Indevorável
2 Capítulo 2
– Hey!
Eu nem precisei levantar meus olhos para saber quem era. Embora uma parte de mim desejava que fosse Jack, a outra desejava por algo normal, e Brad, como meu melhor e único amigo, era a normalidade em pessoa. Eu continuei com a cara enfiada em meu armário, reunindo meus livros para as próximas aulas.
– Hey! — eu respondi, um sorriso começando a brincar em meus lábios. — É só eu ou hoje o dia está estranho o suficiente para ser o dia da chegada dos alienígenas a terra?
– É só você. — ele riu da expressão de decepção em meu rosto. — E então, como foi com o Jack?
– E então como não foi com o Jack. Ele faltou hoje. Em todo caso, bem, eu sei que ele nunca vai me chamar para ir ao baile, se quiser uma prova disso é só olhar em volta.
– Você se subestima, você sabe, não é?
– E você me superestima, você sabe, não é? — eu disse batendo em seu ombro e ambos começamos a rir.
– Bom, eu tenho uma coisa para você. — disse Brad, momentaneamente sério. Ele puxou uma caixinha preta de dentro de sua bolsa e me passou. — Não vale muito, mas como eu ainda não te dei nada de aniversário, eu vi e pensei em você, então decidi comprar.
Eu abri a caixinha. Ela revelou um lindo colar de ouro com uma corrente fininha e um lindo pingente em forma de asas.
– Brad, é lindo! Muito obrigada mesmo! — eu disse, lhe dando um longo abraço. Eu lhe passei o colar e ele o colocou em volta de meu pescoço. — Então, você viu um par de asas e pensou em mim, hã?
Brad riu.
– Bem, sim. Você é boa e especial, como um anjo. — disse Brad.
Eu sorri, aquelas palavras me esquentaram por dentro.
– Você sabe que eu tenho uma lista de argumentos para derrubar essa teoria, certo?
– Eu sei. — disse Brad rindo. — Bom, eu tenho aula agora, até mais tarde.
Eu dei a ele um aceno em despedida e segui para a minha aula. O resto do dia passou rápido como um raio, o que me surpreendeu, então logo era hora de ir embora. Eu encontrei com Brad na portaria e nós combinamos de comer um sorvete mais tarde. Quem eu também encontrei foi o cachorro, que estava descansando, deitado no mesmo lugar em que eu o deixei, e logo que me viu se colocou de pé e começou a balançar o rabo. Eu fingi que não o vi e comecei a andar como se nada tivesse acontecendo. Mas logo eu estava correndo de novo, com o cachorro em meus pés, tentando desesperadamente me livrar dele. E foi assim que eu cheguei em casa: suando, com o cabelo todo bagunçado, a maquiagem escorrendo e com o cachorro ainda ao meu lado. E então minha incrivelmente grande sorte (só que não) mostrou as graças novamente, pois Jack estava me esperando na varanda de minha casa. Eu rapidamente passei os dedos pelo meu cabelo na esperança vã de que eles melhorassem. Jack sorriu ao me ver e eu segui em direção a ele, o cachorro me seguindo, é claro.
– Hey! Cachorro novo? — ele perguntou, fazendo um carinho na cabeça do cachorro, que se derreteu todo ao seu toque. Inveja de um cachorro, era só o que me faltava.
– Hmmm, não. É só um cachorro incrivelmente carente que eu encontrei na rua, fiz um carinho em sua cabeça e agora ele me segue por todos os lados. Ele provavelmente vai começar a te seguir por todos os lugares agora. — eu sorri esperançosa em sua direção. — E então, por que você não foi para a escola hoje?
– Eu tinha uns assuntos para resolver com meus meus pais. Na verdade, eu vim te chamar para ir a algum lugar hoje.
A pergunta me surpreendeu e eu tentei não demonstrar o quanto.
– Claro. Quero dizer, eu combinei de ir tomar um sorvete com o Brad, mas eu posso remarcar, então... — "Oh Tiffany, você faz ideia do quão estúpida você está soando?" Eu pensei, franzindo os lábios.
– Eu te pego às 7 então. — Disse ele, se levantando e indo em direção a sua casa, que, obrigada, Senhor, fica ao lado da minha me dando aquela visão privilegiada de sua janela. — Ah, e eu acho que você deveria dar comida ao seu cachorro, ele parece faminto.
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