Incômodo

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Essa one é a minha primeira de MagiAliás a minha primeira não-NarutoProjeto de um amigo secreto que rolou no TwitterJá peço desculpas antecipadamente para a pessoa que eu tireikkkkFoi realmente um grandissíssimo desafioEspero que esteja razoável@_@

Era mais uma tarde chata no palácio, e Judal dava sua terceira ou quarta volta no dia. Quase todos estavam em alguma jornada pelo avanço do Império Kou, e ele ainda seguia o que havia planejado.

Bastante coisa passava por sua cabeça naquele momento, principalmente sobre o quarto Magi, aquele nanico insolente, Aladin.

Mas agora, o que mais o incomodava era que, na sua segunda volta pelo palácio, encontrou Kougyoku escondida atrás de uma arvore, perdida em pensamentos que provavelmente não eram nada felizes, a julgar pela sua expressão carregada.

Judal considerou falar com ela, mas se deteve após vê-la suspirar e olhar para cima. Ele geralmente não ligava em ser invasivo com qualquer pessoa, mas alguma coisa o deixava em dúvidas quando o assunto era a 8ª princesa do Imperio Kou.

Continuou andando, tentando se ater às suas próprias preocupações, mas depois de certo tempo decidiu esticar o corpo mais uma vez, e se colocar em outra caminhada displicente pelo castelo. Passou pela cozinha, pegou dois suculentos pêssegos e voltou a caminhar, já mordendo um deles, e passou novamente em frente ao local que a princesa estava.

E confirmou que ela ainda estava lá, e ainda com o semblante carregado.

– Ah! Que delícia estão esses pêssegos! – disse bem alto, quando estava quase perto do local onde ela estava – É uma pena que eu já tenha comido tanto que nem aguento mais.

Diminuiu os passos, esperando algum sinal, mas ele não veio.

– Ei, bruxa velha!

Kougyoku apenas virou os olhos na direção de Judal e colocou as mãos na frente do rosto tapando boa parte dele. Ela não responderia.

– Eu já comi demais e sobrou esse pêssego aqui, ele tá meio velho e feio, mas está gostoso. Você quer? – gritou ele.

Kougyoku apenas balançou a cabeça em negativa e virou-se novamente, mergulhando em seu próprio mundo. Enquanto Judal se sentia impotente de novo.

Passou-se um pouco mais de uma hora. Judal se odiava, e odiava Kougyoku por deixá-lo naquele estado. Ele adorava implicar com ela, mas vê-la triste era pior do que qualquer insulto ou xingamento que ela o dirigisse.

Resolveu dar outra volta.

E ela ainda estava lá. Iria xingá-la, e provocar uma briga, quem sabe se ela usasse Vinea ela se animaria, e tiraria aquela cara horrível de seu semblante. Mas Judal não contava que seria desarmado tão facilmente, ao vê-la secar uma lágrima.

Ele correu para perto dela e, sem nenhum tato, se colocou em sua frente e perguntou:

– O que está acontecendo com você? Você está bem? Está se sentindo mal?

– Judal-kun – respondeu ela assustada – você me assustou.

– Responde logo!

Ela juntou as mãos e se escondeu atrás delas.

– Não é nada.

– Não é nada? Como assim não é nada? Você está aqui há horas, e agora ainda te peguei chorando. Vamos, me diga, o que há com você?

Kougyoku não queria falar disso com algum garoto, mas ela sabia que Judal não a deixaria em paz enquanto ela não desse alguma resposta satisfatória.

– É que eu, eu acho que nunca serei capaz de conquistar alguém que amo, ok?

Esse foi um dos raros momentos em que Judal ficou sem reação de início. Mas logo em seguida começou a rir, a ponto de dar altas gargalhadas.

– Pare com isso, Judal-kun! Viu só por que eu não queria te falar nada? Você é um idiota!

Kougyoku começou a se levantar, queria sumir dali, daquela humilhação, mas sentiu a mão de Judal segurando seu braço.

– Espere – disse Judal secando os olhos das risadas – não vá. Me conte, por que você pensa isso?

A princesa ponderou por um tempo, se deveria ou não dizer alguma coisa. Ela conhecia Judal, e a chance dele sempre usar tais coisas contra ela seria grande, mas ao mesmo tempo, sempre sentiu certa confiança nele.

Ela respirou fundo e sentou-se novamente ao seu lado, pensou por uns instantes em como deveria começar, até que conseguiu verbalizar o que sentia.

– Bem... Eu me apaixonei em Sindria. Eu senti meu coração se encher de tal jeito... Acho que esse foi meu primeiro amor.

Judal fechou o semblante.

– Mas, no fundo – continuou ela – eu sei que é um amor impossível de se realizar. Ele é um homem fantástico, e pode ter todas as mulheres que quiser, nunca olharia para uma garota como eu. Mas apesar de já ter essa constatação, em alguns momentos eu não consigo deixar de pensar que talvez eu tivesse alguma chance, se eu fosse uma mulher bonita e forte como a Hakuei.

Kougyoku odiava admitir, mas reconhecia isso em Hakuei.

– Tsc. Idiota.

Kougyoku fez a cara mais brava que podia para mostrar ao insolente e implicante Magi.

– Não adianta olhar pra mim assim, idiota. Mesmo por que, você não enxerga nada mesmo com esses seus olhos de bruxa velha.

– Pois eu enxergo muito bem, ok! – gritou ela.

– Não enxerga não! – ele colocou as duas mãos nos ombros dela – Se enxergasse direito, veria que aquele rei idiota não serve para você, que ele é só um depravado que nunca vai se casar, e isso não é culpa sua. E não é porque você não é bonita como a Hakuei ou qualquer outra mulher. Apesar de ser uma bruxa velha, você se tornou uma mulher linda e delicada, e que idiotas como Sinbad não merecem sequer tocá-la, entendeu?

Kougyoku não conseguia acreditar no que Judal acabara de dizer, e somado a isso, ele ainda estar lhe segurando pelos ombros e tremendo, com os olhos fechados, cuspindo coisas como se estivesse engasgado a muito tempo.

– Judal-kun...

– Você... você simplesmente não enxerga que eu... eu...

Se com palavras se tornou impossível, Judal resolveu simplesmente agir. Puxou os ombros de Kougyoku que ele ainda segurava, e selou seus lábios em um beijo carregado de sentimentos.

Nunca imaginou que um dia teria tal coragem, muito menos que se deixaria levar pelo que realmente sentia, pelo que realmente sentiu por tanto tempo. Era um passatempo divertido implicar com Kougyoku, em meios às atribuições e dificuldades de ser o Magi do Império Kou, mas esse sentimento diferente que começou como passatempo, era difícil admitir que crescia e evoluía dentro dele.

Talvez se arrependesse de agora pra frente, mas estava feliz de ter colocado para fora.

Soltou seus lábios dos lábios da princesa, e em seguida os ombros dela. Levantou os olhos devagar, com certo receio do que encontraria. E realmente, ver o rosto assustado e corado de Kougyoku não foi animador. Ele corou também, engoliu seco, e resolveu ir embora.

Mas antes que pudesse ir, foi a vez dele de sentir seu braço ser preso por mãos delicadas e suaves que o fizeram virar de novo, e ter seus lábios tocados novamente pelos dela, mas dessa vez de um jeito mais cálido e doce, impossível de não ser correspondido.

– Idiota. – sussurrou ela, ainda perto dos lábios dele.

– Bruxa velha.

Judal já buscava os lábios dela novamente, quando ela ergueu o pêssego que ele havia jogado mais cedo, colocou entre suas bocas, mordeu-o, e entregou a ele.

– Pode ficar com seu pêssego. – virou-se e foi embora, para esconder o sorriso que insistia em não se conter em seus lábios.

Enquanto isso, Judal a observava se distanciando, com o mesmo sorriso, até que ela sumisse. Jogou o pêssego para o alto algumas vezes, e depois o descartou.

– Melhor não. Tem gostos melhores que quero guardar.

Notas finais
Taaaaaaaaaaaai @taaichiquero te dizer que espero de coração que seja pelo menos aceitável T_Tnão sou escritora, nunca escrevi nada alem de NarutoQuando eu vi a sua lista foi um grande queria estar morta XDnão leio Gintama e FT, dropei Bleach, e estava atrasadíssima em MagiEntão, comi Magi esses dias todos (e foi engraçado até você acompanhar comigo na timeline XD)e tenho até que te agradecer Um super beijo pra AnneChan que betou pra mim S2EnfimEspero que gosteBeijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!