Incidente Ragnarok
1 Pressagio? Mas do que?
Notas iniciais
Vejo-me na frente de um prédio, e eu o reconheço...
"Alvorada Libertadora" falo a mim mesmo, mas não me sinto normal, mesmo sendo um alien o que é estranho.
Minha visão muda para uma das câmeras do prédio, eu conheço cada uma delas já que trabalho lá, colocamos muito dinheiro na segurança já que estamos em guerra com outra nação, a câmera guarda a entrada leste do prédio, que por onde "eu" entro, estou diferente, em vez do terno feito para xenomorfos como eu, estou usando a roupa tática que minha empresa produz, além da roupa diferente, meu corpo esta maior e meus olhos ,normalmente vermelhos, estão negros, o tempo parece que avança, volto a ver pela minha perspectiva, estou segurando um dos guardas pelo pescoço, ele esta assustado, senti que estava segurando algo com a outra mão, virei em direção a ela e vi uma cabeça que parecia ter sido arrancada, sei disso por causa da expressão, medo e dor infinita, soltei-a e quando ia atravessar o peito do guarda com mesma mão, eu acordei violentamente, e fiz com que minha esposa também acordasse...
"Liensis, você esta bem?", minha esposa, Arcee, me perguntou.
"apenas tive um pesadelo, querida", Respondo-a, "novamente", digo em um tom de voz baixo e derrotado, creio que estou tendo o mesmo pesadelo um mês seguido.
"Tente dormir novamente", ela me pede, não vou mais conseguir dormir depois desse pesadelo, levanto e me visto, “eu vou tentar esfriar a cabeça, você pode voltar a dormir”, falo enquanto saio do quarto, vou para a cozinha para beber algo antes de sair para correr o que me acalma algumas vezes, estou na entrada de casa e me abaixo para pegar a chave da casa –tenho 2 metros e 31 centímetros de altura- levanto de novo e dou de cara com meu reflexo demoníaco no espelho acima da mesinha, com o susto, caio no chão o que acorda toda a minha família, Meu filho, Karov, desceu primeiro segurando sua Beretta M9.
“Pai, o que você está fazendo ai caído?”, Ele pergunta.
“O chão estava meio carente, então resolvi abraça-lo, agora me ajuda a levantar!”, Falo primeiro sarcasticamente, depois enfurecido.
Minha esposa me conhecia bem, até demais, ela sabe que quando minha cauda balança agressivamente e minhas pupilas laranja em meus olhos vermelhos ficam extremamente pequenas, eu estou com medo, ela até cochichou em meu ouvido “Você se assustou, não é?”.
Depois que voltei a nosso quarto, falei a ela o que me assustou, ela me deu um cartão de um psicologista que ajudou um parente dela quando esse começou a ficar louco, ele melhorou rapidamente, mas eu sou chamado de diversos apelidos, “mente solida”, era um dos apelidos, eles chamam-me assim por que eu já vi coisas perturbadoras, corpos estraçalhados, pessoas mutiladas, o inferno das guerras, nada me afetava, por isso não dou muita chance a esse psiquiatra, mas se é para me ajudar eu vou.
No dia seguinte, vou ao psiquiatra, entro no consultório, ele me cumprimenta, então me sento no divã e começo a explicar meu problema, ele diz que meu sonho é estranho, primeiro que o cérebro não pode adicionar pessoas desconhecidas em nossos sonhos, somente pessoas que já vimos ou encontramos, como o guarda ou aquela cabeça e segundo que esse sonho não mostra nada que ajude a descobrir seu significado, tipo sonhar com abacates que trazem bom agouro ou algo do tipo, ele quis tentar algo comigo, hipno alguma coisa, não lembro o nome, mas lembro de que ele me hipnotizou e mandou-me contar o que eu via, ele me mandou de volta ao meu pesadelo, eu estava em algo que, como vou dizer, um filme para cegos, onde tudo é uma narrativa bem detalhada, já que eu via e descrevia o que acontecia, vi partes que não aconteceram no sonho, como quando eu arranquei a cabeça daquela garota que utilizava um vestido branco que depois foi sujo com seu próprio sangue, dessa vez consegui ver mais detalhadamente, ela veio me cumprimentar como sempre faz, como pude me esquecer, seu nome é, ou era, não consigo distinguir qual a diferença entre o tempo real ou o do pesadelo, Ange Marie, ela era a recepcionista do local, ela estendeu sua delicada e pequena mão, comparada a minha, esperando que eu retribuísse o gesto, porém a agarrei pelo braço, ela ficou assustada, eu a joguei no chão, arremessando-a pra trás de mim, ela se virou, ficando de costas para o chão e me encarando, gritando por duas coisas, ajuda e para que eu parasse, eu apenas me abaixei, colocando meu pé esquerdo ao lado de sua cabeça e meu joelho direito ao lado de seu corpo, assim me apoiei colocando minha mão esquerda em sua testa, ela até tentou tirar minha mão segurando-a com suas próprias, mas não conseguindo mover um milímetro, depois tirei minha faca Bowie da bainha em meu ombro, segurando sua lamina entre meu dedo médio e dedo indicador, seu cabo encostando-se a minha palma, Ange encarava a lamina chorando, em um segundo, Senão menos, a faca atravessava sua garganta, creio que com a força que fiz, a faca atravessou o pescoço, ela lutava pra respirar, o sangue já fluía de sua boca misturando-se a suas lagrimas, e eu fiquei olhando, admirando, sua vida esvaindo-se, mas eu ainda não, havia terminado, eu comecei a mexer na faca como se fosse uma alavanca, da esquerda para a direita, indo e voltando, mais sangue sendo espirrado, assim que não havia mais carne, pele ou veia segurando a cabeça ao corpo, me levantei ainda segurando a cabeça de Ange Marie, assim que fiquei completamente em pé, mostrando meus 2,31m de altura, quase 300kg de músculos, ossos e pele blindada, percebi que não estava sozinho, três guardas, parecendo policiais importados de Taiwan, portando MP5Ks, olhando incrédulos pelo o que eu fiz, porém eles nem viram o que veio 2 ou 3 segundos depois, minha cauda cortando dois deles com uma ponta parecida com uma lança afiada, o terceiro consegui se esquivar por um milagre ou algo assim, então me virei encarando-o, ele tentava me ameaçar com sua submetralhadora, não conseguindo com seu corpo tremendo, eu apenas olhei como um pequeno filhote de xenomorfo curioso, eu me aproximo, ele ameaça puxar o gatilho, mas antes disso acontecer o atinjo com a cabeça de Marie, com o impacto, sua arma voa longe, ele em seus joelhos e apoiado nas mãos olhando para mim, sei que ele chorava, e eu continuava sem dizer uma palavra, me aproximo ainda mais, como o bote de uma cobra agarro-o pelo pescoço e o levanto, agora olhando o em minha altura, olho para a cabeça de Marie, solto-a, olho de volta ao guarda, e, E, acordo, o psiquiatra tinha estalado os dedos, ele tentava não demonstrar que estava nervoso, com medo, ”Sr. Liensis, temo em dizer que nosso tempo acabou, mas irei marcar uma consulta para no máximo amanhã.” Ele me diz, olhando baixo, esfregando as mãos, “Então, não vai dizer alguma coisa que devo fazer, receitar um remédio ou algo para parar esses pesadelos?”, pergunto a ele, esperando algo que um psiquiatra diz normalmente, “Sinto muito, Sr. Dynamo, mas eu não sei o que dizer sobre seu pesadelo, deve voltar amanhã nesse mesmo horário, verei se consigo aumentar seu tempo de consulta comigo, seu caso é fora dos meus parâmetros, não sei como você fala com tanta calma sobre algo que aterrorizaria assassinos e estupradores, irei ajuda-lo, por que não sei se isso possa ser um pressagio.”, ele me explica, “Presságio? Mas do que?”, logo replico, “Devo lhe avisar que o que digo agora é apenas uma suposição, porém, acho que tudo o que você já vivenciou possa estar querendo voltar contra você, -ele faz uma pausa de 5-6 segundos- como posso lhe explicar, é como se todas as suas memórias ruins, medos e tudo mais, estivesse tentando tomar controle de seu corpo, mente e ações.”, ele relutantemente diz, olho pra ele como alguém que quisesse respostas do que se possa fazer, mas ele nega balançando a cabeça, me levanto derrotado, saio de sala dele, sigo pela sala de espera, sigo pelo corredor e entro no elevador, pensativo, o será que ele quis disser com presságio? Será que posso mesmo fazer isto? Quer dizer, será que isso vai acontecer?! Por que fazer, eu já o fiz, nas guerras que lutei, nos contratos que fiz como mercenário, deus! E já fiz coisas que Satã teria tanto orgulho que me colocaria como seu braço direito!
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