Indigo

4 iv. Acredito no inacreditável


Notas iniciais
HEEEEHOOOO Olha aqui o caítulo novinho!!

Minha mãe resolveu me interrogar e o interrogatório não parou. Ela queria saber por que eu havia demorado tanto para voltar, por que eu mantinha um sorriso bobo (algo que eu não sabia) no rosto. Por que eu estava animado para amanhã...

Eu marquei de encontrar com a fotografa bonita. Vou mandar o meu endereço por mensagem. Ou devo ligar?

Não. Vou mandar a mensagem.

Meu pai acabou de chegar a casa e ele esta um tanto estressado.

*Podemos ir ai ensaiar?*

Era uma mensagem do Dylan.

* Não dá. Meu pai ta estressadão.*

*Ta bem então... Depois a gente se fala.*

Eu mal podia esperar pro dia de amanhã, a ansiedade era grande em meu peito.

Peguei-me tocando a música Grand Piano da Nick Minaj no violão e quase morri de vergonha quando minha mãe apareceu no quarto. Eu não tinha percebido, mas tinha começado a cantar junto.

Meus pensamentos foram diretos para garota e a cara de assustada que ela fez quando me viu olhando pra ela. Não pude deixar de dar um sorriso ao lembrar os belos cabelos loiros dela. O tom dourado cintilava na luz solar de fim de tarde.

— Filho? — Minha mãe entrou no quarto outra vez.

— Senhora? — Ergui a sobrancelha meio assustado pelo simples fato de que tinha esquecido que ela me observava na porta a cantar.

— Tens uma voz bonita. — Ela sorriu e sentou na minha cama ao meu lado.

— Mãe...

— Sim?

— É possível se apaixonar com um olhar. Não do tipo a primeira vista, mas só com um olhar... Tipo aquele de relance quando sem querer duas pessoas se olham e depois desviam o olhar como se nunca mais fossem se ver de novo.

— Acho que não querido. Tenho de ser realista. Você já tem dezesseis anos... Não é mais uma criança pra acreditar em contos de fadas... Você sabe bem que o amor é uma ilusão.

Talvez eu não precisasse daquela palavra, mas ela apagou na hora a chama que o pensamento daquela garota fazia acender em mim.

— É. Tem razão, foi idiota perguntar isso. Desculpe. — Coloquei o violão de lado e me deitei de costas para a minha mãe.

— Querido...

— Preciso dormi mãe. Boa noite.

Ela saiu do quarto sem fazer barulho e eu me permiti derramar quantidades pequenas de lágrimas pelo sentimento que eu achei existir e pela garota que eu achei que gostava. Pelos contos de fadas que achei serem reais e pela dor que no fundo sentia dentro do peito.

É... Aquilo não era paixão, não era sequer afinidade. Aquilo não era nada.

Não conseguia entender todo aquele turbilhão de sentimentos, era algo que eu não saberia exlicar. Ele só era presente e constante, desde o momento que o nosso olhar se cruzou e eu pude ver o brilho encantador no olhar daquela fotografa bonita meu coração começou a palpitar de uma forma diferente.

A melodia dos pássaros por vezes me irritava, mas no presente momento ela era extremamente bem vinda. O sussurrar da noite mexia com o meu interior de uma forma que eu jamais saberia explicar. Se algum de meus amigos pudesse ler os meus pensamentos eu seria taxado de bicha, gay ou qualquer outro adjetivo que se é dado a caras que não gostam de mulheres, mas era exatamente por gostar tanto de uma garota que eu tinha abandonado o meu lado "homem".

Todo aquele sentimento era confuso.

Não tinha começo, nem meio quanto mais o fim. Porém ele se mantinha de pé. Estava presente na forma de alguma coisa. Talvez eu o devesse chamar de curiosidade, ou de encantamento. Certamente ela tinha mexido comigo, mas de que forma? Até que ponto?

− Logan? − fez soar pelo quarto uma voz aguda e delicada. Era a minha irmã.

Levantei-me da cama e sequei as lagrimas que sem eu perceber ainda continuavam caindo. Virei-me de frente para a garotinha que agora se encontrava assustada e com o olhar úmido. Seus cabelos estavam presos em duas partes fazendo o seu rosto pequeno ficar mais expostos e seus olhos azuis se salientaram ainda mais.

— O que houve pequena? — ela soltou a boneca que trazia em mãos e correu em minha direção deixando o seu choro alto e melancólico.

— O papai... Ele... Ele... Ele está brigando com a mamãe de novo. — Peguei-a no colo e comecei a balança-la de um lado para o outro.

— O que você viu? — disse-lhe com a voz a tentar passar tranquilidade.

— Ele bateu na mamãe Logan... A mamãe está machucada. Você tem que impedir o papai de fazer aquilo com a mamãe! — sua voz se elevou. Naquele preciso momento a porta do meu quarto foi praticamente arrombada pelo eu pai.

Coloquei Clara no chão e sussurrei em seu ouvido pra que se abaixasse ao lado da minha cama. As coisas iriam ficar um tanto feias pro meu lado. Eu já sabia que meu pai tinha batido em minha mãe e que ele tinha bebido. Isso era nada mais nada menos do que sinal verde para confusão.

— O que veio fazer no meu quarto? — sibilei.

— Vim dar o castigo que essa pestinha merece! — Daniel não era o pai da Clara. No tempo em que mamãe se separou dele ela teve um caso com um medico e eles tiveram a Clara. Eu gostava mais do medico do que do meu pai. Desde que eles se separaram da primeira vez nada mais era a mesma coisa.

— Você não tem o direito de bater na Clara. — disse a ele. Minhas mãos fechadas em punhos estavam prontas para bater nele.

— Qual é a sua? Vai defender a vadia da sua mãe? — no momento que ele disse aquilo eu acertei um soco em seu nariz. Não foi forte, mas talvez tenha sido o suficiente para que ele saísse do meu quarto.

Abanei minha mão por conta da onda repentina de dor que tinha se alastrado por ela. Abaixei-me ao lado da cama onde Clara se encontrava completamente encolhida. Agarrando firmemente um travesseiro que tinha pegado em minha cama.

Puxei-a para um abraço e aninhei em meu colo fazendo caricias em sés cabelos. Coloquei-a em minha cama e tentei por a pequena para dormi.

— O papai não gosta de mim não é mesmo? — me disse de forma triste. Dei a ela um sorriso.

— O papai só está nervoso. Amanhã tudo voltará ao normal... Eu prometo a você minha flor! — beijei-lhe a testa e fiz carinho em seu rosto até que seus olhos se fecharam e ela se entregou ao sono.

Sai delicadamente da cama e comecei a caçada ao cartão da fotografa e ao meu celular. Revirei todas as gavetas e não os encontrei em lugar algum. Meu bom humor e meu estado flutuativo por conta da fotografa tinham ido ao espaço e eu só queria socar alguma coisa.

Notas finais
Heyy guys!! Gostaram? Desculpe o capítulo pequeno, mas ele precisava ser assim... Afinal os ímpares são da Itália e os pares do Logan... O que sera que o próximo capitulo reserva para nós??? Quem será que contratou os serviços da nossa pequena fotografa sonhadora? Será que o nosso pequeno pianista e guitarrista vai voltar a acreditar no sentimento que ele decidiu expôr a sua mãe? Confira no próximo capítulo!!