Incredibly Difficult - HIATUS

8 Capítulo 7 - Pensamentos a toda a minha


Notas iniciais
Oi leitoras lindas do meu coração, esse capitulo ficou meio grandinho e acho que daqui pra frente vou começar a fazer eles maiores, bom é isso aceito reviews..... não se esqueçam por favor, recomendem!!! Bjos da TIsah.

Capitulo 7 — Pensamentos a toda a minha volta.

Lauren POV’S

Quinta-feira, finalmente aquela semana estava acabando, como se já não fosse suficiente à briga com Jake ontem, ainda cheguei a casa sem ninguém, e só ouvir o barulho da porta se abrindo às quatro da manhã, e advinha quem era? Minha mãe bêbada.

Assim que acordei. Levantei-me separei uma roupa, tomei um banho e coloquei-a fui à cozinha. Ah e olha que surpresa? Não tinha nem um bilhetinho, e nem café. Com certeza minha mãe estaria dormindo ainda.

Olhei na geladeira, e peguei a manteiga e umas torradas prontas no armário. Passei a manteiga na torrada e as coloquei num potinho, peguei uma maçã. E sai de casa com raiva.

Sabe quando você tem dois caminhos escolhe um descobre que ele é ruim, mas não sabe se tivesse escolhido o outro, não sabe se seria pior?!

É isso o que eu estou sentindo, não sei se tivesse ficado na mansão de meu pai, seria melhor ou pior. Mas tenho a sensação de que eu viria para cá cedo ou tarde.

Essa sensação, logo passa por outros pensamentos meus, é quando me lembro da minha visão.

Mas o que eu realmente não entendo, não é por que estavam judiando de Jake. E

sim

o porquê de me ocorrer essas visões? E o que foi aquilo quando ele tirou meu sapato?

Aquele ofusca cena, por que tudo isso? O que há de errado comigo? Por que essas visões? Eu sou um E.T. ou um espermatozoide que saiu com defeito?

Logo cheguei à escola e eu tinha perdido a fome.

Com a escola já cheia. Vou até meu armário pegar meus livros e um brutamonte ou devemos dizer um jogador de futebol? Esbarrou-se em mim.

– Iii desculpa ai – ele disse e me secou – viu gata?

Ignorei. E peguei meus livros, já saindo dali.

– Ah qual é novata? Vai dizer que você não reparou aqui em mim? – ele disse me mandando um beijinho e logo chegou uns amigos seus.

– Sinceramente? Não – disse – por que eu? A novata repararia numa coisinha como você?

– É o que? – ele perguntou

– Se carapuça serviu?! – disse e assim, fechei o armário virei-me. E apenas senti uma mão em meu ombro me puxando e pegando no colarinho da gola da minha blusa me jogando contra os armários – dando um impacto forte, me fazendo querer gritar com a dor – me pretendo firmemente contra os armários.

Pensei que ele iria me beijar a força. Porém não. Minha respiração estava pesada já quando ele colocou seu cotovelo em minha garganta.

– Tem noção do perigo garota? – o garoto disse, reparei melhor em seus olhos azuis incrivelmente assustadores, podia ver muito bem a raiva em que se explodia neles. Mas em quanto minhas costas ardiam, e eu já nem tocava o chão. Apenas minha garganta era segurada ali, e meus pulmões procuravam ar.

Apenas vi o garoto sendo jogado no chão, por... Jake? Logo fui segurada, por um garoto de olhos verdes, e cabelos loiros, que dizia com a vós não muito firme.

– Vai ficar tudo bem?!

E logo cai

mole

, em seus braços.


Jake POV’S


Vi apenas o babaca de um dos amigos de Luke enforcando a Lauren, não sei, agi por impulso e apenas o empurrei. E quando ele vinha em minha direção à diretora, já vinha aparta a briga, mandando todos pra sala. Virei-me, e vi Luke segurando Lauren desmaiada.

– Levem-na a enfermaria – disse a diretora.

Entreolhamo-nos e ele já estava me entregando a mochila dela quando eu disse:

– Você a conhece por o caso? Eu acho que não, então deixe EU levar ela e afinal o troglodita quem deixou.... -

– Rapazes se forem ficar ai brigando eu mesmo levo a moça. — disse a diretora, novamente nos entreolhamos e ouvimos o som da voz da velha — deixe que ele leve Jake.

Assim que chegamos a enfermaria, não notei, mas a m.... a namorada de Luke, Meg estava lá também. Assim que a diretora saiu, ela explodiu.

– Luke qual o problema de seu amigo?

– O problema do meu amigo? Qual é Megan, por que está aqui? Você não disse ontem mesmo... — parei de ouvir e fui até a cama, em que a Lauren foi deixada.

Ela não estava tão pálida, apenas, estava com o rosto sereno. E logo chegou a enfermeira.

– O que aconteceu com a moça?

– A enforcaram — disse ainda encarando Lauren.

– Você sabia rapaz que violência com a mulher é crime? E ainda mais você, que deve ser o namorado dela — disse.

– Namorado? Tia você só pode estar louquinha da cabeça. Eu jamais namoraria uma patricinha como ela... — fui interrompido

– E ai como é que ela tá? — perguntou Luke a enfermeira.

– Olha o que vocês ainda estão fazendo aqui? — perguntei me virando ao casalzinho.

– Jake, por que não quer nossa ajuda? — perguntou Megan — afinal, se eu deixar vocês dois trogloditas sozinhos com ela, ela acaba morrendo....ou sendo estuprada.

Fiquei apenas quieto e me virei a Lauren e ela já estava acordando.

– AAAh – Megan deu um gritinho alegre — ela já está acordando

Luke virou-se pra ela, com cara uma cara de "Qual seu problema?”.

– Aff Luke — disse Meg — larga mão de ser tão estupido.

Ela massageou a cabeça e me olhou, apenas acenei de leve. E ela revirou os olhos — ei qual é a dela? Eu salvei a vida dela — e virou-se para o casal.

– Quem são esses? — ela perguntou

– Ah prazer eu sou Megan, costumam me chamar de Meg — ela disse alegre.

– Luke — disse e olhou para Megan e depois a mim — o namo... — ela o cutucou — amigo dela.

– Ah

sim

, Lauren — ela disse e foi levantando — eu preciso — assim que pisou fora da cama quase caiu e eu a segurei. E ela novamente teve aquele choque no olhar.


Lauren POV'S

Visão On

Era um garoto de olhos verdes, aparentava ter 13 anos, com uma menina quase da mesma idade eles comiam morango com chocolate. Riam e conversavam comentavam algo sobre... Ter roubado a comida e diziam o quão engraçado foi a cara da moça que foi roubada. Observando o lugar era em cima de uma laje de alguma casa.

De lá podia ver, Nova Iorque inteira, os olhos do garoto brilhavam olhando pra menina. Jake era Jake novamente, mas a garota era... Megan, a garota gótica com senso de humor. Os olhos também claros, porém azuis eletrizavam olhando a luz da cidade inteira.

Visão off

Desviei dos braços de Jake e me deitei novamente.

– Você está bem? — perguntou Megan

– Não estou ótima — disse — só preciso de...

– Mocinha você vai ficar aqui, agora os dois meninos estão dispensados — fui interrompida pela enfermeira.

– Por quê? — os dois questionaram

– Não precisa ter um porque, só não quero os dois aqui — disse e assim os dois se encararam com desgosto e saíram.

– Acho que você está na minha classe de Espa... — dizia Megan quando foi interrompida

– Menina, deixei você ficar por que gostei da sua bota — disse a enfermeira vendo minha pressão alta — agora fique calada.

Passou o tempo e a enfermeira foi buscar algo, Megan apenas apontou pra ela e fez uma careta de nojo, a enfermeira se virou e ela parou, ri da sua cara de assustada.

Ela voltou e disse que eu deveria ficar um pouco ali. Nada de sério aconteceria, e se acontecesse era pra eu ir ao médico.

Eu e Megan trocamos poucas palavras. Até a enfermeira dizer:

– Está tudo bem, já pode ir e apenas tome cuidado ao se levantar.

Assim saímos. Percebi que Megan era realmente uma grande tagarela, seu cabelo escuro tinha algumas mechas roxas. Seus olhos eram eletrizantes e incríveis, realçados por grandes camadas do que segundo ela, eram seus parceiros LRD: lápis, rímel e delineador.

– Eles são os ótimos — dizia ela rindo se referindo a maquiagem — mas então quer sentar comigo no intervalo?

Parei pensativa, nunca vi uma gótica muito amigável, mas de longe se percebia que ela era diferente. Quando fui dar a minha resposta, bateu o sinal, e logo o corredor voltou a ficar cheio. Nem me toquei, mas havia perdido minhas três primeiras aulas, e agora já era o intervalo.

Logo chegou uma loira encorpada. Com boa parte de seu cabelo pintada de preto, e os olhos castanhos, também realçados pelos LRD. Olhou-me como se eu fosse um aliem, olhou para me Megan e me encarou semicerrando os olhos, de uma forma ameaçadora, que meu deu um belo de um arrepio na espinha.

Sem mais nem menos, a loira-medonha saiu puxando sua amiga, deu só tempo de Megan me dizer.

– Te vejo na classe de Espanhol — disse e assim se foi.

Virei-me, para me localizar, em vão.

Tudo que eu via, era apenas gente, uns se comendo em canto, outros discutindo, outros jogando futebol americano no meio do corredor.

Fui me batendo para fora do corredor, até que cheguei ao banheiro feminino.

Entrei, e ao sentir aquele cheiro meu deu certo enjoo. A escola não era ruim, nessas semanas percebi que o ensino era realmente bom, é melhor do que eu recebia na mansão.

Lembrar-me da mansão me fez lembrar Ryan, meu irmão, não liguei, nem se quer alguma vez, e logo faria um mês em que eu não o via. O meu maior medo, é que se um dia a gente se reencontrar, ele ainda vai gostar de mim?

Eu só quero que meu pai mude, pelo menos se não foi comigo, com ele. Ryan é um pestezinha, mas ele é muito dependente, pensar na sua idade, me fez lembrar os meus 10 anos, meu pai já se cansava comigo. Pra mim pensava que pra ele eu era uma grande neura.

Eu sempre fui uma criança moleca, nunca fui toda chatinha, confesso que já tive minha fase, mas nunca exagerei, sempre subia nas arvores, mas minha infância toda foi cortada por dúvidas que eu sempre tive não dúvidas normais de criança, claro, também tive umas como: de onde veio os bebês? Apesar de que essa resposta eu descobri sozinha, e confesso minha reação não foi a das melhores. Mas as minhas dúvidas eram realmente sérias, e o que eu me questiono até hoje.

A partir de os onze, doze anos, um dos guardas me olhava de uma forma diferente, mas nunca me assediou, eu sempre fui muito esperta em como lidar com pessoas do sexo oposto. Afinal cresci tendo que lidar com meu pai. E vai por mim, não era fácil, ainda mais seus insultos machucavam, e fincavam no peito, como se fosse um faca.

Como o que o Jake me fizera, eu realmente entendo que sua vida não é fácil, mas jugar o meu sonho?!

Eu juro, que se o lugar e a história que eu escrevo realmente existissem, eu me infiltrava lá. É exatamente esse o motivo de irem pra lá. Por um motivo que eu carrego desde os seis anos, ter que encarar a realidade, é... É uma coisa que eu não consigo.

Mas o motivo de querer sair de lá, é exatamente esse; saudade.

O que me faz pensar.

Do que adianta viver no lugar perfeito, se as pessoas a nossa volta não são as nossas perfeitas. As nossas amizades perfeitas.

Eu vim pra cá na esperança de fazer uma vida, uma história em que eu podia contar e me orgulhar. Mas infelizmente nada adiantou.

Aumentou ainda mais as minhas dúvidas, a minha vontade de desistir, e por outro lado a falta de amigos também nunca me ajudou em nada.

Eu entendo que Megan queira ser minha amiga, mas sou muito quieta, ai... Eu sei lá, mas outra coisa que eu não entendo, porque as pessoas me olham tão estranho?

Ah Jake, por mais que eu estivesse brava com ele, ele foi o único em que eu acho que posso confiar e me abrir e o único que... Faz-me ter essas estranhas visões.

Essas visões, que eu já entendi que quando ele ou eu nos tocávamos acontecia. Agora o que eu não entendo era por que acontecia?

Desviei de meus pensamentos, quando percebi que as meninas já me estranhavam por eu ficar me encarando no espelho do banheiro, sem ao menos demonstrar qualquer reação, me virei e sai.

Olhei no relógio e logo iria bater o sinal. Fui correndo a cantina, peguei meu lanche na mochila, e comi-o.

Era estranho sentar em uma mesa afastada de todos, por mais que já não houvesse tanta gente no local.

Observei Jake do outro lado da cantina, com todo o seu charme misterioso, ele olhava descaradamente para Megan que conversava com Luke, posso parecer estranha, mas agora que me toquei que ele deve ser afim dela, mas o que não faz sentido é o porquê é que em uma das minhas visões com ela ainda pequena o chamara de irmão.

Eu não sei como, bom na verdade eu sei, sei que ele já sofreu bastante, afinal pelo pouco que eu vi em todas as minhas visões ele... Ele é irresistivelmente assustador e vivido, mas por mais que me traga a vida de seu passado horrível, quando o toco, ele me faz bem, me traz segurança. Porém ao mesmo tempo medo, ele parece ser um refugio em que eu possa me esconder, mas refugio onde eu jamais poderia deixar de ter... Medo.


Notas finais
Reviews? Por favooooor.....
bjs peoples.... comentem por favor....