Indestructible Love
8 Capítulo 8 - Rotina
Notas iniciais
Sejam bem vindas a Fic Thamara, Gilda e millemouram!
Vamos a mais um capítulo!
Capítulo anterior – Ela se parece com você! Disse Edward.
– Você acha? Perguntei chorando. – Ela é perfeita! Constatei. Lise veio ao mundo tranqüila em um parto na água como Sandy, minha instrutora de ioga, havia sugerido sim eu fui corajosa e passei por esta experiência e vou confessar foi no final das contas prazerosa, pois as primeiras pessoas a pegarem Lise foram eu e Edward, ela estava tranqüila e só chorou quando a tiraram do meu colo para ser examinada. Minha princesinha como Edward costumava dizer era linda!
...
– Pronto terminei Bella! Disse Sondra após os procedimentos do pós-parto. – Agora você vai para o quarto descansar! Concluiu.
– E minha filha? Perguntei mesmo sonolenta, mas ainda assim na expectativa de ter Lise em meus braços novamente.
– Calminha, ela está sendo examinada e limpa e depois vai ficar com você! Disse minha médica. Fui encaminhada para o quarto e me entreguei ao sono que era neste momento implacável e necessário.
...
Have I Told You Lately – Van Morrison (ouça)
Eu acordei com os olhos que eu tanto amava me fitando.
– Oi olhos verdes! Disse eu ainda com a voz rouca pelo sono que ainda era intenso, me sentia esgotada. Olhos verdes era uma das formas que eu usava para chamar Edward de forma carinhosa.
– Oi princesa, como se sente? Perguntou ele passando a mão em meu rosto com carinho extremo.
– Cansada! Falei. – E Lise? Perguntei.
– Está esperando a mamãe dela recarregar as baterias. Disse ele. – Ela é tão linda meu amor, tão perfeita... Tão você! Falou com total veneração.
– Quero vê-la! Falei procurando me sentar, mas um incomodo me travou.
– Ei calma... Sem pressa! Disse ele me ajudando a me acomodar e eu fiquei meio sentada na cama.
– Quero vê-la amor! Repeti o que havia dito segundos atrás. Edward chamou a enfermeira e a mesma disse que logo traria minha filha. E depois de alguns minutos que para mim pareceram horas Lise entrou no quarto no colo da enfermeira, estava adormecida. Pegá-la no colo mais uma vez me fez ofegar, ela era realmente linda... Arriscava dizer que era o mais lindo bebê que eu havia visto até hoje e Edward ao meu lado parecia compartilhar da mesma opinião.
– Quer tentar amamenta-la? Perguntou a enfermeira e eu assenti de imediato. De inicio foi difícil, Lise não parecia muita interessada, talvez pelo sono comentou a enfermeira... Mas alguns minutos depois ela pareceu despertar e depois de mais duas tentativas aceitou meu seio. A primeira sensação foi estranha e logo passou a ser um pouco incomoda, diria até dolorosa... Lise sugava com força e parecia satisfeita com o leite que lhe oferecia. O incomodo doloroso passou a se tornar até prazeroso e Lise mamou por vinte minutos seguidos e logo depois adormeceu. Edward sob a orientação da enfermeira fez Lise mesmo sonolenta arrotar e aí sim logo depois ela dormiu realmente.
(...)
– Ela é muito parecida com você filha! Disse meu pai emocionado. Por conta de seus afazeres ele não pode vir de imediato de NY para LA e acabou conhecendo Lise já em nossa casa. Quanto a mim estava me recuperando bem, segundo Sondra a escolha pelo parto natural havia me ajuda na rápida recuperação. Minha casa estava movimentada, mas meu quarto era o local do sossego, Lise não dava trabalho... Era difícil ouvir seu choro!
...
– Oi gatinha, sua mamãe que colocou esta roupa em você? Perguntava uma Alice elétrica segurando Lise em seu colo. – Você não está fashion! Dizia ela.
– Alice ela não vai sair, esta roupa a deixa mais confortável! Expliquei meio a contra-gosto. – Não balance muito ela acabou de mamar! Falei, mas já era tarde demais e minha filha colocou o leite para fora se sujando e sujando Alice. – Eu avisei! Conclui pegando Lise de seu colo. Ter um bebê em casa era novidade, agora ter um bebê na família Cullen era mais do que novidade e todos queriam paparicar Elisabeth e eu por outro lado era a esquecida no momento. Bem não estou reclamando, meu bebê era realmente linda e uma criança sempre chama a atenção ainda mais se tratando de Lise que era realmente um bebê muito lindo e esperto. Minha sogra e sogro estavam babando na neta, assim como meus pais. Minha mãe passou quase um mês ao meu lado o que para mim foi de grande ajuda e alivio. Alice como madrinha vivia em cima de minha cria, Emmett era outro que ficara encantando por Lise e vinha sempre que podia, Rosalie apesar de nossas diferenças também se fazia presente e seus olhos brilhavam ao ver Elisabeth, Jasper com seu jeito carinhoso, porém controlado também se mostrava atraído por aqueles pequeninos olhos hipnotizadores. Nos primeiros dias de Lise em casa eu tive uma grande assistência por parte da família, mas com o passar do tempo isto se tornou raro.
(...)
Eram três da manhã e o som vindo da babá eletrônica povoava o quarto, Lise não chorava ela berrava neste momento. Levantar da cama parecia uma odisséia.
– Da ultima vez fui eu! Disse Edward e eu a contra-gosto tive que me levantar.
– Qual o problema Lise? Perguntei entrando em seu quarto vendo-a se esticar toda no berço. Ela estava muito suja de cocô e xixi e para completar estava com fome, resumindo voltei para cama já eram mais de quatro e meia da manhã. Amamentar era algo incomodo na maioria das vezes, meus mamilos estavam doloridos e rachados, mas eu precisava amamentar meu bebê que neste momento recebia unicamente meu leite como alimentação.
(...)
Hoje Lise completava três meses e eu me sentia esgotada! Era final de tarde e minha filha estava neste momento aos berros completamente impaciente, eu havia acabado de lhe dar o peito e agora com a ajuda de Any preparava o seu banho. Any havia descido para buscar uma toalha limpa para Lise e minha filha impaciente permanecia berrando. Em minha mente uma única frase aparecia – Eu sou só uma, sou apenas uma! Após berros que se tornaram soluços e depois foram levados pelo silencio, Lise adormeceu limpa e alimentada e eu indo para o meu quarto comecei a chorar sendo surpreendida por Edward que voltava do trabalho.
– O que foi princesa? Perguntou ele se aproximando.
– Estou cansada Edward, Lise não dá uma folga e... E você ao invés de passar mais tempo em casa fica saindo! Comentava ainda chorando.
– Bella eu passo mais tempo em casa do que no estúdio, e você vem dizer que estou saindo muito! Disse ele sentando-se ao meu lado. A idéia de termos uma babá foi de inicio reprovada por Edward e eu até concordava, não queríamos Lise na mão de estranhos e queríamos nós cuidar de suas necessidades e educação, mas eu estava me sentindo sufocada, sem tempo para mim e por duas vezes desmarquei a visita de Suzan e ela é óbvio ficou irritada!
– Precisamos de ajuda, não damos conta sozinhos! Falei.
– Havíamos concordado que não queríamos estranhos perto dela! Disse ele.
– Edward nós precisamos, eu preciso não estou agüentando, estou cansada me sentindo um lixo de tão descuidada e ainda para ajudar meu trabalho está completamente parado! Explodi me levantando da cama. – Preciso de ajuda, nós precisamos de ajuda! Falei voltando a chorar.
– Ei calma! Disse ele se aproximando e me abraçando. – Eu estou aqui, tudo vai ficar bem! Disse ele.
(...)
Mesmo Edward não concordando eu contratei uma babá. Bony era uma garota recém saída da universidade de enfermagem e me parecia ser bem dedicada. Há uma semana estava me ajudando com Lise.
– Você está acabada! Disse Suzan sentada a minha frente na sala.
– Obrigada! Respondi com ironia.
– Ainda resta algo da grande atriz? Perguntou ela debochando.
– Estou precisando de uma ajuda, cabeleireiro, massagista... Preciso dar uma repaginada...
– Precisa emagrecer pelo menos uns dez quilos meu bem! Disse ela.
– Suzan menos! Falei cortando-a. Mas ela tinha razão eu estava muito mal cuidada e precisava me renovar e voltar a me cuidar. Enquanto conversávamos e ela expunha as novidades ouvi o choro de Lise que em pouco tempo se tornava berros e até Any surgiu da cozinha preocupada.
– Nossa é assim sempre? Perguntou Suzan. – Esta criança parece não ter modos! Disse ela e os berros continuaram me obrigando a ver o que acontecia. Ao chegar no quarto de Lise, Bony a acalentava tentando acalma-la.
– Qual o problema? Perguntei entrando no quarto.
– Ela acordou assim meio assustada! Disse a babá e eu me aproximando peguei Lise em meu colo.
– O que foi filha? Perguntei olhando-a e seus olhos iguais aos de Edward me fitaram logo depois se fechando e os berros se tornaram um choro sentido que passou para soluço até se extinguir. Quando o chorou realmente parou fiz menção de retorna-la ao berço, mas Lise percebendo minha atitude teve duas reações agarrou-me com sua mãozinha em minha camiseta e voltou a chorar. – Ei calma! Falei abraçando-a novamente e ela se escondeu em meu pescoço. Suzan ainda me aguardava na sala então resolvi descer com Lise em meu colo.
– Ela se parece com você! Disse Suzan olhando Lise de longe. – Mas precisa ser mais firme com ela, do contrario como será quando você precisar se ausentar para filmar? Questionou Suzan.
– Ela é ainda muito pequena Suzan. Comentei. Lise permanecia grudada em meu pescoço como se tivesse medo que eu a abandonasse, contudo estava quietinha neste momento.
– A Louis Vuitton dará uma festa em sua sede em Paris e a sua presença como representante da marca é mais do que necessária e aguardada! Disse ela. – Terá que dar um jeito nesta criança Isabella! Concluiu ela.
– Suzan bebês choram e são dependentes! Constatei.
– Bem que seja, a festa acompanhada de um desfile será daqui quinze dias, mandarei as passagens por Lary e nos encontraremos lá, e é claro Ruth nos acompanhará! Concluiu ela e logo depois se despediu de mim. Ruth era minha RP (Relações Publicas) um doce de pessoa, foi me ver no hospital assim que Lise nasceu e sempre dizia estar a minha disposição. Ter Bony em casa estava sendo de grande ajuda, apesar de Edward ainda não se acostumar com a idéia. Quando ele chegava em casa logo dispensava a babá e mantinha Lise ao seu lado. Eu havia retornado a yoga sendo instruída por Sandy que me aconselhava constantemente.
– Ele não entende que eu preciso de um tempo para mim, preciso me cuidar! Confessava chorosa a Sandy.
– Bebês são dependentes nessa fase Bella é natural, mas eu concordo que você precise de um tempo, só aconselho a não deixa-la muito distante de você, ela precisa de você e de sua atenção e é clara a dependência que ela tem de você! Quanto a Edward é natural esta reação dele, mas com o tempo ele vai se acostumar também! Comentou Sandy.
...
– Ela dormiu? Perguntei assim que Edward entrou em nosso quarto.
– Sim! Disse ele se aproximando e me abraçando. Nossos lábios se encontraram e esta sensação me fez relaxar, tê-lo assim só para mim era algo raro ultimamente então decido aproveitar. A proximidade de nossos corpos deixava evidente a necessidade de mais contato, Edward se encontrava excitado e eu não estava diferente. Ele me depositou na cama e se colocou sobre mim, nossas mãos pareciam desesperadas tateando cada canto do corpo amado e desejado, Edward retirou minha camisola e distribuiu beijos por meu colo e seios. Meu corpo já estava voltando a velha e desejada forma e isto me agradava. Eu retirei a calça do pijama que ele usava e desfeitos de roupas nosso contato se tornou mais exigente e afoito, os dedos compridos e ágeis de Edward em minha intimidade me devastavam deixando um rastro de calor que irradiava para todas as terminações nervosas do meu corpo. – Linda! ... Perfeita! Dizia ele em meu ouvido me arrancando arrepios ao passo que beijava meu pescoço dando leves mordidas.
– Uhm! Eu não tinha forças para pronunciar nada coerente. Edward se colocou no meio de minhas pernas e se posicionando me penetrou com uma calma exagerada, mas a mesma desapareceu com os movimentos de vai e vem que ele impunha.
– Tão apertada e... Molhada! Dizia ele, meu centro começou a se fechar e a tremer e meu abdômen enrijecendo demonstrou o quanto eu estava próxima e ele para acelerar ainda mais o processo tocou em meu ponto mais sensível me fazendo derramar em um orgasmo intenso e profundo sendo seguida por ele.
...
Ainda saboreando a sensação de pós orgasmo ouvi da babá eletrônica o choro de Lise, e logo após ir ao banheiro rapidamente fui ao seu encontro. O choro logo cessou assim que ela me viu. Lise era uma bebê com traços delicados, realmente se parecia muito comigo, mas tinha traços também de Edward. Aqueles olhos abertos de um verde intenso me buscando me deixavam confusa entre uma mistura de êxtase e conflito interno, êxtase por sentir em Lise a necessidade que ela tinha de me ter por perto e conflito interno por me sentir pressionada e encurralada por esta sua necessidade. Comecei a chorar, coisa alias que fazia com freqüência, não sabia como me portar ou o que sentir ou como reagir. Elizabeth era minha filha e eu a amava, mas me sentia presa diante de sua dependência direcionada a mim, sim porque existiam momentos e estes eram constantes em que ela queria apenas a mim, só o meu colo resolvia, só minha voz a acalmava e isto me deixava impaciente. Esta impaciência e sensação de ser pressionada me faziam sentir culpa, muito culpa por parecer que não amava Lise, mas eu a amava e muito! Seu sorriso banguela me alegrava e seus gritinhos de alegria eram músicas para os meus ouvidos, mas ouvi-la chorar era sempre algo desesperador para mim, algo que me deixava sufocada!
...
– Terá uma festa da Louis Vuitton em Paris e terei que comparecer! Disse a Edward enquanto dava mamadeira a Lise em meu colo. Eu estava tentando tirar o peito dela, pois já se encontrava com seis meses.
– Paris? Perguntou ele me olhando.
– Sim! Respondi.
– Bella, Lise é muito pequena ainda! Retrucou ele.
– Amor ela já está com seis meses... Edward eu preciso retomar as minhas atividades! Devolvi e Lise soltando o bico da mamadeira me olhava atenta.
– Ela vai ficar com quem enquanto vai ao evento, com Bony? Perguntou sério.
– Sim com Bony, e eu pensei que se você fosse conosco seria um momento para nos distrairmos e passear um pouco...
– Você até agora se manteve exclusa aqui com Lise, a imprensa está em desespero por uma foto dela e você agora quer expô-la assim do nada...
– Eu não vou expor Lise, ela ficará no hotel! Expliquei e ele arregalou os olhos.
– Como? Vai deixar ela presa em um quarto o tempo todo que estiver em Paris? Perguntou se aproximando.
– Edward é claro que não, mas as saídas com ela serão feitas com cuidado, não quero fotos de Lise espalhadas por aí...
– Por que não? Perguntou ele. Lise permanecia me olhando atenta.
– Como por que não? É óbvio não acha? Não vou deixar ela se tornar um objeto lucrativo... Ela é minha filha e não um produto! Soltei irritada.
– Tem total razão e fico feliz que pense assim, mas a questão é que você é uma pessoa publica e estão sempre querendo uma imagem sua, se vai esconder Lise desta forma isto significa que ela não vai sair com você, não vai participar de sua vida fora de casa...
– Edward...
– Eu quero apenas saber, por acaso isto é idéia sua ou de Suzan? Questionou ele.
– Edward não comece... Eu não quero brigar! Falei. Mas parecia que ele pensava diferente e ao aumentar o tom de voz assustou Lise que começou a chorar. – Viu o que fez? Devolvi me retirando do quarto.
Notas finais
Bjos e até o próximo capítulo!
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