Notas iniciais
Eu comecei esse capítulo umas dez vezes, sem brincadeira, mas não gostava, então fechava... Fiz o que deu, espero que gostem e comentem!
BOA LEITURA

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Chegando em casa, Hermione levou uma grande bronca da mãe. Chegar atrasada nos compromissos não era um dos hábitos de Hermione, mas, infelizmente aconteceu.

A sua aula com Rony foi curta, só conseguiu o ensinar a separar e classificar sílabas. Rony... Ah, que drooooooga! Como entraria em contato com ele, agora? Não pegou nem telefone e nem endereço da casa, e ao menos se lembrava do caminho. Teria que ir na manhã seguinte à escola...

**

[PELA MANHÃ DO DIA SEGUINTE.]

Seus passos eram rápidos. Em sua mão, um pequeno pedaço de papel com um endereço residencial. Na outra mão, dez folhas de papel com sílabas separadas.

Eita... A casa da Hermione fica longe, pensava Ronald enquanto caminhavam em direção à residência da garota.

O ruivo tocou a campainha. Esperou três minutos, e tocou novamente.

A porta se abre quando encosta o dedo na campainha para tocar por uma terceira vez, e uma Hermione de cabelos molhados fixa o olhar no ruivo.

- Como achou minha casa?

- Fiz esforço pra acordar cedo e fui até a escola pedir o seu endereço.

- Por que não foi depois da minha aula, ou não me encontrou na escola?

Ronald se sentia um bobo. Por quê, exatamente, não fizera isso?

- Ah... Não sei... Bom, fiz algumas separações de sílabas pra você ver. Ó.

Ele entregou as dez folhas para a morena, que sorriu.

- Fez tudo isso? — perguntou, surpresa — Vamos entrar, está frio.

Rony prontamente colocou o pé adentro da casa e olhou em volta. Era uma casa bacana, a decoração era demais e o cheiro de omelete invadia o ar.

- Vou precisar do seu celular, pra depois marcar a próxima aula.

Enquanto Hermione fechava a porta, olhava para a folha com as sílabas.

- Sim, já te passo. — Voltou os olhos para a folha de sílabas - As primeiras estão mais ou menos, mas as últimas estão impressionantes! É como eu gosto de dizer, a prática leva à perfeição.

O ruivo sorriu ao ouvir o elogio.

- Só tem uma coisinha errada... — continuou — Sublinhar não se separa assim. Olha só...

Ela colocou a folha em cima da mesa e circulou a separação "su-bli-nhar".

- O certo é... — escreveu o certo, "sub-li-nhar" — assim. Sublinhar.

- Sério?

- Sim. Pode se sentar, sinta-se em casa. Quer um omelete?

- Eu aceito, se eu não estiver incomodando.

Sem responder, a morena colocou um prato com um omelete gigante na frente dele.

- E por acaso eu tenho cara de gordo? — falou, cortando um pedaço e colocando na boca — Opa, com esse omelete, vou ficar gordo... O quê você pôs?

- O omelete com presunto e queijo, só...

- Só? Caramba, esse troço tá muito bom!

- Mas enfim... — ela se sentou á frente dele, se preparando para comer, também — Quando você vai começar as aulas?

- Segunda-feira que vem.

- Foi transferido de que escola?

- Daquela particular que tem no centro... Meus pais perderam muito dinheiro nos últimos meses.

- Ah, sinto muito. Acho.

- Hermione? — disse a mãe da morena, entrando pela porta.

- Oi, mãe! Já estou indo, espera...

Hermione foi até ela e ajudou com algumas sacolas. Prontamente, Rony também ajudou a mãe dela, que ficou surpresa com a presença dele.

- Quem é o bonitão? — sussurrou para a filha.

- Mãe! — a garota fez uma cara de assustada e olhou para Ronald, só para confirmar se ele não tinha ouvido — Ele é meu aluno, sou a tutora dele.

- Ah, isso explica tudo... Mas por quê ele está na nossa casa?

- Porque ele não tinha meu contato e procurou meu endereço na escola.

- Ah, ok... — agora ela já falava com a voz normal — Hum, você fez omelete... Obrigada, filha.

- Já estou de saída. — disse Rony, colocando seu prato sujo na pia.

- Espera, sua casa é perto da escola, não? — o ruivo confirmou com a cabeça — Então me espera, já estou saindo.

Hermione entrou por uma porta no corredor e pegou sua mochila e um livro.

- Pronto, vamos. — seus cabelos já estavam secos agora.

Os dois deram tchau para Juliana e partiram.

Até certo ponto do caminho, foi silencioso, mas Rony disse, sério:

- Sua mãe disse que é pra eu cuidar quando te pegar.

A morena ficou vermelha e colocou a mão no rosto, envergonhada.

- Minha mãe é meio legal demais, sabe... Não liga pro que ela fala. — respondeu séria, também.

- Tudo bem! — agora ele soltou a risada — Sério, tudo bem.

- Seu bobo! — ela também riu e bateu com seu livro no ombro dele.

- Na próxima aula você vai me ensinar como responder sua mãe quando ela me diz coisas assim.

- Eu deveria te ensinar verbos da primeira série, não lembra? — respondeu com a mesma moeda, um sorriso bobo no rosto.

- Rony não lembrar, ele ser inteligente.

- Seu chato...

- Não saber o que é chato, explicar Hermione a Rony.

- Você parece um índio. Cala a boca, vai...

- Calar boca vai Rony quando Hermione pedir direito.

- Fica quieto, Ronald!

- Ainda não direito é, pedir com jeito Hermione. Palavrinha mágica.

- Cala essa boca, por favor!!

- Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!

- Volta pro pré... — disse a morena, rindo.

- E se eu não quiser?

- Olha, já estamos chegando. — falou, tentando distrair ele.

- Eu vou por ali. — apontou para uma estradinha de terra — Tchau, Hermione.

- Tchau, seu bobo.

- Espera! Me passa seu celular, aaã...

- Anota aí.

Ele pegou seu celular e começou a digitar.

- 9999...

- Hum.

- 7777.

- Tá bom. Vou te dar um toque, aí você salva meu número.

- Okay, agora tchau.

- Tchau, bobinha.

Os dois seguiram seus caminhos.

Rony voltou para casa com um sorriso no rosto. Deu um toque para Hermione e começou a escrever um texto...

Notas finais
Comentários? Eu mereço, vai!