Notas iniciais
OIEEE MENINAS!! PARA AS ANSIOSINHAS DE PLANTÃO..... POSTEEEE! OBAA

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POV Christopher.

― Nós podemos ser os mais civilizados possíveis essa noite?

Enquanto eu murmurava baixo ela nem levantou a cabeça, estava concentrada em separar todas as ervilhas de seu espaguete italiano. Respirou fundo, parecia cansada. Uma semana sem Alva estava sendo mesmo cansativo, para todos nós. O jantar estava sem gosto, talvez pelo clima tenso e talvez porque hoje seja o primeiro dia nessa semana que ela se dispõe a descer e suportar minha presença.

― Você está querendo dizer que eu não sou civilizada? ― Me encarou. Seus olhos pareciam queimar e eu ri ― Eu simplesmente não quero ir.

― Não é como se você tivesse querer. ― Deu de ombros e deixou o talher cair na louça.

― Essa noite é muito importante para você? ― Assenti. ―Então eu serei seu anjo durante todo o tempo.

É aniversário do vice-prefeito e ela ainda me pergunta se a noite é muito importante. Ela faz de propósito, não é?

Por volta das dez ela estava pronta. Eu avisei que chegaríamos após o jantar, somente para o baile de gala e ficaríamos pouco, a desculpa toda é que Felipa está muito indisposta. Tive que ouvir piadas do gênero ‘talvez seja um herdeiro Molina a caminho’ e é claro que sorri como se estivesse esperançoso. Se soubessem que eu nunca passei da linha permitida com ela.

Felipa tinha seus lindos olhos verdes longe, analisava a paisagem borrada pela janela do carro enquanto eu tentava manter um limite dentro da lei. Já bastou a última vez que nos pus em um acidente, eu jamais voltaria a cometer aquele erro. E ai daquele que cometesse.

― Gostaria que você não saísse do meu lado em hipótese alguma, e, por favor, ponha um sorriso nesse rosto. ― Murmurei já na entrada da grande mansão dos Grey. Estava completamente iluminada.

Enquanto algum dos manobristas abria a porta para mim, outro abria para minha esposa e a ajudava a sair. Passei minha chave para ele com um olhar inquisidor, se fosse meu pai na minha posição nunca deixaria de dizer: Eu sei quantas moedas tem no porta-luvas. E é claro que isso deixava minha mãe e eu morto de vergonha.

Todo o nosso caminho pelo salão iluminado foi feito com calma e seu braço esteve o tempo todo envolto ao meu. Mesmo que nossas peles não tivessem um contato direto, ainda podia sentir o choque inicial que sempre sinto quando estávamos juntos. Aquele ímã que me atrai a ele eletrizando tudo que vê pela frente; mas Felipa parece alienada e indiferente. Seu vestido negro de veludo arrasta pelo salão e sua echarpe ameaça cair algumas vezes. Ela está sorrindo. Como eu pedi. Malditamente sorrindo e isso pode deixa-la ainda mais linda. Se for possível. E como inesperado seu cabelo não estava em um dos coques habituais, o penteado era diferente, porém muito elegante. Alguns fios caiam estrategicamente em diversas partes. Havia coisas miúdas e brilhante em cada pequena parte de seu cabelo, separadas e alinhadas. Estava perfeita e eu nunca me senti tão orgulhoso por desfilar com ela como agora.

Avistei Lilian Grey de longe. Estava com um vestido coral e com certeza o mais chamativo da festa. Era tão do seu feitio. Os cabelos ruivos soltos e de longe ela até me lembrava de um pouco Molly. Essa estava um pouco distante e envolvida em uma conversa com muitas mulheres. Sempre popular. Não vi Pablo ou Thatcher. O anfitrião provavelmente deveria andando de um lado para o outro bajulando seus convidados.

― Sra. Grey ― Digo educadamente, com o timbre rouco. Ela interrompe o que está dizendo e se vira para mim, o rosto excessivamente maquiado. Sorri grandiosamente.

― Christopher Molina! ― Trocamos dois beijos no rosto e um abraço tão rápido e indesejado ― E você também veio anjinho. ― O mesmo fora feito com Felipa.

― A senhora está linda ― Sorridente e simpática Felipa elogia e Lilian agradece.

― Eu estudei com a sua mãe e olha só, nossas filhas também são amigas. Se bem que Martha era insuportável! Desculpe-me. Namorar com o Jose... ― E travou. Encarou-me e pareceu ficar tão desconfortável como eu. ― Você melhorou? Christopher avisou que talvez não viessem... Espero que esteja melhor, querida. Thatcher está em algum lugar da ala sul. Fique a vontade, preciso falar com Molly.

E ela se foi tão rápido como um furacão. Eu a fuzilei com toda a força que pude colocar no olhar. E então como um coelho acuado ela fugiu. Se simplesmente Lilian deixasse algo escapar acabaria com todos os meus planos.

― Isso foi definitivamente estranho. Será que ela sempre foi assim ou ser a mulher do vice-prefeito a deixou com uns parafusos soltos? ― Eu ri e é claro que a feição de Felipa era pura confusão.

― Amiga! ― Molly gritou assim que a viu. Praticamente deixou suas amigas sozinhas e correu para Felipa. As duas se abraçaram por algum tempo ― Oi bobão ― E me abraçou também.

― Pablo?

― Meu maridinho está na ala sul com o papai! Porque você não vai lá e me deixe roubar minha amiga por alguns instantes? ― Eu a encarei. Felipa tinha um olhar esperançoso.

― Ela precisa cumprimentar o aniversariante.

― Meu pai realmente não vai lembrar se ela for ou não. Está completamente bêbado. É por isso que Pablo está bancando a babá.

Ok, tudo bem. Cinco minutos e eu estarei de volta. Ela não ficará sozinha por muito tempo, não tendo a chance de Diego Santibñes está por algum lugar desse salão imenso esperando para encará-la assim que estiver só. Não mesmo. Eu não darei sorte para o azar.

Percorri o caminho razoavelmente grande até a ala sul, a dos fundos. Era a ala da diversão, como eu gostava de dizer. Eu adorava quando Pablo e Molly namoravam ainda e nós vínhamos para cá e fazíamos uma festa para um pouco menos de vinte pessoas. O salão era inteiro nosso. Havia tanta bebida e drogas ilícitas, ás vezes até garotas de programa. Molly era legal antigamente, mas isso já é coisa do passado. Continuei a andar ainda com as lembranças recentes na mente, a mesa de sinuca ou simplesmente todos nós sentados na piscina com uma cerveja na mão, algum de nossos amigos tocavam violão e o outro cantava e então quando estávamos bêbados o suficientes encarávamos o frio medonho e pulávamos na piscina aquecida.

― Sr. Grey! Grande Thatcher! Mais uma primavera?! ― Eu grito assim que o vejo. É impressionante como consigo fingir uma felicidade repentina. Estou sorrindo grandiosamente e o abraço, até que o nosso abraço dura mais tempo se comparado ao que dei em sua esposa.

― É a lei da vida. Fico feliz que tenha vindo ― Ele parece sincero e como Molly disse, está bem bêbado. Posso ver Pablo do outro lado da mesa de sinuca de cara feia e um cigarro na mão ― Onde está a linda mulher que você tem em casa?

― Como não viria! Sua filha a roubou. Mulheres podem ser tão persuasivas ― Rimos.

― Elas são. Principalmente aquele pequeno demônio de cabelos vermelhos! Pablo que se cuide, não é meu rapaz? ― Meu amigo não responde, apenas levanta seu copo e faz uma reverencia ― Ela o colocou como meu guarda-costas. Que bobagem, a que ponto um velho pode chegar!

― Não fale assim, ele pode ser uma companhia agradável quando damos comida e bebida a ele. Não é amigo? ― E Pablo repete o movimento com o copo de mau humor.

E Thatcher se vai. Alguns de seus amigos o puxaram para uma foto, ando rapidamente para Pablo na esperança que seu sogro bêbado não venha nos importunar.

― Santibñes está aqui?

― Direto e letal como uma bala. Sim, amigo ― E o deboche está impregnado na sua última palavra, eu rio, ele provavelmente está bravo pela conversinha que eu tive com seu sogro ― Se você vê a minha mulher diga a ela que eu a amo muito, mas se pudesse mata-la...

― Não diga asneiras! ― O interrompo ― Vou dizer a ela que você está com as bolas roxas de tanto segurar o xixi, mocinha.

― Tão engraçado! Acho que você é filho do bozo ― Mas ainda assim ele está rindo. Mesmo com raiva. Aperto sua mão antes de me afastar para encontrar Felipa.

O que diabo é aquilo...?

Minha mente gira 360º e fica meio difícil raciocinar. De repente eu sinto mãos firmes no meu ombro, eu havia andado cerca de meio metro de volta para Felipa e então paraliso quando vejo que ela está na pista de dança e a música que está tocando é sensual como o inferno. E o jeito que ela mexe lembra muito nossa dança rápida na boate. Antes que eu surtasse e nos tirasse do local. E o toque em meu ombro fica mais forte e agressivo. Então uma mão segura meu braço, a minha esquerda está Molly e a direita Pablo. Cumplices.

― Me segurar não vai adiantar ― Rosno para eles, Molly estremece e atraímos a atenção de poucas pessoas.

― Ele chegou de repente. Eu a deixei só por apenas um minuto e ele a tirou para dançar, eu observei o quanto ela dizia que não. Mas ele insistiu muito. ― O desespero nas palavras viera a seguir, Molly estava defendendo a amiga como um cão fiel.

― Você relaxa. É só uma dança, quando a música acabar ele vai soltá-la e você aparece lá reivindicando sua garota. Não precisa de uma cena cara ― Pablo interviu em favor dela. Maldita seja.

― Eles estão conversando! Ele está falando no ouvido dela! ― Tentei me desvencilhar, os dois me seguraram com mais força. Eu sabia que se eu quisesse me soltaria, mas então eu pensei na cena que faria e em como eu nos envergonharia. Não só a mim, mas a ela, aos meus amigos. Seria terrível.

Eu observei tudo no silêncio, enquanto ela parecia desconfortável e sem ação, e a maneira que Diego Santibñes segurava sua cintura, de como eles rodavam no salão e alguns olhares eram para ele. De como com certeza as pessoas se perguntavam o que estava acontecendo e onde eu estava. Quando deveria ter seguido meus instintos e não ter a deixado só quando tive que sair. Isso não aconteceria novamente.

Meu coração finalmente se acalmou quando a música acabou e eles pararam. Eu consegui ver os lábios dos dois se mexendo enquanto falavam, mas a distancia me impedia de fazer algum tipo de leitura labial. Mesmo andando furiosamente com pressa até eles, tendo Pablo e Molly ao meu lado, provavelmente preparados para qualquer coisa que viesse.

Felipa tremeu quando me viu. Empalideceu; culpada, pensei. Ele me encarou e sorriu com aquele jeito cínico e previsível. Estendeu sua mão, as pessoas olhavam e mesmo em silêncio nós já fazíamos uma cena. Então eu precisava ser o mais frio possível, enquanto dava o mais falso sorriso apertei sua mão.

― Como vai, Santibñes? ― Pergunto então.

Não preciso fazer nada para que Felipa venha me abraçar. Ela está mesmo apavorada. Seu braço pequeno abraça minha cintura e sua cabeça descansa em meu peito. O cheiro do seu perfume floral inunda minhas narinas dando uma falsa sensação de calma. Eu a abraço e beijo o todo de sua cabeça.

― Muito bem, obrigado! E a propósito, Felipa dança tão bem ― Eu o odeio. E odeio a forma como ele disse o nome dela. Possessivo. Ele não tinha o direito, aperto Felipa em meus braços e percebo quando seus olhos direcionam para mim e então eu sorrio para ela, mais um dos meus sorrisos falsos que ela conhecia bem.

― Não há nada que minha mulher não faça bem! ― Então digo simplesmente como se fosse à coisa mais comum que eu poderia dizer, Diego dá de ombros e assente.

― Eu estava dizendo a ela que se não fosse casada eu estaria na fila, com certeza. ― Cerrei meus punhos com força. Ele dá aquele sorriso idiota e mexe no cabelo, encara Felipa que nesse momento não olha para nenhum de nós, ela está com o olhar fixo em Molly, que continua desesperada ao meu lado.

― Felizmente eu sou casada e muito bem casada. Como eu disse, mesmo que tivesse havido uma fila, eu escolheria Christopher, estando ele nela ou não. ― E a surpresa me invade totalmente.

Ela se desvencilha um pouco do abraço e respira fundo, mas ainda tem seus braços em torno de mim, mas agora tem um olhar diabólico para Diego que se encontra abalado com a declaração, provavelmente não esperava por isso. Nem eu e nem ninguém nessa noite.

― Amor, eu estou morrendo de sede. Molly me informou que o melhor champanhe é servido na ala oeste... ― Ela não precisou concluir, eu sorri e agi por impulso, beijei-a. A essa altura tínhamos uma grande plateia e uma vez em sua boca, não consegui solta-la. Felipa prendeu os braços em meu pescoço e apertou minha nuca enquanto eu devastava minha língua pela sua. Minha pequena. Mordi fortemente seu lábio inferior quando a soltei, ouvi um pigarreio, Pablo. Não havia sinal de Santibñes e Molly ria. Felipa estava completamente corada.

― Deus do céu! Há camas lá em cima! ― Nós rimos, todos nós, Felipa riu de vergonha.

― Eu gosto do público ― Continuei rindo e pela cara de idiota de Pablo eu conseguia perceber que também estava sendo um. Um idiota como ele quando estava louco de ciúmes pela esposa.

N/A: PS: HÁ SPOILERS NAS NOTAS FINAIS, SE NÃO GOSTAR, NÃO LEIA. SE GOSTAR... HAHAHA BOA SORTE!!! BJJJJS LINDAS.

Notas finais
Eu juro que depois desse vocês simplesmente não vão conseguir parar de ler!! CUIDADO! ZONA DE SPOILER, CAPÍTULO DEZESSEIS. "― Merda! ― Ele sussurra de novo e tira suas mão do meu quadril, se afasta completamente. Não, droga... Volta! Digo mentalmente. Eu simplesmente não posso deixá-lo ir, eu ainda o quero. Mesmo depois de todas as brigas. E depois de todas as vezes que ele me recusou, eu o quero. Me viro em sua direção. (...)"