decisão... – olhei nos olhos de ambos e depois continuei – Vocês foram muito egoístas e continuam sendo... sabe, deixem-me apenas uma vez na vida ser egoísta e seguir minha vida em frente sem pensar nos sentimentos de vocês...?! Eu prefiro ser egoísta uma vez na vida do que ser até o fim dela. Não os culpo, foi apenas minha decisão. E... Sinto muito! – dei um beijo na bochecha de ambos e saí de casa... não esperava que esse dia chegasse... mas ainda bem que chegou...
Primeiro passo: encontrar onde morar...
A situação em que estou agora é realmente coisada, sabe... não sei como explicar em palavras... mas é algo coisado... essa palavra realmente não deve ter significado... mas é assim que me sinto agora...
Andei pelas ruas solitárias de São Francisco, como uma cidade que parecia ser tão pequena ao meu ver poderia ser tão... tão grande...?! Ou será que sou eu tão pequena...?!
Procurei um lugar para morar... achei na rua Bush Street um apartamento para alugar por 700 dólares... não será possível eu viver muito tempo com esse dinheiro apenas que tenho... preciso achar outro lugar...
- Espere. – falou a proprietária olhando em meus olhos... – Você poderia me explicar o que te fez vir aqui...?! Você é nova... – sorri
- Tenho apenas 15 anos. Mas quero viver sozinha. Sei que agora com o dinheiro que tenho será difícil de viver sozinha... mas... prefiro arriscar... Ah, desculpe. – ela sorriu. Pegou algo em seu bolso e falou
- Sabe, não sou de fazer isso, mas percebi verdades em suas palavras... tome... – ela me entregou uma chave... – Diminuirei o aluguel, 130 dólares. Sinta-se feliz. É raro eu fazer isso, mas nos dias de hoje ninguém quer alugar aqui... tem apenas esse apartamento sobrando e, prefiro uma boa pessoa morando aqui do que qualquer um. Tome cuidado apenas. – comecei a chorar... Cheguei perto dela e a abracei, diminuir 700 para 130 não é algo que qualquer um faria para uma criança...
- Muitíssimo obrigada! – ela começou a rir
- De nada! Agora vamos assinar a papelada...?!
- Claro. – entramos no apartamento e ela me entregou os papeis, dei uma olhada por cima com o meu raio lazer, não pera... dei uma olhada por cima, não entendendo nada... e assinei logo abaixo... Agradeci novamente e disse que pagaria de volta no futuro quando conseguisse emprego... prometi... Ela saiu e eu fechei a porta...
O apartamento era imenso, na minha opinião afinal antes eu só vivia no meu quarto e não saia dele, era como se fosse minha casa o meu quarto... mas agora não... minha casa agora é um quarto, uma cozinha, um bainheiro e uma sala... Devo estar sendo muito criança nesse momento, mas... é isso que sinto nesse momento...
Peguei minha mala e comecei a arrumar as roupas no guarda-roupa... sim, esse apartamento tem os móveis nele... todos precisos e pelo que vi, estão todos funcionando... parece um sonho... espero que eu nunca acorde desse sonho... ou que ele se torne um pesadelo.
Já era tarde... 22 horas da noite. Recebi uma ligação. Minha irmã. Contaram a ela...
- Alô?
- Alô?! Anne?! Você está bem?! Não te machucaram?! Está em segurança?!
- Estou bem. Ninguém me machucou. Estou na minha nova casa. Mais alguma pergunta?
- Er... nova casa...?!
- Sim. Aluguei um apartamento...
- Ah não! Você vai voltar para casa.
- Não quero. Se me ligou apenas para dizer isso... desligarei...
- Anne! Mamãe e Papai estão aos prantos agora... você sabia como eles iriam ficar...
- Betty! Acorda! Irei dizer novamente: NÃO IREI VOLTAR! Estou bem do jeito que estou. Amanhã será um novo dia para mim, procurarei um emprego. Irei para a escola. Tenho dinheiro para isso. E você sabe o quanto sou responsável...
- Anne!
- Betty! Acorda! Para de ser egoísta! Para de ser igual a eles! Você não percebeu? Eu entendi que vocês estão tentando fazer tudo o que fazem por mim, mas acordem! Vocês estão fazendo POR SI MESMOS! Alguma vez perguntaram para mim o que eu queria? NÃO! Você não fizeram isso! Foram egoístas e além disso... eles me esconderam que eu era adotada! E mais uma coisa... Eu já tinha decidido isso bem antes de saber que era adotada! Eu não quero ser mais um fantasma como Sammantha me chamou! Eu não quero mais ser a filhinha do papai que não pode mais ficar sozinha em casa, pois é perigoso. Até cagar daqui a pouco será perigoso para vocês, por que vai que entala e eu morro! Poxa! Me deixem! Por favor, eu peço! Eu imploro! Me deixem! Não estraguem minha vida que está apenas começando! Eu tenho apenas 15 anos! 15 ANOS! Me deixem viver! E... Desculpa. – ela ficou em silêncio... era apenas possível ouvir sua respiração.
- Entendi! – um pingo de esperança me veio, poderei enfim depois de 15 anos... viver?! – Ao menos dê-me o endereço de onde moras agora...
- Claro... Rua Bush Street, 2669. Apartamento 4. – parei por instantes... – Por favor, não deixe Sammantha e John virem aqui... quando eu estiver pronta... falarei com eles novamente...
- Entendido! Pode contar comigo! Eu entendi o que você quis dizer... irei te ajudar... qualquer coisa que precise... estou ao seu lado!
- Obrigada!
- Não há de que. Bem, vou desligar, tchau!
- Tchau. – ela desligou o telefone...
O que farei agora...?!
Passo 2: procurar um emprego.
Antes preciso, dormir... Deitei-me na cama e fui dormir...
(x)Quebra-tempo(x)
Uma semana depois~~
É bom saber que tudo se estabilizou. Já estou morando aqui a 1 semana e nada de ruim aconteceu. Só ultimamente ando cansada... afinal agora tenho que ir a escola de manhã, depois um trabalho como professora para crianças... na verdade apenas leio livros... e mais pra tarde tenho um emprego em uma tabacaria na próxima avenida... o suficiente para conseguir me virar. Depois tenho que ir dormir e voltar a rotina... Como tenho apenas 15 anos o salário é mais baixo que o normal e o tempo de trabalho tem que ser menos, senão o tempo de estudo diminuirá e consequentemente minhas notas também... ano que vem sairei da escola particular e irei para uma estadual... será mais fácil para mim e sobrará mais dinheiro... Fora isso, está tudo bem.
Cheguei em casa correndo, almoçar rápido para ir a escola ler livros. Na porta derrubei os livros... Droga... Tontura... Agora, não...
- Ei! Você está bem? – uma pessoa veio em minha direção, só deu tempo de ver seu rosto e logo desmaiei...
~~
Abri os olhos ainda tonta, tentei olhar onde estava e com quem estava, mas estava sendo impossível de abrir os olhos... Depois de tempo tentando recuperar a consciência, abri os olhos após disso ouvi uma voz:
- Ah! Acordou! Você está bem? – a pessoa era o guri de antes... agora que o vejo melhor ele é bonito, olhos castanhos, pele clara, cabelos castanhos...
- E-Estou... O-Obrigada! D-Desculpe incomodá-lo.
- Ah. Não foi nada. Você desmaiou do nada. Sua pressão abaixou. He, He... É melhor descansar...
- Ah, obrigada! – olhei para o chão por segundos
- Qual o seu nome?
- Anne. E o seu?
- Evan.
- Ah... bem, vou indo, Evan! Obrigada mesmo! – sorri, ele sorriu também
- Tudo bem! Venha, você deixou cair isso... – ele me entregou meus livros que no momento carregava
- Ah! Obrigada!
- Não foi nada de mais.
- Quer algo em troca? Pela ajuda?
- N-Não, apenas ajudei. Não preciso nada em troca.
- Então tá... tchau e obrigada mesmo!
- Tchau. Descanse, ainda não está completamente melhor.
- Não há tempo para descansos. Perdi um de meus empregos por ter desmaiado e faltado, tenho ao menos que ir ao outro... rsrs
- Então tá... mas não piore seu estado por coisas banais...
- Não é banal... minha vida depende de meu emprego, mas... mesmo assim obrigada! – sai do apartamento... ah... então éramos vizinhos...
Interessante...
(x)Quebra-tempo(x)
Entrei em casa correndo, tinha de fazer o almoço rápido. Minha irmã chegaria logo depois. Fiz o almoço e ainda sobrou tempo para arrumar um pouco a casa. Perfeito! Ouço a campainha tocar, obviamente seria ela. Mas não... era Evan... novamente...
Ultimamente desde que aquilo aconteceu Evan sempre vem me visitar e criamos uma grande amizade... claro que acho isso estranho e tudo mais, mas... deixei essa preocupação de lado. Evan tem cinco anos mais velho que eu e, claro devo ser apenas uma criança para ele que precisa de ajuda e nunca iria querer algo comigo e tudo mais... Mas que pohha é essa que estou a pensar?! Ele é apenas um vizinho, e meu amigo... apenas... né...?! Por mais que tenha cinco anos mais velho que eu, sua aparência engana muita gente... para todos ele tem basicamente apenas um ou dois anos mais velho que eu... e eu não discordo... por sua aparência bela, estou a dizer que isso realmente parece ser verdade...
Bem, se falarmos de aparência e idade, até eu tenho algo a dizer... por mais que tenho 15 anos minha aparência vai muito além do que isso... mas deve ser pois os adolescentes de hoje em dia estão crescendo assim... crianças de 9 aparentando ter 15... e assim vai...
Francamente...
- Evan, saia já daqui! Minha irmã está vindo me visitar!
- Então! Ai sim que devo ficar aqui! Para ela ver que tem alguém responsável a te ajudar a viver nesse mundo!
- Evan!
- O que, Anne? É a verdade!
- Evan...
- Está bem! Está bem! Já vou indo! Garota irritante!
- Obrigada! – na hora que Evan abriu a porta minha irmã chegou... ops...
- Anne?! – ela falou
- Betty! – cheguei perto da porta, Evan queria sair, mas minha irmã parecia querer trancá-lo ali... – Esse é Evan o vizinho. Somos grandes amigos... e ele já estava de saída, então poderia deixá-lo sair...?!
- Ah! Claro! Desculpe, Evan! Me chamo Beatriz, irmã mais velha de Anne.
- Boa tarde! Anne, estou indo! – quando ele saiu e Betty entrou ela começou a falar
- Que tipo de amizade vocês tem? Tome cuidado. Ele parece ser mais velho. Por mais que seja muito bonito ~~ — ela sussurrou a ultima parte, mas ouvi... eu sei que ele é bonito não precisa dizer...
- Somos apenas amigos. Ele me ajuda às vezes quando preciso. Ele tem apenas cinco anos a mais do que eu. E mais uma coisa... já sei que ele é bonito, não precisa ficar sussurrando!
- Anne! – comecei a rir
- Entendi! Entendi! Betty ficou interessada ~~
- Anne!
- Parei! Já parei! Ai ai! Quer algo para beber? Ou para comer?
- Quero água. – peguei um copo d’água para ela e começamos a conversar... a conversa foi normal... expliquei como estava sendo viver sozinha e tudo mais... Ela logo depois foi embora sem dizer mais nada...
(x)Quebra-tempo(x)
Estava um dia na casa de Evan estudando com ele quando ouço a campainha tocar. Ele vai atender. De lá sai uma mulher bem vestida que me deu muito medo no momento... ela começou a falar com ele dizendo para voltarem e tudo mais... e foi aí que percebi que estava na hora de eu voltar para casa. Arrumei minhas coisas e fui para meu apartamento.
Uma das coisas que eu descobri que Evan fez foi, um furo na parede que separava minha sala da dele... isso ele fez para ouvir a conversa minha e de minha irmã... óbvio que ele ouviu o comentário que ela fez dele e o modo com que eu concordei... até hoje ele implica com isso... francamente...
Sabendo disso, fui em direção ao buraquinho na parede e fui ouvindo a conversa de ambos. Enxerida? Nem sou.
- Evan quem era ela?
- Minha amiga, Lety...
- Você me trocou por uma pirralha como ela?
- Já disse! Eu terminei com você bem antes de conhecê-la!
- Mas é por culpa dela que você não me aceita mais!
- Lety! Olhe em meus olhos e me ouça! Não bote culpa nos outros! Eu já disse que terminei contigo pois não sinto mais nada por você! Ou seja, não tem a ver com a Anne, eu apenas não sinto nada! – ouço um barulho de tapa, ela bateu nele...
- Eu vou acabar com aquela vadia! Ela roubou você de mim!
- Lety!
- Ao menos me responda!
- Pergunte então...
- Você a ama? Você ama outra pessoa?
- Eu a amo sim! – depois disso ouço apenas o silêncio... logo depois seguido de um barulho de choro e o barulho de passos indo em direção a porta... chegando ao meu apartamento...
- Lety! – ela abriu a minha porta que até então estava aberta e começo a fingir que estava indo tomar um copo d’água... ela chegou perto de mim e começou a falar... podem me chamar da pessoa mais ignorante do mundo, mas enquanto ela falava me deu sono...
- Sua vadia! Olha o que você fez! Acabou com a minha vida! Eu amava ele! Por culpa sua ele não quer mais a mim. Por culpa sua! Por que não morre vadia? Você está me escutando? Não me ignore... estou falando contigo... – a voz dela estava me irritando
- AH! Cala a boca jumenta! Você arrombou a porta de meu apartamento para falar asneiras? Por favor, me poupe! Algo irá adiantar ficar me xingando? Eu acho que não! Se quiser xingar alguém, xingue a si mesma por não ter demonstrado direito seus sentimentos por ele! Se tivesse demonstrado seus sentimentos realmente por ele, não teria se apaixonado por outra. Agora saia do meu apartamento que sua voz está me irritando! – falado isso ela tentou bater em meu rosto, no entanto eu apenas segurei sua mão e joguei a água que estava no meu copo na cabeça dela dizendo – Agora saia daqui! – ela saiu correndo toda molhada...
Olhei para Evan e o mesmo estava se contendo para não rir. Fuzilei pelo olhar e falei:
- Ela vai voltar! Você sabe que ela vai voltar! – ele chegou perto de mim e falou
- Eu sei... mas até lá... vai ser tarde de mais... Então... já que sabe de meus sentimentos... você corresponde? – ele segurou meu queixo e foi aproximando seus lábios dos meus... pausei sua aproximação com meu dedo em sua boca
- Não sei do que está falando... ai ai, você poderia sair? Tenho que terminar uns exercícios de matemática...
- Anne... está bem! Mas outro dia você não me escapa!
- Veremos...
(x)Quebra-tempo(x)
O tempo se passou rápido, basicamente uns dois anos. Depois daquele ocorrido com a ex-namorada de Evan, não nos falamos mais como normalmente nos falávamos, digamos que, o culpado fora ele. Eu bem que queria continuar falando com ele da mesma forma, mas ele... age como se eu já fosse dele, que, se depender dos fatos, logo será verdade.
Daqui a um ano terei 18 anos, poderei ser adulta e ter um emprego melhor ao fazer concursos públicos que pagam bem melhor do que esses empregos para estudantes do ensino médio, como eu. Não que eu desvalorize meu trabalho, eu até gosto, afinal com ele consigo me sustentar, o que no início para mim parecia algo inacreditável.
- Anne! Vamos, você está atrasada! – era Evan, tínhamos combinado de ir ao cinema, na verdade, ele tinha combinado de ir ao cinema, sem ao menos perguntar arrastou-me junto...
- Acalme-se! Tenho apenas que enviar esse e-mail para o gerente! – tinha de enviar um e-mail ao gerente do meu atual emprego contanto todos os gastos e lucros ocorridos na empresa... algo simples, porém difícil quando se tem uma pessoa te apressando. – Pronto!
Saí correndo em direção a Evan, ele parecia MUITO impaciente...
- Francamente...
- Nyah! Não venha com “francamente...” você sabe de minhas obrigações e, além do mais, você me obrigou a ir junto, devia ficar quieto em seu canto, isso sim!
- Olha! Tenha respeito, você verá um filme incrível e romântico ao lado de um belo homem que convidou-a elegantemente a ir ao cinema e estás a reclamar...?!
- Óbvio, afinal o filme não é incrível, é um filme de terror clichê e, verei o filme com um ogro que me obrigou a ir ao cinema. Ou seja, sim irei reclamar!
- Até parece que não gosta desse ogro...
- Não gosto mesmo! Não sou a Fiona do Shrek se é isso que pensa de mim, Evan! Não me ponha em suas conversinhas de adulto metido a besta!
- Belos argumentos! Vamos, comprarei um sorvete para você depois!
- Não sou uma criança!
- Então não quer um sorvete?
- E-Eu n-não d-disse q-que n-não q-queria!
- Depois fala que não é uma criança...
- E você gosta dessa criança, seu pedófilo! – mostrei a língua para ele e saí correndo em direção ao cinema dentro do shopping, sim conversávamos a caminho do shopping...
- Olha! Não fuja que eu te darei uns paranauê agora mesmo! Humpf... — ele olhou para o lado e parecia ter visto algo estranho, mas logo depois foi correndo em minha direção dizendo – Espere por mim!
O dia passou corrido, fomos no cinema e logo depois em um restaurante perto de casa. Quando chegamos meus pais estavam na porta de meu apartamento... meus pais...?!
- Olá! O que querem?
- Viemos te ver, filha! – falou Sammantha
- Primeiramente, quando se encontra uma pessoa deverás cumprimentá-la; segundo, não me chame de filha, tenho um nome. Espero que não tenham esquecido dele...
- Oe, Oe! Acalme-se, são seus pais afinal! – falou Evan em meu ouvido, logo depois entrando em seu apartamento deixando-me a só com meus pais... Entrei em meu apartamento deixando-os sentarem no sofá para falarem o que tiverem a falar
- Então, fi... Anne... Nós viemos pedir desculpas! Estávamos preocupados com você, morando aqui sozinha e, por mais que Beatriz tenha falado que você estava bem e tudo mais, faz mais de dois anos que não temos contato com você e... isso é preocupante para nós...
- Isso, por isso viemos realmente te pedir desculpas por não termos contado que você era adotada, ou por não deixarmos você “viver” sem nós... Você ficou brava com nós?
- Ah, ah, ah, ah, ah! Desculpa, não consegui me controlar! Eu não estou brava com vocês, já os perdoei a muito tempo, só não tive tempo de entrar em contato com vocês nesse meio tempo, afinal estive muito ocupada... e vocês nem me procuraram mais, então pensei deixar do jeito que estava... Ah, ah, ah, ah!
- Nossa, que bom então! Você voltará a morar com nós?
- Não. Daqui a um ano apenas me tornarei adulta e, afinal estou conseguindo me sustentar bem! E além disso... tem uma pessoa que será difícil de eu ficar longe...
- Aquele garoto que estava contigo?
- Sim, ele mora ao lado. Bom garoto, pena que é muito irritante e enxerido, afinal... – me levantei e bati bem forte na parede que é oca, ele estava a ouvir a conversa... Gritou, xingou e bateu de volta. Happy end! Or no...
- Entendemos! Bom, estamos indo, está tarde! Pegue, dinheiro para sua faculdade, isso é trabalho nosso, seus pais! Então, tchau!
- Tchau e, obrigada!
Eles foram embora e logo depois apareceu Evan irritado, corado e com vergonha na porta de meu apartamento...
Ele veio em minha direção dizendo:
- Ai, desisto de ser santinho! Já esperei demais para isso! Não consigo negar o que sinto por você Anne! Eu te amo! – ele me pegou pela nuca e aproximou seus lábios dos meus, paralisei... ele tinha realmente feito isso...?!
Ele ficou me encarando enquanto eu continuava paralisada... e logo disse:
- Desculpa, é que existem coisas que é ruim esperar demais... – recobrei a consciência e comecei a rir para então dizer
- Demorou muito mesmo... Ah, ah, ah. – ele virou o rosto corado, peguei em sua mão. – Eu também te amo, cabeça oca.
- Hmpf, isso eu já sabia. Afinal, eu sou eu. – ri.
- Francamente... idiota...
- Então, quando casaremos? E teremos filhos? Ah, viajaremos na lua de mel?
- Oe, Oe! Acalme-se... Ah, ah, ah. Idiota. – ele sorriu risonho e corado.
(x)Quebra-tempo(x)
- Então, como estou? – perguntei ao sair do provador, eu e Evan depois de algumas semanas fomos ao shopping comprar roupas novas e, principalmente para eu mudar meu visual. Há um ano quando fui ao cabeleireiro e tingi o cabelo de branco meio loiro, ficou legal, no entanto meu estilo de roupa não combinava muito com o cabelo, então essa semana eu e Evan fomos comprar roupas novas, para mim e para ele. Ah, e se não tiverem entendido, estamos namorando nesse momento. Sim, aquele papo lá de duas semanas atrás durou e começamos a namorar!
- Uau! Está linda!
- Realmente, estou mesmo! – falei ao me olhar no espelho, enquanto ria da cara que ele fazia quando falei...
- Vamos? Já está na hora!
- Estou indo! – troquei de roupa e voltei para pagarmos... foi barato.
- Então, aonde vamos agora?
- Para casa debaixo das cobertas, enquanto vemos um filme e comemos uma pipoca! Topa?
- Mas é claro. Você falou na mesma frase: cobertas, filme, pipoca... óbvio que topo!
- Ah, ah, ah.
- Mas, principalmente, pois estarei ao seu lado...
- Lá vai ele! Policial, mande ele para a cadeia, é um pedófilo!!!
- Anne!
- Sim, posso ajudar? Por favor, pegue antes sua senha no balcão ao lado... não, pera...
- Ai, ai! Vem! – ele me pegou no colo e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele já estava correndo em direção ao apartamento... sabem o que é estar sendo carregada por um cara que está correndo no meio da rua em direção a sua casa com pessoas ao redor olhando para vocês como se fossem retardados, e outras olhando como se ele fosse um sequestrador? Não, pois então, não é só isso, estou de vestido e minha calcinha, infelizmente, está a mostra para todos!!!
- Evan! Pare! Minha calcinha está aparecendo, seu idiota!
- A-Ah! D-Desculpa!
- Desculpa uma ova, ajoelhe-se e beije meus pés!
- Hahah! Engraçadinha... – virei para ele e mostrei a língua. Peguei a chave e abri o meu apartamento.
Ele entrou e se sentou em meu sofá enquanto eu ia preparar a pipoca e escolher um filme!
Peguei um filme de terror e fomos assistir embaixo das cobertas. Sim, embaixo das cobertas MESMO! Por mais que seja verão, esteja muito calor e eu esteja quase morrendo, sim, estaremos embaixo das cobertas... o porquê?! Não sei!
(x)Quebra-tempo(x)
O ano passou rápido, até de mais! No entanto aproveitei ele bastante junto de Evan! Hoje, neste exato dia, é meu aniversário! Incrível, não?! 18 anos! Finalmente!!!
- Vamos Anne! Iremos nos atrasar!!
- Ai, cacilda! Já estou indo, Evan! – coloquei uma roupa simples, ao meu ver. Fui em direção a porta e lá estava ele vestindo uma roupa elegantemente elegante!
- V-Você e-está l-linda!
- Eu sei! – olhei para a cara de desaprovação dele para logo então rir e dizer – Você também está lindo, perfeito na real! – me aproximei dele e o beijei – I-D-I-O-T-A-!
- Anne, Anne! Saiba que agora você é uma adulta e, eu disse que não iria mais me segurar...
- Cara, eu sei, mas foda-se.
- Olha que eu irei mesmo te fod...
- Não fale! Coisas desnecessárias não devem ser faladas! Hmpf! Vamos! – fomos em direção a casa de meus pais comemorar meu aniversário. O lugar que a anos não vou...
Ao chegar encontramos Sammantha e John na porta nos esperando, elegantes como sempre.
- Olá! – falou Sammantha
- Olá! – falou John
- Olá! — falei
- Olá! – falou Evan
- ...
- ...
- Feliz aniversário, Anne! – falou Sammantha
- Feliz aniversário! – falou John
- Obrigada! – falei
- ...
- ...
- Então, não vão entrar?
- Ah, sim. – quando eu e Evan entramos encontramos todos os meus “familiares” ali. Beatriz, Prima Elli, Tia Doca, Tio João, Margaret, Elizabeth, Vó Ana, Vô Joaquim e até o Chico (papagaio do vô)!
- FELIZ ANIVERSÁRIO, ANNE! – todos gritaram. Comecei a chorar de felicidade.
- Obrigada pessoal!
A festa passou rápido, não falei muito, como o esperado. Não sou de falar muito... com a família...
Já em casa, eu e Evan fomos cada um para seu apartamento, nos despedindo com um beijo.
(x)Quebra-tempo(x)
Quatro anos já se passaram, hoje seria o aniversário de Sammantha, se ela não tivesse morrido em um acidente de carro com Beatriz há 2 anos. Já superei a bastante tempo... eu acho.
- Anne!
- Oi, Evan! O que houve? – ele me olhava de cima para baixo corado e aparentemente nervoso...
- E-Eu t-tenho a-algo a t-te p-pedir!
- Peça então...
- Mas não é o tipo de coisa que pode ser pedido assim, do nada, tem que ter um evento, algo, um encontro...
- Ah, ah, ah. Fale logo que a minha curiosidade é grande!
- V-Você a-aceita c-casar c-comigo? – casar?! Eu não esperava por essa, claro que eu sabia que estávamos namorando e que depois se o namoro fosse firme, nos casaríamos e tudo mais, mas... é estranho afinal, afinal eu não sei porra! Ah, dane-se! Eu o amo e é isso que importa, não é...?!
- Ah, ah, ah, ah! Era isso? Ah, ah.
- Anne! Não ria! É constrangedor!
- Está bem! Ah, ah! Desculpa.
- E então, qual a sua resposta?
- Aceito, idiota. Aceito.
- Aceita?!
- Sim.
- Sim?! Mesmo?!
- Sim!
- Sério?!
- Ai cacete, estou dizendo que sim, acredite em mim porra!
- Ah, ah, ah, ah, ah, ah! Sabia que iria se irritar... afinal te conheço muito bem, não é?!
- Francamente... – ele me prensou na parede enquanto distribuía beijos pelo meu pescoço, ombro, bochecha até chegar a minha boca. Me pegou no colo levando para cama, mas no momento em que ia começar a tirar minha blusa, parou e sussurrou em meu ouvido...
- Só depois do casamento...
- Ainda bem que sabe, mas beijar pode, não?! – sussurrei de volta em seu ouvido
- É melhor não, sabe... eu não consigo me controlar direito...
- Ai, ai. Que pena, acho que preciso de alguém que saiba se controlar, née...
- Anne!
- Ah, ah, ah, ah! Já parei, parei!
- Francamente...
(x)Quebra-tempo(x)
Depois de marcado o casamento, o dia finalmente chegou. Nervosa?! Eu?! Imagina, só estou igual a uma desesperada tomando litros e litros de água, indo ao banheiro, voltando a beber, de tanto nervosismo...
Hora do casamento~~
~~Depois do casamento
O casamento foi incrível, não sei por que fiquei tão nervosa. Ah, ah, ah. Evan estava lindo de smoking preto e, óbvio que eu estava linda também com o vestido branco divo que comprei! Bem modesta eu sou...
- Anne, Anne! Agora que estamos casados...
- O quê? – ele corou mas continuou a falar
- D-Daremos o-outro p-passo, n-não?!
- Ah, ah, ah. Se você quiser... por mim tudo bem. – sorri!
Ele começou a me beijar o pescoço, os ombros, a testa, logo depois a bochecha e foi em direção aos meus seios, levando-me até a cama... Depois disso, vocês já sabem...
(x)Quebra-tempo(x)
Faz cinco meses que descobri que estava grávida de Evan. Aquela noite foi incrível, quando contei a ele, só faltava pular de tanta alegria. Minha barriga já está enorme, logo nosso pirralho nascerá.
Eu não esperava que tudo isso fosse acontecer quando eu fugi de casa aos 15 anos... agora com 22 anos e alguns meses não me arrependo nenhum pouco do que eu fiz. Tenho um ótimo marido idiota, estou grávida de um pirralho que logo nascerá e tenho uma vida muito feliz. Estou honrada de ter sido adotada por meus pais, pois se não tivesse sido por eles eu não teria me revoltado e fugido de casa, se é que isso é algo que eu deva me orgulhar... mas, ainda bem que tudo deu certo... Só de imaginar que nada disso tivesse acontecido e agora nesse dia eu poderia estar ruim, sem Evan... não é bom de se imaginar...
- Anne, o que você está fazendo? Volte já para cama, deixe que eu faça isso!
- Ai, ai. Me deixa em paz, marreco. – Evan pegava a vassoura de minha mão enquanto eu puxava ela de um lado para o outro tentando fazer com que ele soltasse... louca?! Sou muito...
- Vamos fazer o seguinte... eu irei varrer a casa e depois vou para cama contigo ficar ao seu lado, ok?
- Mas você tem que trabalhar...
- Hoje é meu dia de folga...
- Hmpf... – fui em direção ao quarto e me deitei enquanto ouvia música... logo depois Evan chegou segurando brigadeiro *---*
- BRIGADEIROOOO! – comecei a pirar enquanto ele tentava me acalmar. Ri. Ele riu também.
- Francamente...
- Nossa, isso está muito bom Evan! Já pode até casar, não pera... Ah, ah, ah...
- Que bom que gostou, fiz especialmente para você, então coma tudo u_u
- Está bem, está bem... ah, ah, ah.
- Você é realmente muito infantil...
- Muito! – mostrei a língua para ele debochadamente. Ele se levantou e foi em direção a gaveta do armário, de lá tirou um papel, uma carta talvez... veio em minha direção e disse
- Toma. Leia essa carta, eu vou rapidinho sair, ok? Então, não sinta saudades.
- Tentarei! Ah, ah, ah. – quando ele saiu, peguei a carta e comecei a ler:
“ Anne,
Pode ser estranho eu estar mandando uma carta para ti, ou não, mas você sabe que eu tenho sérios problemas em ter que falar sobre meus sentimentos. Então decidi escrever essa carta para você contando todos os meus sentimentos para você, em forma de um poema: (veremos se você é boa na interpretação, hein)
Momento de glória e perda
Perdi meu amor
Perdi minha paixão,
Encontrei meu amor
Encontrei minha paixão
Os dias passaram, sem eu entender
O que sentia por você
A cada momento que passava
Olhava eu a você
Caminhar pela sua casa
A procura de algo, ao meu ver
Sei que sou idiota
Por pensar dessa forma
Mas os seus olhos iluminam
O caminho pela qual passo
Óbvio que não digo
Que tu és uma lâmpada
Mas saiba que
Meus sentimentos por você
Vão mais além do que isso
“Um poema é uma forma de se expressar”
Eles disseram
“Mas como?!”
Eu pergunto
Não sei se entende o que quero te falar
Mas você sabe o que passei
O que passei sem você
O que passei por você
O que passei com você
Tudo e nada que fiz
Motivos tinham
Entenda
Amo-te muito
Seu jeito de falar
A forma de andar
Como expressa seus sentimentos
E como não expressa seus sentimentos
Tudo e mais um pouco
Cada gesto, carinho, respeito
Cada toque, aperto e beijo
Cada tudo e cada nada
São o que mais me importa,
Nesse momento,
Antes
E sempre
Afinal prometi,
Não apenas no altar
Mas em meu coração,
Que iria te seguir
Até que a morte nos separe
E que isso
Demore
Muito
A
Acontecer...
Saiba:
Eu te amo, Anne!
Espero que meus sentimentos tenham chegado a você, realmente não sei escrever poemas, mas dei o meu melhor. Ah, ah, ah. Não chora, sei que deve estar quase chorando, se já não estiver, mas não chore... sorria.
Eu te amo muito Anne!
Abraços, beijos e amassos — Evan”
Não chorar, ele diz... mas como?! Porra véi, não consigo parar de chorar agora! Claro que entendi o que quis dizer, não sou idiota afinal. Ah, ah, ah... francamente...
Leio e releio a carta várias vezes seguidas, até ele chegar...
- Evan! – saio correndo em sua direção... o abraço fortemente, devo estar o esmagando...
- Você leu?!
- Óbvio! Eu também te amo muito Evan! Muito mesmo! Muito, muito e muito! Obrigada por estar ao meu lado quando mais precisei e, até mesmo quando não precisei, aquilo foi preciso. Ah, você entendeu!
- Ah, ah, ah. Entendi sim! Te amo, pirralha!
- Te amo, idiota!
(x)Quebra-tempo(x)
~~Dia do parto~~
Já se passaram 4 meses desde aquilo, hora da criança nascer... LITERALMENTE. Que dor desgraçada é essa, porra! Isso não tinham falado enquanto ele enfiava a porra dele em mim! Ai cacete! Deixem-me pirar! Deu, me acalmei!
Chegamos no hospital correndo, não literalmente, pois eu não podia correr por causa da dor, mas ah, vocês entenderam. Entramos na sala do parto e... depois de vapt e vupt o pirralho nasceu, não pera... nasceu uma pirralha...
Levaram a pirralha para pesar, limpar e bla bla bla, enquanto costuravam minha xana. Depois Evan veio mais para perto do meu lado e falou:
- Nossa, você está bem?
- Um ser acabou de sair pela minha xana, mas sim estou bem, muito bem! – sorri. – Agora que parei para pensar, que nome daremos a pirralha?
- Opa! Não sei.
- Jullie?
- Pode ser.
- Ok, então vai ser Jullie. – a mulher chegou e colocou Jullie em meus braços, era uma pirralhinha parecida com um joelho, igual a meu pai sempre falava! Fofa! Estrutura média para um bebê, então tá saudavelzissima.
- Que linda nossa filha! Tem seus olhos.
- Oh! Temos uma outra lâmpada agora.
- Ai, ai... você nunca se esquece do poema, não hein?!
- Ah, ah, ah. Nem um pouco.
- Srtª Way você deveria amamentar seu filho agora para depois levarmos ele ao berçário. – falou a enfermeira
- Ah, claro! Obrigada. – peguei Jullie e tirei minha camiseta deixando meus seios a mostra para logo depois ela abocanhá-los e tomar meu leite. Pareço uma vaca agora~~
Depois de alimentá-la ela foi levado ao berçário e pediram para Evan se retirar para meu descanso.
Já a noite, saí do hospital com Jullie para ir para casa. Não tivemos de ficar muito tempo no hospital, não sei se foi bom ou ruim, mas...
- Agora começamos uma nova vida, não é?!
- Realmente... mas eu ainda acho que deveria ter nascido um pirralho...
- Por quê?!
- Ué, não é óbvio?! Para quando ele ficasse mais velho pudesse rolar um incesto entre eu e ele... Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah. Morri. Estou brincando, estou feliz de ter sido Jullie!
- Também... Boa noite.
- Boa noite. – três minutos depois...
- Buáaáááááááááá! – Jullie quer mamar...
FIM! OU NÃO!
Notas finais
:D
#Naomi
Fale com o autor