Notas iniciais
Eu não pretendia postar essa one-shot, já que fiz ela em homenagem a uma amiga e ela não foi muito bem trabalhada e na verdade é bem pquena, foi uma coisa que fiz de última hora mesmo porque estava tentando levar minha amiga para o lado SQ! Hahaha.. Mas eu achei ela aqui no meu notebook e decidi colocar aqui antes que eu perca!

Regina corria com seu caderno apertado sob o peito enquanto levantava a alça de sua bolsa e tentava arrumar o cabelo que insistia em lhe cair sob os olhos atrapalhando sua visão.


"Ótimo pai! Realmente maravilhoso! Você poderia se atrasar em QUALQUER dia da semana, mas não, você atrasou justamente na segunda-feira!"


Regina pensava enquanto continuava a correr atraindo alguns olhares e risos. Se fosse em qualquer outra situação ela já teria suas bochechas coradas de tanta vergonha, mas não hoje. Não agora! Parou em frente a porta e ajeitou o cabelo tentando normalizar a respiração, então ouviu uma voz vindo de dentro da sala. A voz. Aquela voz vinha habituando seus sonhos cada vez mais e oh.. que sonhos..
De repente a porta se abre abruptamente fazendo Regina dar um pulo pra trás e arregalar os olhos. A loira a sua frente também arregalou os olhos em surpresa, mas logo um sorriso enorme surgiu em seus lábios.
— Regina, entre! Estava pensando em matar aula é? — Perguntou brincalhona pois sabia que Regina jamais mataria aula.. Bom, não sua pelo menos.
— Claro que não professora! — Regina murmurou com os olhos baixos.
"Droga! Por que diabos não consigo falar ou agir como uma pessoa normal quando estou com ela?"
— Então? Vamos ficar aqui paradas na porta ou vamos entrar? — Emma sussurrou ainda em seu tom brincalhão.
Regina sabia que seu rosto devia estar na cor do casaco de Emma, então só assentiu e andou até a primeira carteira que sempre era ocupada pela mesma.
— Bom turma, como eu estava dizendo, quero que vocês façam essa atividade pois a prova já é na semana que vem. E nem adianta me olharem com essas caras! Estou fazendo isso pra ajudar vocês e prepara-los! — Ela sorriu e piscou pra Regina fazendo a garota quase derreter ali mesmo.
20 minutos depois e a sala estava em completo silêncio. Emma estava sentada em sua mesa com seus óculos que a deixavam incrivelmente sexy lendo uma revista.
Regina se levantou indo em direção a mesa da professora.
— Emma, eu não estou entendendo a questão número cinco. Poderia explicar por favor? — Regina pediu fazendo cara de cachorrinho pidão.
Emma retirou o óculo e leu a questão que Regina lhe apontava. Distraidamente colocou a ponta do óculos na boca mordendo a ponta. Regina arregalou os olhos e sentiu seu sexo se contrair.
"Foco Regina! Foco!"
Emma olhou pra ela e sorriu amavelmente.
— Claro linda. Você só precisa lembrar do que eu disse na semana passada sobre como você deve passar um tipo de informação para a criança em forma de jogos e brincadeiras. — Emma disse sorrindo de canto.
Quando Regina ia responder notou o olhar de Emma sob seu ombro e sua expressão mudar completamente. Virou a cabeça para ver o motivo que fez a professora ficar com tanta raiva e se deparou com Robin sorrindo para ela o que ele achava ser um sorriso galanteador.
— Ei Regina, se tiver alguma dúvida pode me perguntar que eu te ajudo. — Falou dando de ombros como se aquilo não fosse nada.
Regina ouviu Emma bufar e não conteve o sorriso ao perceber que talvez, e só talvez aquilo fosse ciúme. Robin vendo o sorriso de Regina entendeu aquilo como uma aceitação e piscou pra ela voltando para seu lugar. Ela se virou olhando pra Emma que mantinha a expressão fechada.
— Onde paramos? — Regina perguntou olhando para sua folha.
— Paramos no ponto em que você vai pedir ajuda ao senhor Hood. — Emma falou rispidamente.
Regina a olhou em choque. Ok, aquilo definitivamente era ciúmes. Uma parte dela dava pulinhos de alegria, mas outra se entristeceu com a forma que a professora lhe tratou. Ela nunca tinha feito algo parecido.
— Regina, me desculpe! — Emma apressou em dizer ao ver o semblante triste da menina a sua frente. — Não foi minha intenção falar assim! É só que esse Hood me tira o sério! — Ela bufou novamente.
— E por que ele te irrita tanto professora? — Regina perguntou se abaixando um pouco mais e sussurrando de forma um tanto quanto sensual.
— Ora.. porque.. porque.. — Emma gaguejava enquanto piscava rapidamente encarando a boca de Regina. — Por que ele não é professor! — Emma finalmente disse.
— Hum.. Ok. Bom, acho que já entendi a questão. Obrigada. — Disse sorrindo e andando até sua cadeira.

Emma's pov


Emma estava perdida! E teve ainda mais certeza ao se pegar admirando o rebolado de Regina ao andar até sua carteira. Droga! Por que seus sentimentos sobre Regina eram tão confusos? Ela já tinha se convencido que era um carinho mais forte pois a menina sempre fora sua aluna mais dedicada, atenciosa e persistente, mas começou a reparar em tudo que Regina fazia. Em cada movimento, cada sorriso, cada revirada de olho. Argh, e aquele Hood.. Emma não aguentava nem vê-lo perto de Regina que seu desejo era de pular na garganta daquele garoto impertinente até ele implorar por misericórdia. Ela precisava tirar esses pensamentos da cabeça com urgência. Por que diabos ela não estava preocupada com a recém descoberta de que seu marido estava a traindo há meses? Ou com o fato de que depois de tudo o que ele fez ele ainda estava tentando arrancar dinheiro dela com o divórcio? Talvez seja porque o casamento deles estivesse mais frio do que o polo norte.. Emma suspirou pesadamente enquanto andava em direção ao seu carro. Ao destravar o carro viu Regina sozinha do outro lado da rua abraçando seu próprio corpo tentando se proteger do frio. Emma sorriu diante a imagem tão encantadora e fez uma coisa que se arrependeu no minuto seguinte..
— REGINA, QUER UMA CARONA? — Emma gritou para que pudesse ser ouvida.

"Puta que pariu Emma! Você ta maluca? Já quase não resiste a menina dentro de uma sala de aula, imagina dentro do carro com só vocês duas? Burra!"


Regina rapidamente virou a cabeça em sua direção com um sorriso que iluminou toda a rua e só aquilo já fez sua burrada valer a pena. Ela rapidamente atravessou a rua e parou do outro lado do carro.
— Não teria como rejeitar essa oferta! Estou congelando! — Disse sorrindo enquanto passava a mão pelos braços.
— Então vamos! Entre. — Emma disse entrando no carro.
Logo que entraram Emma ligou o aquecedor do carro para que Regina se sentisse melhor.
— Vai me explicando onde é sua casa, ok? — Emma pediu enquanto olhava a rua para sair com o carro.
— Tem certeza que não será incômodo Emma? Onde eu moro é totalmente contra-mão pra você! — Regina disse se sentindo culpada.

— Você sabe onde eu moro? — Emma perguntou com a testa franzida.

— Aaahh, não! Claro que não! Por que eu saberia? Não tem como eu saber! — Regina falava rapidamente com cara de assustada.

— E como você sabe que vai ser contra-mão para mim? — Emma perguntou com curiosidade.

— Uma vez você mencionou na sala que o trânsito da ponte era horrível a essa hora, então imagino que sua casa seja do outro lado. — Regina falou enquanto olhava pela janela para evitar que Emma visse suas bochechas coradas.

— Oh.. Nossa, não imaginei que alguém prestasse atenção enquanto eu fico resmungando baixo na sala. — Emma disse enquanto abria um sorriso que fazia as borboletas na barriga de Regina levantarem voo.

— Em todo caso, não quero te atrapalhar Emma! Eu posso esperar um taxi!
— Pare com isso Regina! Eu adoro sua companhia! — Emma disse enquanto conectava seu iphone no rádio do carro colocando uma música pra tocar bem baixinho. Assim que os primeiro acordes da música foram tocados Regina abriu um imenso sorriso e seus olhos brilharam olhando pra Emma.
— Você gosta de The Fray? — Ela perguntou quase saltitando no banco, o que arrancou uma gargalhada de Emma.
— Quem não gosta? Eles são demais! Parece que cada música deles é feita para um momento da nossa vida — Emma disse como se constatasse o óbvio.
— Exatamente! — Regina disse um pouco mais alto — Você tirou as palavras da minha boca.
Por todo o caminho as duas conversavam, riam, cantavam e brincavam. Emma estava maravilhada. Não se sentia assim desde.. Bem, nem conseguia se lembrar desde quando. Ao chegar em frente a casa de Regina Emma estacionou já sentindo um vazio no peito. Olhou para Regina de lado e viu que a garota estava tão relutante em sair quanto ela de deixar a mesma sair. Regina olhou pra ela e perguntou baixinho.
— É estranho que eu não queira sair?
— Não! Aqui ta bem confortável mesmo! E quente. — Emma disse tentando quebrar a tensão que ela sabia estar se formando.
— Não é por isso que não quero sair! — Regina sussurrou ainda mais baixo.
Emma olhou pra ela e sentiu uma súbita vontade de puxá-la para seus braços e nunca mais soltar.
— Bom, eu vou indo. Tchau Emma, e obrigada pela carona.
Quando Regina se aproximou para dar um beijo em sua bochecha Emma virou o rosto para que pedisse que ela não fosse. Seus lábio se tocaram brevemente mas Regina se afastou alguns centímetros.
— Emma, eu sinto muito! — Regina sussurrou com a boca ainda muito perto da de Emma.
Emma estava com a respiração pesada e ainda mantinha os olhos fechados, finalmente ela os abriu e encarou aqueles olhos castanhos que estavam tão perto.
— Não sinta! — Disse enquanto puxava Regina pela nuca guiando-a em sua direção.
Regina fora pega de surpresa pela ação da loira que pressionava seus lábios sob os dela, mas tão rápido quanto a surpresa veio ela se foi. Regina rapidamente enfiou as mão nos cabelos loiros de Emma puxando-a ainda mais para si! Deus! Como esperara por aquele momento! Emma passeava lentamente com as mãos em sua cintura quando sentiu a língua de Regina pedindo passagem. Emma rapidamente a concedeu, aprofundando o beijo. Assim que suas línguas se tocaram um baixo gemido escapou da garganta de Regina, o que fez Emma apertar sua cintura em claro sinal de excitação. Emma puxou-a mais para si fazendo com que Regina passasse por cima do câmbio automático e sentasse em seu colo. Dessa vez o gemido veio de ambas partes quando sentiram seus corpos tão perto um do outro.
— Emma, isso é errado! — Regina dizia ofegante. — Você é casada!
— Estou me divorciando.. — Disse enquanto beijava o pescoço da morena arrancando alguns suspiros da mesma. — Aquele escroto estava me traindo.
— Meus Deus! — Regina disse se afastando um pouco e encarando sua professora com os olhos totalmente arregalados.
— Por que esta tão surpresa assim? — Emma perguntou estranhando a reação de Regina. — Todo mundo sabe que Neal sempre foi um cachorro mulherengo! — Emma disse dando de ombros.
— Não estou chocada por ele ter traído! Estou chocada por ele ter traído VOCÊ! Quem no universo trairia sabendo que te tem como mulher? — Regina perguntou como se aquela fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Emma sentiu seu coração pular de forma incontrolável e várias borboletas por seu estômago.
— Vem aqui vem! — Ela disse puxando Regina para um beijo casto. Cheio de carinho e promessas.
O beijo foi se tornando mais urgente à medida que as mãos procuravam explorar o máximo de pele exposta. Emma passeava com as mãos pelas coxas torneadas de Regina, cada vez mais alto, fazendo seu vestido subir consideravelmente. Regina tinha a respiração descompassada enquanto jogava a cabeça para o lado para que Emma pudesse explorar mais seu pescoço. Emma foi passeando com a ponta dos dedos pela parte interna das coxas da morena. Ela ouviu Regina segurar a respiração em antecipação. Finalmente tocou a região que tanto desejava e gemeu junto com Regina ao constar que a menina se encontrava completamente molhada.
— Tão pronta pra mim Regina.. — Emma disse com a voz rouca pressionando o ponto de prazer da morena.
— Eu sempre estarei pronta pra você Emma! — Regina disse manhosa enquanto rebolava nos dedos da loira com os olhos fechados e a cabeça jogada para trás.
— O que você me diria de irmos para meu apartamento linda? — Emma perguntou tirando sua mão de dentro do vestido de Regina ouvindo um gemido de reprovação e não pôde deixar de sorrir.
— Eu diria que já estou ligando para minha mãe para dizer que dormirei na casa da minha prima! — Regina respondeu voltando para seu banco e ajeitando o vestido.
Emma soltou uma sonora gargalhada enquanto a morena pegava seu celular para falar com a mãe. Ela viu a mão de Regina repousar em sua coxa com carinho e apertá-la dando-lhe o sorriso mais lindo e sincero que ela já vira. É, talvez seu felizes para sempre estivesse começando agora.

Notas finais
Bom, se alguém chegou até aqui.. YAY! Espero que tenham gostado! ;D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!