Indorien
3 Vlafius: Capítulo III- O Concílio dos pecadores
—Confirmada a morte de Uhana Klajewuki, o capitão mandante da 16º frota de invasores da milícia.
—Então fomos derrotados. O imediato dele era um paspalho, não conseguirá liderar aqueles homens.
—O que disse? Meu filho é muito mais do que capaz de lidera-los!
—Eu não discordo de sua opinião sobre Karter Klajewuki, ele ainda é jovem para comandar. Mas nossa carta na manga ainda não foi descoberta.
—Cessemos as preocupações sobre glarban. Quero ter certeza de que o nosso cientista precisa de um reator dessa magnitude.
—Precisamos confiar nele, ganharemos uma vantagem monstruosa contra o Centro e a Proclamação , e todos que tentarem nos impedir.
—Mas isso acabaria com toda a pouca honra que nos sobrou, pensem nisso. Explodir um planeta inteiro, não é coisa que entra por um ouvido e sai por outro.
—A honra existe somente na cultura dos que tiraram nosso lar. Essa “honra” de qual fala, é apenas um brinquedo dos homens. Ou você também é um deles?
—Acho que antes de criarmos um conselho, deveríamos tratar dessa conspiração que vocês tem uns contra os outros! Esqueçam as intrigas alheias, idiotas! Juntaram vocês aqui para reconquistar o que é seu, não para brigarem.
—Nunca vimos você colocar essas suas palavras sábias em prática. Pretende p—
—Basta!- logo o salão mergulhou em silêncio. A figura amedrontadora do ancião era a única coisa que fazia todos os seres seguirem a mesma ordem. – Hurtle e aquele... qual era seu nome? Lokras. Hurtle e Lokras estão seguros?
—De acordo com os dados dos mensageiros de batalha , estão no terceiro navio junto de Karter Klajewuki, juntamente com os oficiais, irão evacuar em cápsulas apropriadas antes da fusão nuclear.
—Se, de fato, ela acontecer , é capaz de Karter explodir a lua de Dorid antes de decidir fazer qualquer coisa com o real alvo.
—Só nos resta esperar.
—Mas ainda suponho que temos novos assuntos a tratar... o que aquele cientista estava querendo dizer com “arma de extermínio”?
— É um tipo de arma biológica, de acordo com Lokras, sua criação será energizada com a explosão e fusão do planeta Dorid, que está em perfeitas condições para o experimento.
—Esse armamento de que estamos falando, seria possível controla-lo, certo? É capaz do monstro se virar contra seus próprios criadores, já pensaram nisso?
—Iremos acompanhar os procedimentos com soldados e forças armadas, apenas por precaução, assim não terão de se preocupar com possíveis estragos.
—Como está a situação do planeta natal de Lokras? Estamos de fato, conseguindo controla-los?
— Meus generais e capitães me informaram no exato momento que tomaram posse de todos os portos espaciais, agora nada sai dali.
—Ótimo então. Encerro aqui nossa reunião. Já podem se retirar.
E todos foram, inclusive o mensageiro presente no terceiro navio, que estava ou não prestes a explodir em alguns momentos. Apenas Vlafius Bowalq, comandante naval e o mais jovem do conselho.
—Meu senhor, se tiver um momento, queria discutir sobre o artefato que possibilitará a criação dessa monstruosidade que promete nos tirar do caos.
—O que temos a dizer sobre esse item?
—Estive estudando tanto ele como outros possíveis da mesma “espécie”. E li em algum lugar que ele pode ter tido origens demoníacas, e o senhor sabe como essas coisas são perigo—
—Não existem artefatos demoníacos e muito menos demônios, são apenas histórias de um folclore, culturas abandonadas há muito!
—Mas o senhor sabe que no planeta daqueles prisioneiros, vimos muitas coisas que nem os estudiosos que consultamos puderam nos explicar. Mesmo que a possibilidade seja nula, deveríamos estar preparados apropriadamente.
—Besteira dos nativos! Você é apenas um garoto com muita imaginação, e deveria poupar seus pensamentos para possíveis batalhas navais que travaremos no futuro. Já pode ir.
E então o último se retirou.
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