Inalcanzable

22 Capítulo 20


Notas iniciais
Desculpa aê não ter postado ontem.

Caras, estou cada vez mais desanimada para escrever, sei lá porque ):

Então, esse é o penúltimo capítulo dessa parte.

Boa leitura!

10 de Setembro – Segunda-feira

POV. Angie

– Oi oi oi –Violetta chegou me abraçando por trás, eu sorri.

– Oi mocinha, decidiu esquecer de mim, é? – Eu falei enquanto ela se sentava ao meu lado no terraço. Ela sorriu.

– Ai bobona, claro que não. – Eu sorri.

– Eu sei que não... E então? Como você está?

– Eu estou bem, Angie, e você?

– Melhor do que nunca. – Vilu sorriu.

– Não vou perguntar porque, eu já sei o motivo.

– Ah é? E o que você pensa que é o motivo? – Eu indaguei.

– O motivo é mais conhecido como meu pai. – Ela disse sorrindo e eu fiquei sem graça.

– Claro que não, Vilu. – Ela riu.

– Angie, não precisa mais negar, o papai me contou sobre vocês. – Eu fiquei surpresa. – Pra você ver como é importante para ele. – Eu sorri.

– E o que você pensa disso tudo?

– Angie, eu adoro você e papai merece uma pessoa boa como você, acha mesmo que eu seria contra isso? – Eu sorri e a abracei.

– Isso me deixa ainda mais feliz, Vilu.

– Que bom, Angie. – Nos afastamos e ficamos em silêncio olhando para o horizonte. – Angie... – Vilu me chamou, quebrando o silêncio. Eu olhei para ela. – Como é se apaixonar? – Ela perguntou sem graça e eu sorri.

– Hm. – Eu pensei um pouco e olhei para frente. – Seu coração acelera e você sente um friozinho na barriga toda vez que vê a pessoa e toda vez que pensa nela involuntariamente sorri e fica fazendo planos. Você é capaz de reconhecer os defeitos dessa pessoa e, ainda assim, querer estar com ela e quando vocês estão juntos é como se nada mais no mundo existisse. – Eu a olhei, ela estava de cabeça baixa. – Por que? Você está com estes sintomas? – Eu sorri e ela me olhou.

– É que tem um garoto da minha sala, que entrou nesse semestre e passou a sentar atrás de mim. Nós conversamos bastante.

– Ah, então é por isso que você não vem mais me ver? – Eu disse sorrindo e ela suspirou. – Desculpa. – Ela olhou para baixo.

– Ele me trata bem, Angie. Nenhum garoto nunca me tratou bem até agora.

– E isso mexeu com você? – Ela olhou para mim, um tanto confusa, e eu sorri sem mostrar os dentes. – Olha, Vilu, isso é normal. Sentir-se assim é normal. Eu fico feliz que agora tenha um amigo, ou mais do que um amigo. Mas não deixe de tomar cuidado. Os garotos nessa idade estão começando a descobrir as coisas e, bom, alguns podem ser cruéis. – Ela abaixou a cabeça e eu percebi que sou horrível em dar conselhos – Se ele é a única pessoa que te trata bem, com certeza ele não é um garoto ruim e enxergou a mocinha maravilhosa que você é. – Ela me olhou e sorriu. – Valorize-o e conserve a amizade dele... se com o tempo você perceber que continua sentindo coisas por ele, então converse. Não esconda e não evite o que sente, Vilu, isso só te faria mal. – Fiz uma pausa. – Qual é o nome dele?

– Leon. – Ela disse com uma carinha de apaixonada e eu sorri.

– Um dia eu quero conhecê-lo hein? – Ela assentiu sorrindo. Ficamos em silêncio.

– Obrigada, Angie. – Vilu cortou o silêncio e me abraçou. – Eu te amo, sabia? – Eu sorri. Escutar aquilo me fez um bem danado. Tudo estava perfeito para mim. Eu conquistei o amor do pai e da filha.

– Eu também te amo, pequena. – E a abracei mais forte.

xxx

12 de Outubro – Sexta-feira

POV. Angie

Mensagem de: "German ♥"

Amor, hoje eu vou levar a Vilu ao cinema e umas 18h30 estaremos de volta, me encontra no terraço às 21h...

Nem um minuto antes, hein?

Beijo, te amo!

PS.: Coloque seu vestido mais bonito (ou coloque qualquer coisa, você seria capaz de deixar qualquer trapo velho bonito).

Eram 10h quando recebi essa mensagem e me deu um friozinho na barriga só de pensar que hoje à noite eu o encontraria. As meninas foram para suas casas já e a escola está praticamente vazia, só não está vazia porque tem alguns “sem casa e sem família” como eu. Às vezes sinto uma saudade enorme dos meus pais e um vazio também. Eu queria contar para a minha mãe sobre o German e sobre o quão maravilhoso ele está sendo para mim, queria apresentá-lo ao meu pai e dizer que ele é o amor da minha vida. Mas a quem estou querendo enganar? Nem se eles estivessem vivos eu poderia fazer isso. De qualquer forma, eles saberiam sobre o homem perfeito que o German é.

POV. German

Acordei hoje pensando em surpreender Angie, fui com a Violetta ao cinema, andamos pelo shopping, compramos alguns sacos com pétalas de rosa e algumas velas. Chegamos em casa às 19h, eu corri para o banho. Fiz toda a minha higiene pessoal, me arrumei e preparei tudo o que deveria levar para o terraço. Violetta e Pablo me ajudaram a levar tudo de uma vez só. O que eu levei? Três edredons grandes e fofos, dois lençóis e dois travesseiros. Dois edredons eu estendi no chão e os cobri com um lençol, joguei as pétalas em cima da cama improvisada e acendi algumas velas em volta. Pluguei, quer dizer, a Violetta plugou o meu celular em uma daquelas caixinhas de som e me ajudou a selecionar algumas músicas românticas para tocarem enquanto estivéssemos lá. Sim, ela me ajudou a selecionar as músicas porque, por mim, só teriam músicas da minha época. Eu ia fazer o que? Angie é jovem, ela pode não gostar do meu gosto musical um tanto... retrógrado, eu diria. Enfim, Violetta terminou de me ajudar e foi para casa, os ponteiros do relógio já marcavam 20h50 e meu coração parecia querer sair do meu peito de tão ansioso que eu estava. Eu estava segurando uma rosa, olhando para a porta do terraço, e então ela apareceu, mais linda do que nunca. Usava um vestido vermelho e longo, que grudava em seu corpo e ia alargando uma pouco abaixo do quadril dela. Parecia não estar de maquiagem e estava perfeita daquele jeito. Tão perfeita que se tentasse melhorar, estragaria. Ela ficou parada e eu fui ao seu encontro, sorrindo feito um bobo apaixonado. E era exatamente isso o que eu era, um bobo apaixonado.

POV. Angie

Passei o dia querendo saber o porquê daquele suspense todo sobre a noite que eu passaria no terraço com o German. Enchi a caixa de mensagens dele com perguntas sobre o que ele faria e com que tipo de vestido eu teria de ir. Não obtive resposta. Decidi encher o saco da Violetta e ela, pelo menos, me respondeu, mas também apenas para dizer que eu deveria usar um vestido longo. Onde eu ia encontrar um vestido longo? Liguei para a Fran e nada, liguei para a Cami e, para minha sorte, ela arrumou um vestido para mim. A mãe dela teve a boa vontade de trazê-lo para mim e eu passei a amá-la a partir do momento em que aquele vestido estava em minhas mãos. Além disso, ela e Cami ainda ajudaram a me arrumar. Cami inventou uma história sobre eu me encontrar escondido com um garoto da escola. É, um garoto, uma garotão chamado German Castillo. Que seja, a história a convenceu. Eu terminei de me arrumar e já eram 20h45. Passei o perfume e saí, fui em direção ao prédio principal, passei pelo Pablo e sorri, ele sorriu de volta e fez um “jóinha” com cada mão. Subi as escadas e cheguei à porta do terraço, respirei fundo e a abri. Fiquei de boca aberta assim que entrei no terraço. Ele estava lá parado, vestindo um smoking e segurando um rosa. Assim que ele me viu, sorriu. Eu fiquei parada olhando tudo aquilo e uma lágrima escorreu pelo meu rosto, só que agora era de felicidade. Ele veio caminhando lentamente ao meu encontro, sorrindo encantadoramente.

POV. Off

Ao se aproximar de Angie, German pegou uma das mãos dela, curvou-se com um braço para trás e beijou as costas da mão de Angie. Depois levantou-se e encarou-a, cheirou a rosa que estava em sua mão e a entregou à Angie. Ela estava completamente sem reação diante de tudo aquilo e sentia-se a mulher mais feliz e sortuda do mundo.

– Ofereço uma rosa à mulher – ele deu uma ênfase em “mulher” – mais maravilhosa do mundo. – Angie pegou a rosa e cheirou, logo depois olhou-o.

– G-German... – Angie sorriu deixando mais uma lágrima escorrer – você é perfeito! – Ele sorriu ainda mais. Pegou a mão dela e a conduziu até próximo à borda do terraço, onde tudo estava arrumado. Pararam ao lado da cama que ele havia improvisado e ele a olhou.

– Eu percebi que você merecia mais do que curtos encontros aqui no terraço. – German acariciou-a – Eu queria que fosse em um lugar diferente, mas você sabe né? – Angie assentiu.

– Está tudo perfeito, amor. – Angie sorriu. – Mais do que perfeito. – Ela acariciou o rosto dele e ele sorriu.

– Você merece muito mais do que isso, Angie. – Ele envolveu a cintura dela com os braços. – E eu prometo que um dia lhe darei muito mais do que isso. – Ele a beijou calmamente. Sem Angie perceber, retirou um pequeno controle do bolso e ligou a caixinha de som. Ao escutar a música ela parou de beijá-lo e sorriu. – Desculpa pela música, Violetta insistiu para que eu não colocasse músicas assim mas... – Estava tocando uma música um pouco antiga.

– É uma música linda, German, – Angie o interrompeu – eu não sorri por isso, – e continuou sorrindo – sorri porque você preparou tudo tão perfeitamente que não tem outra reação que eu possa ter a não ser sorrir de felicidade. – Fez uma pausa – Eu te amo tanto. – E voltou a beijá-lo. Dançaram essa música, a próxima, e a próxima e a outra, até cansarem. Então deitaram e fizeram amor. Sentiam falta do roçar dos corpos um do outro. Angie sentia falta daqueles braços fortes puxando-a para mais perto do corpo definido que German possuía e German sentia falta do toque dos seios desnudos e delicados de Angie em seu peitoral. Ambos sentiam falta do prazer pleno que só juntos podiam sentir.

Após fazerem amor, Angie ficou deitada olhando para o céu e German ficou de lado, com a cabeça apoiada no braço, admirando a beleza da sua Angie. Estavam cobertos apenas por um lençol.

– Você é linda. – German murmurou e Angie o olhou sorrindo e sem graça. – Você estava linda com o vestido... mas sem ele está bem melhor. – Ele sorriu maliciosamente, estava com uma das mãos acariciando o abdómen dela. Ela riu e deu um tapinha fraco no braço dele.

– Safado. – Angie falou sorrindo e ele deu um beijo em sua bochecha. Ficaram sérios e em silêncio, apenas um olhando para o outro.

– Desculpa não poder te dar mais do que isso, Angie. – German abaixou a cabeça. – Desculpa te fazer sofrer com uma relacionamento às escondidas. – Ele voltou a olhá-la. – Eu sinto uma impotência enorme por não poder mudar isso. – Suspirou. – Eu queria poder gritar ao mundo que eu amo você e sem ser julgado por isso. – German abaixou a cabeça novamente, Angie o olhava séria.

– Meu amor, olhe para mim. – German a olhou. – Eu não me importo de ficar com você às escondidas porque o simples fato de estar com você é a única coisa que importa para mim. – Angie levou uma das mãos ao rosto dele e acariciou-o. – Quando acordamos daquele sonho nas férias – ela sorriu – eu pensei que não o teria mais daquela forma, eu pensei que tudo voltaria a ser como antes, você me evitando...

– Mas eu fiz isso, Angie, eu te evitei no início desse semestre.

– Mas você o fez por medo, German, e eu entendi isso. – German sorriu sem mostrar os dentes. – Fiquei preocupada com você quando o professor Matias me contou sobre a foto que tiraram de nós e fiquei preocupada quando o senhor Jorge conversou com você. – Ele ficou sério lembrando-se da conversa. – Você me fez a mulher mais feliz do mundo quando disse que ele não era contra a nossa relação. – German sentou-se na cama e abaixou a cabeça, Angie estranhou a reação dele e também sentou-se, não tirando os olhos dele. – O que foi, amor? – Ela colocou a mão na nuca dele e a acariciou. German deixou uma lágrima escorrer, sem deixá-la ver. Ele não podia contar a verdade sobre o que Jorge disse, isso deixaria Angie mal. Ele a olhou.

– Não é nada, meu amor, eu... – German suspirou – é que não poder fazer de você a minha mulher me dói muito.

– Mas eu já sou sua mulher. – Angie disse sorridente e German beijou-a e deitou-a novamente na cama. Parou de beijá-la, apoiou a cabeça no braço e ficou olhando-a e acariciando-a.

– Eu te amo, minha Angeles. – Ela sorriu. – Você trouxe o amor de volta para a minha vida, você tornou-me vivo de novo. – Ele sorriu. – Você salvou a minha vida, iluminou-a com o seu sorriso, com o seu olhar, com a sua presença. Obrigado, meu amor. – Ele deitou a cabeça no travesseiro e a abraçou, fazendo-a repousar a cabeça em seu peito. À essa altura, Angie já deixava escorrer algumas lágrimas. Logo depois ambos adormeceram felizes. A verdade é que não importava como mas se eles estavam juntos, estavam completos e felizes. É como se em um curto espaço de tempo eles fossem capazes de ser mais felizes do que uma única pessoa o seria uma vida inteira, essa era a sensação que um causava ao outro.

Notas finais
Ah, a música que eu imaginei pra hora da dança deles é uma do Elvis, chamada Can't Help Falling In Love. É uma música LINDA mas eu não coloquei na história porque sei lá se vocês iam curtir rs.