Inconsequentes

1 Solos Londrinos


Notas iniciais
Oi, gente! Então essa é não é minha primeira fiction, na verdade é a primeira que eu faço sozinha, mas espero que goxtem! Boa leitura ❤️

Conseguia ver entre a passarela de vidro os rostos chorosos de minha mãe e de minha tia, por mais que isso fosse nosso sonho, era triste as ver assim.
Eu e minha prima éramos inseparáveis desde que nascemos. Já que tínhamos apenas três meses de diferença de idade, convivemos toda a infância juntas e na adolescência não era diferente, sempre tivemos praticamente o mesmo modo de pensar e agir e o mesmo sonho, fazer um intercâmbio para a Inglaterra e era isso que estávamos prestes a realizar entrando dentro daquele avião.

— Eu nem acredito que estamos em solos londrinos!!— dizia Isa enquanto esperava sua mala na esteira praticamente gritando.
— E eu?!— reconheci minha mala e a peguei antes que ela 'fugisse' de mim.
— Eu 'to doida pra conhecer a cidades, os pubs, os shoppings, os boys...— disse minha prima maliciosamente, me fazendo rir.— Qual é?! Eu sei que você também quer, talvez até mais que eu! Não é porque estamos em outro país que você vai virar santa do nada.
— E quem disse eu não quero encontrar um boy europeu, lindo, goxtoso e cheiroso?— brinquei fazendo nós duas gargalharmos.
Realmente, eu não era santa e estava longe disso, Isa também não era, só tinha a cara. Pra falar a verdade, nós éramos muito bonitas, aquelas típicas brasileiras com corpões, cabelos grandes lisos e olhos castanhos.
— Mas você sabe, né?— disse minha prima enquanto pegava finalmente sua mala. Olhei com uma cara de interrogação para ela, pois realmente não sabia o que ela queria dizer.— O nosso colégio, é interno. Era a nossa única opção para vir pra cá, lembra?
— Sim, eu sei. E daí?— olhei-a ainda sem entender onde ela queria chegar.
— E dai que não vai dar pra gente sair direito, nem conhecer os boys, nem nada!— ela falou e então caiu a ficha, estávamos ferradas!

— Até que o quarto é bem bonitinho.— falou minha prima ao chegarmos ao quarto que iríamos passar o ano.
É, realmente não era muito grande. Havia duas camas boxs de solteiro, duas escrivaninhas com cadeiras de rodinha, duas cômodas com abajures ao lado das camas, uma janela que dava para uma espécie de campus e um banheiro. Tudo perfeitamente branco e igual, eu achava que precisava de uma cor, já que parecia uma clínica.
— Acho que vai dar pra ficar aqui de boa.— disse me jogando na cama enquanto via Isa ir até a janela.
— Parece que esse prédio é o dormitório só das meninas e o do outro lado— disse apontando para alguma direção na janela de vidro.— é o dos meninos. Mas calma! Não se anime tanto porque aqui é muito rígido e não vai dar pra você dar uma escapadinha pro dormitório deles.— concluiu um pouco histérica, quase rindo de sua pretenção.
— O que você pensa de mim?— perguntei fazendo voz afetada e jogando um travesseiro na cara dela depois rindo da situação.— Você me conhece, sabe que eu sempre dou um jeito, né?
— Infelizmente eu te conheço, Maria Luíza, eu sei muito bem do que você é capaz quando quer muito algo.— disse Isadora, repetindo meu ato de se jogar na cama.
— Ou, nesse caso, quando quero alguém.— virei-me pra ela com cara de psicopata e nós duas rimos.

Como estávamos exaustas da viagem e teríamos aula no dia seguinte, dormimos cedo e acordamos dispostas. Me aprecei e tomei banho primeiro, já que Isa era muito lerda para se arrumar. Depois disso, coloquei meu uniforme: uma baby-look branca com o brasão da escola do lado esquerdo do peito, uma saia xadrez preta, vermelha e branca de cós alto que ia até metade das coxas, uma meia branca longa e uma sapatilha vermelha. Eu sabia que não era permitido usar nenhum tipo de maquiagem, mas eu não resisti e acabei passando uma base discreta, um blush leve, rímel e um lápis de olho marrom, que fazia destacar meus olhos, porém parecia bem natural. Prendi minha franja no topo da cabeça e deixei que alguns fios de cabelo escapassem dos lados, dando um ar mais angelical. Estava pronta.
Esperei Isadora terminar de se arrumar, impacientemente. Olhava de cinco em cinco segundos para o visor do celular, vendo se nós já não estávamos atrasadas.
— Anda Isadora, pra que demorar tanto? É só botar o uniforme!— gritei pra ela que ainda estava no banheiro.
— Meu Deus, já 'to pronta! Deixa eu só calçar a sapatilha e já vamos.— ela gritou como resposta.
Depois de alguns minutos, minha prima saiu do banheiro, exatamente como eu, só que, por mais que fôssemos primas, não éramos muito parecidas.
— Okay, vamos!— ela disse pegando sua mochila e indo em direção à porta, eu fiz o mesmo.

Notas finais
Se você gostou, deixe seu favorito e sei comentário! Até o próximo capítulo❤️
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.