Inconfidentes
3 Sobre nomes e orgulho...
Notas iniciais

— Eu não acredito que você dispensou o Eddie. — Cristina disse chocada, enquanto batia com o caderno na mesa. — Está todo mundo comentando.— Sol apenas encarou a loira por cima de seu livro. — Ele é tipo... Uau. — Ela parecia realmente admirada, seus olhos azuis brilhavam. Anna concordou.
— Exatamente, ele é um dos meninos mais lindos da escola. — Anna disse isso como se o garoto fosse um deus.
— E aparentemente um idiota também. Ele tentou fazer chantagem emocional... Quis que eu ficasse com pena dele pra poder sair comigo. — Sol bufou. — Parem com o chilique de vocês.
— Sabe de uma coisa? — Disse Cristina por fim, Sol a encarou indiferente. — Eu não acredito nisso. Realmente não acredito que você o dispensou. Você deve estar brincando com a gente, isso sim. — Ela disse e deu uma espécie de sorriso vencedor.
— Foda-se se você acredita ou não. — Sol deu de ombros e tomou mais um gole de seu suco.
— Mas eu...
— Então Sofia, não é? — Um garoto alto e também com a camisa do time interrompeu a fala de Cristina, sentando do lado de Sol na mesa. Era muito injusto que o pessoal do time tivesse uma camisa alternativa especial só por que eram do time. As duas amigas olhavam de Sol para o garoto em expectativa, enquanto ela refletia se todos os jogadores utilizavam a camisa 24/7.
Aparentemente, sim.
Sol pensou por um momento. Suas colegas não acreditavam nela, não é? Bom, essa seria a chance perfeita para mostrar quem era Sol Carmona. Ela sorriu para si mesma.
— Sou eu. — Sol disse o encarando.
— Então, meu nome é Nathan. — Ele sorriu e, que fofo, tinha covinhas. O cabelo era negro, liso e jogado na testa, os olhos eram de um belo castanho avermelhado e tinha a pele bronzeada. Como todos os outros jogadores ele era musculoso. Será que era pré-requisito? Sol apenas o encarou sem expressão, esperando que continuasse. Ela podia sentir os olhares de Cris e Anna. Depois de alguns minutos ele pareceu ficar desconcertado. — Bem, tem um filme muito bom passando no cinema, você não quer...
— Não, agradeço. — Ela virou para frente e voltou a tomar seu suco. Deixando os três a sua volta chocados.
— O que? — Cristina exclamou. — Não, ela vai sim. — Com o rosto meio abaixado Sol apenas olhou para Cris, que pareceu murchar consideravelmente, mas infelizmente isso não pareceu a deter. — Nathan, ela vai sim. — Cristina olhou para ele com certeza nas feições. Sol olhou para ele, que parecia mais animado com o apoio daquelas duas. Suspirou.
— Vou, é? — Perguntou e deu uma risada desdenhosa que desconcertou mais os outros.
— Sol... Sofia! — Anna protestou, por um momento se esquecendo do nome fictício de Sol.
— Nathan, olha, pega isso aqui. — Cristina arrancou um pedaço de papel do caderno, escreveu alguma coisa e entregou para ele. — Esse é o número da Sofia — Cris encarou Sol zangada pela mentira, e essa sorriu malvadamente. — ligue mais tarde e ela vai sair com você.
— Nathan, não tenha esperanças. — A morena cantarolou divertida.
— Eu, ah, eu já vou. Mas te ligo mais tarde... — Ele piscou parecendo confuso, Cris e Anna deram sorrisos encorajadores, depois acenaram antes dele sair.
— Então... Por que fez isso? Ele pode ser seu príncipe encantado! — Sol ficou tão chocada com aquele comentário que só conseguiu olhar de volta.
— Você sabe que príncipes encantados não existem, não é? — Era uma ideia tão tola que dava em Sol vontade de vomitar.
— Existem sim, e eu vou encontrar um, mesmo que demore, às vezes vale à pena esperar. — Cristina falou com certeza na voz.
— Pizza é minha alma gêmea e se ela, que vem de moto, demora, imagine um príncipe encantado, que vem a cavalo. — Sol falou séria, aquele era papo sério.
— Mas Sol, você não vai sair com ele? — Anna perguntou.
— Eu não vou sair com ele, Anna. — Sua amiga murchou, era notável que as duas estavam ansiosas por Sol. Entretanto não era por despeito ou algo do gênero, Sol simplesmente não queria sair com ninguém e, principalmente, não com garotos como Nathan ou Eddie. — E segundo: Quem te deu o direito de dar meu número para um estranho? — Ela perguntou com a expressão vazia.
Tanto Anna quanto Cristina ficaram caladas, Sol arqueou uma sobrancelha esperando respostas.
—Você é muito chata, não sei por que te aturo. — A loira falou.
— Não estou pedindo pra você ficar. — Sol voltou a abrir seu livro. Cristina fez uma cara magoada e se sentou em frente à morena.
— Você definitivamente é minha heroína. — Sol quase não conseguiu evitar fazer uma careta, esse era o tipo de comentário que ela escutava na antiga escola e que queria evitar na nova. — Por que não sai com o Nathan? Ele é tão lindo. — Anna falou fazendo uma cara sonhadora.
— Não quero sair com ele. — Sol fechou os olhos, respirou fundo. — Será que é tão difícil assim entender que eu não quero sair com ninguém? — Falou cansada daquela discussão. Está contente agora que elas não duvidam mais de você? Perguntou sua amabilíssima crítica interior.
— É. Na verdade é muito difícil entender, sim. Ele é bonito, é do time da escola, popular e, bem, nós só estamos vendo a parte externa. Talvez ele seja divertido e amável também. — Naquele momento tudo que Sol conseguiu fazer foi encarar sua amiga.
Cristina era loira dos cabelos cacheados, mais do que os de Sol, tinha luminosos olhos azuis, o rosto em forma de coração com bochechas levemente coradas, a boca era grande e o nariz pequeno, fisicamente Cristina era magra e de ombros e quadris estreitos. Era pelo menos dez centímetros mais alta que Sol.
— E veja pelo lado positivo, Sol... — Anna começou a falar e Sol moveu os olhos para ela esperando os brilhantes argumentos. — Ele vai te pagar comida e ingressos para o filme, você terá a oportunidade de fazer novos amigos e poderá nos contar depois sobre como os populares são. — Ela falava devagar, como se Sol fosse um passarinho que Anna tinha medo de espantar.
Anna era meio asiática, tinha um belíssimo rosto. Sua beleza era totalmente fora dos padrões e ela era simplesmente linda. Seus olhos eram levemente puxados, num formato amendoado e a íris de um tom de verde que variava, seus cabelos eram completamente lisos e negros, iam até o quadril dela, mas geralmente estavam em um rabo de cavalo alto. O rosto em formato oval, seu nariz era fino, o lábio inferior era maior que o superior e muito rosados, suas bochechas eram naturalmente rosadas também e ela sorria de um jeito que dizia: Não olhe para mim. Que era muito fofo e doce, assim como toda a personalidade de Anna.
— Eu tenho dinheiro para comer e ir ao cinema. — Era quase verdade, mas ela precisava poupar o máximo que pudesse e por isso quase não estava saindo. — Se eu quisesse fazer novos amigos já teria feito. — Isso era verdade também, Sol sabia que a escalada da popularidade era muito mais fácil do que as pessoas imaginam e criar amizades era mais fácil ainda, principalmente para uma pessoa sem vergonha como Sol, mas andava reprimindo seus talentos sociais nos últimos tempos por motivos pessoais.
— Os populares... São pessoas egocêntricas que acham que o mundo gira ao torno deles, acham que são deuses e quem todos tem de estar a disposição no momento em que estalarem os dedos. Esses garotos, como Eddie e Nathan, acham que sou um brinquedo que eles podem usar para se divertir um pouco e eles estão terrivelmente ofendidos por eu ter recusado eles. — Sol terminou seu suco enquanto relatava coisas que ela conhecia mais do que qualquer um podia sonhar. — E tem duas opções de caminhos a seguir a partir das minhas recusas. Primeiro: Todos os jogadores do time me verão como um troféu a ser conquistado e que apenas o melhor conquistador entre eles conseguirá. — Sentia náuseas só de imaginar isso. — Segundo: Eles me verão como uma religiosa puritana que não será conquistada e desistirão. Espero de todo o coração que seja a segunda opção. — Se levantou e começou a ajeitar seu livro na bolsa.
É claro que não gostaria de ter um monte de garotos lindos e populares atrás de você, obviamente seu ego ficaria muito chateado com isso, não é Sol? Hipócrita. E mais uma vez sua crítica interior vinha partilhar um pouco de sabedoria com ela.
— Se eles querem se aproveitar de você... Por que não se aproveita deles então? — Engoliu em seco. Queria dizer a Anna que não fizesse mais propostas como aquela, mas aquilo geraria perguntas... Perguntas às quais ela não queria dar respostas. Respostas que faziam parte de outra vida. Uma vida que ela queria deixar para trás.
Você sabe que não mudou, Sol. Você sabe que é a melhor quando quer... Não adianta se esconder. Sua verdadeira natureza sempre te encontrará. Sol tentou fazer sua crítica calar a boca, mas para seu alívio entrou sua consciência na conversa dizendo: Sempre que ela quiser ela poderá mudar, nossa natureza não é apenas uma. E a melhor dela é sempre a que devemos cultivar. Se achava terrivelmente louca por ter, diversas vezes, discussões mentais como essa. Era como ter vários eu’s dentro de si.
— Além disso, por que então não sai com um deles e é bem desagradável? Ai nenhum deles voltará a te perturbar. — Cristina completou o pensamento de Anna, provavelmente levando o silêncio de Sol como uma coisa boa.
— Eu não sou boa sendo desagradável. — Sol comentou e suas colegas lhe lançaram olhares de zombaria, ela quis dizer que elas não a conheciam direito, mas preferiu ficar calada.
— Pode tentar. — Pareceu mais uma pergunta, entretanto Anna parecia realmente querer ajudar.
— Vou pensar. — Se virou e começou a andar para sua próxima aula.
E ela realmente estava pensando. Tanto que não notou as três meninas que de repente estavam andando ao seu lado. Assim que chegou próxima a porta da sala ela parou e viu elas.
— Querem algo? — Foi o mais educada que conseguiu, incluindo um sorriso meigo e olhos curiosos.
As três garotas a olharam dos pés a cabeça. Avaliando-a não muito educadamente. Era aquele tipo de olhar que apenas gente que se imaginava superior se achava no direito de lançar aos reles mortais. Automaticamente o corpo de Sol ficou mais ereto e o queixo mais levantado. Ela sabia que naquele momento seu rosto emanava arrogância.
— Por que os garotos do time estão atrás de você? — Perguntou a menina do meio.
Ela era loira e muito alta, tinha a pele bronzeada como se tivesse acabado de voltar da praia, olhos bem claros e boca grande e cheia de gloss. Estava muito bem maquiada, usava calça jeans colada e um dos modelos do uniforme escolar que era decotado. Era muito bonita, de um jeito muito comum, a beleza padrão. As duas outras eram morenas e usavam roupas iguais as da loira.
— Não sei. — Sol disse devagar e deu de ombros.
— Então você está dizendo que não sabe por que, no mesmo dia, dois garotos do time já te chamaram pra sair? — Perguntou a loira. As morenas encaravam Sol de um jeito cômico, ela realmente quase riu.
— É exatamente isso que estou dizendo. — Disse e revirou os olhos, o que pareceu irritar profundamente a loira. — Quer algo mais? Se não se importa tenho mais o que fazer.
— E você vai recusa-los? — Tinha a entonação de uma pergunta e parecia uma pergunta, mas não era uma pergunta, era uma ordem disfarçada com um ponto de interrogação. Sol notou pelo canto de olho que o corredor não estava vazio como esperava, várias pessoas tinham parado para assistir a conversa das duas.
Foi ai que Sol notou. A loira que falava com ela era popular. Claro. Era óbvio. O jeito que falava com Sol e como esperava que ela se ajoelhasse e lhe desse respostas. Mas aquela arrogante metida a besta não sabia com quem estava lidando. A morena melhorou sua postura de indiferença arrogante e olhou com desprezo para as três à sua frente. E então virou e começou a ir para sua aula.
— Eu ainda não terminei de falar com você! — Ela teve a audácia de gritar... Gritar com Sol no meio do corredor. Quase podia sentir o silêncio de todas aquelas pessoas condensando.
Sol virou e encarou as três enquanto andava de costas. Os olhos quase eram um letreiro que gritava “Foda-se!”, e na boca trazia um sorriso preguiçosamente despreocupado.
— Mas eu já. — Virou e continuou a andar. Deixando todos ali tão chocados quanto as três Barbie’s.
Sol foi sorrindo para si mesma até a sala de aula.
Ela já tinha acabado de pensar.
Jonathan estava na aula de história quando sentiu bater levemente em suas costas. Virou para trás e viu que Matheus tentava lhe chamar atenção. Jonny fez um gesto na cabeça para que o amigo falasse.
— Eddie... — E passou dois dedos no pescoço. Morto. Jonny sorriu para si mesmo, ela tinha dispensado mais um. — Nathan... — Matheus fez um gesto de mais ou menos e isso o deixou intrigado. Ele levantou o queixo em questionamento. — Amigas dela intercederam por ele, mas ele ainda não sabe se Sofia vai aceitar ou não. — Sofia quem? Jonny pensou confuso e se virou mais. Ele achava que eles estavam falando de Elinor.
— Quem é Sofia? — Sussurrou para Matheus, que franziu o cenho e encarou Jonathan como se ele fosse um idiota.
— A garota que você derrubou ontem. — Sussurrou de volta com aquela cara de é obvio.
— A garota que eu derrubei ontem se chama Elinor. — Rebateu Jonny com certeza, ele até tinha procurado por ela no google, mas encontrou apenas matérias sobre o livro. — Tem certeza que eles falaram com a garota certa? — Math abriu a boca para responder, mas olhou por cima do ombro de Jonny e ajeitou o corpo.
— Simões e Alencar, a conversa de vocês dois parece extremamente interessante. Não querem compartilhar com a turma? Talvez seja mais instrutiva que minha aula. — O professor Alex falou de um jeito desdenhoso que irritou profundamente Jonathan.
— Estávamos falando de mulheres... — Nada que você saiba lidar, completou mentalmente. O professor pareceu sentir aquilo e, contrariando o que Jonny esperava, sorriu.
— O que em especial, Simões? — Perguntou com um sorriso irritantemente esperto no rosto.
— O de sempre, professor. Estou apenas querendo chegar ao pote de ouro no fim do arco-íris. — Os alunos da sala riram e o sorriso petulante de Jonathan aumentou.
— Só posso desejar então que ela seja esperta o bastante... — Jonathan quase escutou o complemento “e não fique com você” sair daquele homem com o maldito sorrisinho irritante, antes que pudesse responder, porém, o professor se virou para a turma. — Então, como eu ia dizendo...
— Eu não estou mentindo. O nome dela é Sofia, ela disse isso para o Eddie e para o Nathan. Já pensou que ela pode ter dado o nome errado para você? — Disse Matheus, assim que saíram da última aula daquele dia.
— Ela pode ter mentido para eles. — Jonny rebateu, esfregou o rosto nas mãos e suspirou. — Mas só uma pessoa pode nos dizer o certo.
— Carlos. — Matheus sorriu e pegou o celular. Mas depois desligou e deslizou o aparelho pelo bolso enquanto tentava indicar algo atrás de Jonny.
— Jonny, querido. — Escutou Heloisa antes que pudesse se virar. Fez uma cara de desgosto para Matheus, que se limitou a rir.
— Heloisa. — Disse depois de se virar. Ela estava linda, loira e gostosa como sempre, com as duas amigas a tiracolo. — Raquel, Natasha. — Cumprimentou com um aceno de cabeça, as duas sorriram para ele.
— Preciso falar com você. — Heloisa disse em tom forte, fazendo com que todos os olhares fossem para ela. É claro que ela nunca quer os olhares longe dela, pensou Jonny.
— Pode falar, estou escutando. — Mesmo que eu não queira, completou mentalmente.
— Por que Eddie e Nathan estão atrás daquela vadia despenteada? — Ela parecia realmente incomodada com aquilo, Jonny olhou para Matheus rapidamente antes de responder.
— Acho que você tem de falar com eles, por que eu saberia de qualquer coisa? — Ele arqueou as sobrancelhas parecendo confuso. A verdade é que ele era um mentiroso surpreendentemente habilidoso. Heloisa estreitou os olhos rapidamente.
— Vocês são homens, são competitivos e eu conheço bem o conteúdo das conversas de vestiário. Sem contar que eles são seus amigos... — Ela falou e jogou o cabelo longo para trás começou a enrolar para fazer um coque , impaciente. — Você deve saber alguma coisa sobre essa tal de Sofia. Eddie me contou o nome dela.
— Eu não conheço nenhuma Sofia em que Nathan ou Eddie estão aparentemente interessados. Juro. — Aquilo era verdade, ainda achava que os garotos tinham errado de menina. — Matheus? — Jonny pediu ajuda.
— Sim, ouvi eles falarem algo. — Matheus disse parecendo não muito contente em ser incluído naquela conversa.
— E... — Heloisa forçou que ele continuasse.
— E ai que eles querem sair com ela, Hello, nada demais... Mas a garota recusou os dois. Isso é tudo que eu sei. — Ele deu de ombros.
— Bom... — Ela sorriu.
— Por quê? — Jonny perguntou desconfiado e Heloisa fez cara de quem não entendeu a pergunta. — Por que isso tudo? Essas perguntas e tal... — Hello era bem ruim quando queria.
— Nada... — Jonathan encarou esperando, sabia que ela queria falar e estava apenas se fazendo de difícil. — Ok, bem, é claro que eu fiquei curiosa, nunca tinha visto essa garota aqui antes e do nada tem dois meninos do time atrás dela e, uau, ela dispensa os dois? Quer dizer... Toda garota quer sair com um menino popular... E legal. — Ela completou rapidamente. — Então eu fui falar com ela educadamente e ela foi muito grossa comigo, tipo muito mesmo e na frente de um monte de gente, acredita nisso? — Jonny imaginava o ‘educadamente’ de Hello.
— Ela não foi muito educada com Eddie e Nathan também, talvez seja apenas o jeito dela. — Matheus deu de ombros, provavelmente ele também previa o futuro de Sofia/Elinor e, assim como Jonny, estava tentando, sutilmente, fazer Heloisa mudar de ideia.
— Se eles aceitaram isso, ótimo para eles. — Ela sorriu para as duas amigas e depois para Jonathan e Matheus. — Obrigada pelas informações meninos, deixo vocês informados. — Sorriu mais largamente e saiu rebolando.
— Isso vai dar merda. — Matheus constatou brilhantemente ao lado de Jonny assim que ela estava longe.
— Você diz isso para mim? Eu a namorei por um ano e dei graças a deus quando ela decidiu terminar comigo. E agora vamos falar logo com o Carlos, dependendo de como se desenrolarem as coisas ai a gente vê o que faz com a Hello. — Math assentiu e puxou o celular de novo.
— E ai, irmão. Sei. Não, tá bom. Ei, vem cá, precisamos saber algo. O nome daquela menina que estuda com você. Isso, a da construção de jogos. Qual o nome dela mesmo? Você tem certeza? Não, por nada. A gente te conta depois. Ok, valeu. — Matheus olhou para Jonny querendo rir e ficar sério ao mesmo tempo, o que lhe deu uma aparência de maníaco.
— Fala logo, veado. — Jonathan estava impaciente.
— O nome da garota é Sol. — Disse por fim Matheus com um sorrisinho no rosto, Jonny passou as mãos no rosto e cabelo várias vezes antes de suspirar frustrado.
— Puta que pariu. Essa garota tentou tapear a gente. Duas vezes. — Falou com raiva.
— Nunca acreditaria nisso... Uau... — Falou Matheus surpreso.
— O que?
— Essa garota parece que realmente não quer sair com a gente. Eu nunca imaginei que alguma não fosse nos querer. Elas sempre estão no nosso pé. — Seu amigo estava pensativo e Jonny não podia deixar de concordar. — Tipo... Será que ela é lésbica? — Bem, isso sim seria uma explicação que fazia sentido.
— Cara... Isso faz sentido. — E quanto mais Jonny pensava mais fazia sentido. — Meu deus... Isso faz muito sentido. E isso é sexy. — De repente algo passou pela sua cabeça. — Ou... Será que ela já tem namorado? Sei lá, acho que isso faz mais sentido. Ela não parece lésbica.
— Bom, se ela for lésbica a batalha está perdida, mas se apenas tiver um namorado... Bem, isso apenas tornará o jogo mais interessante. — Matheus sorriu e assim fez Jonny.
Ainda estava com raiva por ela ter enganado ele, mas aquela atitude a tornava ainda mais intrigante.
Aquilo estava se tornando cada vez mais divertido.
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