Indescoberto Mi hakken
1 Prólogo e episódio 1
PRÓLOGO
O universo, uma complexa imensidão, que esconde em sua interminável escuridão, numerosos planetas misteriosos e especialmente na Terra, repleta de criaturas indecifráveis, os seres humanos, ronda um grande mistério o qual será posto à tona.
Tudo começou na ilha Sulot, localizada bem no centro do planeta e afastada por milhares de quilômetros dos dois continentes, o Nalnas a oeste e o Ilyts a leste. A ilha apresentava uma vasta vegetação composta por todos os tipos de plantas existentes no planeta, além de todos os tipos de animais que se podia encontrar em todo o mundo e ainda áreas congeladas, desérticas, montanhas, campos, florestas, lagos, um ecossistema completo e em perfeita harmonia, basicamente era um mundo dentro de um mundo.
A princípio a ilha era habitada por apenas dois seres quase perfeitos, não comiam, não dormiam, não tinham necessidades, foram criados com o único propósito de cuidar do planeta, eram parte dele, feitos dele e para ele, os quais nomearam um ao outro, Mimuel cuidava da superfície e Masmalor do interior do planeta. Nem mesmo eles sabiam como, por quem ou por o que foram criados, sempre existiram e a todo momento faziam com que o mundo continuasse em perfeita harmonia. Na superfície tudo que era destruído por fenômenos naturais, era reconstruído exatamente com a mesma aparência anterior, ele podia manipular toda a massa que era constituída o planeta como bem entendesse, assim como os vegetais, com exceção apenas dos animais, os quais pareciam não vê-lo ou senti-lo. No interior, a Terra era inabalada, ele cuidava para que as placas tectônicas não se movessem, evitando os terremotos, controlava a temperatura interna, impedia explosões de magma.
Masmalor e Mimuel, viviam em perfeita harmonia entre si, sendo que o único lugar da superfície o qual Masmalor poderia vagar, seria a ilha Sulot, ambos bem disciplinados, aceitavam e seguiam estas regras, impostas não por uma voz, mas sim por um sentimento. No centro da ilha, existia um pequeno ninho, formado por um emaranhado de diversas tiras de folhas de vegetais, com o tamanho e formato de duas mãos abertas, com as palmas viradas para cima e em seu centro, repousava um objeto circular quase oval, completamente sólido e com a aparência do mais profundo e puro negro existente. Do pequeno ovo era de onde os dois únicos “homens” sentiam tudo o que deveriam fazer e não fazer, era à que ambos serviam. A primeira lembrança de suas existências foi a de surgirem ao lado da pequena esfera, toda a energia do planeta era sentida por eles através deste ponto.
De tempos em tempos, Mimuel desaparecia da ilha por centenas de anos, o que fazia com que Masmalor começasse a se perguntar o que seu “irmão” estaria fazendo vagando por um mundo vazio, já que eles poderiam realizar os reparos de qualquer ponto do planeta, pois ambos estavam conectados a toda matéria e energia existentes, um sentimento enorme de dúvida passou a surgir dentro do cuidador das profundezas, fazendo com que a subimissão a qual ele tinha pela gema negra fosse enfraquecendo e desaparecendo aos poucos.
Certo dia, ambos se encontraram e Masmalor passou a questionar o que seu outro único ser racional fazia fora da ilha quando desaparecia por centenas de anos, eles não se comunicavam por fala ou qualquer outro tipo de som, apenas sentiam o que um ao outro queria transmitir.Mimuel por sua vez, disse apenas estar fazendo o que vinha sentindo pela esfera, cumprindo seu dever, nada mais e percebeu também que sua conexão com Masmalor estaria enfraquecendo a cada dia, assim desaparecendo mais uma vez e retornando para o mundo fora da ilha.
Tomado pela fúria após este fato, Masmalor não sentia mais a submissão pela gema que foi quebrada com o sentimento de dúvida e ódio acumulado por centenas de anos. Decidido sair da ilha e finalmente descobrir o que exisita de tão interessante em todo o planeta, ele foi surpreendido ao se deparar com uma estranha criatura, diferente de todos os animais os quais já tinha visto na superfície da ilha, eram muitos deles, que assim como os da ilha, não podiam vê-lo, mas estes incrivelmente eram como ele e seu “irmão”, andavam sobre duas pernas, tinham cabelos, olhos, os aspectos físicos gerais eram os mesmos.Sem saber o que fazer ele apenas com mais dúvidas crescendo dentro de sí, passou a vagar e oberservar os seres, buscando alguma resposta, já que como todo o mundo estava conectado e mesmo assim por todos esses anos ele não pôde sentir todos esses...seres humanos, disse Mimuel aparecendo ao seu lado.
--- Eu mesmo os criei Masmalor, este som se chama fala, é a reprodução de nossos pensamentos, os humanos inventaram isso, não é incrivel, tente, eles não podem nos ouvir, apenas se quisermos que sim, para nós é apenas um esforço a mais , mas para eles é o modo o qual tem de se comunicarem.
--- TRAIDOR- gritou Masmalor, durante bilhões de anos, eu estive cuidando para que o planeta não se destruisse de dentro para fora, e você aqui criando essas criaturas inferiores, nas minhas costas, sem revelar isso para mim.
--- Eles são como nós Masmalor, são parte do planeta, assim como eu e você.
--- Que seja, então sofrerão com o planeta!
Alguns momentos depois, terremotos começaram a acontecer devastando grupos de pessoas em variados pontos do mundo, em contra partida Mimuel ia da forma que podia tendando proteger suas crias, formando estruturas ou tentando parar a destruição do solo, explosões de magma aconteciam e logo grande parte passou a estar em chamas, uma guerra foi travada durante anos, uma guerra na qual os dois principais causadores não se feriam diretamente, porém com o passar de pouco tempo a intensidade dos desastres fora diminuindo, aconteciam com menos força e com pouca frequencia, ambos dos seres primordias do planeta foram se afastando da esfera negra, perdendo suas capacidades, tornando-se quase seres humanos.
Mesmo que estivessem enfraquecidos, ambos ainda eram redentores de poderes, podendo chegar até a ilha e até a gema...estavam lá frente a frente entre ela.
---Você já foi longe de mais Masmalor, não pode ver que tudo o que fiz ,foi seguindo a vontade suprema que nos comandava, agora nós estamos tão desconectados dela quanto os humanos.
--- A diferença, é que nós sabemos onde ela está! — disse Masmalor
--- Você não pode tocá-la, não se lembra que era a vontade mais forte que pairava sobre nós, mal nos aproximávamos.
--- MENTIROSO, eu já descobri tudo Mimuel, você a tocou, aprendeu a criar essas coisas a partir dela, se ela nos criou e nós somos iguais a suas criaturas, então você só pode ter absorvido esse conhecimento a partir da gema, agora é a minha vez de criar minhas próprias criaturas!
--- Levei 1 bilhão de anos para aprender a criá-las, e não são como nós, não tão perfeitas quanto nós – disse Mimuel esboçando um leve sorriso.
--- HAHA, que perfeição? Me trair e mentir para mim, isso não é perfeição Mimuel.
--- Eu não menti, eu só segui a vontade ordenada a mim...
--- JÁ BASTA TRAIDOR, AGORA É A MINHA VEZ !
Ao tocar na esfera negra, Masmalor ficou completamente paralizado e sentiu absorver o que lhe restava para sanar suas dúvidas, todo conhecimento do universo esteve sendo transmitido a ele , porém não durou mais que 1 segundo antes que Mimuel fosse até ele e tentasse remover a esfera de sua mão, ao tocar juntamente com Masmalor, um pequeno vortice surgiu , fazendo com que toda a ilha e os dois , fossem comprimidos ao tamanho da esfera e em seguida uma explosão muda aconteceu , dissipando tudo o que foi comprimido , encobrindo todo o planeta, os seres humanos não puderam ver o ocorrido, ja que a ilha estava muito distante das costas , e a energia que se espalhou por todo ele, era invisível, apenas pôde ser sentinda por poucos os quais tinham esta capacidade.
Milhares de anos depois, os sobreviventes criados por Mimuel, se reproduziram e cresceram , organizando-se em grandes grupos, fomando civilizações por todo mundo...
Episódio 1
Na vila Cone, bem comum e semelhante as demais outras na região, com a população aproximada de 300 habitantes, era constituida de casas de madeira em sua maioria e algumas poucas casas de pedra, quatro no total.Talvez esta vila em especial chamasse mais atenção por conta de um lendário ferreiro, Balzarram Razaich, que aliás, deixara de ser lendário a muitos anos atrás, atualmente era apenas mais um ferreiro, um excelente ferreiro.Balzarram há tempos havia perdido uma de suas pernas, alguns dizem que em uma de suas lendárias aventuras e outros dizem que foi apenas um acidente de trabalho, abafando tais lendas, afirmando que estas não seriam reais,ele usava uma prótese de madeira do joelho para baixo.
Dois meninos, ambos com apenas dez anos de idade, viviam mais um dia qualquer em suas vidas, apenas andando pela vila e conversando sobre animais, brincadeiras e outros assuntos infantis, eram crianças comuns, um era chamado de Rulork Chamas Brilhantes, que partircularmente odiava seu sobrenome, ja que este fora dado a ele por sua mãe Lutuva Chamas Brilhantes, que recebera tal nome por conta de seus lindos e compridos cabelos vermelhos e brilhantes, porém o menino não erdou os cabelos ruivos de sua mãe, ele tinha cabelos pretos e bem curtos e preferia ser chamado de Vermelho, também não gostava do apelido que lhe fora dado mas ainda sim achava melhor que seu comprido nome. Seu amigo Kumi, era um menino solitário , e até onde se sabia era orfão pois aparecera na vila 4 anos atrás num dia qualquer , sozinho , com a aparência bem abatida, dizendo as palavras , “cumi” “mi mi” “cumi’, quando atacou os pães de uma mercearia e os devorou, descobriram que ele queria dizer comida, ele não tinha uma residência ou alguém que cuidasse dele , um dia estava em uma casa ora em outra , todos da vila eram bem unidos e sempre o ajudavam com comida e roupas e quase sempre um lugar onde dormir, certa vez um casal de aldeões quis adotá-lo, porém o menino já havia se acostumado com a vida a qual levava e talvez até gostasse dela , então recusou a proposta.
Kumi e Vermelho tinham personalidades bem diferentes um do outro, enquanto o primeiro tinha um olhar mais objetivo, mais centrado e pode se dizer que bem sombrio as vezes, enquanto o outro era bem agitado e distraído, porém bem inteligente, este gostava sempre de andar por toda a vila e ver como iam as coisas, sempre acompanhados um do outro eram bem conhecidos e queridos por todos , já que não eram crianças travessas como a maioria da região, o que talvez fosse o fato que implicasse no afastamento deles das outras crianças já que muitas vezes se recusavam a realizar as travessuras.
Ambos andavam como sempre pela vila ate passarem na frente da grande casa de pedra do ferreiro Balzarram, o qual era um tanto amigavel com eles , porém o fato de ter sua perna de madeira os assustava um pouco e eles eventualmente evitavam contato, até que kumi disse:
---Ei Vermelho, vamos até a casa do velho madeira?
--- humm, o que você quer fazer lá Kumi?
--- Quero ver as armas que ele cria, devem ser incriveis , já que muitas vezes nós vemos mutios grupos de homens entrarem lá, ele realmente deve ser um ferreiro lendário!
--- Bem Kumi, o jeito dele andar com aquela perna me assusta, e ainda tem o barulho que ela faz...aaaaaaa vamoos nessa!
As portas de Balzarram estavam sempre abertas , já que era uma loja, bastava apenas entrar e todo o arsenal produzido estava a mostra em prateleiras ou sobre o balcão, algumas até mesmo pelo chão, no momento não parecia ter ninguém na sala principal, os dois se certificaram disto antes de entrarem e observarem , já que tinham um pouco de medo de manter contato com o ferreiro.
---Olhe essas espadas enormes , machados , martelos , aaaaaa são realmente incríveis, acho que essas lendas sobre ele são reais , não acha Vermelho?
---eerrr eu acho que estou ouvindo um barulho, melhor irmos embora Kumi...
E se podia ouvir um leve “toc , toc , toc” que ia aumentando de intensidade a cada segundo que se passava , assim como o frio na barriga de ambos os garotos, ate que surgiu na entrada uma figura bem grande com quase dois metros de altura, com uma pequena inclinação para direita , barba negra não tao longa mas nem tão curta, porém um tanto quanto dessarrumada e cabelos castanhos escuros de fios grossos e apontados para cima, gritou com um tom bem humorado:
--- HAHAHA, o que dois ratinhos bisbilhoteiros estariam fazendo em um lugar perigoso como este? Sabiam que podem se cortar só de chegarem perto de umas dessas lâminas?
--- A desculpe velho madeir...eeh Balzarram Razaich, ja estavamos de saída, não é verdade Kumi?
--- Sim verdade , vamos !
---- VELHO MADEIRA? HAHAHAHA , nunca fui chamado por esse nome antes, pois saibam que esta perna ja salvou minha vida varias vezes, fiquem, que lhes contarei uma história de quando eu estava na floresta de Rora Rora.
--- Você já esteve na floresta de Rora Rora? – perguntou Vermelho bastante interessado com um tom impressionado.
--- Hmm, o que é essa floresta? – indagou Kumi.
--- Floresta Rora Rora fica depois das montanhas de Eskrulandir que dividem nosso continente. tem esse nome por conta de seus habitantes os Rora , são pessoas que no lugar de suas mãos e pés tem patas de urso. – explicou Vermelho
---Não só patas de urso mas eles também possuem a força de um ! e geralmente são bem hostis contra estrangeiros HAHAHA, você é bem inteligente garoto vermelho! – elogiou Balzarram.
Então o grande homem, tratou de buscar duas cadeiras para que os garotos pudessem sentar e ouvirem uma de suas grandes façanhas, ao chegar com as cadeiras ,os dois trocaram olhares de dúvida mas nenhuma palavra, então decidiram aceitar e escutar a história que parecia ser bem interessante, de pé , Balzarram caminhando de um lado para o outro com um tom de voz alto, contou:
---Isso foi a mais ou menos vinte anos atrás, eu estava na densa floresta Rora Rora, a procura da árvore terral.
---O que era essa árvore ?--- perguntou Vermelho
---Ela recebe este nome pois cresce dentro da terra , sua madeira é mais resistente que qualquer metal existente até aquela época --- explicou o homem fazendo uma pequena pausa e continuando --- então eu estava correndo , desviando de galhos , espinhos , a procura da única e pequena flor que árvore usa por cima da terra para captar a luz do sol --- sendo enterrompido por Vermelho com mais uma pergunta.
---Maa..maas espere, se era mais resistênte que qualquer metal, como você iria corta-la? e outra , cavar um buraco enorme no chão não seria muito difícil?
--- AAAAAAAAHH, TANTAS PERGUNTAS GAROTO HAHAHA, iria quebra-la, com uma enorme marreta feita de madeira da própria terral e eu sou a lenda aqui não sou? Tenho meus métodos--- sendo interrompido mais uma vez pelo mesmo.
--- Hum, teria que ser um buraco bem grande, para poder quebrar a árvo...
--- Já chega Vermelho , deixe o velho continuar...--- reclamou Kumi , levemente irritado.
--- OBRIGADO garoto, então fique você sabendo que a árvore é apenas um pouco maior que você , em fim, após trinta dias de muita procura eu finalmente encontrei a flor , mas ela estava cercada por Roras, ela é muita rara e eles a valorizam e cuidam das poucas que existem.
De repente Balzarram parou, fechou os olhos por pouco mais de 1 segundo, com uma expressão atenciosa, pareceu sentir algo, virando para os garotos, um tanto desconcertado e sem saber o que fazer , apontou para uma porta pequena ao fundo de um cômodo ao lado e disse um tanto apressado:
--- Bem, desferi um poderoso golpe no chão com minha perna de madeira , que causou um terremoto no local , derrubando todos os Rora , fim de história , SAIAM , SAIAM ,POR ALI, RÁPIDO , RÁPIDO.
Os meninos trocaram olhares espantados, e com dúvidas , tanto sobre a história mal contada e sobre a repentina expulsão , mas decidiram não retrucar ou perguntar nada e sairam rapidamente pela porta indicada.
Após sairem , continuaram andando e conversando.
--- Ei kumi , você não acha que esse velho é um belo de um mentiroso?
Ao olhar para Kumi após ter feito a pergunta, Vermelho percebeu que seu amigo carregava uma adaga, certamente retirada da casa do ferreiro, então desferiu outra torrente de perguntas.
--- Você enlouqueceu Kumi ? não somos ladrões , por que você roubou isso ? é perigoso pode acabar se machucando com ela sabia? Vamos voltar e colocar no lugar de novo.
--- Eu não roubei, só peguei emprestado sem pedir, eu iria devolve-la logo , mas é que é tão bom ter uma arma, me sinto bem carregando isto --- explicou Kumi , bem concentrado na adaga.
--- Tudo bem mas , não é certo fazer isso , o velho foi bem legal com a gente, você poderia ter pedido a ele para tocá-la.--- indagou Vermelho, sendo respondido imediatamente.
--- Você sabe que ele nunca deixaria eu pegá-la , eu irei devolver mas por favor deixe eu ficar com ela só mais pouco , prometo que vamos lá entregar depois. --- pediu Kumi.
---- Humm, tudo bem , mas não vamos demorar muito e você vai se desculpar com velho, agora deixe me vê-la também.
A arma era um tanto quanto bela, sua lâmina de cor negra media cerca de trinta centímetros, onde foram gravadas curvas bem sinuosas e aparentes , além de exibir um forte brilho fosco e seu cabo era envolvido por um couro negro, com um acabamento muito bem feito, se por um lado as lendas dos feitos de Balzarram não parecessem reais , por outro lado podia se confirmar através da adaga que, ele era um um excelente ferreiro , talvez o melhor deles, porém se fosse este o caso , o que estaria ele fazendo em um pequeno vilareijo e não em uma grande cidade, a serviço de algum rei.
Alguns minutos após os garotos terem saido da casa do ferreiro, entraram pela entrada principal um grupo de quatro homens , onde três deles eram apenas soldados a serviço, dando um apoio ao líder, um homem que parecia ser vinte centímetros mais baixo que Balzarram e vinte anos mais jovem também, tinha cabelos negros um pouco longos, bem repuxados para trás, um corpo forte porém , não chegava a metade do ferreiro, seus olhos eram de um castanho quase vermelhos e tinha uma cicatriz que começava na testa e descia em linha reta passando pelo nariz, até o queixo, bem no centro de sua face.O homem era bem familiar para Balzarram, que quando aparecera , disse seu nome:
--- URKRAV DA! JÁ NÃO LHE DISSE PARA NÃO VOLTAR MAIS AQUI NA VILA?---esbravejou o velho.
--- BALZARRAM RAZAICH! Pressuponho que, talvez tenha esquecido que , eu lhe disse que , voltaria enquanto meu líder oradenasse que, eu fizesse a busca novamente até que, eu encontrasse, porém você continua a dizer que, não possui mas algo nos diz que, ou melhor sentimos que, VOCÊ POSSUI---disse o recém chegado com um arrogante.
--- ARRGG , sujeito irritante , procure o quanto quiser novamente, ja disse que vocês estão enganados sobre isso.--- respondeu o ferreiro.
---Ooooouuuu, estamos sendo enganados, por alguma artimanha , do famoso e lendário ferreiro, bom, de um jeito ou de outro terá que aparecer...
--- NÃÃÃOOO --- gritou o velho, parecendo sentir e saber o que estava por vir, um ataque a vila.
Kumi e Vermelho estavam fazendo o caminho de volta para a casa do ferreiro quando foram supreendidos por uma marcha rápida de uns 50 homens armados com espadas, machados, arcos e achas, no momento em que avistaram, o grupo estava a caminho da vila formando um semi-círculo, os dois meninos não tinham entendido que se tratava de um ataque, porém toda a vila já estava um alvoroço, uma dúzia de homens que formavam uma espécie de milicia na vila já se preparavam para a tentativa de defesa, alguns outros corajosos homens também se juntaram para ajudar os guardas, antes a vila sofrera outros ataques, bem raros, mas feitos por pequenos grupos de bandidos ou arruaceiros, o maior ataque havia sido feito por 18 bandidos, os quais foram mortos ou afugentados pela milicia, esta a qual era composta por 12 homens bem treinados por Balzarram, porém contra cinquenta soldados bem armados, a derrota parecia ser inevitável.
Os Garotos so se deram conta de que se tratava de um ataque quando um pobre e velho camponês que estava em uma pequena plantação em frente a vila, foi atingido por um golpe de espada em seu peito.
--- Corra Kumi, é um ataque !--- disse vermelho já puxando seu amigo e correndo--- precisamos ir para casa proteger a mamãe.
Os atacantes adentraram o vilareijo já ateando fogo a algumas casas, enquanto os defensores iam atraindo os atacantes para lugares mais estreitos, Balzarram os ensinou que em uma desvantagem numérica, os inimigos devem ser enfrentados aos poucos.
Os homens se dividiram em 3 grupos iguais onde um deles atraiu os soldados para um corredor entre duas casas, outro grupo foi para um pequeno estábulo e outro fora se juntar ao ferreiro, grupos A, B e C respectivamente.
O grupo A, composto por dois homens com espadas e escudos de ferro pequenos e um com uma espada média, onde o último se posicionou entre os 2 escudeiros no curto corredor, onde só se passava uma pessoa por vez, enquanto os homens com escudo e espada defendiam e atacavam, o do meio aproveitava a brecha do adversário para desferir estocadas certeiras.
O grupo B, composto por homens mais habilidosos e experientes se encontravam no estábulo. Onde se posicionaram um de costas para o outro, formando uma espécie de triângulo, o espaço permitia que apenas as lutas fossem de um contra um, porém os defensores carregavam duas espadas cada e seus ataques eram bem sincronizados, fazendo com que cada atacante recebece quase sempre dois ataques por vez e invevitavelmente iam sendo atingidos.
O grupo C era composto pelos mais jovens e menos experientes, porém bem ágeis e velozes, correram até a casa do ferreiro para juntarem-se a ele, puderam evitar quais quer ataques pois chegaram ao seu destino bem antes do grupo de invasores, ao se depararem com a entrada da casa foram surpreendidos por um pegueno grupo inimigo que surgiu para atacá-los logo ao adentrarem a entrada do muro da casa.
Dentro de seus aposentos Balzarram se viu enfurecido, agarrando na mesa ao seu lado, o grande machadado com lâminas duplas, os três homens que acompanhavam Ukrav investiram contra o ferreiro em um ataque impensado sem ter conhecimento do perigo que corriam, o grande homem apenas desferiu um rápido golpe em semi círculo, o qual pareceu nem ao menos atingir os soldados, porém foi o sufuciente para que todos eles fossem arremessados e batido contra as paredes caindo no chão inconcientes.
--- Idiotas!, apenas ignorantes que, não sabem que, este não se trata de um homem comum --- disse Ukrav em tom calmo.
Logo após o líder invasor terminar a frase, Balzarram já estava a sua frente desferindo outro forte golpe, dividindo no meio apenas uma imagem que desaparecera, transformando-se em um pegueno espirito de uma criatura que logo se tornou um pouco de fumaça e se dissipou ao ar.
--- Rato covarde --- resmungou o velho em tom calmo, parecendo saber que se tratava de uma imagem desde o início.
Ao sair de casa, chegando ao seu quintal se deparou com a luta de sua equipe de elite, reconhecendo que eram os mais jovens que estavam a lutar, ganhavam a luta, pois o grupo que os atacara era composto de cinco homens e restavam apenas 3.
--- PRECISAM DE AJUDA !? --- gritou em tom animado o ferreiro.
Antes que pudessem aceitar ou recusar, o grande homem ja se dirigia a luta caminhando calmamente e derrubando o primeiro homem atingindo-o com um soco em suas costelas direitas e revidando a tentativa de ataque do segundo com um golpe do cabo do machado sem muito esforço, acertando seu peito , arremessando o soldado a uns dois metros de distância e quando se deram conta do terceiro, ele já não estava mais la.
--- VAMOS A BATALHA, a vila precisa de nós --- gritou o ferreiro sendo acompanhado pelo grito de seus jovens companheiros --- REEEEERRAA.
O grupo A estava com a luta a seu favor, haviam derrotado cerca de dez soldados com sua bem sucedida tática e devido ao seu rigoroso treinamento, não exibiam quais quer traços de cansaço, porém algo que fosse mudar a situação estava para acontecer.
Dentre todas as chamas podia se ver um homem se aproximando, de estatura média, vestido por uma armadura leve feita de couro e um capuz cobrindo sua cabeça, todo de preto, movia-se rapidamente ignorando o fogo o qual o atingia, aproximando-se de onde a luta acontecia.
--- Saiam --- disse em tom claro e seco --- seguindo a ordem imediatamente, os invasores se afastaram do corredor abrindo espaço para a figura em preto.
Os três defensores trocaram olhares desconfiados entre si e percorreu por eles a sensação de perigo, enquanto o novo oponente se aproximava calmamente, de repente o homem deu uma investida rápida para frentea qual os três mal puderam acompanhar, em seguida executou um veloz salto mortal por cima dos guardiões e quando estava exatamente em cima do homem do meio, desferiu quase que instantâneamente três golpes poderosos com uma adaga um pouco maior e mais grossa que as comuns, o que resultou em grandes danos as defesas dos dois defensores, fazendo-os com o impacto recebido, perderem as forças em seus braços e invevitavelmente deixar exposto o atacante da equipe que no terceiro golpe desferido, fora atingido em seu ombro direito, a armadura que ele usava mal pôde suportar o poderoso ataque recebido. Ao término do salto, o misterioso homem já acometia novamente um rápido golpe contra o desprevenido defensor da ponta, o qual não foi capaz de defender-se a tempo, sendo atingido na parte esquerda de seu abdome por uma estocada violênta, logo após ele foi puxado para trás por seu também ferido companheiro, abrindo espaço para a esperançosa tentativa de defesa de seu companheiro que ainda não havia sido ferido, com o seu escudo firme e posicionado, o homem passou por cima de seus aliados e com um olhar rigido , encarando o seu oponente disse :
--- Eu sei o que você é ! e também sei combate-lo --- com um pequeno momento de exitação o inimigo secamente respodeu --- então veremos.
A adaga sedenta parecia ter vida própria e também parecia furiosa , incontáveis ataques foram desferidos mas tanto o escudo quanto o homem estavam firmes como uma rocha, podia apenas se ouvir os agudos ruídos de aço com aço.
Rajir o defensor que estava lutando com o implacável inimigo fora o único da equipe que a pouco tempo havia recebendo um treinamento particular de Balzarram, os outros membros sentiram-se excluídos e cogitaram várias suposições do porque de somente ele ser o escolhido para receber um treinamento especial, talvez por ser o mais experiente dentre eles , ou o melhor lutador , mas não importava mais agora, so o que estava evidente era que o treino realmente foi efetivo, já que ele estava conseguindo combater de “igual para igual” um poderoso inimigo.
--- Você consegue Rajir, acaba com ele ! --- disse Terik, com a mão sobre seu ombro ferido, sendo acompanhado pelo comentário de Zurok ,ferido no abdome --- Graças ao treino especial que recebeu.
Com a postura firme e bem sério , ainda recebendo golpes em seu escudo ele respondeu aos seus amigos --- Desculpe não poder ter protegido vocês antes, ainda não domino a técnica , fomos pegos desprevenidos, não tive tempo de me concentrar.
O homem de preto cessou os violentos ataques, foi calmamente se afastando, com um tom calmo e frio esboçou um leve sorriso e subitamente atacou outra vez, porém com tamanha velocidade que, quase que simplesmente apareceu à frente do escudo já imprimindo um poderoso golpe, fazendo uma pequena cratera no escudo de metal e empurrando com violência Rajir, que bateu de costas em seus companheiros, indo ao chão juntamente com eles.
Assustados Terik e Zurok, não conseguiam expressar-se , com o enorme choque em suas últimas esperanças de sobrevivência estavam acabados.
--- Parece que é o nosso fim, não fui forte o suficiente para nos proteger --- disse Rajir com a voz trêmula e baixa.
--- Agora vocês conseguem acabar com eles?--- perguntou a figura de preto aos invasores, dando as costas e dirigindo-se para seu próximo alvo , o grupo B.
Conforme os soldados aproximavam-se dos dois lados do corredor , os três homens feridos tentavam a todo custo levantar-se para se defenderem, porém estavam feridos e exaustos, com a moral baixa, so lhes restava seus fins, que pareceu chegar de uma forma diferente, o telhado em chamas e a pilastra de madeira que sustentava o muro ao seu lado foi desmoronando, caindo partes de madeira em chamas aos seus lados, ao perceber o desastre, os inimigos correram do corredor, que em seguida foi encoberto por algumas pedras e madeiras queimando.
Ao ouvir o desmoronamento, ele apenas olhou para trás por alguns instantes parecendo perceber alguma coisa, mas ignorou e seguiu seu caminho para os estábulos, onde se encontrava a outra equipe de defensores.
Estavam nos estábulos, os três homens lutando com garra e coragem, cada um empunhando duas espadas, enfrentando um número bem maior de inimigos, o pequeno espaço no qual lutavam ajudava a reduzir a desvantagem, porém não foi suficiente, ja que estavam começando a demonstrar traços de exaustão, a cada momento que se passava mais vulneráveis eles ficavam.
Golpe após golpe, suas forças diminuiam e menos dano causavam a seus adversários,além de sofrerem alguns pequenos ferimentos, já que o cansaço fazia com que a qualidade de sua tática fosse diminuindo, eis que surge uma agradável surpresa...
A pouca distância podia se ouvir os gritos ---REEEERRAA--- eram o ferreiro e seus jovens aliados se aproximando em uma marcha rápida e derrubando alguns tolos inimigos que tentavam impedir-los, apenas eram jogados para longe pelo rápido e forte movimento semi-circular do grande machado que nem parecia atingir seus alvos, mas estes eram arremessados a alguns metros ao tentar uma aproximação. Ao mesmo tempo, outros eram abatidos pelo grupo que acompanhava o velho, um deles usava uma besta projetada por Balzarram, a qual não precisava ser recarregada a cada tiro disparado, ela possuía um cartucho cilindrico acoplado a ela, que comportava uma quantidade consideravel de munição, era um pouco grande, porém incrivelmente leve, o que permitia rápidos movimentos e nas mãos de um exímio atirador como era o Reizan, se tornava uma arma extremamente letal.
Os dois outros integrantes eram os gêmeos conhecidos como os irmãos Tushi, embora nimguém os chamasse diretamente pelo apelido, que era apenas a junção das iniciais de seus primeiros nomes, Tusaro e Shizaro atacavam os inimigos com seus bastões, os quais não eram simples bastões, feitos da madeira da árvore terral, possuiam a resistência maior que do aço das armas,com a vantagem de ser bem leve.
O grupo inimigo que cercava os defensores no estábulo, ficou completamente estarrecido ao visualizarem a cena, onde dois de seus companheiros foram arremessados pelo golpe do gigante homem que adentrava o pequeno espaço aos gritos, além de mais outros dois que impeliam contra os recém chegados adversários, que foram derrubados por uma rápida sucessão de golpes certeiros de bastão no queixo e na cabeça, após isto não restaram homens valentes o suficiente para uma falha tentativa de ataque, os quais outros quatro tentaram fugir desesperadamente, sendo atingidos nas costas pelos dardos da besta.
Cansados e agradecidos, os três lutadores com alguns pequenos ferimentos, buscavam um pouco de fôlego a mais para continuar a batalha, já que ainda existiam inimigos pela vila , atacando as casas e os aldeões, em seus olhares existia a determinação, queriam eliminar os atacantes e é claro descobrir a causa deste inesperado ataque, pois aparentemente os agressores não pareciam ser bandidos.
--- BOM TRABALHO, lutaram bem por bastante tempo, onde está o outro grupo?--- perguntou Balzarram.
--- Acho que estão perto da entrada mestre, eles foram os primeiros a atrair os inimigos --- respondeu um dos homens.
--- CERTO! ENTÃO VAAAMOS ATÉ ELES, eliminando alguns ratos pelo caminho é claro.--- disse o ferreiro cada vez mais furioso.
Ao iniciarem a marcha se depararam com duas figuras , uma bem conhecida por eles , vindo pelo lado direito , era Rajir, mancando e apontando para a figura que estava a frente do grupo, alertando sobre um perigo.
--- CUIDADO, arrrg, e..ele é pode..roso.--- disse o homem com muita dor , sentando-se bem devagar.
--- Então é melhor eu acabar com ele rápido.--- disse Reizan, já mirando com sua besta na figura de preto a alguns metros a sua frente, foram disparados 5 tiros rápidamente, e o homem a frente pareceu se mover com os ventos, rapido e leve para os lados, deslocando-se apenas o suficiente para que não fosse atingido, movimentos quase imperceptiveis.
--- MAS COMO !? eu juro ter acertado ele, não é possivel que tenha desviado.--- disse Reizan impressionado e inconformado.
Os outros homens também ficaram impressionados com o fato de alguem ter a capacidade de desviar de tiros de uma besta poderosa, tão de perto e sem realizar movimentos bruscos, todos eles só tinham ouvido falar de coisas assim em lendas antigas, que a maioria da população so as encarava como um entreterimento, ao estarem reunidos nas tarvernas.
--- HUURRMM--- gruniu Balzarram após observar a cena e, num piscar de olhos o grande homem já estava com o inimigo recém chegado, sendo erguido pelo pescoço, o esganando com sua mão esquerda.
Os homens soltaram um grito e arregalaram os olhos quando se deram conta do que tinha acontecido.
--- Co-como ele chegou lá tão rápido !?--- disseram os irmãos Tushi quase que ao mesmo tempo, com os olhos arregalados e boquiabertos.
--- RÁPIDO? MAS EU NEM SOU TÃO RÁPIDO ASSIM! Então este é o poderoso? HAHAHA --- gritou e debochou o velho com um homem preso em suas mãos, o qual não esboçava qualquer reação, já parecia estar morto, quando de repente apunhalou com sua adaga o peito de Balzarram, bem na direção de seu coração e a lâmina da arma simplesmente despedaçou-se com o impacto, com um som de aço batendo em aço, porém não havia armadura ou qualquer outra proteção, nem ao menos uma camisa, após o ataque só se pode ouvir o barulho de ossos se quebrando e em seguida um corpo morto foi jogado ao chão.
--- ODEIO VERMES SORRATEIROS! Eu iria solta-lo para lutarmos como homens, mas esses assassinos não lutam com honra.--- Disse o Velho, com raiva em suas palavras, em seguida olhou para seus homens, perplexos e paralisados como estátuas e ordenou:
--- NÃO FIQUEM PARADOS, TEMOS PESSOAS PARA SALVAR, Rajir,onde está o resto do seu grupo? --- perguntou o ferreiro.
--- Eu os deixei numa casa aqui perto, estão feridos, mas eu ainda posso lutar mestre.--- respondeu o guerreiro levantando-se.
--- EXECELENTE, ENTÃO LUTE ! guie o resto do grupo, os invasores já não são tantos e devem estar separados, vai ser fácil para vocês, eu tenho um assunto pra resolver.--- instruiu Balzarram com seriedade, encaminhando-se para uma casa próxima de onde estavam.
--- Vamos homens !--- ordenou Rajir, seguido pelo grito de seus companheiros --- REEERRAAAA.
Os dois pequenos meninos corriam em meio a batalha, observando todo aquele sangue sendo espalhado pelo solo, pessoas sendo cortadas, casas queimando, tudo isso aterrorizando a suas inocentes mentes, mas apenas Vermelho chorava, curiosamente Kumi apenas demonstrava um grande medo, mas ambos seguiam correndo, afastando-se da confusão, e principalmente Vermelho, com a desesperadora vontade de chegar em casa e ver que sua mãe estava bem, isto se ela não saira a sua procura, se arriscando em meio a violenta luta.
A área onde localizava-se a casa de Vermelho ainda não tinha sido atacada, embora nao fosse tao distante de onde fora iniciado o ataque, o atraso causado pelas equipes de elite ajudou para que o avanço inimigo fosse impedido.Ao ver sua casa intacta, o menino respirou um pouco mais aliviado, agora so lhe restava saber se sua mãe estava segura, impelindo ainda mais velocidade ao ver a residência, os garotos correram até a porta de entrada e na sala, se depararam com Lutuva, mãe de Vermelho, sentada em uma das poltronas e parecia estar sendo ameaçada e questionada por Ukrav Da, o homem que líderava o ataque a vila, certamente ambas as crianças não sabiam de quem se tratava este homem, mas puderam perceber a hostilidade no ambiente, pois ao entrarem ouviram as ameaças que ele fazia.
--- VAMOS MULHER RESPONDA !? ONDE ESTÁ !? EU SEI QUE VOCÊ TEM UM FILHO, QUE SE ELE JÁ NÃO ESTIVER MORTO É MELHOR VOCÊ ME DIZER O QUE QUERO, OU VOU ATRÁS DELE!--- ameaçou Ukrav, olhando para trás imediatamente ao ouvir a porta se abrir.
--- HiHiHi, vejam so quem apareceu,se não é seu filho, correto?--- disse Ukrav da com um tom alegre.
O menino com uma expressão bem séria, impeliu um ataque furioso correndo para cima do homem e gritando:
--- SAAAIIIAAA DE PERTO DA MINHÃ MÃÃÃEE.
O homem apenas observou calmamente, com um sorriso debochado em seu rosto, assim que a criança aproximou-se na tentativa de um ataque, ele a segurou pela parte de cima da cabeça com a mão esquerda e o suspendeu, aparentemente sem esboçar nenhuma dificuldade com relação ao esforço físico, o garoto se debatia e desferia alguns golpes na mão do homem enquanto este, apenas o observava com um sorriso no rosto.Puxando uma adaga que ficava presa no lado esquerdo de seu cinto, Ukrav Da, apontou a mesma na direção do menino suspenso por ele, esticando o braço para distância-lo e posicionando a adaga para um corte na direção da barriga de refém, virou-se para mãe e perguntou novamente:
--- E agora que, tenho o seu precioso filho em minhas mãos, não ira me dizer o que, quero? E saiba que, eu não costumo dar segundas chances e nem prolongar minhas açoes.
--- MAS EU JÁ LHE DISSE QUE NÃO SEI, ACREDITE EM MIM POR FAVOR ! --- respondeu a mulher gritando em um tom desesperado.
--- Que seja então --- respondeu Ukrav Da, desferindo rápidamente um golpe semi circular, cortando a barriga do menino de uma ponta a outra, em seguida jogando-o na parede bem próxima a sua frente.
Vermelho, no momento em que recebeu o golpe arregalou os olhos e deu um grito de dor e sua mãe soltou apenas um baixo grunido, um susto, uma cena curiosa e bem estranha, levando em conta tamanha a proporção do ocorrido, a reação tanto da criança quanto da mãe não foram a altura, em contra partida, Kumi que observava a cena, na entrada da casa, estava com os olhos ardendo em ódio, pronto para dizimar aquele homem cruel, que teria ferido seu amigo, onde este, cometera o erro de apenas olhar e ignorar o garoto, virando se novamente para Lutuva, que estava no chão, abraçada a seu filho, Ukrav Da só pode sentir em suas costas uma picada, que logo evoluiu para uma dor ardente e insoportável , era Kumi, com a adaga semi enterrada um pouco a cima de sua cintura, o menino deu um golpe tão rápido que, quase no mesmo momento no qual o homem dera as cóstas para ele, já sentiu a dor da estocada, um movimento completamente inesperado e incrivelmente veloz, já que a distância entre eles era de uns 5 metros.
O homem, com uma expressão mais cruel do que a de costume e fervilhando de raiva, assim que percebera que fora golpeado, desferiu um chute em Kumi, como um coice, fazendo-o ser arremessado até o outro lado da sala e se chocar brutalmente contra a parede e cair no chão completamente atordoado.
--- MAS COMO !?--- gritou Ukrav Da indignado por ter sido ferido por uma criança e de não ter percibo a tempo para defender-se, removendo a adaga de suas cóstas e a observando.
--- ESSA ADAGA! Aquele velho maldito!--- virando-se para o menino do outro lado do cômodo, jogado ao chão e com a adaga na mão, disse calmamente :
--- Morra.--- Arremessando a arma , que estava percorrendo exatamente na direção da cabeça de Kumi, quando supreendentemente foi rebatida e jogada na parede, por um fluxo intenso de ar, produzido pelo giro do grande machado de Balzarram.
O grande homem, ao entrar na sala e observar toda aquela cena, Vermelho nos braços de sua chorosa mãe, jogado ao chão desacordado e com uma mancha vermelha de sangue em sua barriga e ao seu lado direito, Kumi completamente atordoado, o velho não enchergou mais nada a sua volta, além daquele irritante e despresível homenzinho a sua frente, sem mais delongas ou palavras, raivosamente ele partiu para cima de seu inimigo como um jato, quando se movimentava parecia não tocar o solo, impelia um impulso poderoso e já estava a frente de seu oponente desferindo um golpe, que surpreendentemente foi defendido por uma espada longa, retirada das costas, as pressas, porém, o bloqueio do golpe não foi suficiente, já que a força aplicada foi tão grande que fez com que Ukrav Da fosse arremessado e ao chocar-se contra a parede, destruindo-a e acabar caído no chão da rua, mal tendo tempo para levantar-se e o grande machado já estava a sua frente outra vez, atingindo apenas o solo, fazendo um rombo, ao desviar do golpe, teve tempo apenas de erguer a arma e defender-se de outro, vindo pelo lado em movimento semi circular, desequilibrando Ukrav, que em rápida sucessão, foi atingido por um chute da perna de madeira nas costelas, as quais provavelmente foram quebradas, ja que o homem soltou um grito de dor e ficou sem fôlego no momento, por sorte dele, ao ser jogado para rua, um pequeno grupo de seus soldados o avistou e já se encaminhava para ajudá-lo, no momento em que fora atingido pelo chute, jogado a alguns metros, os homens chegaram se pondo a frente dele, não que fossem algum obstáculo para Balzarram, já que todos foram arremessados com a pressão do do golpe do machado, porém esses segundos deram tempo suficiente para que o astuto Ukrav Da, estourasse uma espécie de bomba, que cobriu todo o local com uma espessa fumaça, O velho ferreiro realizou um giro completo com sua arma, gerando um vento que expulsou toda a fumaça, mas já era tarde, so restavam ali alguns destroços e chamas, além de um gigante raivoso e seu grito, ecoando pela noite que caía sobre a vila.
Ao aproximar-se de seu amigo recém acordado, Kumi , que foi chegando lentamente até o canto da sala onde estava o menino desorientado, nos braços de sua mãe, não acreditava no que estava diante de seus olhos.
--- VERMELHO !? VOCÊ ESTÁ BEM, ESTÁ VIVO! Vou ver se encontro algum curandeiro --- Disse Kumi, afobado e desacreditado.
--- Espera ! não precisa , ele já está bem.---alertou Lutuva.
Incrivelmente a enrome ferida na barriga do menino não passava de um aranhão, Lutuva sempre soube da estranha capacidade de Vermelho, pois sempre que ele se machucava, por mais grave que parecesse ser, as feridas , cortes ou contusões estavam sempre bem superficiais e se curavam em poucos dias.
--- Por que ? --- indagou Kumi para ninguém em específico, para si mesmo talvez, com uma aparência vazia e desorientado, em seguida firmando um olhar determinado para o seu amigo caído, dizendo : Eu prometo Vermelho, que vou até onde for preciso, acabando com qualquer um que me impeça de fazer este mundo diferente.
O menino abatido, ergueu-se com dificuldade , olhou para seu companheiro e falou com um tom firme:
--- E eu...vou te ajudar !
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