Inesperado

19 Feeling In A Movie


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora! Mas aqui está um capitulo bem longo para vocês! Obrigada pelos reviews, vocês me incentivam a escrever mais. Boa leitura!

-Rachel acorda! – ouvi chamar Finn tentando não me assustar em uma tentativa que falhou porque eu pulei da cama.

-Que foi Finn? – eu disse num grito.

-Calma... – ele me puxou e colocou minha cabeça em seu peito me deixando mais tranquila – desculpe se eu te assustei... – Finn deu um sorrisinho de leve.

-Não foi nada... – não havia maneiras de conseguir brigar com Finn Hudson e seu sorriso. – O que houve?

-Meu pai achou o Sam! – disse ele animado

-Como? – eu disse com um sorriso de orelha a orelha no rosto. – Onde ele se meteu?

-Na verdade isso eu ainda não sei, mas meu pai me mandou uma mensagem dizendo “achei o sujeito” vou ligar para ele.

-Me deixa falar com ele. Eu tive uma ideia, quero ver o que seu pai acha...

-Pode falar com ele, mas deixa que eu falo primeiro. – assenti com a cabeça e sorri. Não esperava que meu dia começasse tão bem com uma noticia dessas, me deu até animo para ir trabalhar, e como meu horário de trabalho era das 10h da manhã às 18h e ainda eram 8h eu decidi ir trabalhar, mas não antes de falar com o pai do Finn, que já estava em pé tagarelando bem animado com seu pai. Enquanto ele não me passava o telefone eu fiquei falando com meu bebê e acariciando minha barriga, que por sinal já estava aparecendo, de leve, mas se colocar uma roupa justa aparece. Sinal de que hoje para o trabalho eu teria que ir com alguma coisa não justa, não quero que meu pai fique sabendo da gravidez, pelo menos não agora. Meus pais nem conhecem o Finn pessoalmente, e por mais que eu saiba que ele é do bem, e eu o amo, se fosse minha filha eu não gostaria que ela aparecesse grávida de um cara que eu não conheço.

Finn já tagarelava há quase uma hora com seu pai, e me deu tempo de pensar em convidar meus pais para jantar aqui ou no meu apartamento para conhecer Finn. Mas tem que ser logo, daqui a pouco nem roupa solta esconde mais. Interrompendo minha conversa mental, finalmente Finn me passou o telefone. Sorri ao recebe-lo nas minhas mãos, eu estava cheia de ideias.

-Ah Sr. Hudson... Finalmente! – eu disse feliz

-Rachel! Tenho que contar muita coisa que interessa – e muito a senhorita, mas essa parte eu deixo pro Finn. Meu filho me contou que você está cheia de ideias e espera minha aprovação é isso?

-Isso mesmo, é sempre bom a aprovação de uma autoridade antes.

-Que autoridade nada, eu só faço o meu trabalho. – suspirou ele orgulhoso – Então Rachel, quais suas ideias?

-Então... Eu estive pensando que eu o Finn podemos marcar em algum lugar com ele para fingir entregar o dinheiro e o senhor pode vir junto, e pega ele de surpresa e ele vai preso. – eu disse como um garotinho de 6 anos contando algum filme de super-herói.

-Anda vendo filmes policiais Rachel? – perguntou ele brincando – É uma ótima ideia, você é muito inteligente.

-Que bom poder ajudar! – eu suspirei alegre

-Eu vou pensar na ideia e organizar tudo direito, assim que fizer isso eu ligo para vocês. Obrigada Rachel.

-Obrigada nada, só estou ajudando!

-Mas não é só por isso, obrigada por fazer meu filho feliz, fazia tempo que eu não o via sorrir dessa forma. – imediatamente sorri e meus olhos foram pegos de surpresa por uma cortina de lágrimas, que logo caíram sobre meu rosto. A gravidez me deixava mais emocional.

-É tão bom saber disso, eu amo muito o seu filho Sr. Hudson... – eu disse tentando não transparecer meu choro de emoção.

-E pode ter certeza que ele te ama demais também, aliás, ama demais você e meu neto. – fiquei boquiaberta, pois não sabia que o Finn tinha contado para os pais dele, mas como ele reagiu bem fiquei mais calma. – não precisa chorar

-Muito obrigado Sr. Hudson... Por me deixar ajudar e por ter criado este homem maravilhoso.

-Não há de que Rachel!

-Até logo, e mais uma vez obrigada!

-Até logo. – joguei o telefone em algum lugar e abracei Finn que estava do outro lado da cama.

-Eu te amo. – eu sussurrei sobre seus lábios que estavam colados aos meus e conseguiram ficar mais juntos ainda, em um beijo muito lento e romântico, como de um filme romântico daqueles bem melosos. Finn colocou um braço na minha cintura e o outro em meu rosto, logo acabou com nosso beijo, me deitou na cama e levantou a minha (que na verdade era dele) camiseta até minha barriga ficar de fora, dando um beijo ali e dizendo para nosso filho que o amava. Comecei a chorar ainda mais por ver aquela cena linda. Fiquei mais um tempo assim com o Finn e tratei de me arrumar logo, me agradeci por ter pegado uma roupa decente antes de sair de casa ontem à noite. Fui tomar um banho, e Finn tomou comigo, mas não fizemos nada porque apesar de já ter ouvido falar que não tem perigo sexo na gravidez, eu não queria que meu filho presenciasse a sua mãe encarnando em seu lado vadia, que é o que eu realmente era quando transava com Finn. Então ficamos só nos beijos e alguns chupões pelo meu pescoço.

-Vou ganhar mais alguns pra minha coleção... – eu disse em tom de brincadeira e me referindo as marcas dos chupões de Finn que se espalhavam entre meu pescoço e meu colo.

-Acho que vai ter que usar um lenço...

-Eu também – respondi sorrindo e continuei a beija-lo. Nosso banho acabou e eu me vesti rápido pois estava quase na hora de eu chegar ao trabalho, e provavelmente chegaria atrasada porque eu queria passar no meu apartamento para pegar um lenço para esconder os “presentes” que Finn deixou no meu pescoço. Assim que eu já estava pronta Finn colocou uma calça e uma camiseta e me levou ao meu apartamento que chegando lá em um tempo muito rápido eu peguei um lenço qualquer nas minhas coisas e amarrei ao redor do pescoço. Durante o caminho até o trabalho contei para Finn minha ideia de trazer meus pais para jantar e ele aceitou. Quando chegamos Finn fez questão de me levar até o andar certo e até cumprimentou rapidamente meu pai, ele me deu um selinho rápido nos lábios e saiu.

-Pai! – eu exclamei e dei um abraço apertado em meu pai.

-Rachel, que saudades! – disse ele retribuindo meu abraço. Imaginei que o caso Sam se resolvesse até hoje então fiz o convite para amanhã.

-Pai, tenho um convite a fazer ao senhor e a mamãe. Quero que vocês venham jantar no apartamento do Finn amanhã a noite.

-Ah filha... A Shelby anda muito preocupada com você... Acho que ela vai adorar a noticia. Por mim tudo bem, e acho que por ela também. – logo meu pai já me apresentou Marley, a moça nova que havia entrado na empresa e era minha nova companheira de escritório. O dia passou bem rápido. Quando eu já estava quase na hora de sair Finn me ligou dizendo que havia tirado folga e viria me buscar. Assim que deu o horário saí bem rápido dando tchau a todos principalmente a Marley que era muito legal. Ao descer vi Finn encostado no seu carro em uma pose extremamente sexy combinada a seus cabelos meio desalinhados e a uma camiseta preta e calça jeans. Não pude evitar de sorrir.

-Boas noticias! – disse ele após me dar um beijo e entrarmos no carro. – Marquei de encontrar com o Sam hoje, na rua do lado do teu prédio. Meu pai vai junto e Sam vai sair de lá preso se tudo der certo.

-Vai dar tudo certo! – eu disse empolgada. Fomos direto a casa dos pais de Finn e chegando lá encontrei pela primeira vez Kurt, seu irmão gay e sua mãe Carole, que foram muito queridos comigo e me receberam incrivelmente bem. Kurt já foi logo elogiando minha roupa e dizendo que eu tinha um belo gosto por lenços... Eu nem gostava de usar lenços, mas se eu não quisesse exibir as marcas que Finn deixou para todo mundo eu teria que usar.

-Até que enfim meu irmão desencalhou. Ele não namorava desde a escola, e ele é um belo pedação de homem, e eu juro que se não fosse meu irmão e fosse gay já estaríamos casados. – imediatamente comecei a gargalhar com Kurt, nos demos muito bem e eu sempre quis ter um amigo gay desses bem lindinhos e apaixonados por moda, bem ao estilo Kurt. Interrompendo nossa conversa Burt e Finn se despediram de todos e nós os desejamos boa sorte. Finalmente Sam iria ser preso, e poderíamos viver nossa vida em paz.

Eu queria ir junto na missão Sam porque provavelmente seria bem como nos filmes, mas como eu tenho um namorado muito preocupado, ele achou melhor eu ficar na casa dos pais dele. Carole se sentou ao meu lado e disse:

-Não se preocupa, vai dar tudo certo querida. – disse ela passando a mão em meu ombro. – e meu neto? Já sabem o sexo?

-Ah ainda não Sra. Hudson, mas já pensamos em nome para se for menina.

-Querida pode me chamar de Carole. Ah que amor, qual será o nome se for uma menininha? – Kurt sorria feito uma criança ao ver um brinquedo novo e colocava as mãos em minha barriga falando com voz fininha com meu bebê.

-Se for menina será Katie, e se for menino o Finn escolhe.

-Posso ajudar com o enxoval se quiserem! – exclamou Kurt bem animado. Passou um tempo e nada de Finn ou Burt estávamos todos preocupados até meu celular tocar e todos levarem um susto e começaram a rezar. Era Finn.

--Ah Finn! – eu suspirei aliviada

--Rach! – exclamou ele

--O Sam está preso? O que aconteceu? Deu tudo certo?

Notas finais
Gostaram?? Será que deu tudo certo??