Incondicionalmente
5 Capítulo 4 – Encontro com o Mal
Notas iniciais
Chicago – 2003 – Dois meses após a morte de Sarah
Emily começou a investigar profundamente, até que um dia, uma notícia na TV lhe chamou a atenção, uma mulher loira de olhos verdes foi assassinada.
O fato ter olhos verdes foi o que despertou a curiosidade da garota, Sarah também tinha olhos verdes, o que era estranho.
Decidiu procurar por Phil Torres, o detetive responsável pelo caso de Sarah, para conversar a respeito. Foi até a delegacia onde ele trabalhava e o encontrou junto do filho, que estava distraído demais com a musica tocando no radio e que ele ouvia pelo fone de ouvido, e não parava de escrever num caderno.
Um rapaz de bela aparência, olhos castanho escuro, cabelo preto e liso, aparentemente uns 9 anos mais velho, pois já tinha uma barba enorme, nem prestou muita atenção nela, com certeza namorava, pois tinha um anel de prata no dedo.
— Leo, pode nos dar licença? – pediu o pai dele.
— Que??? – o garoto não ouviu por causa do fone em seu ouvido.
— Pode nos dar licença? – e o detetive mostrou a porta pra ele.
— Tá! – o garoto só acenou com a cabeça e saiu.
— Então, senhorita Matthew, o que tem a dizer?
— Eu queria conversar de novo a respeito do assassinato da minha amiga Sarah Taylor!
— O que tem isso?
— É que essa semana uma loira de olhos verdes foi assassinada aqui nessa parte da cidade!
— E então?
— É que ... eu acho que o mesmo indivíduo que matou a Sarah, foi quem matou aquela mulher!
— Porque?
— A Sarah havia recebido esse colar com o pingente que é uma Fênix, e no noticiário que eu vi, a mulher também recebeu uma placa dessas!
— As duas tinham olhos verdes?
— Sim, Que lembravam muito esmeraldas!
— Sério?
— É, e também foram mortas a machadadas!
— Que esquisito! Olha, eu vou investigar primeiro, mas ... – e o telefone toca, Phil atende imediatamente – Alo ... sei ... o garoto? ... Acharam ele quando? ... Meu Deus, eu to indo pra ai agora!
— O que houve senhor? – o assunto envolvendo um garoto na conversa do telefone chamou a atenção de Emily.
— Um garoto chamado Will Sanders! Acabaram de encontrar ele morto!
— O que???
— Isso mesmo! Na floresta da Jones College!
— Ah meu Deus! Acho que era o namorado da minha amiga!
— Acha?
— Sim! O nome dele é Will Sanders!
— Então venha comigo Srta. Matthew! E a propósito, pode me chamar de Phil!
— Obrigado Phil!
Phil levou Emily até o local aonde Will estava, vomitou de verdade quando viu as inúmeras feridas do rapaz, Emily nunca desejou mal a aquele garoto, porque matariam ele, Sarah ou a mulher de olhos verdes? Porque mandou uma Fênix para os três? Já havia mandado para Will também. O assassino não os mataria a toa, e não apenas por esse fato.
O fato de esse serial killer mandar colares com pingentes de Fênix se tornou uma incógnita nas investigações, com o tempo, mais duas vitimas apareceram e com essas mesmas características, por causa disso, o assassino passou a ser chamado de Phoenix pelos investigadores.
...
Emily ainda tentava entender o porque de Phoenix estar matando pessoas de olhos verdes esmeralda, continuou investigando para saber o que se passava em Chicago naqueles tempos para tantas mortes assim.
Ela pensou que o individuo poderia ser um joia leiro da cidade ou algo assim, poderia ser louco e fugitivo de um manicômio local, mas uma coisa ela sabia, isso a estava enlouquecendo, pois não parava de pensar nisso nem para estudar, foi reprovada em várias provas e deixou de entregar trabalhos naquele ano.
Até que um belo dia, o suposto culpado pelas mortes de Sarah, Will e outros indivíduos de olhos verdes esmeralda apareceu, o Sr. Harris da livraria central da cidade foi encontrado com fotos das vítimas em sua casa, todas com um X marcando – as, e colares de Fênix em uma gaveta da mesa de seu escritório particular na livraria.
Harris não era o verdadeiro assassino, mas foi incriminado pelo mesmo, foi levado direto a julgamento e condenado injustamente a 50 anos de cadeia por absolutamente nada, o homem foi levado a cadeia totalmente frustrado, Emily considerou que o homem era culpado e que justiça havia sido feita, mas havia quem discordava daquilo tudo, era Phil.
— Sinceramente Desi, não acho que essa sentença foi justa!
— Porque não, achamos as provas que incriminavam aquele homem!
— É, mas não eram totalmente contundentes!
— Ao meu ver, eram bem mais do que contundentes!
— Eu discordo, acho que deveríamos ter investigado um pouco mais! Eu não acho que o Sr. Harris foi verdadeiramente o culpado! Ele era uma boa pessoa e eu até o conheci! Hum, não sei!
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