Inacusável

9 Só De Brincadeira


Notas iniciais
Bem bem bem bem beeem....
Aqui está o capítulo 9!
Espero que gostem sabe... Seilá!
Eu NÃO ESTAVA BEBADA quando escrevi esse aqui ok?
Só torço que não me matem depois de ler.
Bejoos, desfrutem x3

Surpreenderam-me suas palavras. Será que mesmo eu lhe dizendo praticamente pra ficar bem longe de mim ele continua me amando? I-isso é estranho... Não entendo porque essas coisas sempre acabam mexendo comigo.

– M-Matt... Você realmente me ama... Tanto assim? – Falei extremamente baixo, mas pareceu escutar bem meu sussurro.

– Sim Mello, eu te amo muito. – Então é isso, Matt ainda mexe comigo, definitivamente! E por isso acho que agi daquele modo tão estranho no jardim, o beijando sem nenhum problema e com tanta intimidade na frente do Near. Mas qual é o problema? Foi só uma brincadeira oras! Aliás, pensam que eu gostei quando desafiaram o ruivo a beijar o branquelo só para verem se eu sentia ciúmes? NÃO! Eu não gostei da aproximação deles nem um pouco.

– Aliás, Matt... Você gostou quando... Beijou Near? –

Pov Matt ~

Que pergunta estranha. ‘’Se eu havia gostado daquele beijo com o Near?’’

– Porque a pergunta? – Ri baixo.

– ORAS! Porque você parecia ter gostado! – Ciúmes? Isso é bom... Mas ciúmes de mim e do Near? Isso é engraçado.

– E se eu disser que gostei? – Agora gargalhava... Era realmente cômico demais!

Levantou-se e ficou sentado na beirada da cama, corava cada vez mais de raiva pelas minhas provocações.

– O que foi? Não gostou dos meus lábios tocarem os do seu namoradinho? – Apontei para minha boca, fazendo um bico. Ele se levantou e veio até mim. Pegou meu PSP e jogou-o na cama, quase derrubando no chão.

– EI! Quase derrubou meu bebê! –

– Cala a boca Matt! – Gritou. Na verdade gritou bem alto... Parei na hora e o encarei assustado. Ele estava muito vermelho, só que agora parecia muito mais alterado. Ficou tão incomodado com a brincadeira que fiz a esse ponto?

– Nunca mais... Nunca mais toque nos lábios de alguém! Nem nos de Near! – O que ele disse? Peraí, eu não estou entendendo isso. Eu to confundindo ou ele acabou de dizer que não quer que eu beije outra pessoa? O que ele REALMENTE quis dizer com isso?

– Mello? – Foi à única coisa que saiu da minha garganta. Depois disso Mello se aproximou de mim e me beijou.

– O que é isso?!! – Eu o empurrei e ele deu alguns passos para trás pela força que o afastei. – Você está ficando louco Mello?! O que pensa que Near faria se soubesse disso?! – Ele não se importou com o que eu disse, e veio novamente até mim, segurando meus pulsos e tocando nossos lábios outra vez.

Eu estava sentado e sem poder usar as mãos. Ele de pé sobre mim e com vantagem na força... Não adiantava eu tentar empurrá-lo novamente.

– P-pare Mello!! – Consegui falar quando deixou minha boca por um instante.

– Vê como é ser beijado a força? Vê como é ser beijado contra a vontade? É isso que senti quando tocou os lábios do Near... Algo totalmente CONTRA a MINHA vontade! -

– Mas... Era só uma brincadeira! Você sabe! –

– É claro que eu sei! – Soltou-me, mas não se afastou. – Só que Near ficou estranho depois daquilo, ele está muito esquisito... E por sua culpa! –

– Como assim? O que ele fez? Eu pensei que era só impressão minha, mas então ele realmente não está normal... – Como eu pensei.

– Ele não quis chegar perto de mim, e até por isso se afastou... Por que acha que saiu com L? –

– Mas eu não tenho nada a ver com isso! Você também não pensou em como ele pode ter ficado depois de você me beijar daquele jeito?! –

– É claro que você tem a ver! Ele nem ligou para o fato de eu ter te beijado... Na verdade nem se importou. Mas quando ele te beijou, ficou esquisito... Mais esquisito que o normal! –

– E...? – Aonde ele quer chegar com isso?

– Near devia ter se importado em eu ter te beijado... E não em você ter o beijado! – Ah, entendi... Ele está com ciúmes por que aquela ‘mudança’ de Near foi por minha causa.

– Então porque veio descontar isso em mim que não tive culpa? –

– Por que... Talvez você também tivesse tido mais reação com ele do que comigo! – Sei... Ele pensa que talvez pudesse ter rolado uma ‘química’ entre eu e Near... Mas sabe... Parece que essa química atingiu o pequeno. Por isso veio me avisar pra ficar longe... Acho que é isso.

– Está com medo que eu o roube de você Mello? –

– NÃO! –

– Não é o que parece... Meu amor não é claro o suficiente pra perceber que pra mim só há você? –

– Não... Não é. – Ãn? – Se você me amasse... Não teria dito ‘tudo bem’ quando falei sobre eu e Near... Como se dissesse que não se importava em me ver junto a ele. – Eu... Não consegui responder. Aquilo realmente foi como uma punhalada.

– Matt... Diga logo que não me ama... –

– Mello... – Ele me abraçou forte, e sussurrou em meu ouvido algumas palavras que até agora não pareciam fazer sentido. ‘’Desculpe por ser egoísta com vocês dois’’ foram essas. O que elas significavam?

Pov Near ~

L já havia me trazido de volta a Wammy’s House, tratei de subir direto para meu quarto, nem mesmo fui falar com Mello, e nem iria... Não sei o porquê dessa atitude. Simplesmente não quero vê-lo...

Ainda me sinto estranho por ter beijado Matt, sei lá... Foi esquisito, estranho, novo. Era uma sensação que eu não conseguia decifrar. Talvez eu devesse perguntar a ele se também se sentiu assim, ou se é só coisa da minha cabeça. Mas isso ficará para amanhã, estou cansado e já está meio tarde. Não demorou e já havia pegado no sono.

Acordei com o barulho da tempestade. Olhei para o relógio que marcava 09:32 da manhã. Levantei-me e me arrumei para descer e tomar café. Só espero que não tenha acabado, pois está meio tarde.

Desci, e para minha felicidade ainda tinha café da manhã. Comi duas torradas e um copo de leite quente, e como não achei nada melhor pra fazer, fui até a sala de brinquedos. Lá tinham alguns garotos brincando, e umas garotas com bonecas, essas apareciam ali as vezes e sempre se deparavam comigo. Pequei meus legos, hoje não estava a fim de montar quebra-cabeças, e sim um grande edifício... Eu os empilhava com cuidado, encaixando-os com precisão e paciência. Logo virou um pequeno prédio de 1metro, achei que estava bom e não precisaria ser maior...

– Ficou ótimo Near! – Virei rapidamente o rosto para onde vinha a voz. Na porta estava Matt me encarando com um sorriso animado na face. – Gostaria de ter essa sua paciência... –

– Oi Matt. – Cumprimentei-o normalmente.

– Ué! Já terminou? – Perguntou apontando para a pequena construção.

– Sim. – Falei, pegando mais peças e começando a montar mais coisas aleatórias em volta do prédio.

– Near... Você tem conversado com Mello? –

– Porque a pergunta? –

– Ele acha que você está estranho... Aconteceu alguma coisa? – Bem, eu queria contar que foi por causa do que ocorreu ontem, mas estranhamente estava com vergonha de lhe dizer.

– Não. Não aconteceu nada. – Tentei parecer o mais normal possível. Mas vejo que não adiantou, pois Matt buscou rapidamente minhas mãos e as segurou.

– Foi por causa de ontem não foi? –

– Não é bem isso... – Estava me sentindo mais envergonhado pelo jeito que segurava minhas mãos, mais não queria demonstrar.

– Mello disse que foi por causa de termos nos beijado... É isso que está te incomodando? – Acho que não há problemas em dizê-lo não é?

– Mais ou menos Matt... Aquilo tem me deixado um pouco pensativo. Foi muito estranho. –

– Como assim... Estranho? –

– Não sei explicar. Era algo que não me lembro muito bem como foi... –

– Se fizéssemos de novo... Você se lembraria como é, e me contaria? –

– Mas... Não é certo por que... – Fez sinal de que era para ficar calado. E num movimento rápido pegou-me pelo pulso e me levou até meu quarto. Entramos e ele trancou a porta atrás de si.

– Pronto. Assim ninguém ira nos atrapalhar certo? –

– Porque está fazendo isso? – Questionei.

– Porque, também fiquei confuso e queria saber exatamente o motivo. – Então acho justo... Não estamos com nenhuma intenção maliciosa, só queremos entender o que fora aquilo que sentimos.

– Eu acho... Que está tudo bem então. –

– Certo. –

Colocou as mãos sobre meus ombros, e foi lentamente nos aproximando até tocarmos gentilmente os lábios um do outro. Depois de alguns segundos nos separamos.

– E ai? – Perguntou.

– Não sei... Não senti nada. – Sim, aquilo não tinha passado de coisa da minha cabeça.

– Eu também. – Falou inocentemente. – Mas não fizemos certo. Sabe... Do jeito que aconteceu ontem. Tem de ser igual! – Acho que tem razão.

– Pode ser... –

Suas mãos ainda estavam sobre meus ombros, os apertando de leve. Puxou-me novamente para perto de seu rosto, e beijou-me, desta vez pedindo passagem em minha boca para intensificar mais o ato. Entreabri os lábios e sua língua tocou a minha, estimulando-a a se mover. Suas mãos desceram, segurando agora minha cintura colando de vez nossos corpos. Senti um choque dos pés a cabeça. Nossas línguas travavam uma batalha por espaço, nisso minhas mãos foram automaticamente em seus cabelos, afagando-os às vezes. Separamo-nos, dessa vez pela falta de oxigênio, até novamente nos encararmos.

– Deu certo dessa vez? – Perguntou.

– Me arrepiei algumas vezes... Isso significa alguma coisa? –

– Acho que sim... Também senti algumas coisas estranhas. – Disse com a fisionomia pensativa. – Que tal repetirmos? Sei lá, talvez na próxima... –

– Sim... – Concordei.

Não sei se pensava o mesmo, mais a cada novo beijo que trocávamos, sentia algo diferente. Outra vez eram arrepios, depois calor, pequenos choques pelo corpo e coisas assim. Talvez aquilo se repetisse de propósito... Era uma forma de desfrutar daquelas sensações tão boas sem sentir culpa... Aliás, era apenas uma brincadeira não é?


Notas finais
E AII?? *capacete e facão*
gostaram? Achei que a história teve uma 'decaida'
e esfriou um pouco...
MAUAHAHHAHAHA!!!!!! VO ESQUENTAR ESSA FIC POO!
bem, mandem minhas reviews, preciso saber
se estão gostando disso née?
hehe
♥
até a próxima ~