Incondicionalmente

4 Capítulo 3 - Emily Matthew


Notas iniciais
Deve ter sido uma tristeza a Emily perde a mãe tão nova! Mas agora, vamos conhece - la melhor!

Chicago – 2002

Emily tinha 15 anos quando entrou na Jones College Prep High School, uma escola privada do Brooklyn, foi lá que conheceu Sarah Taylor, uma líder de torcida bem mais sensual que ela, que era uma roqueira esquisita no meio de toda aquela galera.

— E ai, bem vinda a Jones College! – Sarah aparece com um sorriso profundo e pegando imediatamente na mão de Emily e a apertando – Qual seu nome?

— Emily!

— Emily do que?

— Emily Matthew!

— Prazer! Senta com a gente hoje no almoço!

— Tá!

— Seja bem vinda!

— Brigada!

...

Na hora do almoço, Sarah, indo comprar seu lanche como de costume, avistou Emily, que estava lanchando sozinha numa mesa, quando chega sua vez na fila, Sarah pega um hambúrguer com refrigerante como sempre e dois bombons, diferente do costume pois daria um para Emily, ela sempre fazia isso, sempre que chegava uma garota nova na escola, ela queria prestigiar de alguma forma, saiu da cantina e foi para a mesa aonde Emily estava.

— Você não ia almoçar hoje com a gente?

— Ia, é que ... não encontrei você! Foi mal!

— Não faz mal, vem comigo! – e Sarah levou a jovem morena para a mesa aonde estavam suas amigas – É pra você! – Sarah da o bombom recheado de cereja e chocolate para Emily.

— Obrigada! – falou Emily meio tímida e aceitou, mesmo não sendo seu recheio de trufa favorito.

...

— E ai Emily, você é daqui ou de fora? – Sarah queria entender aquela garota estranha que viu chegando na escola.

— Sou daqui!

— Legal!

Emily não era de falar muito, desde que a mãe morreu, ela praticamente morreu junto, sentiria falta da mãe para sempre, talvez sua vida mudaria com essa nova amiga que acabara de fazer.

Com o passar dos meses Emily e Sarah foram se apegando, faziam trabalhos em suas casas e nesses momentos, elas se abriam mais umas com as outras.

— Porque não conta mais da sua vida? – pediu Sarah no quarto de Emily junto com Brooke e Hannah, outras amigas inseparáveis de Sarah.

— Vocês sabem que minha mãe morreu quando eu tinha 8 anos de câncer de pulmão não sabem?

— Não, a gente não sabia Emily! – falou Sarah boque aberta.

— Nunca contei?

— Não!!! – falaram as outras três.

— Ela morreu de câncer de pulmão, foi uma tristeza aqui em casa! – Emily quase chora e as outras começam a consola – la – Foi muito difícil!

— Sentimos muito Emily! Deve ter sido mesmo difícil!

— Foi! Mas depois conseguimos seguir a vida! Meu pai abriu a lanchonete e hoje vivemos bem!

— Que bom!

— Fala sobre você Sarah! – pediu a morena.

— Tá! Quando eu tinha 11, meu avo morreu de infarto fulminante enquanto tava dormindo!

— Nossa que coisa Sarah! Foi tão de repente?

— Foi! Eu era a única em casa que gostava dele! Acho que, quando meu pai ouviu isso, foi a primeira vez que sentiu algo por ele!

— Que coisa!

Neste momento quem abre a porta e interrompe a conversa de ambas as quatro garotas é Brian.

— Não queria interromper o papo das quatro gatinhas, mas o lanche ta pronto!

— Vamos lá gente! O lanche do meu pai é ótimo! – falou Emily.

— Bora, que eu to com fome! – falou Hannah, a mais comilona.

— Falou a esfomeada! – disse Brooke debochando.

— Ai gente para! – reclamou Hannah.

Chicago — 2003

Emily já estava no segundo colegial do ensino médio, sua única amiga era Sarah. Emily e Sarah tinham sonhos iguais, ambas queriam ser atrizes e queriam cursar na Juilliard School quando fossem mais velhas, Emily cursaria musica também, seria seu rob.

Ambas as garotas eram inseparáveis, apesar de aparentar ser uma garota insuportável, Sarah era gentil e carismática sempre, com todos ao seu redor, principalmente com Emily.

Naquele ano, um garoto novo chegou em Chicago, Will, que não era lá tão bonito, mas chamou a atenção de Sarah. Emily não gamou muito em Will, não era lá tão bonito ao seu ponto de vista, Emily sabia valorizar a aparência.

Will e Sarah, com o tempo foram se apegando, estavam sempre juntos nos intervalos e ela passou a evitar a melhor amiga pra ficar junto do novo namoradinho.

Houve um dia em que Emily foi até a casa da amiga para que ambas pudessem pegar o ônibus juntas e o pior aconteceu.

— Bom dia senhora Taylor! A Sarah ta ai! – Emily estava ansiosa.

— Ah oi Emily! Ela tá no quarto! Pode subir! – falou Betsy, mãe de Sarah.

— Sarah! Tá ai! – e não ouviu nada, nem ruídos do quarto da amiga.

Quando Emily abriu a porta do quarto da amiga, se deparou com uma cena assustadora, Sarah tinha ferimentos mortais enormes no peito, costas e no pescoço, a janela estava aberta, e Emily liberou um grito alto e estridente, que possivelmente todos ouviram.

Betsy correu para o andar de cima da casa para ver o que houve, entender o porque de a garota ter gritado alto, quando viu a cena, também liberou o mesmo grito, sua única filha estava morta, Betsy não podia acreditar.

Quando a polícia chegou e analisou o caso, o detetive Phil Torres da polícia de Chicago constatou que a garota foi assassinada a machadadas devido ao tipo de ferimento encontrado nos pontos onde Sarah foi ferida.

...

Dias se passaram desde a repentina morte de sua amiga, e enquanto policiais corriam contra o tempo atrás do suposto assassino, Emily, que ainda estava chocada, queria entender o que houve com Sarah, quem a matou? Porque o fez?

Ela não era detetive, mas decidiu investigar, pensou em possíveis rivais de Sarah, como Alex por exemplo, era metida e invejosa, mas a possibilidade de ela ter matado a garota era mínima, não eram rivais a esse ponto, era só o que ela pensava.

Notas finais
Assustados? Eu tbm! Com a pulga atrás da orelha? Eu tbm! Espero que vcs tenham gostado!