Notas iniciais
Espero que gostem, muito obrigada pelos reviews! Boa leitura.

A expressão de Finn mudou totalmente, de calma e com um ar de “eu estou do seu lado” se transformou em uma expressão assustada. Passaram-se uns cinco minutos assim, ele sem reação e eu nervosa por ele estar sem reação, até que escorre uma lágrima do olho dele e ele olha bem nos meus olhos e diz:

-Eu te prometi, que eu ia ficar do teu lado e eu vou. Porque eu te amo e a partir de agora eu amo esse bebê que você está esperando. Nosso filho. – neste exato momento todo o sentimento de medo e nervosismo que eu estava foram embora, dando lugar para lágrimas de emoção se escorrendo pelo meu rosto. Eu não consegui dizer nada, só consegui abraçar aquele homem maravilhoso que estava na minha frente. Ficamos abraçados um tempo até eu dizer:

-Eu ainda não tenho certeza, mas eu fiz um teste de farmácia e deu positivo. – eu disse um pouco mais calma. – ainda é cedo podemos ir a um laboratório e fazer um exame...

-Amanhã fazemos isto, você não está bem agora, podemos esperar. – disse ele com uma voz suave e seu sorriso de príncipe.

-Eu estou bem. Estou me sentindo melhor, podemos ir hoje. Eu preciso saber o mais rápido possível.

-Está bem, vamos lá.

-Eu vou só lavar o rosto e nós vamos. – Finn assentiu com a cabeça e me deu um beijo na testa e saiu do quarto junto comigo acho que Santana pediu para Quinn deixar meio que a casa só para nós e elas estavam no quarto. Não avisamos ninguém que iríamos sair. Fomos bem devagar até o carro e ao entrar ficamos em total silêncio, até Finn quebrar:

-Já pensou em nomes? – perguntou ele sorrindo

-Nem processei tudo isso direito ainda, nem me passou pela cabeça os nomes pro bebê... – eu disse dando um sorriso de leve. Passou-se mais um tempo e chegamos no laboratório. Tinha bastante gente, acomodei minha cabeça no ombro de Finn e fiquei ali sentindo aquele cheiro perfeito até a fila andar e chegar nossa vez. Finn falou com a mulher da recepção que foi bem simpática e até disse que formávamos um belo casal. Agora era só esperar ser chamada. Finn e eu nos sentamos perto da máquina de café e aguardamos. Não precisou esperar muito logo uma mulher baixinha (mais baixa que eu) de cabelos ruivos chamou meu nome e eu fui acompanhada do Finn. O exame era de sangue, eu sempre tive pavor de agulhas então segurei minha mão livre na mão do Finn e fechei os olhos. Foi bem rápido até. Ao sair a baixinha nos disse:

-O resultado sai em quatro horas, se vocês quiserem dá pra pegar pela internet com essa senha aqui, cada paciente tem a sua então não tem perigo de outro alguém abrir. – disse ela nos entregando um pequeno envelope com a senha dentro.

-Obrigada. – dissemos Finn e eu quase ao mesmo tempo. Finn me guiou até o carro, entramos e na volta fomos bem mais animados e conversando. Chegamos no meu apartamento e decidimos que Finn passaria mais essa noite lá. Nem precisei contar tudo para a Quinn, pois a Santana já havia feito o serviço. Ficamos todos na sala esperando chegar 00:00 que era o horário que completaria as quatro horas para esperar o resultado. Finalmente chegou a hora.

-Quem vai? – perguntou Santana

-Deixa comigo. – disse Finn. Levantei, peguei o notebook e entreguei nas mãos dele. Ele era muito rápido então em pouco tempo o vi abrindo o envelope para ver a senha que a enfermeira havia dado. Finn digitou os números com muita calma. Ele ficou olhando fixo para a tela do notebook.

-Anda fala logo! – disse Santana.

-Eu vou ser pai – disse ele sorrindo – deu positivo Rachel. – quando Finn disse isso eu levei imediatamente as minhas mãos na barriga, olhei e sussurrei “oi” para meu filho, ou filha. Finn colocou o computador de lado ficou de pé em minha frente, me abraçou e disse:

-Vai dar tudo certo meu amor! Confia em mim.

-Pode deixar. – o abracei mais apertado e separei um pouco nossos corpos e nos beijamos abaixo de lágrimas e sorrisos. As meninas que ainda estavam ali nos abraçaram também e disseram que iriam ajudar no que fosse preciso. Eu pensei em como contaria aos meus pais se eles só sabiam por telefone que eu estava namorando o Finn. Mas me esqueci dessa preocupação e aproveitei que minhas amigas tinham ido dormir e abracei meu Finn. Ficamos ali abraçados até tocar o telefone.

-Atende? – eu perguntei para ele. Finn fez que sim com a cabeça

--Alô! – imediatamente Finn desligou o telefone – acho que foi engano, a ligação caiu. Quer ir dormir?

-Pode ir se deitar eu quero tomar um banho antes... – eu respondi sorrindo.

-Quer que eu tome com você? – ele perguntou de volta

-Não precisa meu amor, quero ficar um pouco sozinha. – eu respondi e dei um selinho em seus lábios. Fui para o banheiro tirei minhas roupas o mais rápido possível e entrei no chuveiro, deixei a água bem quente escorrer pelo meu corpo. Nos últimos dias eu não havia mais tomado banho sozinha, só com o Finn. Não estou reclamando disso, até porque não é qualquer uma que pode tomar banho com um homem daqueles todos os dias, mas eu estava precisando de um banho sozinha, quer dizer eu e o bebê que estava na minha barriga. Era tão estranho falar meu filho... Eu só tinha 21 anos e já era mãe. Como não posso – e nem quero fazer nada para mudar isso resolvi começar a pensar se eu tinha preferência por menino ou menina, pensar nos nomes, no enxoval, imaginando Finn e eu sendo pais... Nada disso havia passado pela minha cabeça desde que eu comecei a enxergar meu Finn com outros olhos.

-Parece que agora vamos ter uns bons nove meses juntos pela frente não é? — eu sussurrei para meu filho ou filha passando a mão na minha barriga e me inclinando. Fiquei mais um bom tempo no meu banho e saí. Me enrolei em uma toalha e fui para o quarto. Finn ainda estava acordado com a televisão ligada, mas não parecia estar prestando atenção nela.

-Empresta uma camiseta? – eu pedi sorrindo.

-Pode pegar qualquer uma. – peguei das nossas malas de viajem que estavam no meu quarto uma camiseta bordô do Finn, coloquei uma calcinha e vesti a camiseta. Fui direto me deitar. Me abracei em Finn que disse:

-Se for menina quer qual nome? – perguntou ele sorrindo

-Pensei em Katie... ou Marie, não sei.

-Gostei de Katie, e se for menino?

-Ah daí é com o papai! – eu disse sorrindo

-Ih ferrou, acho que se nosso filho for homem vai acabar ficando sem nome. – disse ele rindo.

-Eu te amo sabia?

-Não, eu quero ouvir.

-Esperto... Eu te amo.

-Eu também te amo, muito. – Me acomodei no peito dele e adormeci. Ouvi Finn dizer “durmam bem meus anjos” e daí peguei no sono de vez.

Notas finais
Gostaram????