Inconfidentes

8 Deveres e Méritos...


Notas iniciais
Eu sei que demorei, mas a Sol é densa demais ;-; Haha' mas conversamos lá embaixo :*

— Até agora eu não entendo por que a Pinóquio não quis sair comigo. — Eddie falou quando acabou de comer seu primeiro lanche e já pegando o segundo. — Ela aceitou o Nathan e eu não? — Eddie tinha total consciência de que era o garoto mais bonito do time e, por conseguinte, da escola, sabia disso pois era o que as meninas mais comentavam sobre ele.

Jonathan riu, mas ficou calado, também pensava o motivo da escolha, Carlos revirou os olhos, parecendo quase irritado, Luís pareceu não ter escutado e só Matheus deu ares de ter uma resposta para aquilo, fazendo com que Eddie o encarasse curioso.

— As amigas dela... Parece que foram elas que convenceram a Pinóquio de ir no cinema com o Nathan. — Matheus explicou depois de engolir e Jonny lembrou que Math já tinha comentado aquilo com ele.

— Que droga, hein... Da próxima vez chamo ela pra sair na frente dessas amigas aí. — Jonny notou que Carlos revirou os olhos de novo com antipatia, mas ignorou e começou a divagar o porquê Sol aceitou sair com Nathan, ela não parecia o tipo de garota que era pressionada pelas amigas e fazia o que elas queriam. Era, no mínimo, algo curioso.

— Você anda bem calado sobre a Sol, hein, Jonny... — Math disse com um sorrisinho esperto.

— Será que já desistiu? — Eddie perguntou, seu tom de voz denunciava a diversão.

— Já deveria ter desistido. Todos vocês, na verdade. — Carlos rebateu rispidamente. — Isso tudo é bem ridículo, sinceramente.

— Ah, Carlos, dá um tempo, cara. Se não quer entrar na brincadeira, ok, mas não vem encher o saco, porra. — Eddie se zangou e Jonny suspirou.

— Primeiro, eu não desisti. — O loiro disse, olhando para Eddie, que pareceu se acalmar. — Segundo...

O telefone de Jonny começou a tocar, interrompendo sua fala. Jonathan franziu o cenho e crispou os lábios ao notar que era seu pai quem ligava. O garoto se levantou da cadeira e se afastou um pouco, até se encostar numa pilastra, antes de atender.

— Que é?

— Olha o respeito comigo, seu moleque. — As palavras podiam ser duras, mas Jonny notou que seu pai sorria. Jonathan bufou.

— Senhor?

— Quero você em casa. Agora. — Não era o tom de quem estava aberto a discussões, ainda assim Jonny se irritou.

— Por que? Ainda tá cedo...

— Não estou perguntando se está cedo. Estou dizendo que quero você em casa agora, quero conversar com você. — Felipe falou, já não mais sorrindo.

— Por que a gente não conversa depois? Agora eu tô com meus amigos aqui...

— Jonathan, eu não quero saber! — Seu pai gritou e Jonathan se encolheu de vergonha, mesmo que ninguém além dele estivesse escutando. — Se você não vier agora pra casa, vou tirar esse seu carrinho por um mês.

O loiro cerrou os punhos com força, prestes a socar o primeiro que lhe cruzasse o caminho e desligou o celular na cara de se pai. Foi embora sem falar com seus amigos, podia acabar brigando com um deles e preferiu evitar a fadiga. Foi até seu carro e dirigiu com o cuidado de um bêbado. Mas ele não ligava.

Naquele momento ele só queria poder bater em alguma coisa.

...

Sol e Nathan chegaram ao cinema numa agradável conversa sobre carros. O céu começava a se tornar azul escuro quando desceram e se encaminharam para a entrada. Era um cinema antigo, um dos primeiros da cidade e o único que não ficava dentro de um shopping. Sol se encantou por ele, pois não sabia que havia um desses ali.

— Então, o que quer assistir? — Nathan fez um gesto com a cabeça para o grande quadro que indicava os filmes que estavam em cartaz.

Sol os examinou e, depois de quase quinze minutos de indecisão entre os de terror, suspense, ação e drama – os romances foram descartados de imediato – ela ficou em dúvida entre dois e, sem conseguir se decidir, virou-se para Nathan, que apenas observava.

— Estou em dúvida entre Birdman e Interestelar, qualquer um dos dois me faria muito feliz, então... Escolha um dos dois. — Sol mandou, sem perceber o tom autoritário, ela nunca notava o quanto suas falas soavam autoritárias e, por vezes, rudes.

— Ah, eu não sei... — Nathan coçou a nuca, parecendo perdido e Sol riu.

— Ok, então me empresta uma moeda. — Ela pediu e o moreno a olhou engraçado, mas deu lhe deu uma moeda de 50 centavos. — Cara para Birdman, coroa para Interestelar. — A morena disse e jogou a moeda, que, depois de girar, ser pega e colocada no braço deu... — Cara, vamos ver Birdman.

Sol riu e devolveu a moeda a Nathan, virando-se em seguida e indo em direção a fila do caixa, sem notar que seu acompanhante dava um sorriso que poderia ser descrito, no mínimo, como curioso, mas ele logo a seguiu.

...

— Até que enfim chegou, estava começando a achar que ia ter que te buscar. — Felipe falou assim que o filho abriu a porta, já parecendo mais tranquilo, o mesmo não poderia ser dito de Jonny. — Desculpe se gritei, é que eu realmente preciso falar com você agora, vou sair daqui a uma ou duas horas e talvez fique fora por uma semana. — Jonny estranhou aquilo em meio a sua raiva e a curiosidade se sobrepôs.

— Bem, então fala... — O menino falou, chutando os sapatos pela casa e se jogando no sofá. Na verdade Jonathan estava feliz, seu pai viajar por vários dias significava que ele poderia fazer uma festa ou, pelo menos, ir a festas sem hora pra voltar.

— Vamos abrir nossa primeira filial, na capital. — Felipe falou e olhou para o filho, esperando a reação do menino.

— Uau... — Apesar da resposta sarcástica, o mais velho não percebeu em meio a sua euforia, ou pelo menos pareceu não ligar.

Felipe sempre tentava empolgar o filho com a empresa. Na verdade o homem realmente acreditava que Jonny ia tomar de conta de tudo quando morresse e em sua cabeça era o que o menino queria também, se perguntassem a ele, Felipe diria que o sonho de Jonathan era ser o dono da concessionária.

— Sim! Nossa cidade é um grande centro, é verdade, mas nada se compara a capital, poderemos ser bem maior lá e, quem sabe, até fazermos filiais em outros estados depois. — Jonny ainda não sabia onde seu pai queria chegar, não é como se o garoto fosse um grande entusiasta da empresa, ele amava a empresa como quem ama um patrão: quer mandar se foder, mas sabe que precisa dele para comer.

— Que bom, pai. — A falta de entusiasmo era notável na voz e na feição do menino, Jonny apoio os cotovelos nos joelhos e o queixo nos punhos.

O pai de Jonathan era dono de uma empresa que vendia e alugava carros, era um negócio muito lucrativo, principalmente em uma cidade em crescimento como a que moravam. O loiro ainda lembrava de quando era pequeno, quando a mãe saia do trabalho e juntos iam até a concessionária e, no fim do dia, tomavam sorvete na praça. Aqueles dias pareciam muito distantes, Jonny não tinha mais a mãe e o pai estava irreconhecível, assim como o menino.

— Assim que você acabar a escola, vai fazer faculdade de administração na capital e pegar a filial de lá. Simples assim, vou deixar tudo preparado pra você, filhão. De qualquer forma, sabe que eu sempre tive orgulho de você e, finalmente, você vai poder realizar seu sonho de ser dono da empresa. — Felipe soltou uma risadinha enquanto se encaminhava para a porta. — Juízo, viu? Não fique muito empolgado com essa notícia. Agora eu já vou indo, pois tenho que resolver um probleminha antes de ir. Deixei dinheiro em cima da geladeira, pra você não ter que usar seu cartão. Beijo, filhão, não esquece que papai te ama. — Então ele piscou e se foi, com um sorriso tão grande que Jonny foi incapaz de falar qualquer coisa.

O garoto desmoronou. Sentia um comichão por todo o corpo, um peso se instalando em seu peito e anuviando sua mente. Jonathan não tinha escolha, sabia que seria assim, mas tinha alguma esperança... Seu pai dava às cartas e Jonny seria obrigado a aceita-las, não por medo ou insegurança, mas por respeito e, mais que isso, dívida de tudo que Felipe tinha feito por ele. Seria obrigado a fazer algo que não gostava pelo resto da vida.

A pergunta que fica é se Jonny faria isso pelos motivos certos...

...

— Ah, qual é? Vai dizer agora que eu não posso pagar minha comida? — Sol reclamou, mas tinha um sorriso no rosto. Nathan estava sendo muito mais fácil de lidar do que ela tinha previsto, se deram bem facilmente.

A menina lembrou de Elena, sua amiga costumava comentar que Sol tinha o super poder da conveniência, era quase como se Sol pudesse se encaixar em qualquer ambiente, se quisesse. Por isso Elena dizia, nem sempre feliz, que Sol era indiferentemente conveniente. A morena nunca soube como interpretar isso exatamente.

— Sol, você pagou sua entrada, só bebeu água durante o filme...

— Já falei que o barulho da pipoca incomoda, ainda acho incrível uma pessoa não conseguir passar duas horas sem comer e se concentrar apenas no filme. — A menina revirou os olhos e Nathan tentou conter um sorriso.

— Já é uma espécie de ritual comer enquanto se assiste filmes.

— Um ritual sem muito intuito, visto que se pode muito bem comer antes e/ou depois do filme, mas ficar com aquele som incomodo de pipoca sendo estourado... Por favor...

— Se tivesse me dito não teria comprado a minha. — O moreno falou, se aproximando.

— Eu não ia interferir no seu livre arbítrio de comer sua pipoca, a opinião é minha, não tem por que outras pessoas seguirem.

— Ok, tudo bem... Mas me deixe pagar seu lanche agora, por favor. — Nathan pediu e deu um lindo sorriso, em que suas covinhas apareceram.

— Desnecessário, eu tenho dinheiro. — Sol era direta e inflexível, odiava que pagassem coisas para ela.

— Se meu pai souber que não fui um cavalheiro com a dama, me mata. — O garoto explicou ainda sorrindo.

— Ah, então é um favor visando benefícios próprios? — A menina fez uma careta quase ofendida, mas por dentro estava rindo.

— Não foi isso que eu quis dizer e você sabe muito bem disso. — Ele sorriu.

— Sei, mas é divertido. Às vezes brinco assim, de ser bem mulherzinha problemática, é muito divertido e fico me perguntando por que algumas pessoas se prestam ao papel de problematizadoras, sabe? Pegar tudo que alguém fala e inverter ou distorcer, mas muitas vezes é um cérebro problemático e inseguro. — Sol sorriu e fez um gesto delicado com a mão, gostava de explicar, não importava o que. — Por isso tenho a filosofia de “sou responsável pelo que falo, não pelo que você entende”.

— Boa filosofia e, já que é assim, eu vou entender que você quer um suco de laranja e uma salada. — Ela tentou argumentar contra, mas ele já tinha ido.

A menina esfregou o rosto nas mãos, irritada. Será que ela realmente tinha cara de quem saia de casa pra comer salada? Revirou os olhos e o seguiu, parando na ao lado de Nathan na fila. Ele não se virou para olha-la, mas riu o que fez com que Sol desse um tapa de brincadeira nele.

— Eu quero um cheaseburguer triplo. — Falou e revirou novamente os olhos.

— Ok. — O moreno falou devagar, com um irritante sorrisinho vencedor nos lábios.

— Oras, salada... — Resmungou.

— O que disse? — Nathan perguntou confuso.

— O seu nome, ele é bem incomum no Brasil, bem estrangeiro... — Eram sempre pontos importantes: Escutar mais do que falar, perguntar mais que responder, as pessoas gostavam de falar de si mesmas e Sol sempre preferiu escutar, era mais interessante e as pessoas se sentiam melhor falando.

— Meu pai era inglês, mas morreu quando minha mãe ainda estava grávida, ela acabou pondo o nome do meu avô, que era o que meu pai queria. — Nathan explicou e Sol assentiu. Depois de algum tempo ele continuou. — Quando eu tinha uns três anos, ela se casou de novo, com o Fábio, que é quem eu considero meu pai mesmo, eu não conheci o outro, pode soar mal, mas não sinto falta dele e às vezes me sinto meio culpado por isso.

— É totalmente compreensível, não se culpe. — A menina falou com a voz banhada em compreensão. — Você nunca o conheceu, é claro que não sentiria falta dele.

Outro ponto importante: dizer o que as pessoas queriam escutar. Não era por falsidade, Sol simplesmente sabia que assim evitava muita enrolação e, afinal, a maioria das pessoas não queria ser contrariada, só queria alguém que a escutasse e entendesse, e Sol as escutava e as entendia, podia até não concordar, mas entendia.

Nathan lhe lançou um olhar curioso, quase avaliativo, como se fizesse a si mesmo sérios questionamentos. Sol não interferiu nisso, não achava justo arrancar alguém de devaneios sem um bom motivo. Assim, passado alguns minutos, finalmente chegaram ao caixa e a menina, aproveitando dos momentos de distração, fez seu pedido e pagou por ele. Mas Nathan não disse nada, apenas lançou um olhar estranho e Sol soube que ele decidia algo sobre ela.

Após algum tempo, quando finalmente sentavam à mesa com seus lanches, Nathan já parecia ter decidido, então Sol resolveu quebrar o silêncio.

— Você é novo na escola? Quer dizer... Na cidade em geral?

— Depende do ponto de vista. — Sol permaneceu calada, então ele se pôs a explicar. — Algum tempo atrás minha mãe se separou do meu pai e foi morar na Austrália, voltei esse ano pra morar de novo com meu pai. Então tecnicamente eu apenas voltei para a escola.

— Ah, claro. — Sol falou, após as coisas se encaixarem em sua cabeça.

— Por que? — Ele pareceu genuinamente curioso.

— Você não falou muito dos meninos do time, até onde percebi, mas falou de outros amigos, que claramente não eram da escola, também tive uma vaga ideia de que não estava no Brasil, você é muito... Gentil e educado, só que é uma educação diferente da maioria das pessoas daqui, tem também a forma como fala, levemente enrolada, quase imperceptível, mas o que mais denunciou foi o carro, incomum demais. Juntando tudo isso... — Ela fez um gesto com a mão, indicando ele.

Nathan parecia surpreso com a dedução da garota, o que fez Sol se arrepender de ter aberto sua boca, ela estava se complicando com essas pequenas demonstrações, aquilo atraia atenção, mas pior estava deixando que outras pessoas a conhecem demais e nunca era bom quando a conheciam mais do que o suficiente. A menina lembrou do livro “A arte da guerra”, um livro interessante para alguém como Sol, que não confiava em ninguém.

— Você é observadora. — Nathan constatou brilhantemente, Sol sorriu levemente, mas com desdém. Ela só escutava o que lhe diziam e deduzia o obvio, sem exagerar, não queria também se tornar um Pedro de “Os óculos de Pedro Antão”, conto de Machado de Assis.

— Talvez. — Sorriu minimamente a menina, voltando a comer seu lanche e decidida a falar o mínimo.

— Sol, quero lhe dizer uma coisa.

Sol engoliu devagar e olhou nos olhos castanho-avermelhados do garoto a sua frente, sua expressão vazia, esperando que ele continuasse. Nathan pareceu querer um gesto para prosseguir, mas Sol ficou tão parada quanto a leoa à espreita da presa. Nathan continuou depois de algum tempo, com o olhar ávido de Sol parecendo devorar sua alma.

— Bem, eu não te convidei para sair por um motivo qualquer. Eu queria avaliar você. — Sol o olhou com mais intensidade e voltou a comer devagar. — Queria saber se você valia a pena, sabe? Não romanticamente falando, queria saber se valia a pena ajudar você, se você merecia. Quer dizer, se você fosse uma insuportável, por que ajudar? Mas você é muito legal, Sol, legal demais pra eu deixar você ser enganada.

A menina continuou calada, o olhando curiosamente. Sua mente começava a desenvolver teorias do que se tratava, mas ela queria apenas confirmar se tinha acertado. De toda forma, o único sentimento que se apresentava nela era a curiosidade e certa prepotência. Nathan se remexeu, desconfortável com o silêncio.

— Você deve ter notado que os meninos do time têm estado atrás de você. — A menina balançou levemente a cabeça em concordância e se esforçou para não deixar transparecer em seu rosto o tedioso aborrecimento que lhe atingia, ela já sabia o que Nathan ia falar. — Eles fizeram uma espécie de aposta, o primeiro que conseguisse você... Enfim, deve ter compreendido. Eu não concordei com isso, mas eles não me dariam ouvidos, então... Aqui estou eu.

Sol deu um lindo e delicado sorriso, era quase engraçado vê-la com ele, visto que era muito mais comum um sorriso espertinho, desdenhoso, irônico ou prepotente. Os seus mais bonitos sorrisos ela dava sozinha, quando via algo que lhe encantava. Este, entretanto, era um sorriso para expressar o quão engraçado Sol tinha achado aquela declaração.

Nathan só a tinha ajudado por ela ser uma pessoa bacana, uma que tinha merecido saber a verdade, se deu a todo o trabalho de avaliar o quão legal Sol era com ele antes de tomar sua decisão. É fácil não ajudar uma pessoa chata, o difícil era não ajudar uma pessoa legal. A coisa é que uma pessoa legal em um contexto podia ser totalmente chata em outro e vice-versa. Os seres humanos realmente eram muito interessantes.

— Obrigada por me avisar. — Ela disse delicadamente e segurou no braço do garoto. — Por que... Quem começou com isso?

Sol não se sentia chateada ou ofendida, tudo que ela sentia era uma lânguida prepotência por saber que, sabendo ou não da aposta, não cairia nela, tinha certeza. Ela até, lá no fundo, sentia um ligeiro prazer em saber que todo um time estava se empenhando em conquista-la, inocentes, mas era divertido.

— Você é muito bonita e algum dos meninos disse que você era muito difícil. Então alguém deu a ideia de ter uma espécie de prêmio, o resto concordou e cá estamos nós.

— Nomes? — Pediu com os grandes olhos escuros brilhando. Nathan pareceu travar uma verdadeira batalha interna e, quando ele pareceu decidir, ela sabia que ia recusar. — Eu não estou chateada, só quero mostrar para eles, assim como você notou, que eu não mereço ser tratada assim. — Ela explicou e deu um sorriso divertido. — Podemos até fazer uma contra aposta, qual dos meninos vai desistir por último dessa bobagem? — Isso era diversão para Sol.

— Por algum motivo inexplicável eu confio em você, então vamos fazer como disse. — Nathan pareceu mais tranquilo. — Não sei exatamente quem disse que você era difícil, mas a ideia partiu de Matheus e, de certa forma, Jonathan, afinal Math só faz algo se Jonny der carta branca, sempre foi assim, desde que éramos pirralhos, não mudou em nada, então, se Jonny e Math ou Eddie aprovam, o resto do time embarca.

— Hm... Interessante. — Sol deu um sorriso suave, mas predatório. — Antes de eu escolher em quem vou fazer minha contra aposta, você me faz um favor?

Notas finais
EEEEEENTÃO... Haha' quem gostou do Nathan aí? o/ Gente, sei que pode parecer meio obvio, mas os personagens, todos, vão ter defeitos e é provável que Sol vá meditar sobre tudo que puder e vai achar brechas nas armaduras morais que todos vestem, inclusive nas dela mesmo. Enfim, espero que se divirtam com essa menina tão... tão... Complicada e com o Jonny :3 Beijos de Luz *3* Ps: Qualquer erro me avisem. Ps²: Repostando por que a imagem não queria ir no outro.