Notas iniciais
Oi! Faz tempo, né? É... Eu sei... Uns vinte dias... Mil desculpas pela demora, leitores queridos :< Tomara que o capítulo valha a demora, não? ^^
Quero agradecer MUITO os reviews da Bonnie, da Mimi Weasley (que não deixa um capítulo sem comentar!) e da Marii Weasley, muito obrigada *-* Vocês fizeram esse capítulo ♥
BOA LEITURA!!

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- Gina, onde fica o banheiro? — pede Angelina, estufada depois de comer tanto sorvete.

- Fica logo ali — responde Gina, apontando para uma porta de madeira logo à frente.

- Obrigada. — responde sorrindo, e vai até a porta.

Ao se aproximar, Angelina ouve o barulho do chuveiro. Bate três vezes na porta.

- Sim? — fala Molly, a mãe dos ruivos, pelo outro lado da porta.

- Ah, desculpe... Pode me dizer onde tem outro banheiro?

- Lá em cima, pode usar o dos meninos.

- Muito obrigada!

Angelina, super apertada, sobe as escadas correndo. São dois lances de escadas, e, por fim, ela abre a porta do banheiro com um sorriso no rosto.

Mas ela esconde o sorriso logo que vê Jorge com uma faca na mão, uma poça de lágrimas no chão e um rodo no box. Ele estava apontando a faca para os seus próprios pulsos, e nem deu atenção quando Angelina entrou no banheiro.

Pronto para arrancar os pulsos fora, o ruivo fechou os olhos e começou a movimentar a faca devagar.

- Para com isso! — grita Angelina, começando a chorar — Paraaa!!

Como ela via que ele não parava, se atirou na faca e a deixou voar pela janela.

Jorge chora mais ainda, colocando as mãos no rosto e passando-as no cabelo.

- Desculpe... — fala entre soluços — Eu... Eu não... Vivo mais...

Angelina hesita um pouco. Sua vontade de esvaziar a bexiga já tinha passado e mesmo sabendo que depois isso voltaria com a maior força estendeu um lenço para Jorge.

- Claro que você vive... — respondeu calmamente, em um sussurro — Você está respirando... Isso não é ótimo?

Jorge enxuga as lágrimas do rosto com o lenço. Responde:

- Não quando a única pessoa da qual você confiava morreu.

Volta a chorar ao lembrar de Fred.

- Jorge... Vem, eu quero te mostrar uma coisa.

Ela estendeu a mão para ele.

Duvidando, Jorge pega a mão de Angelina. Afinal, não tinha nada a perder.

A menina dá um leve sorriso de lado e se levanta, indo em direção às escadas e com Jorge no seu encalço.

Enquanto a mão do ruivo estava fria, a de Angelina estava pegando fogo, e isso o ajudava a se esquentar.

A morena consegue achar uma porta dos fundos, onde dá no lugar perfeito: o jardim.

Ela se senta na grama.

- O que você quer me mostrar? — diz Jorge, sentando-se também.

- Olhe ao seu redor. — responde Angelina apontando para as flores e árvores.

- É o jardim dos meus pais, eu...

- Não, Jorge... Olhe aquela montanha, ali, bem à frente. Ela está cheia de flores. E aquela montanha é sua.

- Minha?

- Sim, é sua... E esse jardim também é seu... Olha pro céu, agora.

- O que tem o céu?

- Ele também é seu.

- Eu... Eu ainda não entendi o que você quis dizer.

- Fique aí. — diz Angelina se levantando.

Cinco minutos se passam e Jorge já está pronto para voltar para o seu quarto quando a morena aparece novamente.

- Olha pra essa flor. — fala.

Mas Jorge está mais concentrado em saber o que ela esconde atrás das costas na outra mão.

- Olhe para a flor! — grita Angelina, irritada.

- Tá, tá, estou olhando!!

- Ela não é linda?

- É, mas...

- Sinta o perfume dela... Sinta ela... Ela quer o seu bem...

Depois de um minuto, Jorge olha nos olhos de Angelina e diz:

- Estou sentindo... Olá, flor...

- Agora, olhe para isto. — diz a morena, enfincando a faca da qual estava nas suas costas em uma pétala da flor.

- Ai! Por quê isso? A flor era tão boa! Assim como... Como o F...

- Como você. Você é tão bom, mas tem algo dentro de você que quer te privar da montanha, do jardim e do céu.

- Eu sou a flor? — pergunta Jorge, confuso.

- Sim, você é uma flor. Pode não ser bonito por fora, mas é lindo por dentro... O perfume que sentimos das flores são como nossos sentimentos, só exalam se nos esforçarmos. A faca nunca é o melhor caminho. O caminho de flores, sim, este é o melhor caminho.

**

- Ei, Rony... Não é seu irmão e a Angelina, aí? — diz Hermione, saindo da casa do aluno.

- Sim, são eles... Vamos ali ver o que estão fazendo.

- Não, espera. Parecem estar tendo uma conversa importante... Depois perguntamos a Angelina.

Rony concorda com a cabeça e continua caminhando.

**

No meio do frio e da neblina, o sol sai do meio das nuvens.

- Olhe para o sol...

- Não tem como fazer isso, Angelina... — diz Jorge, rindo.

- Ah! Eu sei, mas pense no sol...

- Estou pensando.

- Ok... Sinta o sol entrando em você... Sinta seu calor...

- Estou sentindo...

- A faca te impede desse sentimento... Não é bom se sentir aquecido?

- Sim... — Jorge, de olhos fechados, sorria.

- Então mantenha a faca longe do sol.

- Eu sou o sol? — diz abrindo os olhos.

- Exato.

- Ah... Tá bom, vamos colocar a faca aqui.

Jorge se levanta e pega a faca das mãos de Angelina. Em seguida, a finca no lugar onde estava depois de angelina tirar de sua mão.

- Temos que fazer uma bandeira pra colocar aqui... — diz Jorge.

Angelina ri e se levanta, indo para dentro de casa.

- Não, é sério. — fala o ruivo. A morena para no mesmo instante.

- Espera... Uma bandeira?

- É! Com um sol e um coração!

- Ah... Tudo bem, então...

Mais meia hora de tempo... A bandeira estava quase pronta.

- Vamos colocar marcas das nossas mãos na bandeira? — fala Angelina.

- Sim!

Pegam as tintas vermelha e azul e deixam uma pegada cada um na bandeira.

Estava pronta!

Logo em seguida, os dois pegaram a faca e a bandeira e subiram a montanha.

Fincaram a faca lá no chão e, felizem, pularam ao redor da nova bandeira.

E eles dançaram e riram e, por fim, se deitaram no chão, admirando o lindo céu.

Notas finais
Mereço reviews? :3
Minhas leitoras queridas, me adicionem no facebook e compartilhem suas ideias comigo
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É isso, um bom fds pra todas vocês!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.