Um ser frio

Desce as montanhas

Água corre em sua face

A indiferença por ele é negada

Mesmo que seja falada

Aquele ser que morria

E não se importava com nada

Amava flores

Principalmente as lycoris vermelhas

Estampavam-se como pentelhas

E naquele tempo

Ele crescia

Seus amores também

Não um amor de namorar

Mas um amor pelo mundo

E pela sorte de viver bem

De por fome não ter que chorar

De por dor não ter que sofrer

De um menino mimado, ser

Ele via as raças, iguais

Personalidades também

Eram todos seres humanos

Podiam pensar igual um dia (também)

E essa ideia infantil que não desgrudava

Não saia de sua cabeça

Era tão linda se pensasse

Era tão esplêndida para uma pessoa só

Era tão pura, de dar dó

E mesmo assim seguia em frente

Com pensamentos quentes

Não iriam em vão

Um dia ele iria morrer e voltar

O que importa é mudar

E fale, não

Não se importe

Não perca tempo com ele

Ele não perde com vocês

Porque tem coisas melhores para fazer

E aquele ser, liberal

Não tinha nenhum arrependimento

Como podia, dizer aquilo dele.

Como podia alguém que ama tanto

Ser um ser frio?

Notas finais
Bom, mais uma poesia, espero que tenham gostado ^^ deixem seus comentários o
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!