Incondicionalmente
9 Capítulo 8 - Operação de Risco
Demorou um pouco escuro para ver essas luzes
Sangue em minhas mãos, suor nos meus olhos
Ando abaixo do túnel, mas sei que eu
Eu sei eu sei
Isto não é vida normal
Ordinary Life — Wild Wild Horses
Chicago – Tempos Atuais
Leo agora vivia sua vida pacata, acordava 7 horas em ponto, ainda morava no seu apartamento com seus 2 filhos, Daisy, de 5 anos e Arthur, de 9. Tomava café, levava os filhos para a escola, e ia para o trabalho, aonde se encontrava com os mesmos de sempre.
Os mesmos de sempre eram Lana, Desi, sua patroa, Louis, e Dan, seu amigo de infância, naquele dia perseguiria mais uma renca, era como chamava o número de marginais que normalmente prendia, de bandidos e gangues.
No almoço, estaria mais uma vez na mesma lanchonete, Chicago's Coffee, aonde se encontrava com os amigos do trabalho sempre e era atendido por ela, a garçonete esquisita de olhos castanhos claros como os dele e cabelo preto, seu nome, Emily Matthew, filha do dono da lanchonete.
Quando voltava pra casa, sempre trazia os donuts que ganhava no trabalho para as crianças e, naquele dia, jantou as sobras do dia anterior, apenas verificou as mensagens de redes sociais e foi dormir.
A vida de Emily também era assim, tendo que levantar cedo todo o dia para ajudar o pai e os irmãos a abrir a lanchonete, levantava, tomava um rápido café da manha, e ia até a lanchonete para começar a fazer café.
E ele sempre estava lá, o mesmo policial alto, cabelos negros, farda, e acompanhado de uma ruiva e outro moreno, provavelmente amigos, seu nome, Leo torres, policial da 16º DP de Chicago.
Quando voltava para casa, ela mantinha sua rotina, naquele dia, pôs se a planejar seu mais novo vídeo, era youtuber, então fazia isso sempre, planejou um pouco, apesar das ideias serem péssimas, conferiu as redes sociais e foi dormir.
...
Chicago's Coffee – Dia Seguinte – 12:27
Emily colocava os croissants dentro da bancada e ainda espionava Leo, ele conversava com os amigos atento, amigos estes que não deixaram de reparar na espia de Leo e o notificaram disso. Leo se vira e decide vê la, mas ela vira de costas imediatamente, muito sem graça.
— Ae ou! – ele fala alto, chamando por Emily.
— Oi!?
— Me traz outro croissant?
— Claro! Só um momento! Qual você vai querer senhor?
— Presunto e queijo! E uma cerveja!
— Sim senhor!
Emily foi correndo pegar o que ele havia lhe pedido, ficou bem tensa no momento em que ele percebeu que ela o espionava, mas agiu com naturalidade, e com a mesma o atendeu, percebendo que os outros dois amigos do policial já haviam ido embora.
— Cerveja e ... croissant de presunto e queijo!
— Certo! Posso falar uma coisa?
— O que?
— Evita me espionar tá legal!
— Mas eu não ...
— Tava sim! Eles me falaram!
— Onde eles foram!
— Voltaram ao trabalho! O que você acha?
— Ah, tá bom!
...
Leo termina sua refeição e segue rumo até sua viatura, que estava do outro lado de uma viela, enquanto caminhava por ela teve a sensação de estar sendo seguido, olhou para trás, e não viu um vulto sequer o seguindo.
Até que foi surpreendido pelo marginal, um homem negro que queria vingança, atacou Leo e o prensou no chão, estava armado com uma faca, disposto a matar, era irmão de um traficante de drogas que precisou ser executado por Leo.
— VOCÊ ME PAGA! ISSO É PELO MEU IRMÃO SEU OTÁRIO!!! – berrou o individuo.
O marginal era Dwayne Evans, e foi entendendo a faca de aproximadamente 25 centímetros contra o peito de Leo, este pode ver que a hora de morrer havia chegado, e passou a relembrar de sua vida agora, tudo corria em câmera lenta.
Até que, sem que ambos soubessem, alguém os observava, e antes da hora fatal para Leo, o homem negro foi surpreendido pelo solavanco na nuca e imediatamente desmaiou.
Tudo ainda corria em câmera lenta para Leo, ficou caído no chão a observar o que aconteceu em seguida, Dan e Lana apareceram e prenderam o marginal, e em seguida, ela foi ver se ele estava bem, Emily o salvou.
— Você tá bem? – ele já havia voltado a tona quando ela perguntou.
— Você me salvou! – falou ainda não entendendo.
— Claro!
— Porque?
— Porque não podia ficar parada enquanto um malfeitor te matava!
Leo levanta com a ajuda de Emily e com a respiração pesada, não conseguia entender como aquela garota foi capaz de tamanha proeza, "Deus, que mulher corajosa", pensou.
...
Leo e Emily voltaram aos seus respectivos serviços como deveriam, ele voltou para a delegacia enquanto que ela entrou na lanchonete e foi verificando os outros pedidos.
— Aonde você tava? – o pai lhe pergunta.
— La fora tirando o lixo!
— Mas porque demorou tanto?
— Porque precisava ajudar um homem!
— Serio? Quem?
— Um policial que, se eu não fizesse nada, ia morrer nas mãos de um marginal!
— Ah meu Deus, ele te atacou? – Lisa até se assustou.
— Não! Eu ataquei ele!
...
Quando ambos voltaram para casa naquele dia, fizeram as mesmas atividades de sempre e Emily finalmente gravou o vídeo, falou a respeito dos policiais de Chicago que morrem todos os dias e se sacrificam para livrar a cidade.
Mas uma coisa estava diferente, Emily e Leo se sentiam estranhos após aquela experiência, ele nunca imaginara que uma garçonete jovem e fraca daquelas fosse capaz de golpear e apagar um bandido, de uma coisa, o policial sabia, após aquele momento, em que ambos os olhares se encontraram, ele não se sentia mais o mesmo.
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