Incinerando Almas
1 Começando Um Término. Apologize
- It\'s too late, to apologize — repetia o jovem menino, com a cabeça de sua mãe em seu colo, jorrando sangue, com a feição de horror — it\'s too late — ele cantava observando uma faca em sua mão, ensaguentada, mas ainda sim com sede — I said it\'s too late.
Charlton Dezino sempre foi um menino perturbado, mas nunca ninguém pensou que ele trabalharia para mim, nem eu mesma. Atuar para a morte não é uma escolha, mas ele escolheu esse caminho, ele escolheu matar todas suas vítimas, mas isso vocês verão ao longo da história.
Os pais de Charlton nunca foram atenciosos com ele, desde que fora apenas um bebê, Sr. e Sra. Dezino não se importavam tanto com sua educação, o deixavam chorar quando não tinham vontade de lhe dar comida, o deixavam caído no chão, quando ele tentava andar e não conseguia, eram péssimos pais.
Ao fazer quinze anos, Charlton resolveu mudar sua vida, não seria mais aquele capacho que obedecia seus pai a qualquer custo, ele mudaria, e seria uma mudança extrema dessa vez. Ele revolucionaria sua própria vida.
- I\'m holding on your rope — ele cantava ao amarrar uma corda ao teto — got me ten\' feet off the ground — continuava ele, ao cavar. O pai de Charlton era o principal culpado de toda essa revolta, acho que nunca tive o prazer tão grande de ver alguém vir para minhas mão senão ele. O jovem menino o culpava de ter sofrido tanto, de ser quem ele era. Então, ao cair da noite, o adolescente já tinha seu plano feito. Com sua faca na mão, ele atacou o pai enquanto o mais velho saía do carro, ao voltar do trabalho.
Foi o levando até o jardim, cujo teto era coberto em uma parte, o conduzindo com a faca enfiada em sua barriga. Foi em certo momento que ele pulou nos ombros do pai e amarrou a corda em seu pescoço. Nada aconteceria se o pai não pisasse no chão falso que Charlton armara ali. E asfixiado, o homem tentava pedir socorro, mas nenhuma palavra inteira saía de sua boca.
- I\'m hearing what you say — cantava o sádico menino — but I just can\'t make a sound.
O pai parou de se mexer em pouco tempo, mas foi o suficiente para a mãe chegar ao jardim e ver a horrível cena. Outra que veio a mim pelo velho motivo dos assassinos. \"Eu a amo\" pensava o menino \"mas ela sabe demais\". E foi em um décimo de segundo que o garoto voou no pescoço de sua mãe e o cortou fora. É, ele matou quem queria, conseguiu sua vingança, mas para ele, não era o suficiente. Ele precisava de mais. Mais almas para destruir.
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