In your dreams

10 X - Stay


Notas iniciais
Oii oi pessoas!! Eu tava planejando postar esses capitulo só amanha, mas ele acabou ficando pronto antes do previsto, então resolvi postar. Só tenho uma coisa a dizer: preparem os lencinhos (e por favor, não me matem!) Obrigaada as queridas da Cath Locksley Mills e da Ellryn pelos comentarios no capitulo anterior, foi por causa de vocês duas que resolvi postar antes, entãao, espero que gostem! Booa leitura a todos!!

Aquela era uma situação estranha, mas o mais estranho de tudo era o modo como Robin estava lidando com a cena que estava observando. Estranhamente, o loiro se mantinha calmo enquanto observava Marian e seu amante aos beijos na sala de sua casa.

Teve vontade de simplesmente sair daquela casa, ir embora, largar tudo pra trás e deixar que Marian fosse feliz com seu amante, mas algo o impedia. Não era amor, estava longe disso, afinal ele e Marian a muito tempo não nutriam mais nenhum tipo de sentimento bom em relação ao outro...não, estava mais para orgulho ferido.

Não era justo consigo mesmo deixar que Marian saísse de boazinha da história, sem que pelo menos ouvisse algumas verdades que a muito estavam presas na garganta do loiro. Ele sinceramente não se importava mais com o que sua esposa fazia ou deixava de fazer, mas não podia ir embora antes de se libertar de todas as mágoas que tinha guardadas dentro de si.

Sem saber exatamente o que iria dizer, pigarreou alto, denunciando sua presença para os dois amantes que até aquele momento não o tinham notado. Marian e seu companheiro se desgrudaram de imediato, surpresos com a súbita aparição do marido da moça.

— Robin....o que você está fazendo aqui a esta hora? Não era para você estar trabalhando? – Marian parecia chocada, mas sua voz não demonstrava nenhuma culpa ou remorso, ela parecia estar até mesmo feliz, só com a possibilidade de ver Robin sofrendo por sua causa.

— Você parece surpresa, não é Marian? – respondeu o loiro, que surpreendentemente manteve a voz calma enquanto falava. – Sabe, eu tenho plena consciência de que nosso casamento morreu a muito tempo, mas realmente não esperava uma atitude suja dessas de você. Realmente, estou tão surpreso quanto você parece estar.

— Olha pessoal...eu realmente não tenho nada a ver com isso. Eu disse que essa não era um boa ideia Marian...acho que vocês precisavam conversar sozinhos. To indo nessa...- foi a vez do tal amante se manifestar, que ao contrario de Robin ou Marian, parecia realmente envergonhado com aquela situação.

Por um momento o silencio perdurou entre os três, cada um esperando para ver qual seria o próximo movimento que o outro faria. Naquele momento, Robin percebeu que não dava à mínima se o affair de Marian continuaria ali ou não, que tudo que ele queria era conversar com ela e colocar tudo em pratos limpos, para que cada um seguisse respectivo caminho.

Marian foi a primeira a se manifestar novamente, parecendo desconcertada por seu amante querer larga-la ali sozinha. – Olha Whale, você pode ficar. Esta casa é tão minha quanto de Robin, e eu convido quem eu quero.

Antes que Robin pudesse se pronunciar sobre a fala da mulher, o amante deu suas palavras finais, logo em seguida se virando e indo em direção a porta: — Desculpe, eu te disse que não queria problemas pro meu lado, essa história é entre você e ele.

Quando ouviram o barulho da porta se fechando, Marian e Robin voltaram a se encarar, ambos esperando para ver quem seria o primeiro a falar, quem seria o primeiro a jogar acusações ao vento.

— Sabe o que acho engraçado? Ontem mesmo você armou o maior escândalo, gritando para que o prédio todo ouvisse que eu a estava traindo, quando na verdade a única adultera que existe aqui é você. Que coisa mais feia não? Jogar seus próprios erros nas costas dos outros...- o loiro quebrou o silencio, querendo desesperadamente dar um ponto final a aquele casamento desastroso.

— Não sei do que você está reclamando. Deveria era estar feliz de eu ainda estar aqui sabia? De eu não ter simplesmente feito minhas malas e ido embora. Sinceramente, não sei como aguentei ficar tanto tempo do seu lado. – respondeu Marian, seu tom de voz aumentando a cada palavra que ela dizia.

— Se é tão infeliz, por que simplesmente não vai embora? Nós dois sabemos muito bem que já não existe mais nenhum sentimento entre nós...- respondeu o loiro, fazendo de tudo para manter seu tom de voz controlado.

— É isso que você quer, não é Robin? Que eu vá embora e deixe o caminho livre para você viver com essa tal de Regina, não é? – disparou a mulher, sua voz cada vez mais inflamada pela raiva.

A menção do nome de Regina vez com que Robin sentisse seu coração afundar. Marian não tinha o direito de envolver Regina nos problemas conjugais que o casamento deles tinha, e isso fez com que ele perdesse o pouco de paciência que ainda lhe restava.

Naquele momento, pela primeira vez desde que aquela discussão se iniciara, ele pensou no que a morena estaria achando de toda aquela briga, notando pela primeira vez que desde que saíra do quarto ela havia se mantido em silencio, como se não quisesse interferir.

Antes de voltar a responder a Marian, até mesmo para que pudesse pensar direito no que iria dizer a ela, Robin decidiu falar com Regina, para saber como ela estava lidando com aquela situação: — Milady, você está ai? Sinto muito que tenha que ouvir os impropérios de Marian, ela realmente não tem noção de seus atos ou de suas falas...

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As palavras de Robin chegaram aos ouvidos da morena, mas ela realmente não sabia o que dizer, como reagir aquela situação toda. Não conseguia precisar com exatidão como estava se sentindo, muito menos o que dizer a Robin.

A verdade é que ela estava com muita raiva de Marian, por tudo que aquela mulher estava fazendo Robin passar. Ela sabia que mesmo que ele tentasse ao máximo se manter calmo e controlado, por dentro estava ferido, se não no coração ao menos no orgulho, e simplesmente não conseguia pensar no que dizer.

Queria conforta-lo, dizer que ele não merecia nada daquilo, que Marian era uma vagabunda sem coração que só estava com ele por conveniência, mas não achava que aquele fosse o melhor momento para inflamar o sentimento de raiva de Robin. Não, ela tinha que achar um jeito de acalma-lo, de fazer com que ele sofresse o mínimo possível, mas simplesmente não sabia como.

Uma parte dela, da qual ela a todo custo tentava se livrar, estava genuinamente feliz com tudo que estava acontecendo. Não por Robin estar sofrendo, mas por ele se livrar daquele casamento que só lhe trazia desgostos. Uma parte dela estava feliz, pois assim Robin estaria livre.

Ainda incerta sobre o que deveria dizer, ou mesmo pensar da situação que observava pelos olhos de Robin (o loiro não havia percebido que abrira o seu lado da realidade para ela), Regina começou a falar, tentando usar um tom calmo e tranquilizador: — Estou aqui Robin. Não se preocupe comigo, tente resolver essa questão com ela de uma vez. Eu mais do que ninguém sei como você não aguenta mais viver desse jeito....

Ela achou que ele não iria responder, que iria voltar a se concentrar no que ainda precisava ser dito entre ele e sua esposa, mas a voz de Robin voltou a soar em sua mente, desta vez em um tom ligeiramente mais alterado que o anterior: — Obrigada pela compreensão, de verdade. Mas não sei o que vai sair dessa conversa sabe? Marian tem o dom de me tirar do serio, e não quero que você tenha a impressão errada de mim...

O fato de ele se preocupar com o que ela iria pensar em uma situação como aquela, no meio de uma discussão com a esposa que ele acabara de flagrar o traindo, surpreendeu Regina, que por um lado sentiu seu coração se aquecer, feliz com a atenção que lhe era dispensada, e por outro ficou preocupada, com medo do que aquela preocupação toda podia significar.

Não se preocupe.— ela respondeu, com medo do que poderia dizer se continuasse falando.

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Com aquela resposta de Regina, Robin voltou à atenção para Marian, que voltara a falar: — Perdeu a fala Robin? Não quer falar sobre a sua rameira é? Acho que você não tem o direito de me cobrar nada não é? Como pode me julgar por trair quando você me trai a muito tempo, e até em sonho?

Aquelas palavras a pouca calma que restava em Robin se esvaiu feito uma nuvem de fumaça, e ele respondeu a mulher, em um tom quase tão alterado quanto o que ela usara para falar: -

— Você não sabe o que está dizendo! Não ouse envolver o nome de Regina em nossos problemas, ela não tem nada a ver com isso! Se quer tanto saber Marian, não, eu nunca te trai. Nem com Regina nem com mulher alguma, eu respeitei nosso casamento, mesmo que ele tenha sido um fracasso total.

— Porque será que não acredito em você? A verdade é que você se finge de bonzinho para todo mundo, finge ser a melhor pessoa do mundo. Por um tempo até mesmo eu acreditei em você sabia? Até ver o quão fraco você é. Você nunca lutou por nada Robin, sempre deixou que a vida te conduzisse como um bote a deriva em um mar aberto, e por isso eu me cansei de você.

— Se está tão cansada, porque não some da minha vida? Porque não vai lutar por uma vida que você acha que merece Marian? Porque continua aqui? – respondeu o loiro, tentando ao máximo retomar o controle de suas emoções.

A verdade era que as palavras de Marian o feriam, mais do que ele gostaria de admitir. Não por que ele nutrisse qualquer sentimento, mas sim por que elas soavam verdadeiras. No fim das contas, ele sabia que ela estava certa no que dizia. Ele desistira de muitas coisas em sua vida, e ouvir aquelas coisas de Marian só fazia com que ele se sentisse pior.

— Você é patético Robin. Nem em uma briga você consegue lutar pelo que quer, nem para me expulsar daqui, mesmo com todas as coisas que eu te disse, mesmo com todas as coisas que fiz. Você continua apenas me encarando com essa cara de cachorro que se perdeu durante a mudança, sem tomar nenhuma atitude.

Aquelas palavras de Marian foram à gota d´agua para Robin, que finalmente explodiu com a mulher, cansado de ouvir seus insultos. Se ela queria tanto que ele tomasse uma atitude, era exatamente o que ele iria fazer, mas de um jeito muito diferente do que ela esperava.

— Quer saber de uma coisa Marian? Se você quer tanto que eu tome uma atitude, é exatamente isso que eu vou fazer, só não venha com reclamações depois. – com essas palavras, o loiro refez seus passos de volta ao quarto que dividia com a mulher, pegando uma mala de viagem que estava no canto do quarto.

Sem se virar, ele ouviu os pesados passos de Marian chegando ao quarto, parecendo não estar entendendo a atitude dele. – O que você está fazendo Robin? Vai embora? – a voz dela soou incrédula, como se ela duvidasse que ele pudesse tomar uma atitude drástica como aquela.

O loiro não respondeu, simplesmente abriu o armário e começou a esvaziar uma parte dele, colocando todos os pertences dentro da mala de uma forma desorganizada, simplesmente jogando roupa em cima de roupa.

— Você não pode estar fazendo isso Robin! Você não tem para onde ir! O que, vai morar de baixo da ponte? – continuou a falara mulher, cada vez mais nervosa enquanto o observava jogar mais e mais pertences dentro da mala. Ao contrario do que qualquer pessoa de fora da situação pudesse pensar, ela não estava preocupada com o fato de Robin ir embora, mas sim porque se ele fosse, sua fonte de dinheiro também estaria indo.

Ele terminou de arrumar a mala em silencio, ignorando as palavras de Marian. De certa forma ela estava certa, estava na hora de ele tomar as rédeas da própria vida, e a primeira coisa que tinha que fazer para que isso acontecesse era sair daquela prisão que chamava de casa.

Quando tudo estava pronto, virou-se para a porta, esperando-a encontra-la livre para sua passagem, mas ao invés disso deu de cara com Marian, que bloqueava o porta com os braços abertos, como se esperasse fazer com que ele desistisse da ideia com aquele simples gesto.

— Sai da frente Marian. Estou fazendo o que você jogou na minha cara que eu nunca faço. Tomando as rédeas de minha vida. – falou Robin, em um tom controlado, porem longe de estar calmo.

Tudo que ele queria era sair daquela casa. Ir para longe daquela mulher que o traíra e enganara, ir para longe daquela vida infeliz, mas Marian não parecia disposta a permitir que isso acontecesse.

— Não. Você acha que vai ser tão fácil assim? Que você vai simplesmente ir embora e me deixar aqui, sem nada, depois de ter aguentado você por anos a fio? – a voz dela soou estridente e irritada, o que só fez piorar o estado de animo do loiro, que simplesmente não aguentava mais aquela situação.

— Saia da frente Marian. Não piore as coisas, pelo amor de deus. – tentou Robin pela ultima vez, esforçando-se para não perder o controle.

— Nem pensar Robin, você não vai sair daqui desse jeito. Não vai me abandonar assim. – gritou a moça, em franco desespero, arrependendo-se amargamente da hora em que decidira levar seu amante até sua casa.

O que aconteceu depois aconteceu muito rápido, tão rápido que foi como se Robin estivesse observando tudo de fora, de outro ângulo e em câmera lenta. Em um segundo, Marian estava bloqueando a porta, tentando impedir que ele saísse, e no outro, ele foi pra cima dela e a empurrou, forçando passagem.

Marian caiu no chão, mas não emitiu som algum, ou melhor, não um som que Robin tenha parado para escutar, porque no momento em que viu seu caminho desimpedido ele saiu feito um foguete do apartamento, ouvindo a voz de Regina em sua mente: — ROBIN! O QUE VOCÊ FEZ?

Quando a voz de Regina chegou aos seus ouvidos, o loiro caiu em si, desesperando-se com o que avia feito. E se Marian tivesse se machado de verdade? Ele nunca iria se perdoar...

Com o coração pesado pela culpa de ter explodido, de ter cedido a raiva, Robin refez seus passos, voltando a porta do apartamento, que foi aberta com violência por Marian.

-Você vai pagar caro por isso Robin! EU JURO! – gritou, saindo para o corredor a passos largos e irritados.

Por alguns minutos, ele ficou parado ali, confuso sobre o que fazer em seguida. Por fim, simplesmente voltou a pegar sua mala e desceu em direção ao térreo. O que estava feito estava feito, não adiantava mais se lamentar. Era melhor se preocupar com questões mais urgentes do que a ameaça que Marian havia feito, como por exemplo para onde iria e Regina, que desde o que acontecera se mantinha calada.

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Regina voltou a se sentar na poltrona da sala de leitura, desnorteada com o que acabara de presenciar. Ela sabia que Robin não era uma pessoa violenta, que aquele fora apenas um rompante de raiva. Sabia que Marian o havia provocado, e que ele tentara a todo custo se manter calmo, até que chegara um momento que explodira....mas ainda assim, aquela cena de Marian caindo no chão depois do empurrão que tomara simplesmente não saia de sua cabeça, por mais que ela se esforçasse.

Além disso, outras coisas a preocupavam. Para onde Robin iria agora? Como ele iria lidar com a ameaça que a esposa fizera? Como ele estava se sentindo com tudo que havia acontecido? Eram muitas perguntas, para as quais ela não conseguia encontrar uma única resposta.

Estava assustada com a cena que vira, uma cena que a fizera lembrar-se de seu período de trevas, quando tudo que ela fazia era chorar e se encolher em um canto escuro, enquanto Daniel a sacudia e tentava fazer com que ela voltasse pra realidade....mas também estava preocupada com o loiro. Estava preocupada com o que seria da vida dele dali para frente...

Em silencio, ela acompanhou os movimentos de Robin, que acabou indo parar em um quarto de hotel. Quando a morena ouviu o clic da porta do quarto se fechando, a voz dele voltou a soar em sua mente, ligeiramente incerta e temerosa: — Regina? Olha, eu....me desculpe. Eu não queria ter explodido daquela forma com Marian...simplesmente aconteceu. Eu não tive a intenção...eu não sou assim, acredite em mim, por favor.

As palavras temerárias de Robin fizeram com que Regina sentisse seu coração se apertar de aflição. Ela estava assustada sim, mas podia entender perfeitamente o que o levara a tomar uma atitude impulsiva como aquela. Conseguia entender o que ele estava passando, há tanto tempo guardando as amarguras de um casamento infeliz.

Tudo bem Robin...eu entendo que você não tenha feito de forma intencional, mas na hora me assustei entende? Achei que algo de grave poderia ter acontecido a ela. Marian não é uma pessoa nem um pouco fácil de lidar, mas nada justifica agressão física. – respondeu à morena, tentando utilizar um tom de voz calmo, que passasse tranquilidade.

A voz dele chegou em poucos segundos, sua voz carregada de pesar: — Eu sei...acredite em mim, me arrependi no instante em que a empurrei, não era para ter sido com força, só queria que ela me deixasse passar. Por favor, não pense mal de mim por isso. Eu...não sou assim, de verdade.

O que ela estava fazendo? Não podia recrimina-lo por uma ação impensada, conhecia Robin o suficiente para saber que aquilo que havia acontecido não o definia, não dizia nada sobre o caráter que ele tinha ou sobre a pessoa que ele era. Marian estava perfeitamente bem, suficientemente bem para fazer ameaças, e Regina deveria estar preocupada em como o loiro estava se sentindo com tudo que havia passado, ao invés de ficar presa aquela cena de queda.

Com este pensamento em mente, ela voltou a falar com ele: — Não se preocupe Robin...eu sei que você não é assim. Não se preocupe mais com isso está bem? Eu só fiquei um pouco assustada....mas passa. Como você está se sentindo com tudo que aconteceu?

A suas palavras, a morena pode jurar que ouviu um suspiro de alivio de Robin, que não demorou a respondê-la: — Ainda assim...me desculpe ter feito você ver aquela cena desagradável. Como estou me sentindo com tudo isso? A verdade é que não sei...aliviado eu acho. Há muito tempo que meu casamento acabou, eu é que não conseguia aceitar isso.

Não se preocupe mais com isso Robin, serio. Eu entendo o que você quer dizer, no fim das contas não havia mais sentimento entre vocês dois, apenas cobranças.— respondeu à morena, sentindo que a tensão dos últimos minutos a abandonava, substituída pela preocupação de ter certeza de que Robin estava realmente bem.

Não, realmente não havia mais nenhum sentimento em relação à Marian...a alguns dias que meu coração passou a pertencer a outra pessoa. Não sei se você conhece, certa morena de olhos castanhos, que tem um sorriso mais brilhante que as estrelas.

Aquelas palavras, Regina sentiu seu corpo todo gelar. Era como se o mundo tivesse parado de girar, como se nada mais existisse a não ser a voz de Robin, dizendo que ela ganhara seu coração. Por um glorioso momento ela imaginou como seria se deixasse tudo para trás e simplesmente fosse embora com ele. Imaginou como seria se deixar levar por aquele sentimento forte que fazia seu coração doer pela falta dele toda vez que pensava em Robin...

Desde os primeiros momentos de conversa com Robin, ela sentira que havia uma forte atração entre eles, era como se seu coração gritasse por ele, como se pedisse que Regina se permitisse uma nova chance. Ela tentara de todas as formas fingir que tudo que havia entre eles era amizade, uma estranha amizade de conversas telepáticas, mas a verdade era que ela não conseguia tira-lo da cabeça, não conseguia evitar de sorrir toda vez que ouvia sua voz....e ainda havia aquele sonho, que ela tinha certeza de que fora com ele, um sonho que a fizera sentir falta de seu abraço, um abraço que até aquele momento ela não tinha tido contato algum.

Não, ela não podia mais enganar a si mesma. O que ela sentia por Robin era amor, um amor forte e verdadeiro, que nasceu junto com as primeiras palavras que eles haviam trocado.

Ainda assim, ela não podia simplesmente deixar que aquele sentimento tomasse conta de sua vida. Não, ela tinha Daniel, era casada com ele. Mesmo que ela sentisse que não havia mais amor entre os dois, ainda existia uma enorme divida de gratidão. Daniel ficara ao lado dela nos momentos em que ela mais precisara, quando mais se sentira sozinha. Ela não podia simplesmente abandona-lo, mesmo que seu coração gritasse para que ela fizesse isso. Não era certo.

Enquanto ela lutava com seus sentimentos conflituosos, a voz de Robin voltou a soar em sua cabeça: — Regina? Morena, você está ai não é??

Isso não pode estar acontecendo. Não pode...- respondeu, baixinho, mais para si mesma do que para o seu interlocutor.

Olha milady, eu sei que parece impulsivo, até porque a gente nunca se viu pessoalmente, mas é a mais pura verdade. Eu não consigo mais tirar você da minha cabeça, não consigo mais parar de pensar em você. Meu coração acelera toda vez que escuto sua voz. Tenho até sonhado com você.

Não Robin, isso não é possível! Você só está falando isso porque está se sentindo sozinho por ter terminado seu relacionamento com a Marian....não pode estar apaixonado por mim, simplesmente não pode.— respondeu à morena, expressando em voz alta seu maior temor: de que Robin estivesse dizendo aquelas coisas simplesmente porque não queria ficar sozinho.

Porque é tão difícil para você acreditar no que estou dizendo? É verdade Regina, eu estou completamente apaixonado por você. Eu te amo! E duvido muito que você não sinta algo por mim, mesmo que não queira admitir.— a resposta de Robin soou desesperada aos seus ouvidos, como se a cada palavra ele tentasse convencê-la da intensidade de seus sentimentos.

Aquelas palavras Regina sentiu seu coração desfalecer. É claro que ela sentia algo por ele, ela o amava, tinha plena consciência disso. Ainda assim, ela não podia virar as costas para tudo que existia em sua vida para viver esse amor, mesmo que essa decisão a fizesse sangrar por dentro.

Robin....eu não...não posso. Desculpe, eu não posso continuar com isso. Não posso mais ficar vivendo nesse mundo paralelo, está na hora de voltar a realidade...por mais que isso destrua meu coração.— falou, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas. Tinha que acabar com aquela história de uma vez, por mais que ela sofresse. Quanto antes tudo estivesse acabado, menos Robin iria sofrer.

Não! Você não pode estar fazer isso Regina. Não pode desistir da gente assim. Eu não vou desistir de você, pode esquecer isso.— foi a resposta que recebeu, quase que instantaneamente.

Você vai sim Robin. Vai esquecer toda essa historia maluca de conversas telepáticas e vai seguir sua vida como se nada disso tivesse acontecido. Eu sou uma mulher casada e tenho responsabilidades com meu casamento, não posso jogar tudo para o alto do jeito que você está fazendo. Sei que você não gosta de Daniel, e admito que ele não seja uma pessoa muito fácil, mas ele esteve comigo no momento em que eu mais precisei, não posso simplesmente abandona-lo, não é o certo a ser feito, e você sabe disso.

As suas próprias palavras, Regina não pode evitar que as lágrimas viessem, e deixou que elas escorressem livremente, lavando sua tristeza, seu desespero. Ela estava se sentindo sem chão, sem rumo. Não sabia como seria retornar a sua vida normal e corriqueira, voltar a sua vida sem Robin, mas sabia que tinha que ser assim, por mais que lhe doesse na alma.

Você não pode estar falando serio! Você não ama Daniel, eu sei que não! Ele te trata como um bibelô raro, não como uma pessoa de verdade, e você não está feliz. Porque não se permiti nos dar uma chance Regina? Porque quer simplesmente enterrar seus sentimentos desse jeito?— a voz de Robin soou sentida aos ouvidos da morena, que percebeu que muito em breve não seria a única a se entregar ao pranto.

Eu não posso Robin, não posso te iludir a achar que eu realmente posso ter uma segunda chance de ser feliz. Sou uma pessoa quebrada, marcada pela vida. E você Robin? Você é uma pessoa incrível, muito melhor do que eu, e merece uma pessoa a sua altura, uma pessoa que esteja disposta a abrir mão de sua vida para ficar com você, e eu infelizmente não sou essa pessoa. – respondeu a morena, sentindo como desse punhaladas em seu coração a cada palavra que dizia.

Não Regina! Você não pode estar falando serio! Eu não quero outra pessoa, eu quero você! Eu te amo! Porque é tão difícil para você se permitir recomeçar? — respondeu o loiro, parecendo estar em pânico com a possibilidade que se apresentava.

- Estou falando serio Robin, e espero que você me entenda. Por favor, me esqueça, finja que nunca me conheceu na vida.

- É, talvez eu não conheça mesmo. A Regina com quem eu conversei todos estes dias jamais agiria assim, jamais me mandaria embora da sua vida. Talvez eu não te conheça de verdade, talvez nunca tenha te conhecido.— a voz dele soou sofrida aos ouvidos da morena, o que só fez com que seu pranto aumentasse. Ela se sentia uma pessoa horrível pelo que estava fazendo, mas aquela era a melhor solução para ambos.

Aquelas foram as ultimas palavras de Robin, e Regina desabou, perdendo-se em seu choro e em sua dor, deixando que as lágrimas marcassem seu rosto como fogo em brasa. Ela pedira que Robin a esquecesse, mas ela jamais se permitiria esquecer seus amados oceanos azuis.

Notas finais
E então? Sobreviveram? Espero que sim, hahaha Aguardando ansiosamente por reviews! Beijoooos