Incandescente
6 Capítulo 6 – “Biblioteca”
Notas iniciais
Depois que Rose saiu pelo quadro, peguei minhas coisas da aula de feitiços rapidamente, e passei correndo pelo quadro, segurando – o. Eu preciso decorar logo essa senha, se não vou ficar presa. Desci as escadas e fui para a sala muito ansiosa. Vai ser a primeira vez que vou usar a minha varinha. Entrei, já tinham alguns alunos lá, me sentei o mais longe possível. Sou anti – social mesmo. Fiquei olhando o professor, que estava de costas. Ele era baixinho e muito velho. Acho que está aqui em Hogwarts há muito tempo. Estava procurando alguma coisa em uma gaveta. Ele se virou, seu rosto tinha um bigode que já estava branco, e ele estava com um tipo de terno, parecia cansado de anos e anos de trabalho, mas estava feliz. Feliz com o que estava fazendo, e orgulhoso de si mesmo. Tirei todas essas conclusões só de olhar em sua expressão. Esse é um dom meu particular. O professor fez um aceno com a sua varinha e veio para sala várias bolas coloridas flutuando. Cada uma parou na frente de cada mesa que tinha na sala. As bolas pararam um pouco distantes dos alunos. Fiquei tão maravilhada que nem percebi quando o professor – anão começou a falar:
– Bom dia alunos! Sou o professor Flitwick sou diretor da Corvinal, e estou aqui para ensinar feitiços a vocês. Bom, vamos começar abrindo nossos livros. Abram seus livros, por favor, na página 20.
Então o nome dele era Flitwick. Gostei dele. Não tanto quanto do professor Neville, mas Flitwick parecia legal. Abri meu livro “Padrão de Feitiços”, na página 20. Feitiço Convocatório. Flitwick começou a ler.
– “Accio. Atrai um objeto. Mesmo por grandes distâncias. — Eu acompanhei sua leitura, atenta a cada detalhe. – Faz com o que o objeto convocado pelo feitiço chegue às mãos daquele que o realizou. Funciona melhor quando quem o realiza, sabe onde o objeto está. Recomenda – se que se use uma palavra chave.” – Flitwick explicou. — Por exemplo, hm, Accio Cérebro. – Todos riram, inclusive ele. Continuou. – Bom, agora prestem atenção em mim. Vocês vão praticar agora. Estão vendo essas bolas coloridas à frente de vocês? Pois então, concentrem – se bastante em onde elas estão, segurem suas varinhas e apontem para elas, e tentem as pegar, usando Accio. Podem começar.
Primeiramente fiquei observando os alunos tentarem. Ninguém tinha conseguido até agora, Flitwick falava palavras de incentivo. O máximo que um ou outro conseguia era fazer a bola se mexer um pouco. Respirei fundo, peguei minha varinha. Não devia ser difícil. Rose já tinha feito esse feitiço lá no quarto. Preciso me lembrar o que ela fez. Ela pegou a varinha, apontou para o horário, a sacudiu só um pouco e disse: Accio! Vou fazer o mesmo. Apontei para bola, abri minha mão livre sacudi a varinha um pouco e gritei. Ou falei alto:
– Accio Bola! – Fechei meus olhos, e senti uma coisa na minha mão, segurei forte. Eu tinha conseguido! Abri os olhos, estavam todos me olhando com um sorriso no rosto. Eu sorri também. Flitwick veio até mim e disse:
– Meus parabéns! Você foi à única trouxa que conseguiu fazer um feitiço de primeira, depois da mãe de Rose claro. – Sorri mais ainda, poxa, eu tinha conseguido fazer um feitiço! E de primeira!
– Parabéns Emilly! – Disseram todos.
Depois, eu os disse como tinha feito, e eles conseguiram também. Flitwick ficou muito feliz. Os alunos me agradeceram. A aula tinha acabado. Levantei-me super contente junto com os outros, sai correndo da sala e fui para o salão. Eu estava com fome, mas não muita. Cheguei à porta, o quadro estava fechado meu Deus, estou ferrada. A mulher gorda falou.
– A senha, por favor.
– Ahn... Não vou entrar agora, estou esperando uma amiga.
– Está bem. – Disse ela. Fingi que estava folheando meu livro, e espiava de vez em quando para ver se tinha alguém vindo. Vi Albus. Mas ele passou e não me percebeu. Ufa! Finalmente, por milagre de Deus, depois de cinco minutos, um garoto disse a senha, e eu fiz de tudo para ouvir. A senha era “Veritaserum”. Que nome difícil. Antes de o quadro fechar a passagem, a mulher me perguntou:
– Tem certeza que não quer entrar? Está aí há muito tempo. Se alguém aparecer lhe procurando, digo que está no salão.
– Obrigada. É melhor eu entrar mesmo. – Graças.
Eu entrei, troquei meus materiais e sai do salão. Antes, perguntei a mulher onde era a biblioteca. Ela me disse, e fui andando para lá. Até agora, o dia estava ótimo. Fiz uma amiga de outra casa, fui a primeira a conseguir realizar o feitiço Accio na minha sala, consegui a senha do quadro (Veritaserum, Veritaserum, não posso esquecer), e agora estava indo estudar com Rose. Resolvi não contar a ela sobre Scorp. Não precisa. Realmente. Parei de pensar e fui andando olhando onde eu estava. Eu preciso prestar muita atenção por onde eu ando por que eu sou muito desastrada. E cair aqui no meio de todo mundo não ia ser um coisa divertida. Pelo menos pra mim não ia. Cheguei a biblioteca. Que lugar lindo! Era enorme, e cheio de livros (Claro). Tinha uma mulher sentada, acho que era a bibliotecária. Espiei o lugar inteiro a procura de Rose. Não a achei. Comecei a andar e passar por todas as seções. Tinha livros de todas as formas e cores. Fiquei mais encantada ainda. Eu adoro ler, e esses livros daqui estão me chamando. Cheguei a uma seção com uma placa enorme que dizia: “RESERVADA”. Rose estava sentada numa mesa lá perto. Ela estava muito concentrada no que estava fazendo. Fui chegando perto e me sentei devagar. Ela ainda não me notou.
– Desculpe – me, mas este lugar está guardado par... Que susto Emilly!
Comecei a rir baixinho, e ela também.
– Perdão – Disse eu com um sorriso. – Como está indo aí?
– Tudo bem, já estou na metade, o dever de Runas é enorme.
– Estou vendo. – Era enorme mesmo, ela estava com dois livros em cima da mesa, e seu pergaminho estava quase todo escrito.
– Por que você demorou? – Perguntou ela.
– Não ri. Eu não sabia a senha do salão, aí fiquei esperando alguém passar pra eu poder entrar, e trocar os materiais. Mas eu já descobri qual é. – Ela já estava rindo quando terminei de falar.
– Por que você não me pediu antes? – Disse Rose aos risos.
– É que eu tinha esquecido. Mas, mudando de assunto, adivinha. Eu fui a primeira a conseguir fazer o feitiço Accio lá na aula. E ainda ensinei aos que não estavam conseguindo. – Disse eu feliz e orgulhosa. Antes de tudo, nós estávamos conversando baixo. Temos consciência.
– Parabéns! Emilly. Agora eu quero ver. Pegue o pergaminho usando o feitiço.
– Está bem. – Fiz tudo o que tinha feito na aula, e consegui novamente realizar o feitiço sem problemas. Peguei a pena, e a tinta. Comecei a fazer meu resumo.
“Guelricho
Estranha bola de aparência próxima a dos rabos de ratos, viscosos e verde-acizentados, enrolados, é uma planta mágica que dá a capacidade de quem dela comer respirar dentro d'água, já que dá aos bruxos que a comerem guelras.
É nativa do Mediterrâneo.
A bruxa Elladora Ketteridge descobriu o uso do Guelricho quando quase morreu sufocada depois de comer um. Só se recuperou quando enfiou a cabeça em um balde de água.
Foi usada por Harry Potter na segunda prova do torneio Tribruxo.”
Minha letra está até bonitinha. Eu acho que está bom. Não sei como consegui lembrar – me de tudo isso. Eu acho que presto mais atenção nas aulas desta escola, do que nas aulas da escola trouxa. Estou me acostumando com esse termo. Para não ficar na dúvida, resolvi mostrá – lo para Rose.
– Está ótimo. E você conseguiu lembrar o nome dela, da mulher que descobriu o Guelricho. É super difícil.
– É, é difícil mesmo. Você já acabou o seu?
– Já sim. – Disse ela. Pegamos nossas coisas, nos levantamos e saímos. Finalmente chegou a hora do almoço. Minha barriga estava fazendo tanto barulho, que parecia estar viva. Não sei como ninguém escutou. Subimos as escadas e chegamos ao quadro. Pedi a Rose para me deixar dizer a senha.
– Veritaserum!
A passagem se abriu, e nós entramos. Subimos para o dormitório para trocar de roupa.
– Muito bem Emilly! – Disse Rose.
– Obrigada – Disse eu com um sorriso.
– Diga Emilly, você está gostando daqui? Não tem ninguém te incomodando?
– Claro que estou gostando, por que a pergunta? – Ela nunca tinha me perguntado algo parecido.
– Por que eu acabei esbarrando com Malfoy. Sabe, antes de ir pra aula de Runas.– Disse ela num tom preocupado. AI CARAMBA. – E ele me contou que falou com você mais cedo. É verdade? Ou ele só disse por causa do momento? Ele sim, estava me enchendo o saco, como sempre. – Pronto. Agora não dá mais para fugir, eu vou ter que dizer que falei com ele. Mas qual é o problema disso? Por que eu evitei contar isso pra ela? Respondi.
– Eu falei sim com ele. Não queria, mas, ele me seguiu. Ele só queria saber como tinha sido minha aula. Nada demais. Não te contei por que era só mais uma chateação dele, e não era importante.
– Mas você tem que me contar poxa! Nem que seja uma coisa mínima. Por que eu não o quero conversando com você. Olha, se ele fizer alguma coisa com você, eu juro que pego aquela cabeça grande e enfio no vaso. – Comecei a rir. Rose se preocupa comigo, e eu gosto disso. É isso que amigas de verdade fazem. Preocupam-se umas com as outras. Eu disse:
– Calma Rose. Eu prometo que vou lhe contar tudo agora, não precisa se preocupar. Agora vamos para o salão por que eu to morrendo de fome e se eu não comer logo eu vou desmaiar aqui. – Disse eu, puxando — a para fora. Ela hesitou. — VAMOS LOGO SUA COISA FOFA! – Disse eu. Ela sorriu e me seguiu até o paraíso da comida boa. Sim, eu vou ficar chamando assim, por que é verdade.
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