Inacusável

2 Concretizados


Meus pensamentos permaneceram vazios por alguns instantes, aquelas palavras fizeram meu corpo e mente entrarem em transe! Nunca tinha sentido aquilo antes, todas aquelas sensações se misturando em meu corpo. Havia sido diferente da vez em que Near tinha dito. Na mesma proporção, com as mesmas intenções, com o mesmo tom, na mesma situação... Então porque com o Matt foi desse jeito? Será que isso é o que chamam estar densamente apaixonado?

Foi como se ele soubesse o que se passava em minha cabeça, percebeu que eu estava confuso e tentando entender o que acontecia, acho que tentou esclarecer as coisas com o abraço carinhoso que me deu. Como se dissesse que era exatamente o que eu pensava.

– É amor. – Falou baixo em meu ouvido, completando a frase em minha cabeça. Foram palavras que eu queria ouvir.

– H-hmmm. – Disse me aproximando de seus lábios após o pequeno beijo que me deu, até tocá-los um ao outro. Foi outro beijo rápido, seguido de muitos outros que queria lhe dar. Suas mãos lentamente desceram até minhas costas, puxando delicadamente minha blusa no intuito de retirá-la. Não acreditava que estava mesmo tentando fazer aquilo.

– Matt... É melhor não.

– Não se preocupe.

Maldita seja a segurança que sinto. Eu realmente queria estar incomodado com aquilo que tentava... Mas não é como se qualquer pessoa estivesse me acariciando, era Matt. Então de forma que me surpreendeu, deixei que me deitasse no tapete, não queria ter paciência para ir até a cama.

– Talvez eu te ame.

– Diga de forma coerente, sem esse "talvez".

– Não... – Eu até poderia, mas me sinto muito atordoado.

Quando pude me dar conta estava sem a blusa, somente com a calça preta. Mas Matt a arrancou do meu corpo enquanto eu mordiscava meus próprios lábios, excitado demais para ter qualquer reação que o contrariasse.

– Mello... Está calado demais. Quer parar?

– S-sim. – Porém, virei o rosto para o lado, talvez estivesse vermelho... Talvez eu quisesse que parasse. Talvez não... Talvez eu quisesse mais pressão.

– Mas você está quente... — Sua língua passou pelo meu peito, até essa mesma boca morder minha costela, novamente lambendo o local até parar em meus mamilos.

– Claro que não...

– Deixa de ser chato. — Mordeu. — Logo vai estar pedindo que eu faça mais disso... — E terminando, desceu sua boca pelo meu tórax. Sua língua deixou um leve rastro de saliva pouco abaixo do meu umbigo. Era um lugar perigoso.

Deixou de umedecer minha pele para encarar meus olhos, talvez procurando sinais conscientes de que realmente deveria parar, no entanto, eu não ousava ceder... Meu corpo não ousava, ele não podia parar. Não agora.

Dei um longo suspiro assim que senti seus dedos que pareciam queimar descer a única peça de roupa que me vestia. Constrangido fechei meus olhos, esperando não vê-lo fazer aquilo, Entretanto...

Suspeitei a demora de Matt. Com meus olhos fechados imaginei que talvez estivesse apenas me observando já que não senti nenhum avanço seu, e curioso ousei abrir os olhos.

Aqueles mesmos dedos quentes estavam em sua boca, pelo menos dois deles sendo umedecidos por sua cavidade. Mas para que?

Acabei por descobrir na dura e crua prática. Percebendo minha atenção em observá-lo curioso, Matt sorriu. Mas aquele era um sorriso instigante demais para quem queria apenas sorrir. E trocando aquela expressão por uma atenta face, fez um daqueles dedos entrar em mim.

Não era como se fosse doer, mas minha surpresa me deixou tenso.

E a tensão me causou dor...

– Nhnmm! – O grunhido me saiu rouco da garganta e não pude contê-lo ao sentir que além de seu dedo lá abaixo, sua língua agora esfregava-se em minha glande. Também não demorou muito para que a dor passasse e eu sentisse o segundo dedo entrar...

Aos poucos que sua boca me estimulava mais de meu lubrificante natural escorria para o local onde seus dedos atuavam, melhorando a lubrificação para que Matt movimentasse os dígitos mais rapidamente de forma circular.

Fiquei louco.

Tanto que não me importei em relaxar o máximo que podia, e consequentemente acabei ejaculando após alguns instantes. Era muito diferente de quando eu me tocava sozinho. Por isso a rapidez...

– Relaxe mais... – Matt disse enquanto limpava o canto de sua boca com uma das mãos devido ao que escorria por ali.

Ergueu seu corpo e pousou suas mãos em meus joelhos dobrados, separando-os mais um do outro. Minhas pernas estavam abertas e o ruivo entre elas me observava atento enquanto meus braços se mantinham em frente ao rosto, talvez pelo constrangimento da posição.

– Como posso ser gentil com você?

– Ã-Anm? — Retirei um dos braços para encará-lo. Suas bochechas estavam vermelhas e seus lábios pousaram em um dos meus joelhos para beijá-lo.

– Com essa sua cara, quem conseguiria ser cuidadoso? — E após isso senti algo fazendo pressão em meu corpo, Matt aos poucos tentava, pacientemente, me penetrar.

Eu queria pedir que fosse cauteloso, mas uma parte de mim queria mesmo é ser tomado o mais rápido possível por ele. O mais rápido e intensamente possível.

E não suportei.

Usando um pouco da força que eu ainda tinha nas minhas pernas que bambeavam, me empurrei contra seu corpo, sendo penetrado sem cuidado ou gentileza alguma.

– Matt... Por favor, s-seja bonzinho e se mova.

– Preciso mesmo? — Reparei que meus quadris se moviam em sua direção. Parecia muito sensual, principalmente na visão de Matt. — E-ei...

Mesmo que mal precisasse, passou a me estocar com força percebendo que minha dor talvez não fosse páreo para a excitação que eu tinha correndo pelo corpo. Ele sabia que eu queria senti-lo, independente se houvesse dor.

– Ah. Não tem problema... – Pois não tinha mesmo, aquilo já estava bom o suficiente. Então gemi, em um bom som.

Suas investidas eram fundas e cada vez mais atingia um ponto em meu corpo que fazia pequenos espasmos me atingir. Minha cabeça cada vez mais parecia girar e minhas costas se arqueavam. Mordia meus próprios lábios e apertava os pulsos de Matt que se encontravam nas laterais do meu corpo. Eu precisava de alívio.

Eu delirava sob Matt... Pois era Matt quem me fazia delirar.

E mais uma vez não me preocupei em relaxar... Me desmanchei e senti ele fazer o mesmo sem se retirar de mim, parecíamos ambos acabados.

– Mello, eu realmente o amo, você acredita nisso? – Ah, pelo menos ouvi-lovacabou me acalmando um pouco.

– Não sei... Talvez. Me deixe descansar e pensar nisso.

– Pense agora! Como pode fazer isso comigo e me deixar sem uma resposta? — Fez bico.

E antes que eu pudesse respondê-lo, adormeci ali mesmo no tapete com uma certa vontade de socá-lo por me constranger.

Notas finais
Lemon :3 Me desculpem por ser tão rápido, mas eu tenho um motivo... (na verdade não tenho não) Desculpem pelo cap curto. Foi o que consegui escrever antes de dormir... Então recompensem meu sono perdido até de madrugada com reviews?