Notas iniciais
Tcharaaaam! XD Votei com mais um!!! Espero conseguir manter esse ritmo outra vez T_T
Boa leitura.

INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL

By Amanur

Capítulo 9 — Fajuto



Quando eu era pequena, torcia para que chegasse logo a noite e eu pudesse ir para cama dormir. Por que minha mamãe sempre dizia: amanhã é um dia novo, Sakurinha, e coisas novas irão acontecer. Mas quando eu abria os olhos, via que tudo continuava a mesma coisa. Mamãe continuava mamando álcool. E eu nunca soube exatamente o porquê. Eu achava que era por causa do meu pai, fujão, mas suspeito agora que o poço seja mais fundo do que isso.


Por que Sasuke insistia com aquilo? Talvez a explicação seja mais profunda do que a desculpa que ele dizia...


Eu estava de volta ao quarto do hotel. O silêncio reinava quase ensurdecedor. E isso não poderia ser bom, certo? Pelo menos, não se tratando dos meninos.


Levantei-me aos trancos e barrancos, sentindo o corpo meio amolecido, para não dizer apodrecido. Err. Eu estava com uma leve dor de cabeça, e o estômago roncava. Acho que até uma meia chulepenta hiper toxica do Naruto me pareceria apetitosa, naquele momento.


Ainda bem que não encontrei uma. Mas, na sala, encontrei uma bandeja com café da manhã sobre uma mesa. Cai de boca em cima, devorando tudo. A fome era tanta, que quase devorei o papel embaixo do pires com pedaços de frutas fatiadas.


“Já fizemos as malas para voltar. Estamos aguardando no saguão.” — era o que estava escrito. Não tinha nem assinatura, mas reconheci a letra do Carneiro.


Suspirei. Terminei de comer as frutas e os pães, e tomei todo o café com leite. Tomei um banho, arrumei as minhas malas e liguei para o Sai.


O que foi, o que foi? Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou todo alarmando, antes mesmo que eu dissesse qualquer coisa.

— Não quero descer o elevador sozinhaaaa... — choraminguei. Fobias não desaparecem da noite para o dia, ou eles não sabiam disso?


Mas quem veio foi o chefe Itachi.


— Não deixei que te acordassem por que... Bem, você não estava muito bonita quando chegou carregada nos braços do Neji.

— Neji?

— Uhum... — ele segurava a porta do elevador, me esperando para que entrassem.


Não dissemos mais nada, por que não foi preciso. Itachi, talvez por ser mais velho, sabia ler o que estava dito no silêncio.

Deixando de lado os tremores do medo do elevador, ao chegar no saguão, dei de cara com um bando de rapazes funerários. Quero dizer... Além das roupas pretas, estavam com cara de velório. Havia um clima um tanto quanto constrangedor pairando sobre a cabeça deles, como se fosse uma fumaça fedorenta; por que todos pareciam meio desconfortáveis ali, um ao lado do outro.


As malas estavam todas empilhadas ao lado da saída, enquanto eles me aguardavam sentadinhos nos sofás da recepção. Em seguida, Neji aparece avisando que a van estava pronta para nos levarmos de volta ao aeroporto, me restando somente lamentar por não ter tirado nenhuma foto registrando um bom momento dali. Acho que a maré era de azar — se me permitem ao trocadilho.


Bom, devido aos últimos acontecimentos, ninguém estava com muito humor para atender aos caprichos infundados do Carneiro, que queria que vestíssemos nossos disfarces. Arcamos com as consequências disso, assinando papéis e pôsteres com fotos nossas — que eu sequer lembrava de ter batido — depois de entregarmos as malas para a esteira.


Numa dessas, uma gaiata engraçadinha tirou a blusa, pedindo para que os meninos assinassem no sutiã dela, em pleno aeroporto abarrotado de gente. Sem vergonha. QUrY#*WEUREWY%$*$!


— EU ASSINO, EU ASSINO — berrei, passando como foguete entre os meninos, empurrando alguns outros fãs. Ahém —, pode deixar que eu assino pela banda inteirinha, querida. Olha só que privilégio, hum? Sakurinha aqui é dois em um! Uhum. — tomei a caneta das mãos do Amoreco que, idiota, babava olhando para aquele par de melões falsos turbinados.

— Deixa de ser lésbica, Sakura! Eu assino! — o idiota me empurrou para o lado, como se eu fosse um trapo velho. IEWYW*#&$T*%twT|*$.


Bom, se ele queria briga, é o que teria. Mordi a mão do cretino. Uhum. Totooosa!


— AAHHH! SUA FILHA DA PUTA!

— Ahh, coitadinho... Machucou a pata? Pode deixar que eu assino! — lalala.


Mas vejam só que cara de pau a menina tinha:


— Me desculpe, mas eu sou fã deles, e não sua. Eu quero a assinatura deles e não sua. Sacou? — ela me disse assim, com toda essa cara de vaca leiteira. É.

— Ah é?

— É.

— Ok. — na raiva, rabisquei toda as tetas dela, joguei a caneta no chão e pisei em cima para quebrá-la. Em seguida, saí correndo em disparada direto para o portão de embarque. Ela ficou berrando não sei o que, e eu não tava nem aí.


Ok, eu sei que a coitada (uma ova!) tinha todo o direito de adquirir as assinaturas dos meninos, e eu não precisava ter descontado minha frustração da noite passada nela.


Mas foi o que eu fiz, e me sentia bem legal com isso. Aham. É isso mesmo!


Err.


Afundei num daqueles bancos de espera, de braços cruzados e cara emburrada, num canto aos fundos. Fiquei me balançando para frente e para trás, como uma legitima altista, olhando para meus pés. Em virtude disto, não vi quando Sai se aproximou de mim, sentando ao lado. Quando o olhei, vi que ele parecia meio abatido, cabisbaixo, deprimido.


— O que foi? — perguntei, mais seca do que intencionava ser. Ele me olhou de canto.

— Me sinto culpado. — ele resmunga, sem olhar para mim.

— Culpado pelo quê?

— Apresentá-la para a banda...


Engoli a seco.


— De novo? Por que está dizendo isso, japa? Vocês se arrependem por me ter na banda? É por causa do escândalo que fiz ali? Eu sei que exagerei, mas...

— Não, não tem nada a ver. Pelo que aconteceu ontem, quero dizer. Estavam dizendo que misturaram drogas pesadas nas bebidas e por isso você estava daquele jeito ontem, quando voltou. Itachi deu um sermão no Sasuke que deixou todos nós de pentelhos arrepiados. E não estou exagerando! Tivemos que segurar os dois para não ter cabeças rolando no chão. O negócio foi muito sério. Mal consegui dormir direito, pensando no que foi dito pelos dois.

— Ah... — apaguei como uma pedra, então. Fiquei imaginando o que poderia ter sido a cena. Puxões de orelhas, ameaças de corte de cabelo... Err.


Como eu estava chateada — para não exprimir meus reais sentimentos em palavrões feios — com o que aconteceu, não pude pensar em nada apropriado para dizer naquele momento. Apenas ficamos de cabeça baixa, em silêncio, por alguns segundos. Até o resto do pessoal entrar pelo portão, e se acomodarem nos acentos disponíveis restantes.


Lee sentou do meu outro lado, me oferecendo um brigadeiro, de uma caixa com uns vinte deles, que ele havia comprado de alguma loja do aeroporto.


— Para adoçar a vida. — me disse com um sorriso, tentando me animar, eu acho.

— Uhum. Estou com cara amarga, não é, sobrancelhudo? — indaguei, aceitando um.

— Em minha opinião, você sempre será doce! Como sorvete de morango. — e ele ainda pegou em meu cabelo, cor de rosa, para justificar sua comparação.


Continuei me balançando me sentindo meio inquieta, e comendo o brigadeiro, quando meus olhos caíram no emo. Ele estava sentado do outro lado, sozinho, excluído do grupo. Ele roía a unha, balançando a perna esquerda, impaciente, olhando para o painel de chamadas. Parei de me balançar, e joguei o papel dentro da caixa dos doces, enquanto Lee devorava o resto. Sai mexia na fivela do cinto de sua calça. Neji enrolava uma pequena mexa de cabelos nos dedos, enquanto o ruivo massageava o local da minha mordida. Kiba tinha encostado a cabeça na parede, atrás do seu banco, e mantinha os olhos fechados. Naruto bocejava, enquanto Itachi também olhava para o painel de chamadas. O que todos eles tinham em comum, era a cara de bunda.


Estávamos uma hora adiantados do horário do vôo, marcado em nossos tíquetes, mas trinta minutos já havia se passado com aquela brincadeira de famosos entre fãs.


Não sei por que, mas a imagem da Hotaru, brincando com todos eles, me veio em mente. E isso me fez sorrir. Inesperadamente... É, eu sei. Apesar de tudo, eu não poderia dizer que me arrependia de tê-los conhecido.


Peguei a mão do japinha, que me olhou meio incerto. Mas ao ver que eu forçava um sorriso meio amarelo, ele retribuiu.


— Ahh, eu também te amo, viu?! — o sobrancelhudo, comovido, me abraçou bem apertado. Como se fosse uma criança, ele ainda tinha a ponta do nariz melecado de chocolate.


Foi fofo, confesso. Ele era mesmo uma doçura de menino, resultado de tanto açúcar que ele comia, talvez. Mas depois que ele desgrudou de mim, tive vontade de esganar aquele pescoçinho. Pois não é que o miserável, literalmente, desgrudou de mim o último brigadeiro restante da sua caixa, esmagado em minha roupa?


Eu já sei que mereço.


— Como eu disse — Lee se afastou, com um sorriso mais amarelo do que de fumantes —, você é a menina mais doce e meiga e linda, inteligente, magnifica, gentil, delicada. Sakura, você é gostosa como um abraço, suave como sabonetes Dove e perfumada como o Amaciante Confort... — mas hein? — Eu já disse que você é meiga? Pois você é meiga! Muito meiga.


EIY#$#$%WE$TROWT%YW$%YETRY&W! E sabe o que é ainda mais frustrante? Perceber que isso foi mais bonito do que a poesia que o emo escreveu para mim. Tsc.


Bufando raiva pelas ventas, fui marchando até a portinha do lado do corredor que deveríamos passar. Entrei no banheiro, e fui direto para a pia. Joguei água onde aquela meleca estava esmagada. Tive que tirar minha blusa, de rendinhas fofas, para afoga-la na água. Derramei um pouco do sabonete liquido ali, e fui esfregando. Esfrega, esfrega, esfrega, esfrega. A parte mais grossa saiu. Beleza. Meti mais sabonete liquido por cima, e esfreguei mais vezes. Enxaguei mais uma vez, mas ainda havia um borrão que insistia em ficar na minha blusa. Praguejei para que o Lee morresse gordo, obeso como um beleio — err — comendo seus doces, e continuei esfregando minha roupa como uma lavadeira. Se ao menos tivesse o tanquinho no Neji (ou qualquer uma deles...) aqui... Facilitaria tudo, né não? É.


Ahém.


Continuei com meu trabalho escravo ali. Já estava começando a suar litros. Acho que nunca esfreguei tanto um pano, como eu esfregava aquela maldita blusa.


Esfregada vai, esfregada vem, e eu já me sentia meio constrangida por repetir aquela palavra. Err. Depois de mais algum esforço, a mancha sumiu. Tirei todo o sabão em baixo da água e, então, veio outro dilema.


Como é que eu vou vestir a blusa toda encharcada daquele jeito?

Tive vontade de chorar.


A solução foi meter a blusa embaixo do secador de mãos. Quem não tem gato, caça com rato. Eu acho. Mas e quem disse que a blusa secaria mais rápido assim? Eu que não fui. Err. Aquilo parecia levar uma eternidade, e isso seria um probleminha, não é mesmo?


Por sorte, estava com o Jack no bolso da calça. Liguei para o japinha, para enviar um sinal S.O.S, mas ele não atendeu. Liguei para o loiro, e nada. Liguei para os cabeludos, e nada ainda. Diabos. Discretamente, abri a porta do banheiro, e pus o cabeção para fora a fim de espiar o que acontecia.


— Meninos? — tudo parecia assustadoramente silencioso. Até que um segurança apareceu, de repente.

— Moça, a companhia já chamou para o embarque. Se a senhorita não iria embarcar, sinto em dizer que não deveria estar aqui!

— Come é que é, meu filho? — voltei para o banheiro, vesti a blusa toda molhada mesmo, e saí correndo até onde minha mochila havia ficado.


Havia um bilhete no banco em que eu estava sentada.


“Eu me lembrei de você, mas não disse nada.

Ass: Para sempre seu Amoreco S2” — com o coraçãozinho desenhado e tudo. No verso havia mais.


“Toma essa, sua vaca! O troco pela vez em que você me deixou para trás também!*” — fofo.


Fofo nada. FILHO DA MÃE, isso sim. Peguei minha mochila, e saí correndo em direção do embarque. O guarda veio correndo comigo, dizendo que se eu fosse mais rápida, ainda poderia alcançar o avião, que não havia partido ainda, mas que estava se preparando para decolar.


— Então me faça voar!! — lhe digo entre os dentes. Em que mundo uma garota donzela que recém acordou de um quase coma, consegue ser rápida? E ainda calçando sandálias?

— Se você entrar no avião, você voa. — ele me diz. Err.


Então, adivinhem. Só a Sakurinha aqui, correndo feito louca no meio da pista, abanando os braços como uma gazela batendo asas, na esperança de que o piloto me visse. Coisa de filme americano mesmo. Ahém. Mas por muuuuuuuita sorte, louvado seja!, eles estavam começando a retirar as escadas, quando comecei a berrar.


— ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! ESPERA EU! — nunca berrei tanto daquele jeito.


Mas subi no bendito avião! Muahahahahhaha! Cof cof. Fiquei rouca. Err.


As aeromoças me olhavam espantadas, talvez por que eu parecesse um pouquinho com um espantalho em dia de chuva, mas sem chuva. Vocês sabem, por causa da blusa molhada, certo? Tsc.


E então, veio o sufoco para achar um cantinho para me sentar. Todos os passageiros me olhavam como se eu tivesse fugido de um manicômio, ou fosse portadora de alguma doença altamente contagiosa. Enquanto isso, eu estava a um triz perto de bater as botas. Quero dizer, as sandálias. E mais uma vez. Só que minha situação deveria ser pior do que eu imaginava que fosse, por que ainda não me sentia totalmente recuperada da ressaca da última noite né? Então, imaginem vocês, a minha carinha tentando recuperar o fôlego que eu não tinha. Eu inspirava ar para os pulmões, como se quisesse tragar todo o avião para dentro do estômago. Err. Uma tristeza.


Mas eu sou durona. E um pouco cara de pau também, claro. Saí desfilando pelo corredor — para não dizer que estava decadentemente me arrastando pelo chão — com o queixo erguido, para não deixar coriza escorrer. Err. Os meninos estavam sentados em bancos meio afastados um do outro. Passei pelo loiro, que sorriu para mim como se nada tivesse acontecido. WEYTW$%$@%$R#! Passei pelo Carneiro, que olhava o decote da passageira ao seu lado. WEYTW$%$@%$R#! Passei pelo príncipe, que olhava as pontas duplas do cabelo. Err. Passei pelo Amoreco, aquele WEYTW$%$@%$R#&i6yEWRIy#48y648%&WRET4Y#%REYUI, que bufou e virou o rosto para mim. Mas não sem antes me afrontar.


— Conseguiu entrar, sua mala? Saco! — resmungou.

— Mala ou saco? — perguntei.

— Cocô no vaso. — hein? — Da próxima vez não vou deixar brecha! Vai ver só!— e então, virou o rosto. Rosnei para ele, e passei reto. Eu sei que ele me ama também. Tsc.


Lee já arrancava a embalagem de uma bala e nem me viu passar, enquanto Sai cochilava num banco atrás do japa dois, que lia uma revista. Aos fundos, então, estava o emo... Sentado ao lado de uma menina, que deveria ter no máximo dezoito anos, com cabelos pintados de rosa. E QUE NÃO ERA EU! Err. Talvez por isso o restante não suspeitara de eu não ter embarcado, por que me confundiram com aquelazinha quando a viram passar com o emo. Tsc. Ele conversava animadamente com a fofa, como se eu tivesse adquirido o poder da invisibilidade. Mas deixa como está! Eu vou dar o troco também.


Havia um banco disponível do lado do emo, mas do outro lado do corredor. Sentei ali, mas fiquei olhando para frente. Sempre em frente.


Depois das aeromoças darem as instruções de segurança, o avião decolou. Como a viagem não era das mais longas da minha vida, mal deu para cochilar. Até por que, havia um zunido irritante no meu ouvido, sabem? Pois é...


—... Mas então, por que você pintou seu cabelo de rosa, se você não tem muita paciência com salões, meu bem? Sabe, eu gosto de mulheres naturais... — o emo dizia para a minha cópia fajuta, versão peituda e mais jovem.


Hehe. Eu tive que me intrometer, é claro.


Mentira! — fingi um espirro. Ele me olhou de canto, com aquele olhar de desdém nojento.

— Disse alguma coisa, Sarakura do cu cagado? — tsc.

— Na verdade, acho que quem disse algo meio sem pé nem cabeça foi você, querido Emorróidas. Mulheres naturais? É mesmo? Jura?

— Me desculpe, mas mulheres com silicones continuam sendo naturais, desde que usem silicones naturalmente feitos de silicone naturais! — err. E ele ainda se virou para a minha versão fajuta e deu uma bela secada no decote da moça, enchendo-a de orgulho enquanto ria da piadinha sem graça dele. W@UY#*$*#&RWEIRY#$#%W&E!

— É... Há-há... Muito engraçado mesmo. Mas sabe o que é mais engraçado ainda? Seu pinto torto. É hilário, porque ele nunca encaixa no buraco certo, DE TÃO TORTO! — a menina olhou meio estranho para ele e, então, seus olhos abaixaram para aquela região, como se tentasse imaginar o tamanho do estrago.


Sasuke rosnou baixinho, sorrindo amarelo para ela.


— Liga não! A coitada diz isso por que é, literalmente, DESPEITADA!

— W@UY#*$*#&RWEIRY#$#%W&E!


Uma aeromoça surgiu pedindo silêncio, por que estávamos perturbando o descanso dos demais passageiros.


— Ah, sim perdoe-a, moça. — o emo disse, com todo seu charme tão falso quando aqueles melões da sua companheira de vôo — A coitada era pobre, sem chão para cair morta, sem pão para comer... Sabe como essas pessoas são barulhentas, escandalosas, que adoram armar barracos, não é mesmo? Mas prometo que farei o possível para contê-la.


W@UY#*$*#&RWEIRY#$#%W&E! Eu não sei o que ele pensa que está fazendo com essas gracinhas, mas se acha que vou simplesmente abaixar a cabeça para ele, e fingir que nada aconteceu, está tortamente enganado! Tsc.


Sorri para a eromoça, que me olhou meio sem graça, sem sal, sem açúcar, sem tempero, sem nada. Em seguida, nos deu as costas para atender outro passageiro que a solicitava. Sasuke abanou sua patinha para mim, com aquele sorriso maléfico irritante, só para me provocar, e voltou a babar no decote da outra.


— Bom, pelo menos eu sei que você me ama tanto, que teve que correr atrás de uma cópia barata minha, não é mesmo? — comentei, calmamente, tirando uma revista do compartimento do banco a minha frente. Tranquilamente, fui foleando as páginas, sem muito interesse ao que via ali. — Deve ser triste se dar conta do que perdeu, para, simplesmente, sair atrás da primeira que aparece...


Neji, que estava sentado a alguns bancos a minha frente, virou de costas e me olhou com o cenho franzido. Mas não disse nada. Em seguida, voltou a sentar em seu banco e continuou a manter seu silêncio, apesar de eu já suspeitar o que se passava naquela cabecinha. Nisso, o emo também ficou me olhando, mas não me dei ao trabalho de prestar atenção em sua expressão. Só senti o peso do olhar em meus ombros. Em seguida, ele pigarreou.


— Aham! Você está errada, Sarakura. Eu não diria cópia barata. Por que veja: Deus criou você, e viu a caca que fez. Então o cara ficou alguns anos matutando qual seria a versão mais apropriada, menos esdruxula, e então veio a...

— Flox. — a menina responde, com uma voz irritantemente fina.

— Flox. O nome dela é Flox. — o emo comenta, sem muita empatia.

— Meigo. — eu digo.

— Como eu ia dizendo... Deus resolveu refazê-la numa versão BEEEEEEEEEEEEEM mais melhorada. E então veio a Flox.

— É o nome de uma flor. — ela diz.

— Que bom pra você, querida. — o emo responde, sem o menor interesse — Enfim... Veja que coisa fofa, é a Flox: ela tem peitos, tem bunda, tem coxas E NÃO TEM TESTA! — e então, o idiota voltou a olhar a menina — Quero dizer, não tem testa grande... É claro que você tem uma testa. — err.


Depois dessa, resolvi ficar calada. Puxei meu ipod cor de rosa da minha mochila, e pus os fones nos ouvidos. Eu tinha algumas músicas da Katty Perry salvas no aparelho, e busquei uma em particular. Quando a encontrei, comecei a cantarolar baixinho, como quem não quer nada, o refrão.**


I wanna see your peacock, cock, cock

Eu quero ver o seu pavão, pavão, pavão

Your peacock, cock

Seu pavão, pavão

Your peacock, cock, cock

Seu pavão, pavão, pavão

Your peacock

Seu pavão

I wanna see your peacock, cock, cock

Eu quero ver o seu pavão, pavão, pavão

Your peacock, cock

Seu pavão, pavão

Your peacock, cock, cock

Seu pavão, pavão, pavão

Your peacock

Seu pavão


O emo me olhou torto, e logo me calei. Até por que vi que a aeromoça de antes se juntava com mais três, vindo em nossa direção. Mas felizmente, o tempo passou rápido. Desembarcamos do avião e assisti, como quem não quer nada, o emo se despedir da Flox... Argh! Foi uma ceninha irritante de ver. Os dois trocaram beijinhos, abraços, e números de celular. Tsc!


Pegamos nossas malas da esteira, e demos de cara com mais uma enxurrada de fãs afoitos por fotos e autógrafos, que pareciam ter caído do céu e do inferno mesmo.


— LINDOOOOSS! LINDOSSS! LINDOOOOSS! LINDOSSS! GOSTOOSOOOOOOSS! LINDOOOOSS! LINDOSSS! — elas berravam. Por que noventa e oito porcento dos fãs eram meninas? Tsc.

— LINDA É VOCÊ, CHUCHU! — Itachi berrou. Err. A moça o olhou da cabeça aos pés, tentando lembrar quem era ele, já que não aparecia nos pôsteres.

— Cara, como é que eles sabem melhor do que nós a nossa agenda? — Naruto perguntou.

— Não faço ideia, por que jamais tornaria isso público. — Itachi comentou — Mas sinto em lhes informar, precisamos nos apressarmos por que vocês têm um show amanhã.

— Ehhh??? Mal vamos poder descansar... — Sai resmungou.

— O problema é de vocês! Agora corram!


Com jeitinho meigo, empurrando todo mundo para longe, conseguimos escapar para correr até o estacionamento. Itachi ainda disse que um tal de Shikamaru estaria nos esperando com o ônibus do cabeludo um.


Saltamos para dentro do ônibus, que buzinava para nós. Mas quem estava ao volante era ninguém menos que a SuIno, com um sorrisão mais amarelo que seu cabelo, e manchas nos olhos que a faziam lembrar um panda. Na verdade, ela não parecia muito bem, meio descabelada, com a roupa mal encaixada no corpo...


— Cadê o Shikamaru? — Carneiro perguntou.

— Cuidando da filha do capeta... — ela resmungou entre os dentes, trincando a mandíbula.

— Quem?

— DA SUA FILHA! — e, irritada, o agarrou pela gola da camisa — EU PRECISAVA DE UMA FOLGA,OK? AQUELA MENINA É A ENCARNAÇÃO DO DIABO! NÃO É POSSÍVEL! ELA SUGOU TODA A MINHA ENERGIA, LEVOU TODAS AS MINHAS PROTEÍNAS, PARA DRENAR POR ÚLTIMO A MINHA ALMA. MEU CORPO ESTÁ EM PEDAÇOS. MEUS OSSOS ESTÃO PICADOS POR DENTRO DA CARNE! ME SINTO COMO SE NÃO PASSASSE DE UM SACO DE AREIA, CHEIA DE FARELOS ESMIUÇADOS, POR QUE AQUELA CAPETINHA NÃO VEIO COM BOTÃO DE DESLIGAR! ITACHI, DOIS DIAS SE PASSARAM E EU JÁ ESTIVE NA BEIRA DO SUICÍDIO. O SUFOCO ERA TANTO QUE NÃO TINHA NEM LÁGRIMAS PARA CHORAR, POR QUE ATÉ ISSO AQUELE MINI DEMÔNIO TOMOU DE MIM! Mas e vocês, meus queridos, se divertiram? — e então, ela o soltou, mas não deu chance a uma resposta — Que bom, por que EEEU NÃAAAO! — ela parecia um pouquinho estressada — Acho que envelheci dez ano. DEZ ANOS, ESTÃO ME OUVINDO? E eu só tenho VINTE E QUATRO ANOS! ISSO É TRÁGICO, SAKURA. O QUE VOCÊ COMIA, QUANDO ESTAVA GRÁVIDA, HEIN? DO QUE VOCÊ ALIMENTAVA AQUELA MENINA? Aliás, tenho uma novidade para contar a vocês. AQUILO NÃO É UMA MENINA. NÃAAAO! NÃO MESMO! AQUILO É UM ALIEN. ELA PARECE UMA PULGA! NÃO PARA QUIETA!

— SuIno querida do meu coração, acalme-se! — lhe disse, puxando o Sai pelo braço — O Sai está de volta para tomar conta dela! — uhum.

— Heeein! Desde quando virei babá! Vocês estão me confundindo! — ele diz, indignado.

— Mas... Mas... Você tem o poder de acalma-la japa! Isso é tudo o que precisamos de você!

— Isso é tudo? — sorri — Err. Obrigada pela consideração. — ele resmunga.


Bom, Neji arrancou a Ino do ônibus, e foi dirigindo a toda velocidade pelas ruas. Passou por três sinais vermelhos, e não foi por que estava preocupada com a Hotaru. Claro que não. Ele estava preocupado com a Serafina Macho!


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Notas finais
Algum comentário?
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*Isso foi referente à um dos capítulos da primeira parte da fic, quando eles foram assistir a apresentação do Itachi e que rolou aquela confusão toda, para acordarem no apartamento do Carneiro. Na hora de irem embora, eles esqueceram do Amoreco que tinha ido ao bainheiro. :D lembram?
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**Na verdade, Cock, em inglês, significa pinto. Mas não pinto, o filhotinho da galinha, se é que vocês me entendem! Uiahauihia Portanto, sim, a Katy Perry faz um trocadilho aí com o final da palavra Peacock, que significa pavão mesmo, dizendo que quer ver aquilo. É uma música muito linda mesmo ¬¬