Incondicionalmente.

2 Deveria ser apenas um dia normal...


Notas iniciais
Olá amoras! Então, aqui é a Lunna (não, magina) e é o primeiro, de muitos, capítulos que postarei. Então, esse capítulo é curtinho, quase uma introdução à Yvie, para conhecê-la melhor. Os próximos serão melhores, sério Auhsauahsushuashs. Enfim, espero que gostem da Yvie... Ou não. -q Boa Leitura ♥

As fracas luzes do Sol invadiam os vidros bem cuidados da janela, iluminando, ainda que levemente, o quarto azulado da garota; a mesma remexeu-se preguiçosamente na cama, levantando-se em seguida.

O dia era nublado e frio, do jeito que estava acostumada, por mais frio que possa soar, estava feliz longe de casa; longe daquela ditadura maluca de Sigm-o, longe de lembranças nebulosas.
De certa forma sentia falta de algumas coisas, como seu pai, ou... Das máquinas que existiam, porque, sinceramente, conviver com coisas tão simplórias lhe irritava ao extremo.

Qual a dificuldade de usar ao menos 15% do cérebro?

Humanos eram tão insignificantemente ralos em mente que chegava a ser cômico, para ela, como conseguiam sobreviver daquele jeito? Suspirou balançando a cabeça negativamente, segurando os cabelos com um pouco de força, grunhindo baixo.

Planeta simplório, habitantes simplórios! Mas tudo por sua nota.

Sim, Yvie estava naquele lugar apenas para ganhar uma nota escolar, todos de sua turma pesquisariam uma espécie, e ela, infelizmente, ficou com os humanos. Tem quase certeza que o tinha o dedo da sua mãe naquilo, afinal, a mesma fora responsável por comandar a invasão, pelo menos por parte de Sigm-o.

Calçou as sandálias pretas de tiras brancas, que tinha ali perto, e caminhou devagar até a janela, a visão que teve foi completamente diferente daquela que teve há alguns meses, estava tudo bem melhor. Sem aquele aglomerado de veículos, pessoas, animais nojentos... Ugh lhe irritava o barulho das buzinas, as reclamações alheias, os latidos, miados, zumbidos!

Balançou a cabeça disposta a voltar ao seu foco, que era arrumar-se para outro dia na Terra. Fechou as cortinas tendo que pôr um pouco de força para puxar os ganchos que estavam presos no trino. Após alguns pulinhos e muitas puxadas Yvie conseguiu fechar por completo, fazendo a escuridão voltar. Caminhou até o grande armário que tinha, era de madeira escura e alguns símbolos que ela gostava, de seu planeta natal.

Abaixou-se até uma das gavetas e abriu-a, tirando uma blusa de mangas até aos cotovelos, de cor roxa e uma estampa que ela desconhecia junto com uma calça jeans escura e um par de sapatilhas pretas, simples. Nada exagerado ia apenas ao mercado, novamente.

Não sabia explicar o porquê desse fascínio por compras que criara desde o dia em que chegou a Terra, era de certa forma... Libertador. Libertador porque, algumas vezes na vida, ela não tinha regras para seguir, comprava o que queria e fim. Sem nada ditando suas vontades, uma sensação que Yvie não teria por tanto tempo.

À passos lentos saiu do quarto, indo direto para o banheiro, fechando a porta em seguida. Dispensou a banheira no dia, optou por banho de chuveiro rápido. Despiu-se entrando debaixo da água gelada; ela não se incomodava com a temperatura baixa, pelo contrário, gostava.

O banho fora rápido, apenas para espairecer a mente, secou-se e vestiu-se, foi até o espelho, encarando-se, e soltou um suspiro cansado. Não era ela naquele reflexo, era o corpo de uma garota morta.

E não, ela não a matou. Encontrou-a morta num beco.

Prendeu os cabelos do jeito que pôde e saiu do banheiro, caminhando pelos corredores do apartamento tentando achar a bolsa que sempre levava ao mercado. Suspirou pondo às mãos na cintura encarando a sala de maneira até... Tediosa, pode-se dizer. Deu de ombros e foi em direção à mesa de centro, pegando a arma de cor prateada e saindo a passos longos de casa.

Não custava nada se precaver, certo?

Caminhou até o elevador verificando as câmeras, os corredores, as portas, janelas... Tudo estava em ordem. Algo a menos para se preocupar. Assim que entrou no elevador, ele não demorou chegar ao térreo para que ela descesse de uma vez.

Caminhava pelas ruas calmas e limpíssimas de Washington, nem parecia à mesma metrópole de quando ela havia chegado. Os Aliens, disfarçados de humanos lhe eram repulsivos. Por que tentar se igualar a uma raça tão fraca? Certo, ela estava num corpo humano, mas por pura necessidade, muitos dali não!

Outra coisa que lhe irritava profundamente eram aqueles seres; grande parte era apenas pele e ossos, cérebro que era bom nada! Ela estava cercada de extraterrestres inúteis, ótimo, rolou os olhos aproximando-se do grande mercado.

O estabelecimento era grande pintado de branco e vermelho, mesmo achando que poderiam ter escolhido outras cores, algo como azul e roxo, ou algo mais escuro. Ah, burros, nem para pintar algo serviam.

Entrou dentro do supermercado, pegando um daqueles carrinhos de metal, e caminhando calmamente por entre os corredores, pegando coisas que obviamente não necessitava. Seus armários já estavam entupidos de comidas, roupas e outras besteiras que Yvie certamente não precisava, mas iria levar mesmo assim.

Não contou quanto tempo passou dentro do mercado, só soube que quando saiu o sol já brilhava um pouco mais forte que antes. A morena tirou a quase franja de seu rosto, respirando fundo ela saiu do lugar empurrando o carro com um pouco de dificuldade. Poderia ser pelo peso ou por ser pequena demais — ou como prefere: de baixa estatura.

O barulho de algo na floresta despertou-lhe a curiosidade, seria um... Humano? Oh, isso seria interessante, gostaria de ter um como cobaia e também um gabarito para as respostas de seu trabalho. A língua terrestre era confusa demais, talvez a única que conseguisse compreender um pouco era a Árabe, por ser parecida com a linguagem de Sigm-o, mas nada além de poucas palavras.

Deixou o carrinho de lado, caminhando a passos lentos adentrando a floresta aos poucos, o barulho de algo correndo estava cada vez mais alto. Yvie segurou a arma que tinha presa a cintura; abriu caminho por entre as folhas, baseando-se apenas pelo som para saber para que lado ir. Mas foi quando tudo parou, de repente.

— Olá? — disse num tom audível.

Tudo o que pôde ver foi um pequeno coelho correndo desesperado, esbarrando em suas pernas e, em seguida, algo brilhante e pontiagudo vindo em sua direção.

Arrependendo-se no mesmo momento de ter ido aquele lugar.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado tanto do capítulo (curtíssimo) quanto da Yvie Asahuashuashaushsuash. Enfim, eu gosto muito de falar nas notas, mas dessa vez vou maneirar. Então, temos três acompanhamentos e um comentário, pode parecer pouco, mas estamos muito felizes. Só de lerem isso nos alegra! Muito obrigada, amoras! *-* Bom, o próximo capítulo é da Nai, que não demora, já que o cap está pronto é só dar uma revisada (ele está melhor, garanto) É isso. Até o próximo. Beijinhos da Lunna ♥♥