Inegável

1 Capítulo 1: Voo de Expectativas


Notas iniciais
ALÔOO! Essa é a minha primeira história. E, sério, como é o primeiro capítulo também, pode não "tá tão baum". Tenho muitas expectativas de que vocês gostem, recomendem, favoritem... "Ai, gente! Tipo, você só tem um capítulo e já está pedindo para ser famoso. Calma ae!", vocês devem estar pensando isso (ou não). Okay, foi mal. Enfim, boa leitura! (Imagine cada trecho como cena de filme)

Madrugada de domingo. Ruben acorda ao bip do despertador. Desliga o aparelho com um soco, ainda deitado. Levanta num movimento lento e boceja tão profundamente que chega a cair uma lágrima. Sem tempo a perder e diversos objetivos para concluir até chegar ao prêmio máximo, segue até o banheiro para tomar mais uns de seus rápidos banhos. Sai despido pelo quarto ainda pouco iluminado pela luz do sol que clareava o mundo escuro mais uma vez. Secava os cabelos freneticamente com uma toalha branca enquanto mantinha os pensamentos voltados ao tão esperado sonho de estudar no exterior. O dia radiava sem muitas palavras.

Chegou de táxi no aeroporto. Carregado de malas, Ruben enche os pulmões de ar e entra de pé direito. Mas antes que pudesse apreciar a elegância do local, ele ouve uma fina voz gritar seu nome a uma certa distância: era Selena, uma colega não tão próxima e dessas patricinhas de academia que tiram selfies com frequência. Ela arrastava uma enorme mala com estampa de cobra, completamente rosa. Era um exagero, porém, pra ela era algo "estiloso". Correu até Ruben quase tropeçando com seus saltos exagerados e disse:

— Ruben! Tudo bem? O que faz por aqui? —perguntou ajeitando seu vestido exagerado. Selena, até onde ele a conhecia, poderia ser resumida na palavra "exagero".

— Estou esperando meu voo para os Estados Unidos... New York, pra ser exato ­— responde mesmo sabendo que ela já deveria saber a resposta.

— Que coincidência, não? Eu também! Faculdade?

— Isso mesmo. — ele confirma. Como não havia nenhum assunto, Ruben ficou em silêncio enquanto Selena analisava suas unhas reluzentes.

Depois de toda a enrolação obrigatória, eles finalmente entraram no avião. Selena simplesmente ocupava todo o caminho até seu assento com sua imensa mala, obrigando algumas pessoas a recuarem para que ela passasse. Ruben guarda as malas no bagageiro acima de seu assento e se acomoda ao lado da janela. Apenas levava na mão o que seria indispensável: seu celular e seus fones.

O avião levantou voo. Era sua primeira vez num transporte aéreo. De início deu aquele medo, acompanhado de um frio na barriga; mas, já entre as nuvens, veio a tranquilidade. Podia ver sua cidade, a grande e inquieta capital de Pernambuco, se encolher aos poucos. Logo pôs os fones e escolheu uma música aleatória: Bloodstream do Ed Sheeran. Olhava através da pequena janela, perdido em pensamentos: como seria essa nova fase de sua vida em um país tão diferente? Como seria a convivência com seus colegas? Iria se adaptar rapidamente? Bom, as respostas eram apenas questão de tempo. O sono não demorou a chegar.

— Ruben! Ruben, acorde! Selena o sacudia. O rapaz acorda num pulo e exclama:

— O QUE FOI?!

— Calma... Se o fato de que vamos pousar agora na cidade dos seus sonhos não é importante, pode voltar a dormir. —­ diz Selena voltando para seu assento.

— Ah. — ele olha pelo vidro e contempla a beleza e grandeza daquela cidade, sorrindo. Assim que foi permitida a saída do avião, Ruben pulou de seu assento, pegou seus pertences e passou na frente de todos os outros passageiros. Desceu as escadas de desembarque correndo, mas foi reduzindo a velocidade à medida que saia da pista de pouso. Ruben já saía do aeroporto quando lhe deram um leve tapa na nuca.

— Por que não me esperou?! Você saiu de lá como um louco! ­— grita Selena respirando ofegantemente.

— Sinto muito. Pareço muito ansioso? — Ruben faz propositalmente aquela pergunta estúpida para render algum assunto.

— Não, de jeitonenhum — ela responde em tom irônico. Ambos entraram no mesmo táxi que estava disponível na entrada do aeroporto e continuaram a trajetória. Durante todo o passeio, só se ouvia um som de um provável CD com músicas de ''mil novecentos e bolinha", o que estragou parte da emoção que os jovens sentiam. Ruben olhava os prédios gigantescos, e Selena tirava selfies fazendo as mais diversas e estranhas caras. O carro parou em frente a "escola". Era majestosa! Havia imensas árvores de variadas e fortes tonalidades, arbustos bem aparados ao longo da grama, e, em geral, a escola tinha colunas bem estruturadas, várias janelas, duas amplas portas de entrada (daquelas de filmes escolares, que os alunos saem "virados nuns bichos" derrubando tudo e todos, incluindo as portas), tinha cores neutras e detalhes que lembravam um palácio. Alguns estudantes estravam e saiam de lá.

— Pronto? ­— indaga Selena com um sorriso simpático.

— Nervoso, na verdade... mas a hora é essa, certo?

Os dois saem do veículo e pegam suas bagagens. O prêmio máximo estava ainda mais próximo pra Ruben Castellanos.

Notas finais
Bom, e esse é o capítulo 1! (Ah, não me diga) Realmente espero que tenha sido do agrado de vocês, caros leitores, e até ter despertado um certo interesse, quem sabe... É só! Até o próximo! Valeu! Ah, e se caso essas partes com escola, faculdade, horários não tenham ficado com muita lógica, FODA-SE, mis amigos! A vida não faz sentido quanto mais essas colocações aí.