In your dreams

5 Capitulo V - Destiny


Notas iniciais
Olá pessoas! ó eu aqui de novo, com um capitulo fresquinho procês. Espero sinceramente que gostem!! Obrigaada as queridas da Cath (mesmo que ela as vezes seja má comigo e me deixe morrendo de curiosidade com relação as histórias dela) e da Edilene Queen pelos comentários no capitulo anterior! Boa leitura a todos!

Regiiinaaaa! – Robin gritou, despertando do estado de sono no qual se encontrava de forma brusca, como se algo o tivesse arrancado de lá. A primeira coisa que lhe veio à mente, a primeira palavra que saiu por sua boca, antes que pudesse se controlar ou até mesmo pensar no que estava fazendo foi o nome dela.

Como acontecera da ultima vez, ele não conseguia se lembrar do sonho em que estivera emerso, tudo que restara fora a urgência, o desespero, o vazio. Sentia que estava caindo em um precipício, afundando no vazio, se perdendo até de si mesmo.

Ele estava confuso. Não conseguia entender o que estava acontecendo, o que havia sonhado que o deixara naquele estado de tamanho desespero. Sentia-se perdido, sozinho, como se algo muito importante lhe tivesse sido tirado, algo não, alguém, por quem ele teria dado a vida se pudesse.

Passou a mão por seus olhos, notando que estavam úmidos de lágrimas. Ele estava chorando, e pelo visto, chorara enquanto dormia. Aquela constatação só fez com que o nó que se formara em seu coração se apertasse ainda mais, e ele teve a sensação de que iria explodir em milhões e milhões de pedacinhos, tamanha era a desolação e a tristeza que o consumiam naquele momento.

“Oque esta acontecendo comigo?”. O estado de confusão e dor se alastrou por alguns dolorosos instantes, tempo que ele levou para conseguir se sentar, ainda atordoado. Com quem havia sonhado? Porque se sentia assim, vazio, como se nada mais importasse, como se nada mais fizesse o menor sentido?

As perguntas se multiplicavam, e por mais que tentasse, que forçasse sua memória, não conseguia se lembrar de absolutamente nada. Tudo que restara fora aquela sensação de perda, de ausência sentida.

Regina. Porque tinha chamado por ela? Será que fora com ela que ele havia sonhado? Será que estes sonhos dos quais nada se lembrava eram a chave para a estranha ligação que os conectava? Bom, só havia um jeito de saber, tinha que perguntar a ela, saber se ela tinha tido algum tipo de sonho como os que ele estava tendo, sem lembranças, apenas fragmentos ou sensações.

Regina! Você está ai?— tentou, desesperado por ter alguém com quem dividir a dor que o estava consumindo. A conhecia a muito pouco tempo, mas sabia que Regina iria tentar ajuda-lo a compreender o que estava acontecendo. Simplesmente sentia que podia contar qualquer coisa a ela, sem reservas, sem temores.

Diferentemente do que acontecera naquelas últimas 48 no entanto, seu pensamento não pareceu fluir para longe de si mesmo, mas ficou preso em sua própria mente, como se não pudesse chegar ao destinatário para o qual havia sido emitido.

Regina!! Por favor, me responde, preciso muito conversar! Regina!!! — tentou novamente, um pensamento horrível e doloroso tomando conta de sua mente. E se a razão para aquele estranho vazio que tomara conta dele fosse que a ligação existente entre ele e Regina havia sido rompida?

Claro, ela poderia estar apenas dormindo...mas se fosse este o caso, porque ele se sentia assim, tão desesperado para falar com ela? Se sua suposição estivesse correta, e a ligação entre as mentes deles houvesse sido quebrada, o que iria acontecer? Como ele iria lidar com a falta da voz dela em sua mente? Como iria lidar com a ausência de Regina?

A verdade era que ele não tinha resposta para nenhuma daquelas perguntas. Desde que havia conhecido Regina, eles haviam se aproximado extremamente rápido, e Robin se sentia muito ligado a ela. A presença dela, mesmo que apenas com sua voz, era de certa forma reconfortante e alegre. Algo diferente no qual centrar sua mente, que não seu casamento em ruinas ou o trabalho que ele nunca desejara...

É claro que aquela situação de conversas telepáticas era estranha, e eles não faziam ideia de o porquê daquilo ter acontecido, mas o loiro não podia negar que gostava, que tinha se afeiçoado a Regina. Mesmo sem nunca tê-la visto, era como se já a conhecesse há muito tempo, simplesmente sentia uma forte conexão com ela, e com toda a certeza não estava pronto para perder isso.

Fechou os olhos e tentou ao máximo se concentrar em Regina. Nas palavras dela, sua risada franca e aberta, o som de sua voz. Tentou de todas as formas que pode se reconectar com ela, de alguma forma fazer com que a ligação, talvez perdida, voltasse ao que era antes.

Esforçou-se ao máximo para esquecer tudo que estava a sua volta. Esquecer onde estava, o barulho do chuveiro ligado que podia ouvir vindo do banheiro, o som do tráfego matinal que começava a circular nas agitadas ruas de Nova York. Tentou bloquear sua mente de tudo aquilo, deixa-la livre, preenchida apenas pela voz da única pessoa que importava naquele momento.

Respirou profundamente, tentando ao máximo normalizar sua respiração, e chamou novamente, ainda de olhos fechados, rezando intimamente para que desta vez ela o escutasse: — REGIIINAA!! Reginaa!! Por favor, você tem que estar ai! Por favor, me responde!

—----

— ROBIIN! – a primeira palavra pronunciada pela morena ecoou por todo aquele quarto imenso e sem vida no qual ela estava. Ela despertou no susto, como se algo a tivesse arrancado de seu sono, ouvindo a voz de Robin, que gritava por ela em franco desespero.

Ela ergueu o corpo, tentando sentar-se na cama, ainda um pouco sonolenta e confusa. O que estava acontecendo? Porque Robin chamava seu nome tão desesperadamente? Será que algo havia acontecido com ele? Será que não estava bem? Que precisava de ajuda?

Robin?? Estou aqui, o que esta....- ela começou a responder, mas uma dor lancinante a atingiu na altura do coração, impedindo-a de continuar sua fala.

— AAAAAAAIIIII – gritou, sem conseguir segurar o desespero diante da dor que a atingira de forma tão repentina. Sentia como se sua pele estivesse se rasgando, anrindo uma ferida profunda que pulsava e latejava, fazendo com que ela colocasse as duas mãos na região da dor, a procura de algum ferimento aberto.

A dor parecia aumentar a cada segundo que se passava, e ela sentia que estava ficando sem ar, que não conseguia respirar. Era como se seu coração estivesse sendo dilacerado, rasgado com uma faca de corte.

Robin, me ajude....não sei o que esta acontecendo comigo, estou sentindo muita ....- novamente a fala de Regina foi interrompida pelo pulsar da dor que estava sentindo, que parecia ficar mais forte a cada vez que a atingia.

— AAAAAIIIIII, AAAAAAIII. – novos gritos saíram da boca da morena, que aquela estava desesperada, confusa, com medo. Sem forças para manter-se deitada, ela voltou a desabar o peso de seu corpo na cama, sentindo-se tonta e fraca.

Aos seus olhos o mundo todo parecia girar e girar, em uma velocidade supersônica, o que fez com que ela sentisse seu estomago embrulhar. As lágrimas, antes apenas tornando seus olhos úmidos, rolaram por suas faces tomadas de desespero e dor.

Regina??— a voz de Robin invadiu sua mente, por um momento clareando as trevas desesperadas nas quais ela se encontrava imersa. – Regina! Graças a deus, você ainda está aqui.— continuou, sua voz denotando imenso alivio.

Por um momento, ele pareceu não ter se dado conta do que estava acontecendo com ela, mas então algo acendeu em sua mente, as palavras da morena parecendo ter finalmente chegado a sua compreensão.

OQUE? Calma Regina, respire devagar e tente ficar calma. O que você está sentindo?? — por mais que Robin lhe pedisse para se acalmar, a voz dele parecia ainda mais nervosa que a sua, recheada de preocupação e medo de que algo grave estivesse se passando com ela.

Eu não sei....estou sentindo muita dor, como se tivesse sido apunhalada, como se algo tivesse rasgado meu coração. Estou...estou com medo Robin.— respondeu à morena, que não sabia de onde tirava forças para respondê-lo. Sentia-se cada vez mais fraca, sem forças, a dor a consumindo pouco a pouco...

—---

O desespero na voz de Regina fez com que o loiro se pusesse de pé, como se com o pedido de ajuda dela fosse suficiente para que ele saísse de sua casa naquele momento e dirigisse até o outro lado do pais, para socorre-la, para estar ao lado dela, pegar em sua mão e dizer-lhe que ela iria ficar bem, que tudo ia ficar bem.

Ao pensar naquela possibilidade, ele se deu conta de que sim, seria capaz de viajar quilômetros e quilômetros para encontra-la. Com toda a certeza, faria qualquer coisa que Regina lhe pedisse.

A realidade atual, no entanto, ele estava em sua cama, do outro lado dos Estados Unidos, e sem uma forma rápida de chegar até ela, a não ser os seus pensamentos. Tinha que ajuda-la de alguma forma, ampara-la de algum jeito.

Shhh, calma Regina. Eu sei que é difícil, mas tente ficar calma, tudo bem? Vai dar tudo certo. Você vai ficar bem, eu te prometo.— respondeu o loiro, tentando de todas as formas lhe passar algum conforto, alguma tranquilidade.

Você tem algum telefone por perto, pra chamar a emergencia? Onde está o Daniel? (o loiro se odiou internamente por ter que fazer aquela pergunta, ele realmente não gostava do marido de Regina, mas no momento ele era a única opção além da emergencia).

Daniel...não está aqui. Ou não me ouviu gritar....e já faz algum tempo que não tenho um celular.— a resposta de Regina soou fraca aos seus ouvidos, como se ela estivesse desfalecendo, perdendo os sentidos.

Tá, tudo bem. Então vamos ter que dar conta disso sozinhos. Regina, preciso que você se concentre em conversar comigo, está bem? Preciso que você se esforçe para ficar acordada, você consegue fazer isso?— perguntou, desesperado com a situação que se apresentava diante deles. Daniel nunca estava presente, nem quando Regina mais precisava de ajuda....e ele, Robin, estava a horas e horas de distancia, sem poder fazer nada de concreto para ajuda-la além das palavras...

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Tudo bem.— a morena respondeu simplesmente, sentindo que não tinha força para dizer mais do que aquelas duas palavras, sentindo que suas energias se esvaiam, sopradas pelo vento.

Ótimo. Então vamos conversar ok? Preciso que você fale tudo em voz alta, para não correr o risco de que você durma enquanto eu penso em um jeito de te ajudar, está bem? — a voz de Robin soou um pouco distante na mente de Regina, como se ela estivese sendo levada por uma correnteza para longe, muito longe....

Ainda assim, por mais que sentisse sua consciencia se arrastando para o limbo do sono, ela lutou para se agarrar as palavras de Robin, como se elas fossem um bote salva-vida. Lutou para permanecer acordada, atenta ao que ele estava dizendo.

Apesar da dor que ainda a consumia, como se a região de seu coração estivesse ardendo em brasas, ela se sentiu feliz por não estar passando por não estar passando por aquilo sozinha, agradeceu por ter Robin ao seu lado, mesmo que fosse apenas em sua mente.

Ok.— foi a resposta que ela conseguiu dar, já que naquele momento foi atingida por uma nova onda de dor, que a fez sentir como se estivesse queimando por dentro.

Vamos começar por coisas banais, faceis de lembrar. Qual sua cor favorita?— a voz de Robin voltou a soar em sua mente, e ela não pode deixar de sorrir. Aquela fora a primeira pergunta que ele havia lhe feito quando descobriram a ligação, e lhe trazia boas lembranças...

Azul, e você sabe muito bem a resposta dessa. – ela respondeu, dando uma fraca risada.

Eu quis começar com essa porque sabia que era facil de lembrar, e faria com que você se mantivesse alerta.— a resposta de Robin também veio acompanhada de uma risada nervosa. Ele estava muito preocupado com o estado de Regina, mas pelo menos tinha conseguido fazer com que ela se distraisse um pouco.

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Vamos continuar. Qual seu nome completo?— perguntou o loiro, tentando manter um tom d voz neutro para não demonstrar o quão preocupado estava. Precisava manter Regina calma, e demonstrar nervosismo não iria fazer com que conseguisse cumprir esse objetivo.

Regina Mills. – a voz dela ainda soava fraca e distante, mas estava ligeiramente mais forte do que antes, como se aos poucos ela estivesse vencendo a letargia e a fraqueza que ameaçavam tomar conta de seu corpo.

Quantos anos você tem?— Robin emplacou uma pergunta atras da outra, sem dar chance para que a mente dela se deixasse arrastar para a incosciencia ou que ela se entregasse a dor em seu coração, que ele tinha certeza que ainda estava presente, mesmo que os gritos da mulher tivessem parado.

30. E você?— a volta da pergunta fez com que um pequeno sorriso brotasse em seus lábios. Aquele simples “e você” significava que estava funcionando, que ele estava conseguindo fazer com que ela se distraísse.

32. Qual sua comida favorita?

Macarrão com molho branco e muito queijo. E a sua?— as respostas dela estavam começando a ficar maiores, e Robin interpretou com um ótimo sinal de que eles estavam indo bem.

Pizza. Livro favorito?— continuou o loiro, feliz com o progresso que estavam fazendo. Ele sabia que Regina ainda estava sentindo dor, mas pelo menos estava conseguindo se manter em alerta, o que era realmente uma otima noticia, a considerar o desespero pelo qual haviam passado apenas alguns momentos antes.

—----

Pizza? Faz muitos anos que não como pizza....- começou a morena, lembrando-se de que seu marido não gostava de pizza, então eles nunca saiam pra jantar ou mesmo pediam essa comida em casa....até que chegara um momento que ela nem mesmo se lembrava mais como era bom comer um pedaço.

Livro favorito? Não sei...tenho muitos, não dá pra escolher...- emendou, desta vez respondendo a pergunta que Robin lhe fizera.

Ora vamos, escolha um, não deve ser tão dificil.— a voz de seu interlocutor chegou aos seus ouvidos, em um tom brincalhão, que a fez sorrir.

Não é só dificil, é quase impossivel! Mas deixa eu pensar....”O caçador de pipas” — respondeu a morena, lembrando-se do livro que tinha pegado ao acaso para ler na noite em que conhecera Robin...aquela fora uma noite realmente diferente, especial, assim como o livro também era.

Concordo milady. Esse também foi um livro que me marcou, mesmo que eu ainda não o tenha lido inteiro.— a fala de Robin soou divertida e descontraida, como se aos poucos os dois estivessem os momentos de dor e desespero que haviam sentido alguns momentos antes.

Você não leu nem uma página inteira Robin! Que absurdo dizer que gostou do livro! — falou Regina, em um tom entre o deboche e a brincadeira, rindo em voz alta das palavras que escutava em sua mente.

Eu não disse que gostei, disse que o livro tinha me marcado. E para a sua informação, vou ler o livro, estou pensando em ir a uma livraria hoje pra ver se encontro para comprar.— a risada de Robin ecoou pela mente de Regina, fazendo com que esta risse também.

Naquele momento, a morena se deu conta de que estava se sentindo melhor, que a dor havia passado tão subita e silenciosamente quanto havia aparecido. Ela testou se levantar e andar um pouco, notando que se sentia bem, como se nunca tivesse passado por mal estar algum.

Não precisa comprar, te mando o meu exemplar por correio. Só não se importe com as anotações nas margens. – respondeu a morena, em uma voz alegre— a propósito, muito obrigada pela ajuda e pelo apoio viu? Já estou me sentindo melhor, como se não tivesse sido acometida por dor alguma.

Serio? Está mesmo se sentindo melhor? Não está me escondendo nada não é? Nenhuma dor nem mal estar?— a voz de Robin soou extremamente preocupada, como se de repente ele se lembra-se do motivo pelo qual estavam tendo aquela conversa, e quisesse se certificar de todas as formas possiveis que ela estava bem, o que só fez com que o sorriso de Regina aumentasse. Era realmente muito bom saber que havia alguém no mundo que se preocupava verdadeiramente com ela, e não a via como um valioso objeto de decoração da luxuosa mansão.

—----

Estou bem Robin, sério. Não precisa se preocupar, não estou escondendo nenhum sintoma.— as palavras de Regina soaram aos ouvidos de Robin como um bálsamo. O loiro sentiu seu corpo relaxar, toda a tensão dos ultimos minutos se esvaindo, como se evaporasse.

Que bom milady! Não sabe o quanto fico feliz em ouvir isso, estava muito preocupado com você!.

A fala de Robin nunca fora tão verdadeira como naquele momento. Quando ouvira os gritos de dor de Regina seu coração se apertara, e ele se esquecera de tudo que vinha sentindo anteriormente, a dor e o desespero dela se sobrepondo ao dele sem que ele precisasse parar para pensar no assunto, de forma automática.

Pensou em falar com Regina sobre o estranho sonho que tivera, contar a ela sobre a estranha sensação de angustia e vazio que ele sentira logo que acordara, mas decidiu que aquele não era o momento. Sua amiga (ele já tinha a amizade deles como fato consumado) havia acabado de passar por um momento delicado e não precisava que alguém ficasse enchendo sua cabeça com questionamentos sobre um sonho....não, o melhor era que falassem daquele assunto em um outro momento. Afinal, poderia ter sido apenas um sonho sem sentido.

Obrigada por estar comigo, de verdade.

Não se preocupe milady. Vou sempre estar aqui quando precisar de mim. – respondeu o loiro, o coração aquecido com as palavras que ouvira.

Eu sei.— foi a resposta dela, que denotava o tamanho da confiança que se criara entre eles, mesmo com tão pouco tempo de convivencia. – É engraçado não é? Nos conhecemos há menos de uma semana e já estamos assim, fazendo promessas um ao outro, como se nossa amizade existe a anos. As vezes parece que nos conhecemos desde sempre.....

Concordo. Parece que te conheço desde que conheço a mim mesmo, simplesmente sinto que posso confiar em você, que podemos contar um com o outro para qualquer coisa. Simplesmente não sei como explicar este sentimento, só sei que é o que eu sinto.— respondeu em palavras, colocando em palavras tudo que tinha passado por sua mente e por seu coração naqueles dois ultimos dias.

Não sei explicar, talvez seja o destino, ou uma ligação de outra vida...não temos como saber ao certo não é? Em alguns casos, tudo que temos são os sentimentos, e não as palavras , e me arrisco a dizer que este seja um deles...

Por falar em palavras milady, tive uma ideia: ao invés de voce me enviar “O caçador de Pipas”, por que não me manda um livro diferente, uma surpresa que você acha que eu vou gostar, e eu te mando um também? O que acha?

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Adorei a ideia! Tipo um livro viajante, vai ser muito legal! Vamos combinar de fazer anotações nas margens e depois mandar de volta, o que você acha? – Regina respondeu, animada. Aquela tinha sido realmente uma excelente ideia, e ao menos ela teria algo para preencher seus dias além da solidão opressora daquela casa enorme e vazia.

Genial! Vou ver se consigo colocar no correio ainda hoje...é uma pena que vá demorar alguns dias, já que moramos muito longe um do outro.— a resposta de Robin soou animada na mente da morena, que abriu um largo sorriso ao imaginar como aquela experiencia seria divertida.

Não tem problema, não vai demorar tanto assim, e vai ser bem divertido não é?.— respondeu a morena, sem se dar conta de que aquele tempo todo continuara a expressar em voz alta o que conversava em pensamento.

Antes que a voz de Robin invadisse sua mente com a resposta, outra voz lhe chamou a atenção, uma voz muito mais fria e sem vida do que aquela com a qual estava conversando até o momento.

— Oque é que vai ser muito divertido, Regina? – a voz de Daniel chegou ao ouvidos de ambos os interlocutores. Regina sentiu seu coração gelar e seu corpo todo enrijecer, enquanto que Robin sentiu uma centelha de irritação o invadir.

Notas finais
E então, o que acharam? Gostaram? Odiaram? Tem ideias? Sugestões? Estou ansiosa para saber a opinião de vocês! perdoem qualquer erro de digitação ou ortografia, estou postando sem revisar (literalmente acabei de escrever). Beijooos