Incandescente

4 Capítulo 4 - “Agora, eu entendo Rose”


Notas iniciais
Não sei exatamente o que dizer, só que esse capítulo vai ser maior, e eu acho que o mais legal até agora. Scorpius não para de irritar nunca!

Fiquei parada por um tempo, sentada, enquanto vários alunos da mesa da Grifinória batiam palmas e gritavam, comemorando por mais um aluno entrar na casa deles. Comecei a me levantar com um grande sorriso no rosto, e fui correndo para a mesa, e antes de chegar lá, olhei para meu uniforme. Ele estava perfeito! Minha gravata tinha mudado para as cores amarelo e vermelho, e o leão da Grifinória estava estampado em meu peito. Rose veio correndo e me abraçou muito forte.

– R-Rose, me solta agora, eu to sufocando! – Era verdade. Eu estava mesmo me sufocando.

– Ai desculpa Emilly, mas é por que é uma emoção muito grande ver você na minha casa!

– Falando assim até parece que sou famosa. – Rimos, e nos sentamos. Faltaram mais duas crianças. Uma foi para Sonserina, e outra para Corvinal. Estava tão feliz, eu entrei na casa que eu queria, e minha melhor amiga (bruxa) estava lá para me fazer companhia. Olhei em volta e senti que estava faltando alguém.

– Rose, onde está o Albus?

– Você se esqueceu? Ele é de outra casa, ele é da Sonserina, juntamente com o Scorpius. – Disse ela. Pronunciando o nome Scorpius com uma cara de nojo muito engraçada. Enquanto nós ríamos, eu me virei para olhar as outras mesas. Todos igualmente felizes, exceto uma pessoa. Quando olhei para a mesa da casa de Albus me deparei com Scorpius, com a pior cara de raiva que já tinha visto. E ele estava me encarando, como se sua raiva fosse minha culpa. Virei-me imediatamente. Nessa hora, a diretora anunciou o jantar. E do nada, todos os pratos de todas as mesas se encheram de comida. Muita comida. Meus olhos brilhavam. Acho que foi o jantar mais “completo” que já comi, se é que me entendem.

Quando o jantar acabou, e estávamos todos satisfeitos, a diretora mandou casa por casa para seus salões. Eu ainda estava me perguntando sobre aquela expressão de Scorpius. Todos acompanhavam seus monitores. Fomos andando e eu fui ficando mais encantada. Lá havia escadas que se mudavam de lugar, e os quadros se mexiam! Nunca vi nada mais lindo. No lugar dos salões terem uma porta, eles têm quadros. É só o monitor dizer a senha, que o quadro permite a nossa passagem. Eu e Rose éramos as ultimas da fila, e estávamos tão distraídas, que nem percebemos que Scorpius se aproximava.

– Então é isso! – Disse ele alto o suficiente para nos virarmos. Todos já tinham entrado, e o quadro tinha fechado a passagem.

– Isso o que Malfoy?! – Ela olhou para a passagem fechada. — Tá vendo? Se não tivesse chamado nossa atenção, não teríamos ficado do lado de fora!

– A culpa não é minha, vocês que são lerdas. – No momento que ele disse isso, Rose corou, mas de raiva. — Então quer dizer que a sua protegidinha trouxa foi para a Grifinória! – Ele falou, olhando o leão estampado em meu uniforme. — Que interessante. Parabéns Addae.

Não respondi. Estava muito paralisada pra isso. Meu Deus, o que esse garoto quer? É melhor deixar isso com a Rose, ela sabe lidar com ele.

– Não me chame de lerda seu desgraçado. E não fale assim da Emilly. Você não tem direito. Agora vá embora! – Tá, ela exagera um pouco.

– Eu falo com ela do jeito que eu quiser ok? Você não manda em mim.

– Não, eu não mando em você, mas eu posso te ensinar alguns modos, se quiser. – Disse ela, sacando sua varinha do bolso. Eu comecei a me desesperar. Nunca vi um feitiço, nem uma briga antes, não sabia do que esperar. E ainda mais, na frente do nosso salão? Fui chegando para trás, e fiquei os olhando.

– Haha! Weasley é capaz de quebrar as regras por um mísero Malfoy?

– Não me provoque seu idiota. Deixe-nos em paz, se não eu te mando para a enfermaria.

– Se atreva. Só quero ver. – Ele abriu os braços em sinal de rendimento, e deu um enorme sorriso irônico.

– Você que pediu. – Meu Deus! Ela vai mesmo! Eu tenho que fazer alguma coisa, ela não pode fazer isso! – Desa...

– PAREM! – Eu gritei. Ela parou rapidamente. Quando vi, já estava entre os dois. Quase que o feitiço de Rose me acerta. Quase. Tomei coragem, e soltei: – VOCÊS PERDERAM O JUÍZO? PAREM DE BRIGAR! QUE DROGA! – Eles me olharam perplexos, mas Malfoy continuava com o sorrisinho no rosto. Eu estava realmente sem paciência. Nesse momento escutei alguém correndo em nossa direção. Pronto. Estamos ferrados. Fechei os olhos e abri, quando vi, quem tinha chegado era Albus, arfando. Ele olhou a cena, espantado.

– Rose, o que é isso? Alguém pode me explicar? Scorpius, seu louco, eu te procurei o castelo inteiro! Você sumiu!

Dessa vez fui eu quem falou. Interrompendo qualquer porcaria que Scorpius poderia dizer.

– A Rose perdeu a paciência com o Scorpius de novo!

– E aposto que não foi culpa sua né Scorpius? – Disse Albus, com ironia.

– Não foi não, imagina. – Malfoy falou, com o sorriso no rosto. — Só vim desejar parabéns para nossa queridinha Emilly. – Ele piscou para mim. Que vergonha.

– Sei muito bem os “parabéns” que você queria desejar. Você não cansa de irritar elas não?

– Não canso. Elas ficam engraçadas quando estão bravas, principalmente a Emilly, por que ela fica toda vermelha. E eu não imaginava que você me amava tanto, a ponto de ficar desesperado me procurando. – Minha vermelhidão sempre me fazendo passar vergonha. Revirei os olhos. Eca.

– Haha, estou morrendo de rir. Deixa-as em paz pelo menos uma vez! Vamos embora. – Chamou Albus, quase puxando o outro pela gola da camisa.

– Só estou indo embora com você por que eu estou cansado. Se não, ficava aqui mais um pouco, só pra irritar elas. – Meu Deus! Como é idiota! É por isso que a Rose falou que era melhor eu não me meter com ele. Ele é ridículo! – Adeus meninas, até amanhã. – Rose estava quase soltando fumaça pelas orelhas.

Depois que eles saíram, nós nos viramos, e Rose ainda brava, disse a senha para o quadro. (Que era uma mulher bem gorda). Atravessamos a passagem e entramos. Não tinha mais ninguém lá, só que era lindo! Com uma enorme “bandeira” da Grifinória, umas poltronas, um sofá, uma janela que dava para o lago, uma mesa com alguns livros (que eu acho, eram de alguns alunos), no canto da parede um quadro de avisos, e uma lareira enorme. Além de duas escadas, uma de cada lado, indicando os dormitórios. Eu e Rose subimos devagar, para não acordar ninguém, e arranjar encrenca. Fomos para nossas camas, que por sorte eram uma do lado da outra. Trocamos de roupa e nos deitamos. Ela sussurrou:

– Você está legal?Escuta. Me desculpa pela briga com o Scorpius, é que ele me tira do sério. Eu juro que se no lugar do Albus fosse um professor que tivesse chegado, eu nunca iria me perdoar.

– Não, não, tudo bem – Eu disse – Agora eu percebi o tanto que ele é irritante. Mas, o Albus o adora. Malfoy puxou esse gene de quem?

– É, eles são muito amigos, apesar de um ser bem diferente do outro. Ele pegou muitas características de seu pai Draco. Ele era do mesmo jeito. Minha mãe disse que uma vez, o pai do Scorp foi transformado em uma doninha, ela disse que foi hilário. – Imaginei a cena, e começamos a rir baixinho. Rose já tinha se acalmado. Ela continuou – Você está ansiosa para amanhã?

–Estou muito. – Respondi – Principalmente, por que eu não sei como funcionam as coisas por aqui, não sei como são as aulas, nem nada. E falando nisso, qual é a primeira aula de amanhã?

– Eu preciso olhar. Mas o horário está longe, e eu não vou me levantar daqui. – Disse ela erguendo a varinha que estava escondida na roupa. Eu arregalei os olhos. Ela sussurrou – Accio! – E magicamente, o horário apareceu em sua mão. Eu fiquei encantada. Ela sorriu para mim. – Hum, sua primeira aula de amanhã é de Herbologia! Que sorte! Vai começar o dia bem. O nome do seu professor é Neville Longbottom, e ele ensina muito bem. Olha, quando sua aula acabar, você pode me encontrar. Quando a minha terminar, eu virei para cá buscar algumas coisas, aí você me diz o que achou.

– Muito obrigada Rose! – Disse eu animada. – Ai – Bocejei. – Eu estou com sono. Vou dormir.

– Ok então. Até amanhã!

– Até.

Nessa noite, eu dormi calmamente. E não tive sonhos. Mas imaginei o dia de amanhã. Os amigos que poderei fazer, e como será essa tal Herbologia. Também pensei no que Scorpius quis dizer com “Até Amanhã”. Nós o veríamos de novo para nos irritar? Depois de uma noite longa de sono, eu acordei, bem encima da hora de começar a vida na minha nova “escola”.

Notas finais
Leiam, e comentem, como eu sempre digo, a opinião de vocês é importantíssima para a história!