Inesperado

21 Mother... Father... I'm pregnant


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora gente :) mas aqui está o capitulo novo, espero que gostem. Boa leitura

Já era quase de tarde e Finn e eu ainda estávamos dormindo, sorte que era sábado e nenhum de nós trabalhava, o que conseguiu me acordar mesmo foi minha mãe me ligando:

–Mãe? – eu perguntei um tanto sonolenta.

–Rachel! Ah querida que saudades... – eu sorri ao ouvir a voz de minha mãe, fazia tempo que eu não a via.

–Mãe... Estou morrendo de saudades também. – de repente lágrimas começaram a cair pelo meu rosto e um sentimento de culpa enorme tomou meu coração. Malditos hormônios.

–Está tudo bem querida? – perguntou ela.

–Ah mãe... Eu tenho tanta coisa pra te falar... – me senti culpada por não ter contado a minha própria mãe as poucas e boas que eu havia passado nos últimos tempos, mas se eu não contei foi para protege-la.

–Pode me contar, eu faço questão de te ouvir. – era a oportunidade perfeita para o jantar com meus pais e o Finn. E eu teria coragem e falaria tudo o que aconteceu. As coisas boas e ruins.

–Mãe, você e o papai não querem vir jantar aqui hoje à noite para conhecer meu namorado? Assim nós já conversamos tudo o que tem para conversar. – eu perguntei um pouco mais animada.

–Claro filha! Não vejo a hora de conhecer seu namorado, seu pai o viu quando ele te levou ao trabalho não foi?

–Foi sim... Eles se deram bem até, o papai gostou dele.

–É um bom sinal seu pai gostar de algum namorado seu... Lembra do último? Coitado do menino saiu correndo... – comecei a rir por vir a lembrança do garoto feio e nerd que eu namorei na escola.

–Eca mãe, lembro sim. Mas prefiro não lembrar, ele era muito feio e realmente não prestava, era chato de mais! – eu disse gargalhando.

–O Finn deve ser diferente, eu espero.

–Nem compara... O Finn é totalmente diferente... – eu suspirei e olhei encantada para meu namorado príncipe que dormia ao meu lado.

–Não vejo a hora de conhece-lo, espera um minuto vou falar com seu pai. – ouvi minha mãe perguntando (gritando) para meu pai se ele queria jantar aqui hoje. – Está combinado Rach! Hoje que horas?

–Pode ser as 19h?

–Claro querida!

–Ok, estou com saudades...

–Eu também querida, eu também... Até de noite.

–Até. – não sei se Finn iria gostar do jantar ser hoje, afinal ele devia estar cansado de ontem a noite, e nós merecíamos um descanso. Mas acho que ele iria entender. Deixei Finn dormindo, dei um beijo em seu rosto, troquei de roupa e fui para o banheiro. Quinn e Santana já estavam acordadas.

–Berry, sem chances senta aí e nos conta tudo. – disse Santana apontando para o sofá, sem nem me dar bom dia. Quinn concordou com a cabeça.

–Bom dia para vocês também! – eu disse com ironia.

–Bom dia Rachel, agora conta logo como o cretino foi parar atrás das grades.

–E pensar que eu o chamei de gostoso... – suspirou Santana.

–Ah, é uma longa história, mas eu conto. – comecei a falar e não parei mais contando a história toda para as meninas.

–Uau... Eu pagava pra ver o Finn dando uma de Tom Cruise em Missão Impossível... – disse Quinn no tom que era típico da Santana.

–Quinn ninguém te perguntou, nem parece que tem namorado... – eu disse dando um tapa no braço dela. De repente Finn saiu do quarto usando somente uma bermuda e sem camiseta. Ótimo momento para ele aparecer sem camiseta.

–Olha se não é o agente Ethan... – disse Quinn em tom de brincadeira e fitando maliciosamente o corpo do Finn. Santana e eu não entendemos nada da história de “agente Ethan” e olhamos para Quinn com cara de quem ninguém entendeu nada. – Ninguém aqui já viu Missão Impossível hein? – entendi que Ethan deveria ser o personagem do Tom Cruise. Finn sorriu com a comparação e veio até mim e me deu um beijo nos lábios.

–Finn eu quero te contar uma coisa, não sei se você vai gostar, mas... – eu disse me levantando e o fiz sentar no sofá para sentar no colo dele. Finn fez uma cara de apavorado que deixava ele ainda mais bonito, não pude evitar de lhe dar outro beijo. – calma, não é nada grave, pelo menos não pra mim.

–Fala logo Rach! – pediu ele.

–Convidei meus pais para jantar aqui hoje às 19h... – eu disse colocando as mãos no rosto como se fosse me esconder. Finn arregalou os olhos. – Calma, a parte pior já passou, você já conhece o meu pai.

–Tudo bem... Eu tenho que ir a minha casa pegar uma roupa. Não quero receber seus pais de camiseta e bermuda.

–Claro, quer que eu vá com você?

–Não precisa, quero te fazer uma surpresa... – disse ele dando aquele sorriso mortal. Eu sorri em resposta, me virei de frente para ele e coloquei uma perna em cada lado da sua cintura e o puxei para beija-lo, Finn me segurou pela cintura e me beijou. Quando nosso beijo estava no ápice fomos interrompidos pela Santana.

–Eca, vocês não podem arrumar um quarto?

–Cala a boca Santana, nos deixa.

–Pobre dessa criança quando nascer... Vai ter que aturar os pais se agarrando o dia inteiro. – disse ela em tom de reprovação. Ignorei a Santana e continuei nosso beijo, agora tirei as mãos dos cabelos do Finn e passei para suas costas nuas e extremamente sexy. Não passamos disso, Quinn e Santana se acostumaram e fingiram que nem estávamos ali.

–Rach, agora eu tenho que ir... – eu fiz biquinho – não faz isso, é tortura. – disse Finn me puxando para outro beijo bem mais rápido. – É sério Rach, eu volto às 19h para o jantar...

–Quero te ver bem gostoso aqui hoje a noite viu? – eu sussurrei no ouvido dele e mordi o lóbulo da orelha dele.

–Como se precisasse pedir. – disse Quinn que impressionantemente havia escutado o que eu disse para Finn, que começou a rir e eu também. Finn se despediu de nós, colocou uma camiseta e saiu. Passei a tarde decidindo o que Santana, a cozinheira oficial da casa, iria preparar para o jantar. Quando já eram 18h fui tomar banho e me arrumar. Coloquei um vestido preto, um pouco soltinho por causa da barriga, um sapato de salto baixo e prendi meus cabelos em um coque. Logo depois de mim Quinn foi tomar banho e colocou um vestido verde claro com um salto enorme nos pés, não sei como ela estava caminhando. Depois foi a vez de Santana que colocou um vestido também, só que invés de preto, ou verde claro, colocou um azul. De maquiagem passei somente, base, pó, máscara e um gloss bem brilhoso. Estávamos esperando na sala, com tudo já pronto, e bateram na porta. Como de se esperar eram meus pais.

–Pai! Mãe! – eu exclamei e fui recebe-los. Quinn e Santana os cumprimentaram também.

–Cadê o Finn? – perguntou minha mãe ansiosa para conhece-lo.

–Ainda não chegou, ele passou na casa dele para trocar de roupa e disse que iria trazer uma surpresa.

–Não acho que seus pais queiram saber que tipo de surpresa seja essa. – disse Santana no seu tom malicioso, minha mãe riu, mas meu pai fez cara feia.

–Não dêem bola para a Santana.

–Você está tão linda Rachel... Está mais gordinha, andou comendo demais nas férias? – disse minha mãe, que me pegou de surpresa com a pergunta.

–Ah... é... Eu acabei comendo uns sorvetes a mais. – eu disse tentando disfarçar, novamente bateram na porta, e dessa vez deveria ser Finn, a atração da noite. Fui atender a porta, e como eu pensei, era o Finn. Apavorei-me quando vi o que ele estava vestindo. Finn veio de terno, gravata, calça e sapato social, e trouxe um buquê de rosas vermelhas para mim e uma rosa cor-de-creme para minha mãe. Beijei Finn de leve sobre os lábios e ele me entregou as flores me dizendo que eu estava linda.

–Finn Hudson! – exclamou minha mãe boquiaberta ao ver Finn, seu charme e beleza e seus quase dois metros. Para ajudar o estado de choque da minha mãe Finn deu aquele sorriso torto que nem eu aguentava e a entregou a flor.

–Olá senhora Berry. – disse Finn cumprimentando minha mãe.

–Senhor Berry... – disse Finn cumprimentando meu pai.

–Pode chamar de Will, eu não me importo. – disse meu pai sorrindo. Tive que cutucar minha mãe que ainda estava em choque com a beleza e a simpatia de Finn.

–Ah Finn, você é mesmo lindo como a Rachel disse... Meu Deus... – disse minha mãe tentando parecer normal. Finn sorriu envergonhado.

–A comida está pronta! – gritou Santana da cozinha trazendo seu prato especial. Nos sentamos todos a mesa e o interrogatório do meu pai começou.

–O que você faz Finn? – perguntou ele.

–Eu trabalho de porteiro aqui do prédio durante a semana. – respondeu Finn. Eles conversaram mais um pouco e eu pensei em dizer sobre a gravidez, e fui para a cozinha. Menti que fui pegar um guardanapo e chamei Finn para pegar para mim porque estava no alto. Finn chegou na cozinha.

–Eu tenho que falar. – eu sussurrei.

–Eles vão me matar. – disse ele nervoso.

–Você não tem culpa de nada, a culpa é nossa. Calma, vai dar tudo certo...

–Boa parte da culpa vai ser minha até porque o responsável por comprar proteção deveria ter sido eu.

–E a irresponsável por esquecer de tomar o remédio fui eu! – eu sussurrei. – vai dar tudo certo. – apesar de estar com um salto baixo, fiquei na ponta dos pés para beijar Finn e o beijei de leve e logo passei o dedo sobre seus lábios para tirar o gloss que ficou. Voltamos a sala com o guardanapo na mão e eu disse:

–Eu tenho uma coisa para contar. – eu disse gaguejando um pouco. Quinn e Santana arregalaram os olhos.

–Pode contar filha... – Finn estava sentado ao meu lado na mesa, passei a mão na perna dele e sussurrei “vai ficar tudo bem”.

–Mãe... Pai... Eu...

–Eu? – perguntou minha mãe.

–Eu estou grávida.

Notas finais
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Quinn: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_45/set?id=75323962
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