In peaceful
5 Capítulo 5
Notas iniciais
– Acha que eu também não estou contente por vir pra cá ficar mais tempo com o Arthur? E por falar nele, onde ele está?
– Mikey passou aqui mais cedo e levou ele pra casa da minha mãe, para ela conhecer ele.
– Então, aqui só tem 2 quartos, e o do Arthur é um pouco apertado pra mim, então onde eu vou dormir?
– No meu quarto.
Frank olhou pra mim com uma expressão duvidosa e logo levou as bagagens para lá.
– Será que cabe tudo aqui? — Perguntou Frank olhando ao seu redor.
– Claro, tinha muito mais coisas aqui, mas eu me livrei delas quando...- Fui interrompido.
– Hum... será que eu posso tomar um banho rápido, trouxe tantas malas que estou todo ensopado.
– Ah, claro. Você sabe aonde fica o banheiro.
Frank saiu e foi para o pequeno banheiro que ficava no meu quarto.
Ele ficou no banho por uns 30 minutos, cantando e fazendo algo que eu não sei o que era. Já estava impaciente com a demora dele, a minha conta de luz iria ficar um pouco mais cara com ele morando aqui, mas mesmo assim não me encomodaria com isso.
– Gee, vem aqui! — Gritou Frank.
Fui até o banheiro para ver o que ele queria, até que me deparo com o Frank inteiramente nu sorrindo pra mim.
– Esqueci de pegar a toalha.
– AH... Eu... pego. — Fiquei um pouco sem jeito, e senti algo estranho naquele momento, um calor esquisito, mas peguei a droga da toalha e joguei para ele.
– Obrigada- Gritou fechando a porta.
Fui para a sala e me sentei no sofá fitando o chinês que estava sobre a estante.
A imagem anterior de Frank não saio sa minha cabeça, estranho por que eu nunca havia visto nenhum homem nu além do meu irmão e do meu pai, e a minha reação de vê-lo foi ao contrario do que eu pensaria que tivera, além do mais ele é homem, e eu não me interesso por isso. Acho que não.
– Gerard, me ajuda a guardar minhas coisas. — Pediu Frank aparecendo na sala e me tirando da minha dispersão.
– Ah, quê?
Ele deu um sorriso maroto e pegou as malas que ficaram na sala.
– Me ajudar a colocar essas tralhas no ármario.
– Ata. — Me levantei e peguei um das malas que ele estava segurando e levei para o quarto.
Ele abriu uma das malas e tirou um objeto estranho, algo que você só encontra em lojas de produtos adultos, e colocou enrrolado em uma toalha azul quase preta que contrastava com a cor do objeto que era preto.
– Você usa isso? — Ele perguntou me pegando de surpresa.
– Err... NÃO.
– Hum. — Voltou a tirar as coisas da mala.
Assim que terminamos fui para cozinha preparar o almoço.
Frank quis me ajudar mas eu relutei em usar sua ajuda, já que hoje ele não precisava se preocupar com os afazeres domésticos.
Depois que almoçamos, a campainha toca e eu já sabia quem era.
– Mikey!
– Oi de novo, vim trazer o Arthur.
– Oi meu filho, tudo bem com você? — Perguntei pegando Arthur do colo de Mikey.
– Hum, que cheiro é esse?
– Cheiro de comida, está servido? — Perguntei dando passagem para ele entrar.
– Bem eu já almocei mas não custa nada comer mais uma vez.
– Não sei como é tão magro, Mikey. — Disse Frank.
– Olha só, o anãozinho está aí. — Disse Mikey sentando-se à mesa onde Frank já ocupava.
– Ele vai morar aqui agora.
– Por que?
– Porque preciso de ajuda com o Arthur e como os dois se dão bem ele vai ficar aqui.
Assim que Arthur viu Frank começou a projetar seu corpinho na direção de Frank, estendendo os curtos bracinhos.
– Vem cá, vem- Chamou Frank.
– IXI, perdeu seu posto, Gee.
– Eu ainda sou o pai dele. — Disse um pouco inciúmado.
O dia foi bastante divertido, só faltou o Ray pra bagunça ser completa, mas mesmo assim foi um dia legal, eu realmente precisava daquilo e já sabia que dias como esse virão mais vezes, já que Frank estava aqui em casa por tempo indetermindado.
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