Notas iniciais
Sinto muito pelo enorme **hiatus** X_X Há quantos anos, não? Mas quis continuar a história, espero que ainda sintam a minha falta. Prometo não demorar de novo, ok? Agora eu vou postar pelo menos uma vez por semana =) E aqui nesse capítulo, para vocês matarem a saudade, tem todos os personagens. Tem o Breu, o Ryan, a Cristal e a Stefani. Desculpa por tudo.

POV Breu

Fui falar com o Ryan, desta vez a sós. Encontrei-o caminhando na relva, aparentemente procurando a Cristal.

—Muito bem, Ryan, me diga logo o que você faz para controlar os pais da Cristal e fazê-los não se importar nem um pouco com as atrocidades que você comete contra ela! Diga logo!

—Se os pais da Cristal não se importam com ela, o problema não é meu – respondeu ríspido – Sou só o noivo dela.

—Ela disse que os pais dela se importam e muito com ela! Mas quando se trata de algo relacionado a você, eles sempre dão as costas e não se importam com as reclamações dela. Com certeza você está atuando para que isso aconteça!

—O que está insinuando?

—Você pratica magia negra para controlá-los, assim os pais dela nunca se importarão com o que você faz!

Ele riu.

—Não sou você, Breu – e sorriu cinicamente.

—Conheço rituais de magia negra, até porque já fui invocado num desses – sorri, ainda mais cinicamente do que ele – E sei que para que os espíritos das trevas façam o que você quer, é necessário que você marque uma parte do seu corpo.

—Você quer dizer... Para os demônios fazerem o que eu quero, preciso ter uma tatuagem? Isso é um absurdo, cala essa boca, seu idiota!

—Cale você, seu estúpido! – e o segurei pelo pescoço – Mostre-me a marca que você tem no seu corpo, senão eu vou te enforcar!

—Antes... – ele já estava sufocado – Solte-me e te mostrarei...

Soltei-o

—Ótimo. – riu – Você não ia querer que eu morresse por sua causa, certo? A Cristal te odiaria para sempre!

—Na verdade, eu acho que ela me agradeceria! Agora me mostre a marca!

—Está aqui! – ele tirou a camisa e me mostrou as costas.

—Precisava mesmo ter tirado a camisa? Não sou muito fã de homens seminus, sabe?

—Hunf, cala essa boca e olhe a marca! Viu? É só uma tatuagem normal, um dragão de fogo! Não é nada feito por demônios!

—Isso é o que você quer que eu pense! – e encostei o meu dedo na tatuagem, fazendo-a brilhar – Há, eu sabia! Uma marca feita através de rituais de magia negra sempre brilha quando é tocada por um espírito. Você anda mesmo fazendo rituais para engambelar os pais da Cristal e provavelmente todo o resto da cidade! Todos acreditam piamente que você é um bom moço e ninguém se importa quando a Cristal diz o contrário! Então você pode dominá-la à vontade e estragá-la o quanto quiser, ninguém se importará! Por que faz isso?

—Dá-me prazer vê-la em minhas mãos... Amo quando ela se sente subjugada por mim, quando ela desvia o olhar de mim... Ela é tão tola! Seduzi-a e agora ela está em minhas mãos! Com os rituais, ninguém me impedirá de torturá-la mais e mais e essa é a melhor parte: Um dia poderei matá-la e nunca serei o culpado!

—O quê? – assustei-me – Você pensa em matá-la?

—Além de sentir prazer ao ver uma moça tão linda morta aos meus pés, livrarei a Cristal de todo e qualquer homem! Porque uma mulher... Ela só é fiel quando está morta! Ela será morta, então será só minha; nunca será de ninguém!

—E o espírito dela?

—Rá, você pensa que ficará com ela quando ela morrer? Pois já fiz outro pacto com os espíritos das trevas! No dia em que eu matá-la, os demônios com os quais fiz o pacto destruirão a alma dela, então não existirá mais a Cristal, nem mesmo em forma de espírito! Assim ela não poderá me trair nem morta, nem viva. Ela sempre me pertencerá, sempre!

—E você vê prazer nisso?

—Não há nada mais prazeroso do que destruir quem amamos.

—Você não a ama! Seu doente!

—Dane-se! Quem se importa? O pacto já está feito! – disse, apontando para as próprias costas – A minha alma já foi vendida às trevas e em troca os espíritos me darão o que eu quero! E você pode contar tudo para a Cristal, ela nunca vai acreditar, nunca! Ela é burra demais para acreditar em algo tão fantasioso...

—Eu já deveria saber! – gritou uma voz ao longe.

—Cristal? – eu e Ryan falamos ao mesmo tempo.

—Eu ouvi tudo!

—Mas como? – exclamei.

—Simples, vocês falam tão alto que dá pra ouvir a quilômetros... Parecem até duas donas de casa fofoqueiras! – e riu levemente para mim, mas logo depois ofereceu a sua pior cara feia ao Ryan – Em primeiro lugar, Ryan, burra é a sua mãe! – nossa, parece que finalmente a Cristal virou mulher – E em segundo lugar... – uma lágrima escorreu pelo seu olho direito – Não consigo acreditar que você tinha planos tão nefastos para mim... E que você fez um pacto com as trevas... E tudo isso só para ter o prazer de me escravizar, de me ver chorar, de me fazer sofrer, de me matar? – ela chorou copiosamente – Eu confiei em você a minha vida inteira, mesmo você me tratando tão mal... Sempre achei que você me amava, apesar de tudo... Num ponto você até que tem razão! Fui burra mesmo! Mas agora o Breu me ajudou a enxergar a verdade! Você é um falso, manipulador, sádico! Você é um psicopata! – começou a gritar – Eu te odeio, eu te odeio, eu te odeio! – e deu um tapa na cara do Ryan. Confesso que amei ver isso.

—Quem você pensa que é? – exclamou o Ryan – Já quer ser morta tão rápido assim? Sendo assim, tome isso! – e pegou uma enorme pedra no chão, prestes a acertá-la na cabeça dela. Rapidamente entrei na frente dela e segurei a pedra, jogando longe aquela coisa letal. Encarei Ryan, apertei com força os seus braços até fazê-los sangrar e mostrei a ele o quão demoníaca a minha face poderia ser, rugindo num grito tão alto como o de um animal selvagem. Ele empalideceu de medo:

—Se você sabe o que é bom, fica longe dela! Ela é minha! Minha! – e o larguei no chão, fazendo-o sair correndo.

—Eu voltarei, seu estúpido! Você vai se arrepender do dia em que me confrontou, ah, se vai! – e sumiu na mata, jurando vingança.

—Olha só, Cristal, está tudo bem – falei, mas quando a vi, ela estava sentada na relva, ainda chorando.

—O que houve? Eu o espantei! Fique feliz!

—Breu, estou machucada, não acredito em tudo o que o Ryan pretendia fazer comigo... Ele tem o sangue tão frio, onde estão os sentimentos dele? Onde estão?

—Ele não tem sentimentos... – sentei-me em frente a ela, segurando o seu queixo – Mas eu tenho...

—E quem te garante que são sentimentos bons? Quem te garante que você não é como o Ryan?

—Eu não sou como o Ryan...

—O modo como você o afugentou... Às vezes você me assusta...

—Mas posso te assustar de uma maneira mais interessante... – e a beijei profundamente. Ela se assustou com aquele ato repentino, mas, frágil como estava, se entregou a mim, pois sabia que precisava de mim para se curar das feridas que o Ryan deixou nela. Deitamos na relva um sobre o outro e continuamos nos beijando, foi um beijo lindo, incrível.

Contudo...

(odeio isso).

Senti-me esmagado por uma enorme bota de salto alto sobre as minhas costas e fui obrigado a interromper o beijo.

Stefani, você de novo não...

Levantei-me e limpei o meu manto negro de toda aquela relva, enquanto a Cristal limpava o seu vestido, aparentemente envergonhada.

—O que vocês pretendiam, hein? – exclamou a ruivinha corta clima – Transar na relva, é isso?

—Era só um beijo! – falei.

—Um beijo bem provocante por sinal. – ela parecia furiosa.

—Promete que não vai fazer a terra rachar sob nós? – implorou a Cristal.

—Acho que prefiro fazer a sua cabeça rachar, sua vadiazinha! – bradou, pegando-a pelo pescoço.

—Larga ela! – e empurrei a Stefani, jogando-a no chão.

—Aaargh! – levantou-se, ainda mais raivosa – Será que você não consegue entender, Breu?

—Entender o quê? – gritei, já muito nervoso com toda aquela picuinha.

Ela chegou mais perto, olhando nos meus olhos.

—Não entende que você é meu? – e pulou sobre o meu corpo, enlaçando as suas pernas grossas em mim e me beijando como uma louca. Afastei-a após alguns segundos, ficando abismado.

(Ah, e, leitor, não conte a ninguém, mas também fiquei excitado).

—Você está louca? – gritei.

—Sim, louca de amor. E eu te provoco sensações que a Cristal não provoca – comentou, apontando para as minhas partes baixas e dando uma risadinha.

A Cristal ficou vermelha só de olhar e tampou os olhos com as mãos.

—Pobre garotinha inocente... – Stefani riu – Viu como você não pode comigo, querida? Agora se me dá licença, o Breu e eu vamos para o NOSSO esconderijo ter uma conversinha e você não foi convidada, ok? – e me puxou, levando-me consigo como se eu fosse um cachorro na coleira. A Cristal ficou apenas ali, olhando com cara de besta. Ainda estava envergonhada.

Chegando ao esconderijo, a Stefani me deu a maior bronca por eu ter beijado a Cristal e eu apenas respondi:

—Eu beijo quem eu quiser!

Ela me deu um tapa na cara.

—E eu bato em quem eu quiser!

Não sei por que, mas gostei daquele tapa. Nada como ser estapeado por uma mulher sexy, digo... Droga, eu gosto é da Cristal! Mas será mesmo?

Notas finais
Comentem, por favor =)