Notas iniciais
Mais um. Boa leitura.
Responderei aos reviews entre hoje e amanha!

INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL

By Amanur

Capítulo 11 — Doberman



Ainda bem que eu não pago por promessas quebradas. Pois se bem me lembro, havia prometido nunca mais beber. E essa noite era uma das razões pela qual eu havia me decidido isso. Afinal, uma garota precisa manter seus princípios para viver nesse mundo cheio de tubarões e bixos-papões, aka meninos. Mesmo que a tentação fosse grande. Tipo, enoooorme. Ahém.


Mas eu ainda me perguntava se era mesmo uma boa idéia me envolver com o Itachi, por causa do emo — é duro ter coração de manteiga, mesmo o miserável merecendo evaporar numa frigideira. Mas foi justamente esse o pensamento que me fez mudar de ideia, completamente. Afinal, o cretino não teve um pingo de misericórdia ao sair atrás da primeira oxigenada rosa que encontrou no aeroporto, não foi mesmo? E eu ainda fiquei com cara de paspalha, sem entender por que ele simplesmente não veio falar comigo. Que agisse como um adulto, e encarasse o problema de frente, né? Mas não. Então, me digam por que eu, Sakurinha, deveria me importar com ele? Unf.


Além disso... Bastou o Carneiro tirar a camisa para fazer todo o sangue no meu álcool — ahém — reagir. Por, afinal, como todos sabemos, adulto que é adulto, bebe para encarar os problemas! E continuei bancando a adulta cheia de maturidade para dar e vender, até o Itachi me deitar em sua cama, enquanto sua boca parecia ter sido colada com cola super-bond na minha. Não desgrudava de jeito algum! Ele dava um daqueles beijos sem pressa, sem afobações, mas cheios de emoção — típicos de homens mais experientes. MUITO mais experientes, se é que me entendem. Err.


— Eu já tinha me esquecido do quão bom você é nisso. — resmunguei. Por que, afinal de contas, não dava para negar que o diabo era bom no que fazia...

— Tá vendo? É por que pratico. Quanto mais se pratica, melhor fica. — e ele sorri, assim, bem sem vergonha mesmo. Tsc.

— Uhum. — miserável.


Eu vestia uma blusa leve, de algodão e alcinha, com um short jeans. Ele começou a as análises médicas — ahém — com toques de lábios para ver bem como andava minha capacidade sensorial na pele. Tipo, para certificar-se em que pontos eu me arrepiava toda, ou não. Descobrimos que no pescoço, meus pêlos se eriçaram. No ombro, a coisa ficou morna. Então, ele abaixou as alças, pondo minha blusa cair sobre minha cintura, a fim de uma análise mais profunda. Nas pitangas, por exemplo. Bem, ali, a reação foi outra, em regiões não mencionáveis. Ahém. Só que o cretino percebeu, e resolveu se aproveitar da minha inocente indefesa. Pois é. Foi sugando minhas pitangas como se fossem mangas, e dava leves mordiscadas como se fossem laranjas. E no meio dessa salada de frutas, ele já esfregava seu churros maduro em minha perna, entre alguns leves suspiros. Bom, como eu gostava de misturar doces com salgados, não me importei. Ahém. Eu já devo ter dito que o Itachi era bom — não que ele seja santo — a ponto de fazer qualquer garota perder a cabeça. Ou eu será que eu deveria dizer os caroços, sementes, cascas? Err.


Seja como for, ele continuou com sua mistureba. Enquanto eu me contorcia aqui, e mais um pouquinho ali, o esperto ia desabotoando meu short jeans. Aí, em seguida, veio aquela espreguiçada gostosa, estirando as pernas, sabem? Pois é. Ele se livrou da minha calcinha amarela de lacinhos roxos e bolinhas brancas, e começou a bolinar minha flor com os dedos. Eu olhava para ele sem acreditar que estava mesmo fazendo aquilo mais uma vez com ele, mas o cretino parecia concentrado como se estivesse realmente fazendo uma operação cirúrgica, cavando o dedo cada vez mais fundo...


— Isso me faz lembrar de um poema bonito que eu vi esses dias. — ele diz. Bom como ele sempre foi mais romântico e erudito, me enchi de expectativas, né — Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito, mas é profundo. — ele diz, sorridente. Err — E muito bom. — só não mordi a cara dele por que eu estava bêbada, e comecei a rir.

— Haiuhauiahi. Muito lindo mesmo. Mas vamos manter os dois buracos que tenho aqui aí em baixo, ok? Acho que um terceiro não ficaria bonito.

— Hiauhauihaui. Mas poderia ser muito bom também. Como três tetas.

— Err... Sim, seria igualzinho. Um buraco para cada teta.


Depois, ele se livrou da própria calça e o pus deitado no meu lugar. Não sei por que, mas a ideia de vingança me pareceu mais saborosa, o que renovou minhas energias. Além, de é claro, o sangue no meu álcool. Ahém.


Enfim, Serafim sentou no num guaxinim... De acordo com Neji. Err. Fui beijando aquele peito de rocha. Não sei por que, mas ele me parecia diferente. Mais usado, talvez. Tsc. Mas tentei não pensar nisso, e aproveitar a vingança naquele prato — leia-se peito — quente. Fui descendo com a língua — sabe como é, para experimentar a qualidade do prato. Uhum. E até que era bom. Gostosinho... Ahém. E a danada da minha língua foi descendo até a região do morro alto. Ou da barraca armada, tanto faz. Ele usava uma boxer branca. Quando a puxei para baixo, o bixo pulou para cima como uma daquelas caixas surpresas em que você tira a tampa e um boneco pula na nossa cara. Hehe. Olhei para ele, mas o Carneiro deu de ombros.


— Você era tão inocente quando a conheci, que me perguntou para que serve esta alavanca. Lembra?

— Ah, sim. Você disse que iria me apresentar ao melhor amigo do homem, a criatura mais confiável em todo o universo e, então, abaixou as calças. Lembro sim. — err. Quase morri de hemorragia nasal, acho que até meus olhos sangraram, mas fiz o que pude para me manter consciente, e o distrai com a história da alavanca com bolinhas de buzina embaixo... Err.

— Bom, mas agora que você aprendeu como se faz com o mestre do amor... — e então, o miserável abre o sorrisão triunfal — É hora de trabalhar na banana. — ah, sim! Agora todos descobrem de onde saiu a mania de dar nomes de frutas às partes não mencionáveis.


Bom, voltando ao trabalho... Como Naruto me disse, certa vez: o importante é o que importa, não importa o quanto é importante. Pois é. Depois de descascar a fruta, fui apreciá-la. Ahém. Comecei a apreciar aquela banana na boca (onde mais, né? Ahém) em movimentos lentos, lambendo a ponta. Itachi começou a gemer baixinho, enquanto acariciava meus cabelos — afinal, diferentemente do Sasuke, o Carneiro sempre foi mais gentil. Depois de satisfeito, ele me pôs a sentar em suas pernas, enquanto afogava a banana na flor. Eu estremeci toda, enquanto agarrava com leves puxões os cabelos dele, que havia soltado do rabo de cavalo baixo. Enquanto me fazia pular em cima dele naqueles movimentos vai-e-vem, subindo e descendo a banana, ele beijava meus lábios, meu pescoço, e agarrava as pitangas. Não sei se era a bebida, o cansaço, ou o ato, mas eu estava prestes a subir pelas paredes com aquela frutinha ali. Aliás, não era bem uma banana nanica. Estava mais para banana-da-terra; longa, grossa e muuuuuuuito saborosa. Ahém.


— Já sabe o protocolo, certo, neném? Damas primeiro.


Beijei os lábios dele, enquanto roçava as pitangas no peito dele. Enquanto isso, ele ia me auxiliando com massagens na flor, junto com a banana. Nesse momento, através do espelho da porta do guarda roupas, tive a impressão de ter visto alguém fechar a porta. Mas antes que eu pudesse indagar qualquer coisa, o Itachi jogou meu tronco para traz, e foi chupando as pitangas com força, alternando com beliscadas nas pontas. Aí, meu filho, se escafedeu. Revirei os olhos em prazer e me esqueci do que estava pensando. Pois é. Só consegui senti-lo dentro e fora de mim. A explosão estava se aproximando, e meu corpo todo reagia. Fiquei por alguns segundos alheia àquela doce agonia, sentindo as descargas elétricas percorrer pelo corpo, fazendo o corpo estremecer como uma barata agonizante. Err. Em seguida, ele me pôs de joelhos na cama, afastando as pernas uma da outra. Ele beijou a minha... Ameixa? Sabe? O botãozinho escurinho, enrrugadinho de trás... Ele beijou, lambeu, saboreou, e resolveu misturar sua banana com a minha ameixa. Foi de vagar, lento, mas cheio de paixão e puxões de cabelo.


— Oh, Sakura... — ele gemeu.


Eu não disse nada até a banana entrar inteira. Ai, gemi alto também. Em seguida ele começou a socar a banana com mais força e velocidade, a ponto de fazer a cabeceira da cama bater contra a parede. Estava tão bom que até o colchão gemia junto: creck, creck, creck...


— Ah, Sakura! Ah, Sakura! Ah, Sakura!

— Oh, Itachi! Oh, Itachi! Oh, Itachi!

— Está tão bom assim para você também, neném?

— Não, é câimbra na perna mesmo. — err.


Ele deu mais umas estocadas, até que senti a banana esmagar e soltar o jatinho com seu suquinho. Err. Em seguida, ele desabou por cima de mim, enchendo meu pescoço e costas de beijos. Quando consegui me virar de frente para ele, Itachi me abraçou, passando a mão nos meus cabelos. Ficou me olhando com aqueles olhos ternos, com aquele charme de Don Juan romântico. Ele abriu os lábios, esboçando alguma coisa a dizer. Então sorri, esperando por algum elogio, ou qualquer coisa do gênero.


— Se mulheres engravidassem por trás também, será que elas cagariam o filho? — ele pergunta assim, bem sério, como um desses filósofos de boteco.

— Eu diria que você e seu irmão foram! — grrrrrrrrrrr — Ou sua mãe deu um espirro bem forte e vocês saíram num peido. — são tão sequelados, que essa era a única razão que eu encontrava para eles. Tsc.


Bom, como eu estava cansada e a bebida me deixava sonolenta, me virei de lado puxando o lençol e apaguei completamente. Mas quando acordei... Ah!, foi mara! Maravilhindo. Há tempos não me sentia tão bem comigo mesma, apesar da dor de cabeça, o enjoo da ressaca, o estomago engolindo um rim, e uma revolta frustrada borbulhando sem parar. Mas fora isso, juro! Me sentia perfeita. Linda, com cabelos desgrenhados, um olho mais inchado que o outro e cheio de remelas que mal me deixavam abrir os olhos, com o rosto colado no travesseiro babado e um mau hálito daqueles que nos faz pensar que a pessoa comeu um morto e bebeu água do esgoto. Era como se ouvisse sinos celestes tocar, que fizessem minha cabeça inteira inchar, para me dizer: Sakura Haruno, você foi escolhida para ir para o inferno; parabéns! Não sei por que, mas eu estava com esse pressentimento...


E acho que me dar conta da noite que passara com o Itachi acentuava a minha adorável irritante sensação. Levantei-me, e fui rastejando até meu quarto. Hotaru não estava mais na cama, e tomei um banho. Troquei de roupa, abaixei os cabelos, e desci as escadas. A casa parecia assombrosamente silenciosa, mas até aí tudo bem, por que o silêncio era bem vindo pela ressaca. Mas notem, digo assombrosa por ter que dar de cara com aquela visão do inferno da Vakarin, na minha cozinha, só podia ser assombração. Sim, sim, e era ela mesma, e eu estava bem acordada. A fofa, em toda sua glória agropecuária, tomava leitinho num copo de vidro, vestida apenas com uma camiseta larga demais para ser dela; e alguns botões estavam abertos, nos dando toda a visão de suas tetas fartas, sem sutiã. Uma Vaka de peitos. Mas ao contrário de mim, ela não tinha cabelos embaraçados, ou olhos inchados.


Quando viu minha cara de múmia, ela sorriu com todo seu charme de vaca mimosa.


— Olá! Mas que dia lindo se faz hoje, não é mesmo?

— Dia mais feliz que este, não existe... A que devemos a honra de vossa ruminante visita, Vakarin querida?

— Pois você nem sabe da novidade, amiga! — amiga, uma figa! Sorri — Desde aquele pequeno incidente, acabei ficando pela cidade, ao invés de retornar pra Londres. Pois imagine você, que minha banda foi convidada por uma gravadora a produzir nosso primeiro álbum! Assim como vocês!

— Que bom, pra você!

— Que ótimo, isso sim. — ela diz, tomando mais um gole.

— Mas eu me lembro bem de você ter mencionado que preferia ficar numa banda pequena, sem o tumulto da fama. O que te fez mudar de ideia?

— Bom, é verdade que dinheiro não é tudo. Mas não se esqueça também do ouro, os diamantes, a platina... Eu tinha me esquecido deles, que tolinha eu fui, hum? Hahaha.

— Aham, isso tudo é realmente fascinante, mas sabe no que estou pensando? Que nada disso explica sua ilustre presença aqui na cozinha. Não me diga que veio para um churrasco? — vocês me entendem, certo? Para servir de espeto! Tsc.

— Ah... Bom, tenho certeza de que o Sasuke pode explicar para você, adorável magricela cor de rosa. — ela sorriu no mesmo momento em que percebi a presença do emo entrando na cozinha.


O miserável vestia apenas uma boxer, com cabelos desgrenhados e um cigarro na boca. E desta vez, não era de menta.


— Hum? — ele indagou, ao ver que olhávamos para ele — Saia da frente, sua decadente, carne de anta não é transparente. — e então, lá se vai a Sakurinha voando pela cozinha em um de seus empurrões delicados. Err.


O emo foi andando até a Vakarin, todo sorridente. Lhe deu um beijo, daqueles desentupidor de vaso sanitário, e agarrou o traseiro da Vaka. Grrrr.


Mas não se enganem, não que eu estivesse com ciúmes, ou qualquer coisa parecida, mas aquela era uma cena detestável de se ver. Era como ver uma relação entra uma vaca e o açougueiro. Por que por mais podre que possa parecer a vaca, o açougueiro adora meter a mão em suas entranhas, apertar o fígado, fatiar o estômago e comer a língua. E isso era meio que o que o emo fazia ali, sugando a língua, apertando as tetas e o rabo daquela vaka que se pendurava nele. Revirava o meu estômago do mesmo jeito.


E então, alguém entrou, cantarolando.


— Pirulito que bate, bate. Pirulito que já bateu. Quem goste de mim, é ela... — e ele faz uma pausa dramática, pensando na continuação —... E quem gosta dela morreu. — err, a coitada ficou sozinha nessa. Era o Naruto. Só podia ser, é claro. Ao ver a dupla mais odiosa do planeta fazendo lavagem bucal um no outro, ele parou alternando olhar entre eles e eu.


Eu ia dizer alguma coisa, quando Amoreco, Lee, Neji e Shikabum desceram com SuIno — que, a propósito, não faço idéia com quem ela dormiu. E então, tive a idéia mais incrível do mundo.


— Realmente, hoje é um dia muito lindo, não acham, menino? É tão lindo que me inspira a fazer novas resoluções para este ano. Naruto, você me ensina a tocar violão? E vocês, meninos, o que acham de se casarem comigo? — hum? É.


Todos eles arregalaram os olhos, assim como o Emo cuspiu a Vakarin para longe.


— Ahm... — SuIno estendeu sua mãozinha para o alto, pedindo permissão para falar — Eu nego o pedido. — retardada.

— MAS QUE MERDA É ESSA? ENLOUQUECEU? — o emo indagou.

— Ah, eu andei pensando com os meus botões, ou melhor dizendo, com os lacinhos da minha calcinha... Como era mesmo aquela proposta de vocês, de todos em um e um em todos, não era isso? Que ninguém é de ninguém, quero dizer... — err — Eu acho que é uma idéia muito linda, sabe? O senso de solidariedade de vocês é comovente, como já disse. Me sinto tão sortuda por ter encontrado um grupo como o de vocês, que poderia morrer feliz a qualquer hora de pentelho encravado e não reclamaria. A amizade é tanta que não há fronteiras nos quartos. É o amor em sua forma mais pura! Afinal, por que não compartilhar? O egoísmo é algo muito feio e pecaminoso mesmo. Suja a alma.

— A coitada pirou — Shikabum resmunga —, mas gostei de ver! — ele anda faz o sinal de curti com o polegar para cima.


Resolvi continuar com meu discurso.


— Além disso, vocês têm razão. O amor pode ser tão belo quanto destrutivo. Você passa anos e anos amando aquela pessoa, dando todo o seu carinho, dedicação, paciência, suor...

— E o rabo. — o emo acrescenta.

—... para então, de repente, descobrir que o outro não dava valor para o...

— O rabo que comia? — e emo, outra vez.

—... O amor que tinha a sua disposição. E aí, eles se separam e arruínam por completo toda a harmonia que há entre a banda, por que aquela pobre criatura já não tem o mesmo fôlego de antigamente, por que suas energias foram drenadas por um sanguessugas cretino qualquer que só queria brincar com seus sentimentos.

— Correção: Com suas tetinhas. — UY#T$RW&ET#TR! — Mas sabe o que eu acho, Sarakura?

— Não, e não quero saber.

— Eu acho que vou atualizar aquele rico poema para Sarakura do cu arregaçado.

— WTQ#W&%$RYEWTRYW#$%ERew! — Se Lee não tivesse me segurado, eu teria esganado o miserável, arrancado os cabelos e os enfiado no nariz para que ele morresse sufocado com os próprios cabelos, já que valoriza mais aquele cabelo do que qualquer outra coisa. Sasuke deveria morrer careca, e sem nenhum pêlo no corpo que possa usar para fazer peruca. Tsc.


Eu percebi que a Vakarin me olhava com o cenho franzido, enquanto batucava suas unhas enormes de bruxa má na mesa, como se pensasse em algo. Mas aí eu ri. Afinal, aquela criatura não poderia ter mais que um cérebro de vaca, que só pensa em pastar. Em grandes coisa, não poderia estar pensando.


— Princesa, você tem certeza de que está bem? — Neji, lindo, maravilhoso, Deus grego dos cabelos e quadradinho supremos se aproximou. Eu sorri toda melodramática para ele, e pulei em seus braços de rocha e tasquei-lhe um beijo ali mesmo, com a mão na consciência de que o emo estaria nos olhando.

— Neji, príncipe amado do meu coração de...

— Galinha? — o emo me interrompe mais uma vez.

—... Coração cheio de tesão por você! Rawr. — imitei uma gatinha ferina — Sabe que acordei com a corda toda, morrendo de falta sua, menino? Uhum, foi mesmo. Vem comigo, vem. — e então, o fui puxando pela camisa que vestia — E você também, Naruto. Lee, seu bolinho delicioso, se quiser nos seguir, pode vir quente que eu estou louca para lhe tascar uma mordidinha também. — err.


Os meninos se olharam me estranhando, é claro, mas me fiz de autista e os puxei escadas acima. Quando os empurrei para dentro do quarto, fechei a porta, sentei na cama, e fiquei ali, balançando meus pés, pensando no que mais eu poderia fazer para me vingar do emo.


Neji ficou parado, de braços cruzados me olhando torto, enquanto Lee se desfazia de suas calças, em toda sua doce inocência, e Naruto rezava agradecido.


— Obrigado, papai do céu, por ouvir minhas preces. Ultimamente, a única coisa que me levava pra cama era o sono e a gripe. Ah, e, antigamente, minha mãe também me levava... Mas agora sou mocinho. — tadinho — E que descanse em paz.

— Ahém. Quero dizer, amém. — err.

— Eu entendo que você esteja chateada com tudo o que aconteceu, ainda mais agora com o Emo voltando com o demônio de botas e silicone, mas creio que essa não seja uma boa ideia, princesa.

— Cala a boca, Neji! A idéia é maravilhosa! Não é, Lee? — Naruto indaga, tirando a camisa. O sobrancelhudo fez que sim, tentando como um condenado tirar o zíper da sua calça que aprecia ter emperrado na cueca.

— A idéia é excelente, e preenche todos os nossos propósitos iniciais. — ele ainda diz — Pena que o Sasuke ainda não percebeu. Mas acho que logo-logo ele divide a Karin também.


Ok, agora parem o mundo.


— Como é que é, Lee? Por que vocês iriam querer a Vakarin? Eu já sou mais do que suficiente. — diz que sim, diz que sim, diz que sim, Serafim! Saco.


Apesar do receio, me fiz de durona na frente deles e cruzei os braços vendo pelo reflexo do espelho minhas humildes pitanguinhas sobre a blusa que não se comparavam nem de longe.


Maldita vaca tetuda.


— Não fique assim, Sakura — o loiro tentou me consolar —, não importa o quão super hiper gostosa ela seja, suas costelinhas sempre serão nossa favorita.

— Além disso, ninguém tem peitinhos como você! — Lee, doce como sempre, acrescenta. Por que sim, eu me sinto super especial por saber que sou a única com peitinhos.


UEW%$I#RYW#&%$w! Isso era pra ser um elogio?


E assim, sem noção alguma do que estava acontecendo, Naruto e Lee se jogam na cama, só de cuequinhas.


— O que estão fazendo? — tive que perguntar, é claro.

— Esperando um disco voador passar. — o loiro responde, muito engraçadinho, NOT.

— É, Sakurinha, te daremos todo o apoio possível que você precisar para se vingar do Sasuke. — o sobrancelhudo acrescenta, todo inocente.

— Te apoiaremos pela frente, por trás, de ladinho, num 69, como quiser. — o loiro ainda diz, sorridente. Fofos.


Mas isso não seria o suficiente. Então comecei a andar pelo quarto, de um lado para o outro. Andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, cansei e sentei. Err. A única certeza de que eu tinha é que não o deixaria sair ileso dessa! Nem que eu tenha que unir forças com a Hotaru para isso! Err.


— SAKURA! — o loiro, de repente, berra — Vingue-se do Sasuke! Estamos aqui inteiramente a sua disposição, em qualquer posição que você preferir. MAS VENHA DE UMA VEZ.

— Ou... — eu disse — Vocês poderiam descer lá, todo descabelados e com cara de satisfeitos, para fazê-lo pensar que brincamos de médico!

— Ou, você vem aqui, e nós, de fato, brincamos de médico!

— Ou, nós todos descemos descabelados!

— Ou... VOCÊ VEM AQUI, E NÓS TE DESCABELAMOS!— ele insiste.

— Ou... Você pode descer com um sutiã meu na cabeça, para mostrar como foi boa a farra, sabe?

— Ou... Eu poderia descer com uma teta sua na boca, pra mostra como foi boa a farra. — ele diz, bem sério.

— OU... — mas aí alguém bateu na porta, me interrompendo.


Toc, toc, toc.


Nock, nock. — alguém diz atrás da porta. Neji que estava escorado nela, se afastou um pouco.

— Não tem ninguém. — o cabeludo ainda diz.

— Ahh. Desculpa. — hein?


Mas então, a criatura começou a socar a porta.

TOC, TOC, TOC, TOC, TOC.


— Por que eu fui excluído? Eu quero participar disso aí também! — reconheci a voz do Amoreco — Sakura, eu sou melhor que o Naruto! — ah, que ótimo. Talvez eu devesse pôr minha perereca em leilão. Tsc.


Neji bufou, e abriu a porta. Junto com ela, veio o ruivo, Shikabum e Sininho.


— Sabe o que é? — Shikabum disse, se fazendo de tímido do pau oco — Meu papai disse que se não manter o pinto ativo, ele cai.

— Que coincidência! — Naruto retruca — O meu também! — revirei os olhos.


Me levantei, e fui procurar minha filha. Afinal, onde diabos a diabinha se meteu? E o Carneiro?

Fui descendo as escadas, quando vi que eles todos me seguiam. Naruto e Lee continuaram como estavam, de cuequinhas. E assim que chegamos na sala, Vakarin passava por mim, indo em direção não sei onde. Ela olhou para os meninos, e me olhou.


— A sua farra foi tão boa quanto a minha? — ela indaga, cheia de veneno.

— Ah, sim! — o loiro resmunga — Foi um sexo tão quente, gostoso e selvagem, que literalmente não vi NADA ACONTECER! — err.


Logo atrás dela, passou o emo, que mal olhou para mim. Nisso, Neji deu um empurrão de ombro nele, mas cruzou os braços e se dirigiu para a cozinha, fazendo de conta que não tinha percebido. Só, que, é claro, o emo não iria deixar barato. Afinal, ele não é esposo da barata. Err.


— Qual é a sua, spice bixa? Quer perder o braço?

— Ops. — o cabeludo um disse, em desdém.

— Vou meter no teu rabo, para você ver o que é um “Ops”.

— Ui, adoro quando você fala sacanagem para mim. — ok, eu não sei por que, mas acho que o cabeludo estava tomando dores para si.


Mas eu até que gostei de ver. Ahém.


— É mesmo? Então abaixa a as calças e fica de quatro, que te digo um monte delas!

— Ou quem sabe, desta vez, eu meta do teu rabo, Sasuke. Acho que você está precisando levar uma no rabo também.

— As damas primeiro! — o emo diz, se referindo ao cabelão do Neji.

— Como ousa ofender o meu cabelo?! — err.


Bom, nisso, a tragédia foi armada. Neji ficou ofendido, ou melhor dizendo, o cabelo do Neji se ofendeu e precisou ter sua honra resgatada. Então, o cabeludo, aquela muralha gigante de ossos e músculos, caiu em cima do emo que, apesar de não ser tão gostoso, quero dizer, musculoso, era tão alto quanto. Na colisão de corpos, houve aquela explosão estrondosa e os dois caíram no chão, um puxando o cabelo do outro. Sabe como é, briga de macho mesmo. Err.


— Se você arrancar um fio de cabelo meu, eu furo teus olhos! — emo rosna.

— Antes os olhos que os cabelos! — Neji parecia aliviado.

— Eu quis dizer, DEPOIS DE ARRANCAR TODA ESSA CABELEIRA PIOLHENTA!

— Piolho tem no teu saco! Nunca vi ninguém coçar mais saco do que você!

— Me desculpe, mas meus pentelhos são proporcionalmente grandes ao meu pau, e às vezes eles enroscam na cueca, seu idiota.

— Proporcionalmente grandes? — Sai, fofo como sempre, se aproximou me oferecendo uma xícara de café. — Será que dá para pentear os pentelhos dele? — o café estava bom. Doce na medida certa. Só faltava um pão de mel para acompanhar.


Enquanto os dois rolavam pelo chão, Amoreco foi para a cozinha, reclamando que alguém precisava fazer o almoço. Aí, Naruto e Lee subiram de volta as escadas, para vestirem as calças, enquanto o resto se espalhou pela casa arrumando algo para fazer. Vakarin se sentou no primeiro degrau, enquanto SuIno surgiu me puxando para o lado de fora da casa.


— Me belisca. — ela diz, estendendo o seu bracinho — Anda, me belisca, para eu ter certeza de que não estou bêbada, ou sonhando. VOCÊ PASSOU A NOITE COM O ITACHI?

— Eu dormi no quarto dele, mas não significa que eu tenha feito coisas indecentes. — lhe respondi, com toda a minha sinceridade.


Aí, ela pôs as mãozinhas na cintura.


— Eu me pergunto, então, o qual o seu conceito de indecência. — err — Ah, por favor, né Sakura. A CASA INTEIRA OUVIU A CAMA RANGER! A cama e o ronco do Neji... — err. Eu já estava tão acostumada com aquele nariz escandaloso dele que nem percebia mais.

— Não sei do que você está falando! — lhe garanti — Eu fui no quarto dele só para beber. E foi só o que fizemos. — ou assim, eu esperava. Err.

— Bom, assim, pelo menos, você consegue ferir o ego dele. Ele vai ficar uma arara quando descobrir que alguém se esqueceu de uma noite com ele! Mas como você pôde fazer isso, sabendo do que seu probleminha com o álcool?

— Minhas pernas não incham mais!

— Não esse, o outro. Quando você bebe, ELAS ABREM! — ahhh! Esse problema. Hihi — Ok, eu não queria te contar isso, mas como já faz tempo, e você é minha melhor amiga, eu te conto. Naquela época, em que estávamos no Texas, ainda, pouco antes de ele fazer a terceira viajem, e ele deu em cima de mim. Eu sei, eu sou uma tentação irresistível, mas achei sacanagem ele ter feito isso. —ela diz, com toda a sua sicerida, suponho. Err.— Ele ficava com outras mulheres, enquanto estava com você, Sakura.

— Ah... Você não acha que eu o chamo de Carneiro à toa, certo?


Que ele me traia, nunca foi novidade. Percibi que tipo de preciosidade ele era logo no início. Mas como ele estava para me arrumar um trampo — mesmo que atriz pornô não fosse a coisa mais dígnia do mundo, eu precisava aceitar. Então, eu apenas engolia os sapos, e sua banana quando ele a oferecia. Err.


Mas em seguida, enquanto me lembrava daquela fatídica época, eis que meu Jipe pára bem em frente à casa, e o próprio diabo desce dele junto com a Hotaru, que trazia uma caixa de sapato nas mãos e duas sacolas penduradas nos ombros.


— Vamos comer carneiro, hoje? — ele pergunta em toda sua inocência.

— Talvez! — SuIno resmungou, entre os dentes. E então estendeu a mão para ele — Me pague o que você deve!

— Ino, você sabe que agora eu sou uma pai de família respeitável. Está na hora de você deixar de ser infantil, e parar com essas cobranças! — ele diz, bem sério.

— IWUY#%|$UREIY(#$$TRYE$487ryt96r! Que tal você parar de ser mão de vaca, E ME PAGAR LOGO DE UMA VEZ!

— Não grite! Minha cabeça está sensível hoje.

— Talvez se eu arrancasse seus cabelos, sua audição melhoraria.


Ele arranjou um jeitinho de se livrar dela, dando toda sua atenção para a Hotaru, que parecia pequena demais para aquelas sacolas.


— Vem cá, meu bebê, venha mostrar pra sua mãe que papai mais legal do mundo você tem. — hum. Cruzei os braços, desconfiando — Essa menina vale ouro, Sakura. É um incrível ímã ambulante de mulhres. Não teve uma mulher que não parasse na loja para dizer como ela é linda como o pai. — err. Sim, atrair mulheres usando a filha, realmente é coisa de pai respeitável. Tsc!


E então, ele me mostrou o que tinha nas sacolas. Estavam ali todas as bobagens que eu havia prometido comprar para ela, e mais alguns ursos de pelúcia. E na caixa de sapatos estava um filhote de Doberman.


— O lobo mau que ela queria. — ele me explica. Há-há. Fofo.


Assim que ela o soltou no chão, o cachorrinho saiu correndo para dentro da casa. Bom, fomos atrás. Neji e Sasuke ainda rolavam pelo chão, mas pararam assim que o cachorrinho levantou a patinha em cima deles.


— AHHHHHHHHHHH! — Sasuke deu um berro tão alto, que o coitadinho do cachorro saiu choramingando com o rabinho entre as patas, e deslizou para baixo do sofá. Nisso, Serafina Macho, que se escondia ali, pulou para cima do que havia restado da cortina, e se agarrou com unhas e dentes no tecido.


Rapidinho, Neji saiu pisoteando o emo para salvar seu gatinho.


— Fiiiiiilha! Deixa que o papai te salva desse monstro! — e então, segurou o gato.


Quando Kiba, que estava na cozinha ajudando os outros viu o cachorrinho, veio deslizando pelo chão tão faceiro quanto um cão.


— OHHHHHHH! Que bonitinho! — mas assim que o pegou no colo, o filhote fez xixi em cima do japa dois — IEYRIEUH#$#$%#$%PWR$G!


Hotaru rebolava de tanto rir. Até que Itachi veio para pôr ordem na casa, como um verdadeiro pai de família.


— O que as meninas estavam fazendo no chão? Esqueceram que tem um show essa noite?? Por que não estão ensaiando? Ou por acaso as moçoilas acham mesmo que não precisam mais ensaiar?

— Eu estava fazendo o almoço. — Kiba se defende.

— Pois deixa que eu faço isso, com a ajuda da Ino.

— Ai. — SuIno resmunga — Já vi tudo...

— Já pra cozinha, Ino. E vocês, tratem de mexer as bundas. Andem, andem, andem. — Itachi complementou, batendo palmas.

— Mexer bundinha! Mexer bundinha! Mexer bundinha! Mexer bundinha! — Hotaru cantarolou — Pode deixar que a Muler Malavila ajuda!


Aí, todos eles, rapidinho, saíram circulando pela casa. Err.

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Notas finais
Algum comentário?
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Ah, uma das leitoras me pediu pra criar uma espécia de "dicionário da Sakura", explicando todos os apelidos dela porque, como fazia tempo que eu não escrevia, ela havia se esquecido de alguns. Então, eu pus isso lá no blog, para quem tiver interesse.
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http://amanur.blogspot.com/2010/11/personagens-da-incognita.html