Indorien
4 Granjiuty: Capítulo IV- O terceiro navio
Granjiuty permaneceu na guerra em solo, ajudando e salvando aqueles que estavam feridos e avançando junto com os que sobraram, também com o suporte de outros quatro jovens magos.
Além do tainafiano, haviam Meras, feiticeiro do vento; Phoul , a maga das ilusões; Nelaq, guerreiro das rochas e Mardaraq , sua irmã , que ainda era apenas uma maga recruta.
Estavam avançando para o norte, já que os confrontos do lado sul já haviam cessado com a vitória muito esforçada da Proclamação, não fosse pelo plano de Granjiuty, estariam todos mortos agora.
Matara o capitão, mas ainda faltava seu imediato, que tem a função de tomar comando das tropas no caso de ausência ou morte do mandante principal. Geralmente os imediatos tem menos experiência que seus sucessores, ou são na verdade o elemento surpresa numa batalha de tamanha magnitude, de todas as opções, Granjiuty preferia a primeira, já que seria prejudicial à proclamação enviar mais forças armadas.
A Proclamação Dos Magos era um dos tipos de república planetária aliada ao Centro, que era comandada pelos mais antigos anciões e tinha ordem mais avançada de todo o Universo. Um dos principais inimigos do Centro eram os piratas espaciais, que atendiam apenas pelo nome de Reconquistadores, e alegavam que há muitos anos , até mesmo antes dos velhos conselheiros , os mesmos retiraram seu lar e exterminaram sua cultura, como um tipo de xenofobia, o que era um grande insulto.
Os conflitos e combates já terminavam com a vitória dos feiticeiros e suas forças, mas ainda nada de imediato. Foi quando escutaram uma sirene ensurdecedora chegando por outro imenso navio espacial que se escondia do outro lado do planeta, apenas esperando pelo enfraquecimento do inimigo para se espreitar com novas forças militares. Todas as atenções se tornaram para o grande veículo que chegava pelos céus, destruindo ruas inteiras e fazendo prédios aos pedaços.
Quando seu “pouso” terminara, ficaram um longo período esperando algo acontecer. E lá estava apitando a sirene, sem hora para parar. As forças restantes, todas com medo de serem massacradas por novos reforços, se juntaram em um flanco bloqueador, que poderia render muito em um combate com desvantagem numérica.
Longos minutos se passaram, e apenas Granjiuty se ligou do fato de que a sirene estava tocando cada vez mais rapidamente, e então todos se tocaram de que aquilo era uma grande armadilha. Uma bomba de nível atômica poderosa o suficiente para devastar um planeta inteiro. Então a cidadela entrou em caos, o pânico fez todos ficarem loucos, enquanto os únicos que ainda estavam controlados o suficiente para tomar alguma atitude eram os quatro magos: Granjituy; Meras; Phoul; Nelaq e Mardaraq, antigos colegas de treinamento do pato, eram todos treinados psicologicamente para não ceder à loucura em circunstâncias de tamanha fatalidade. Mas o que apenas quatro indivíduos poderiam fazer contra uma bomba nuclear?
O tainafiano então teve uma ideia um tanto arriscada: lembrou que tinha consigo um orbe, tipo de arma lendária que apenas ouvira falar ou lera em algum livro, mas tudo que sabia sobre aquele artefato era conhecimento vago, imaginou se poderia conter a fusão do explosivo sacrificando o item tão valioso. Então o quinteto adentrou a grande construção de madeira que guardava tantas informações nunca antes exploradas por nenhum outro mago.
Mas tudo o que viram foi um real massacre. Inúmeros piratas jogados pelo chão, incontáveis corpos sem vida, e um cheiro de sangue quase insuportável. Não sabiam o motivo de tal ato , o que só afirmou a ideia de que os piratas eram como animais e matavam por nada , o que não era verdade.
Foi quando Phoul decidiu usar proveito de sua visão aprimorada. Chamou todos com um grito, e chegaram às pressas, mas tudo que foi visto foram letras de sangue na parede com as seguintes escrituras:
Hurtle Benimokion esteve aqui.
Fale com o autor