Inesperado
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Chegamos a um acordo que beneficiava os dois, como o apartamento dele estava em obras por causa das infiltrações, e o medico disse que não era bom eu ficar sozinha, por que podia acontecer alguma coisa; Então nessas duas semanas House estava morando comigo, era meio estranho, mas era bom ter alguém ao seu lado, e o House tinha se mostrado um pouquinho diferente, até um pouco preocupado, como no dia que eu acordei mais enjoada do que o normal.
-O monstrinho acordou agitado hoje?-Perguntou ele me trazendo uma xícara de chá de hortelã
Balancei a cabeça afirmando
-Nada de apelidos House, principalmente desse tipo-Falei pra ele;
Era o jeito dele de mostrar que se importa
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- O dia tinha sido muito exaustivo, as duas semanas haviam se passado, eu fui ao médico, e dizer que eu tive uma surpresa, era muito,muito, pouco, chorei ao ouvir os batimentos do coração, só não sabia se era de choque ou emoção, sai de lá bem abalada, não lembro bem como cheguei em casa (o que considero uma irresponsabilidade), me sentei na cama e pensei no que o médico havia me dito, pior era que eu podia ver a ligação, meu pai tinha, meus irmãos eram, e
as probabilidades eram maior quando se tem casos na família
"Meu Deus, o que eu eu vou fazer agora" era só o que passava na minha mente.
Já tinha tomado a minha decisão, em new York seria melhor, mas House não entenderia, não gostaria, ficaria chateado e com toda razão, mas eu vou.Tomei um banho me deitei, chorei, e fiquei pensando em como contar a ele até dormi.
Acordei com o som de passos molhados, abri os olhos, House estava pelado e molhado procurando alguma coisa no quarto, eu ri e falei
-Vista alguma coisa House; o quê você tá procurando?
-Como se você nunca tivesse me visto nú- falou ele -Uma toalha
Ignorei o comentário dele
-Na parte de cima do guarda roupa tem uma
Ele se enxugou, vestiu uma cueca, e deitou na beirada da cama
-Afasta um pouco-Pediu ele
-Tanto lugar pra deitar House, por que logo aqui ?
-Afasta logo
Afastei, ele se esparramou na cama, e perguntou
-O bastardinho está bem ?
Suspirei
-Já não pedi pra parar com os apelidos ?
-O quê o médico disse ?
-Que tá tudo bem -Tentei ser evasiva, não queria contar pra ele ainda
-Seja mais específica
-O deslocamento da placenta foi pequeno como já tinha dito o Dr.Neil, ele recomendou mais uma semana de repouso apenas pra diminuir os riscos.
Ele olhou pra mim
-Quantas semanas?
-8,eu tô com 8 semanas
-Se está tudo bem, por que seus olhos estão inchados como se você tivesse chorado?-ele falou pausadamente, seus olhos pareciam um raio-x me avaliando
-Eu tô grávida, meu humor tá mudando muito-Tentei, quem sabe ele caia nessa
-Mentiras improvisadas, o quê você não que me contar?-perguntou ele em tom sério
Droga,Merda,Merda!!!Agora não tinha pra que tentar esconder, se eu não contasse, era capaz dele invadir a sala do Dr.Neil pra descobrir
-Acho que agente precisa conversar House
-Já estamos conversando
-É serio House — Me sentei e olhei pra ele
Ele encostou as costas na cabeceira da cama olhou pra mim
-Fala - disse ele
-Eu vou viajar- falei fugindo dos olhos dele
-Porquê ?-Perguntou confuso, e eu percebi uma pontinha de frustração ou tristeza; me senti um monstro por tirar isso dele, mas era preciso
-Você tá incrível essas semanas House, mas quanto tempo isso vai durar ? Eu não posso ficar dependente da sua oscilação de humor; Eu vou ser mãe House, isso é muita coisa, e durante a minha gestação, eu vou precisar de apoio, precisar de alguém que me diga que tudo vai ficar bem, mesmo que isso não seja totalmente verdade.Entende?
Ele não gostou, se levantou, foi até a janela, ficou olhando a rua, e Falou
-Não, não entendo.Quer alguém que minta pra você?
Não respondi a essa pergunta
-Tem outro motivo né?- Perguntou
-Tem; eu quero que meu irmão acompanhe a minha gravidez
Ele me olhou, confuso
-Meu irmão é medico, vou me sentir mais segura com ele
Ele voltou a olhar pra rua, respirou fundo e soltou o ar pela boca
-House-tentei falar mais ele me cortou
-Quando você volta ?
-Se for tudo bem, duas semanas depois que eles nascerem — Falei rápido
-Eles?- ele se voltou pra mim atordoado
-O quê ?
-Eles, você disse eles, é mais de um ?-O choque no rosto dele era impossível de medir
Silêncio, eu não conseguia falar nem encara-lo
-Responde Treze — ele exigiu
-É são dois, são gêmeos
-E você não pensou em me contar quando eu perguntei da consulta?-ele estava gritando
Passei mão pelos cabelos
-Eu...eu, eu não sabia como-gaguejei uma explicação, ele tinha razão em ficar com raiva
-Com a boca, não era difícil-continuou ele no mesmo tom elevado
-Mas também não era fácil — retruquei
Ele voltou pra janela, com a respiração acelerada, eu fiquei na cama, esperei, deixando a raiva passar
-É por isso que eu quero que meu irmão acompanhe a gravidez, ele é um ótimo obstetra, uma gravidez de gêmeos já é arriscada, com um descolamento de placenta no começo da gestação, tudo fica mais perigoso.
-Onde ele trabalha, mora, sei lá ?
-New York; eu morava lá, tenho um apartamento, recebi um convite pra trabalhar no Presbyterian Hospital
Ele saiu da janela, vestiu uma roupa, pegou as chaves e saiu.
Com o meu humor alterado pelos hormônios, eu só deitei e chorei até dormir.
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