Incomplete (JuRol)
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Eu estava na sala terminando de comer, quando meu pai estava passando para ir trabalhar e logo eu disse:
Junior: -E quanto a isso de eu estar de baixo do seu teto, não se preocupa. Logo vou dar um jeito nisso.
José Ricardo: -Sei que não está falando sério Junior.- Ele disse saindo.
Terminei o meu lanche, peguei um casaco e segui de volta ao hospital. Cheguei e logo já fui atrás de noticias sobre a Carol.
Junior: -Você teria alguma informação sobre a Carolina Correia?
Enfermeira: -Aguarde só um pouquinho, vou conferir.- Ela foi mexendo no computador. -Pois bem, o quadro dela ainda está no mesmo, sem respostas. Mas está fora de perigo.
Junior: -Ok obrigado. Qual seria o horário de visitas?
Enfermeira: -As 14:00.
Junior: -Obrigado novamente.
Então fui em direção a sala de esperas, só queria que chegasse logo 14:00 para eu poder vê-la. Às horas passaram lentamente, quando era o horário de almoço vi que a Letícia e a Clarita estavam no hospital e logo foram até mim.
Letícia: -E ai Junior nenhuma novidade?
Junior: -Nada ainda, só o mesmo.- Eu disse muito desanimado.
Clarita: -Mas jamais vamos perder as esperanças, nossa amiga vai ficar boa logo, vocês vão ver. E o Beto, como ele está?
Junior: -Não fui ver ele ainda hoje. Mas antes de ir ver a Carol posso passar lá ver como ele está.
Clarita: -Deixa que eu vou agora, logo volto aqui.
Junior: -O quarto dele é o 40, no segundo andar a 5ª porta a direita.
Clarita: -Obrigada.
Então ela foi e fiquei conversando com a Letícia.
POV Clarita
Cheguei na porta do quarto, tentando criar coragem para entrar e então criei.
Beto: -Olha se não é a Clarita. Está perdida?
Clarita: -Ai fica quieto Beto, se não me arrependo de ter vindo ver como você está.- Eu disse me aproximando da cama dele.
Beto: -Fica calma ai bonitinha.- Ele disse colocando a mão no meu queixo se aproximando de mim e me deu um beijo no rosto.
Clarita: -Que isso Beto?- Eu disse meio irritada, mas no fundo eu amei.. Como ele consegue ser tão lindo e chato ao mesmo tempo.
Beto: -Você nunca gostou de mim, por que a preocupação agora?
Clarita: -Ah.. sei lá. Você é irmão da minha melhor amiga, vim ver você por ela, só isso.- Eu disse meio sem jeito e toda enrolada.
Beto: -Sei. Vai ver não resistiu ao charme aqui.- Ele disse apontando para ele mesmo.
Clarita: -Ai fica quieto, vejo que foi um péssima ideia vir aqui. A gente vem aqui de boa para ver como você está e você fica com essas palhaçadas. Ridículo, você não cresce mesmo.- Eu disse me virando para sair dali, quando ele segurou o meu braço e me puxou. Ficamos cara a cara, dava para sentir a respiração um do outro.
Beto: -Tá bom, desculpa bonitinha.- Ele disse muito próximo a mim e então novamente me deu um beijo no rosto.
Então eu sai dali, ainda meio boba pelo que aconteceu, acho que estou gostando dele. Voltei para a sala de espera.
POV Junior
Junior: -E ai Clarita, como está o Beto?
Clarita: -Continua o mesmo idiota provocador de sempre, ele não cresce mesmo.- Eu disse meio brava, mas no fundo estava apaixonada.
Letícia: -Poxa, olha as horas. Tenho que voltar para o café, já está acabando meu horário de almoço. Tchau Junior e avisa qualquer coisa por favor.
Junior: -Pode deixar.- Me despedi das duas.
Voltei a sentar naquele mesmo sofá de mais cedo, já não estava mais aguentando, essas horas não passam.
Algumas horas passaram e já eram quase 14:00, então fui falar com uma enfermeira para me autorizar a entrada para visitá-la. Tive que fazer os mesmo procedimentos de antes, mas hoje a visita era de 15 minutos, pelo menos poderei ficar mais perto dela.
Entrei e então me dirigi ao leito dela, ainda estava com a cabeça enfaixada, mas estava como um anjo. Me sentei na cadeira ao lado da cama dela, peguei na mão dela e logo fui falando.
Junior: -Oi Carol. Sei que talvez não me queira aqui, mas prometi a mim mesmo que jamais vou deixá-la novamente. Você é o meu mundo, se eu não estiver ao seu lado nada na minha vida faz sentido. Por favor, fica boa logo, eu preciso de você.- Eu disse com as lágrimas me invadindo o rosto.
Então passei o resto do tempo segurando a mão dela, acariciando seu rosto e a observando. Sentia muita falta daquele lindo sorriso que amo.
POV Carol
Conseguia sentir aquilo tudo, ouvir. Mas por que não consegui me mexer? Abrir os meus olhos para poder olhar para ele e dizer o quanto o amo, que também preciso dele aqui ao meu lado, que ele é tudo para mim e jamais vou deixá-lo. Por que não consigo? Eu preciso.
POV Junior
Deu o tempo e então a enfermeira veio e me comunicou que tinha que me retirar dali.
Junior: -Mais uma vez, tchau Carol. Mas sempre vou estar aqui, não vou abandoná-la, volta logo.- Disse lhe depositando um beijo demorado, mais suave na testa.
Sai da UTI, fui a procura do médico.
Junior: -Doutor, tem 1 minuto?
Médico: -Pois não senhor Junior?
Junior: -Gostaria de saber, se poderia transferir a Carol para um leito de UTI particular, os custos tudo por minha conta.
Médico: -Claro, se quiser providencio isso agora para você.
Junior: -Fico muito agradecido. Só quero que ela tenha o melhor atendimento que possível, ela tem que ficar boa logo.
Médico: -Pode deixar.
Então ela foi transferida para um quarto de UTI particular, hoje mesmo a tarde.
Passou uma semana e nada ainda dela melhorar. Os ferimentos já estavam se cicatrizando. Sempre que não estava no horário de visitas eu estava a observando pelo vidro do quarto.
Era o horário de visitas e eu estava no quarto com ela. Como sempre segurando em sua mão.
Junior: -Oi Carol de novo. Até acho que você deve estar se cansando de mim aqui todo dia, mas saiba que se preciso vou te esperar por uma eternidade. Volta logo para mim, eu já não aguento mais ficar sem ver aquele seu sorriso lindo, eu te amo minha pequena.- Estava conversando com ela quando fui surpreendido por um aperto fraco, mas perceptível em minha mão.
~Continua..
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