Indestino

1 Prólogo


Notas iniciais
OI OI OI GENTE, aqui estou em mais uma fanfic Joanca, sim eu sou uma cara de pau, demoro em postar a outra e faço uma nova. Essa é a vida, mas relaxem que logo vou postar novo capitulo de Vicios.
Enfim eu não sei o que mais dizer, mas espero de coração que gostem dessa fic pq ela é meu xodózinho assim como Vicios.
Um beijão bem grande e boa leitura.

Cinco anos antes

Todos dançavam no salão, muitos observando o casal recém-casados com sorrisos que pareciam irradiar felicidade. A vida deles parecia completa só pelo fato de terem um ao outro. Aquela alegria de Dandara e Gael parecia irradiar todos ao seu redor.

Ou melhor nem todos.

Ao longe, em um canto mais reservado, a filha mais velha do Mestre chorava sentindo seu coração se despedaçar lentamente ao ouvir as temidas palavras do lutador que amava.

– Eu não acredito. Mas, já foi tudo resolvido. Não tem mais nada que poderia nós separar! – sua voz saia fraca de modo impotente e aqueles olhos castanhos de mel brilhavam com as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto.

Duca sentia-se culpado ao terminar tudo justamente no casamento do pai da atriz. Mas precisava se livrar do peso na consciência, não a amava mais, não da mesma forma que tanto amou. Sentia um imenso carinho por ela, vontade de a cuidar, mas não era mais amor intenso.

E não lhe parecia justo permanecer num relacionamento em que ambos sabiam que não funcionaria mais.

– Tem algo sim. O fato que a gente não se ama mais. Você sabe disso Bianca, por favor não faça isso. – cada palavra que saia dos lábios dele pareciam doer ainda mais seu coração.

Ela não queria o perder. Queria tentar de novo. Negava-se acreditar que não teria mais volta.

– Mas eu amo você. – balbuciou trêmula sentindo-se ridícula por implorar a algo que no fundo sabia que não havia mais nada a fazer. Acabou apenas.

Aquelas mágicas palavrinhas que antes faziam o lutador se derreter, não havia mais emoção ouvir vindo dela. E a atriz não sentiu a mesma sensação que sentia, a convicção parecia quebrada assim como seu coração. Não era a mesma coisa, mas ela o amava e ele não.

– Não, você não me ama. Não mais como me amava antes e nós sabemos disso. – Duca a abraçou puxando seu corpo em direção ao seu peito pela ultima vez. Acariciou seus cabelos e a ouviu soluçar.

A dor dela parecia se esvair aos poucos, mas também havia um certo alivio no peito.

Ao longe, bem na cadeira da mesa dos noivos onde ficavam os filhos juntamente com os recém casados, estava um certo viciado em games jogando no celular aproveitando-se da falta de supervisão da mãe, que estava tão feliz que nem o notara mexendo.

– Ei filho, podemos conversar? – João ergueu os olhos logo voltando a mexer no celular apenas assentindo com a cabeça não querendo pausar o jogo.

Ele não gostou do tom de voz que o pai usara. Já havia ouvido antes e não eram as mais maravilhosas noticias.

– Fala aí René. – recusou internamente o chamar de pai ou melhor pastel como normalmente.

– René? Pensei que já havíamos pulado dessa fase. – o homem ao seu lado suspirou logo acrescentando. – Largue esse celular, quero você focado aqui. – tocou na tela atrapalhando-o fazendo que o jogo sinalizasse game over.

O garoto soltou um resmungo insatisfeito e colocou o celular na mesa logo encarando aqueles olhos quase idênticos ao seu, porém mais escuros e acastanhados. Um pequeno silêncio se instalou entre os dois até René dar um pigarro abrindo a brecha para dar a noticia e fazer um convite.

– Filho, há uns meses recebi uma proposta e estou tentado muito a aceitar. Meu empresário acha que vai ser uma ótima chance para minha carreira. – escolheu as palavras com cuidado e João permanecia com o rosto impassível.

– Diga logo quanto tempo. – manteve o tom de voz como se estivesse entediado mas seu pai o conhecia o suficiente para saber que isso era apenas uma armadura.

– Era para ser um filme, mas decidiram que vai virar série. É uma grande temporada e vai ser na Escócia com previsão de um ano. – continuou atento a cada mudança de expressão do filho que desviou os olhos encarando o nada.

João queria sair dali, ele sempre temeu que isso fosse acontecer. Seu pai iria o deixar novamente, sua mãe estava casada e logo teria filhos. Não haveria mais espaço para ele. Nem mesmo entre amigos, já que Pedro e K não se desgrudavam e os outros ele não tinha muita afinidade.

– Filho, olhe para mim. Eu ainda não terminei. – tocou no ombro do primogênito que havia cerrado os punhos e o fuzilado com os olhos verdes.

– Tem mais? Vai me dizer que também vai casar e vou ganhar um irmãozinho? – desdenhou infantilmente bufando logo em seguida se levantando da cadeira.

Ele estava feliz por Dandara, ela merecia ser feliz mas não conseguia reprimir a sensação de estar sendo deixado de lado por todos. E droga, ele odiava isso. O fato que todo mundo ali parecia feliz e ele ali no celular que parecia ser o único que jamais o abandonaria, ao menos que sua bateria estivesse fraca, mas isso tem solução.

– Não moleque, quero te convidar para ir comigo. – riu René do obvio desagrado do filho pelo fato de sua ex e mãe dele estar casada com o mestre Cruel, ou melhor Gael.

João arregalou os olhos.

– Ir com você pai? ‘Cê’ tá me zoando né? – indagou desconfiado embora uma parte sua tivesse se animado internamente com a ideia.

– Tô falando serio João. Quero que você vá comigo, pode fazer vestibular e tentar uma universidade lá mesmo já que você se formou. – sorriu ele sendo retribuído pelo filho que coçou a nuca sem saber o que fazer ou falar.

Abraçou-o forte tentando mostrar sua gratidão e Dandara os observou de longe, sorrindo emocionada ao ver que eles pareciam unidos.

– Obrigado pai. – agradeceu querendo que ele soubesse que realmente estava feliz com o convite. Aquilo era uma oportunidade maravilhosa, não só para ele, mas para João.

René estava mais que feliz. Embora soubesse que sua ex, a mãe dele não fosse gostar muito da noticia. Mas era fato que ele e João finalmente teriam um tempo juntos como pai e filho, e ao mesmo tempo ele iria fazer o que mais amava, atuar.

O Spinelli mais velho ergueu os olhos e percebeu ao longe a filha de Gael mais velha, a que seu filho gostava e o cutucou de leve antes que o mesmo pegasse o celular voltando ao seus joguinhos.

– Vai chamar ela para dançar. – piscou para ele que seguiu seus olhos e soltou um suspiro.

– Como se ela fosse aceitar. – murmurou João desiludido sem conseguir tirar os olhos da garota que havia o encantado há meses e notou preocupadamente que ela parecia triste no meio de um mar de pessoas sorridentes e ridiculamente bêbadas felizes.

– Não seja covarde e tente. – deu um leve tapa nas costas do filho tentando o encorajar.

João sabia que ia levar um fora mas mesmo assim foi. Faria qualquer coisa para tirar um pouco a tristeza dela. Aproximou-se de leve, ela estava sentada ereta com um sorriso falso que poderia enganar muitos menos ele.

– O que uma mulher linda está fazendo sozinha aí? – usou seu tom galante e viu ela erguer aqueles olhos castanhos mel brilhantes para o encarar.

– Tô sentada não tá vendo? – respondeu Bianca sem reprimir a grosseria e irritada com a presença dele. Havia algo no João que a fazia exaltar os nervos, não gostava do modo de como se sentia perto dele.

Ele revirou os olhos verdes acostumado com a típica reação dela.

– Sou cego, de amor por você. Dança comigo. – brincou ignorando a fuzilada que ela lhe lançara como se mandasse ele ficar longe.

Bianca com toda certeza no mundo ia dizer não mas não conseguiu. Havia algo naqueles olhos verdes que a encaravam de um jeito como se soubesse ler sua alma.

– Uma dança e você me deixa em paz. – desviou os olhos incomodada e se levantou rapidamente puxando a mão dele sentindo uma espécie de corrente elétrica percorrendo seu corpo.

Incrédulo, João apenas a acompanhou segurando aquelas mãos que pareciam se encaixar perfeitamente na sua e logo estavam os dois no meio da pista de dança onde os casais dançavam.

Conspirando ao favor dele, uma música do estilo lenta começou a tocar fazendo que se arriscasse se aproximar um pouco mais dela. Se alguém lhe contasse que Bianca Duarte estava com as mãos no pescoço dele e que ele a segurava pela cintura, riria da cara da pessoa.

– Quer ouvir uma noticia que vai te deixar mais feliz? – quebrou o assunto querendo que aqueles olhos castanhos o encarassem em vez de olhar para o chão.

– Boa sorte, conta. – Bianca queria evitar olhar para aqueles olhos absurdamente verdes mas naquele momento não teve como e acabou se perdendo naquela imensidão.

– Você vai se ver livre de mim por um bom tempo. – João sorriu sem humor observando qualquer resquício de alivio mas foi confusão que transpareceu na face dela.

Bianca não sabia o que dizer. Estava confusa com sua reação.

– Você vai embora? – as palavras não queriam sair de sua boca, temendo que se tornassem realidade. Não sabia o porque, mas era estranho imaginar que não ouviria mais as cantadas baratas de João, ou não veria aqueles olhos.

– É, pode comemorar. Estou indo para Escócia com meu pastel, fazer vestibular lá e tal. – murmurou um tanto empolgado abrindo um sorriso sincero.

– Nossa, vontade de abrir um champanhe para comemorar. – ela tentou sorrir, mas tinha certeza que saiu algo bem falso e se aproximou um pouco mais colocando seu rosto na curva do pescoço dele.

Sentia uma inexplicável vontade de chorar.

– Ele é um babaca. – suspirou João sussurrando no ouvido dela.

– O que? – murmurou um pouco atordoada ainda com a cabeça no ombro dele, sentia-se confortável e não queria sair daquele “abraço”.

– O Duca, ele não sabe a sorte que tinha de ter você. – recuou ele de leve bem no momento em que a música se acabava e eles teriam que se afastar.

– Obrigada. – Bianca falou incerta ao no que poderia vir a seguir. Não estava gostando daquele estranho clima entre eles mas também não queria acabar.

Percebeu o rosto de João perigosamente próximo do seu e institivamente fechou os olhos sentindo seu coração martelar com força no peito. Ela queria se afastar mas não queria ao mesmo tempo.

– Vou sentir sua falta Bianquinha. – sentiu os lábios dele pressionados de leve no canto de sua boca tão rapidamente que mal conseguiu processar.

– Você não perde uma né? – crispou os lábios abismada com a audácia e lhe deu um cutucão forte tentando demostrar sua irritação enquanto tudo que conseguiu foi arrancar risadas divertidas dele.

E ela não conseguiu evitar de rir também.

Notas finais
E AÍIIIIIIII, será que esse prologo merece bastante reviews? Ou não? Enfim, vamos fazer um trato aqui, se rolar dez reviews, eu posto Vicios e Indestino no mesmo dia. Sem enrolações juro.
Beijos! Até a proxima.
PS: Quem quiser, me chama lá no tt @mrsredhead22, pode me xingar, elogiar, á vontade, sou mto legal, juro.