In Your Body

12 Casa do lago


Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo! Aproveitem! Boa leitura!

Lakewood, às 19h:26min...

P.O.V Da Jade

Chegamos na casa do lago do pai do Oliver, o que era perfeita para o nosso esconderijo. Quais as chances da gangue chilena nos encontrar ali? Fizemos boas compras antes de cairmos na estrada, foram longas 5 horas de viagem. Beck me acordou quando chegamos, já havia anoitecido e eu estava faminta, me sentia mal pela mancada que dei, por minha culpa entramos naquela situação.

A moto do Oliver havia sido levada quando voltamos ao lugar onde deixei o veículo abandonado durante a minha fuga.

— Que lugar interessante. — Pulei para fora do carro.

Nossas coisas estavam no porta-malas, ele abriu o mesmo e começou a esvaziar o compartimento, retirando nossas bagagens e as sacolas de compras dali.

— Estaremos seguros aqui. — Fechou o porta-malas.

— Bom, assim eu espero... — Peguei minha mala.

— Nem meu pai sabe que estamos aqui. — Comentou.

Claro que não ficaríamos ali pelo resto de nossa vida, seria algo temporário, até a poeira abaixar e nos sentirmos seguros para voltarmos para casa.

Andamos até a casinha, carregando nossas bagagens e as sacolas cheias de mantimentos.

Lembrava uma casa de lenhador, bem rústica e com a varandinha bonitinha, estava escuro e ficando frio, Oliver deixou as coisas na varanda e abriu a porta.

Claro que ele entrou primeiro e acendeu as luzes, que por sinal funcionavam, achei que nem tivesse energia naquele lugar tão pacato.

A luz da lua refletia no lago escuro ali na frente.

Adentrei a casa, tinha uma sala com lareira das antigas e o assoalho de madeira, parecia ser feito de carvalho. Achei um charme.

— Aqui dentro está mais frio, precisamos de lenha. — Olhei para a lareira e vi teias de aranha.

Logicamente, o lugar precisava de uma boa faxina.

— Amanhã iremos arrumar tudo e dar um jeito, não vou sair para procurar lenha agora, acho que vai chover. — Foi só ele calar a boca que ouvimos uma forte trovoada.

Sobressaltei e ele riu do meu susto.

[...]

— Estou acostumada com fogões elétricos, como liga essa coisa? — Queria ferver água e fazer chocolate quente cremoso.

— É muita frescura mesmo... — Mexeu num pininho do botijão e depois virou o botão do fogão antigo.

Era de quatro bocas, todo enferrujado.

Coloquei a água no fogo e voltei a limpar o único armário que tinha na pequena cozinha, os cupins estavam comendo a madeira e tudo estava coberto de poeira.

Desarrumamos as compras, após eu limpar o armário, guardamos tudo.

Depositei duas canecas sobre a mesa, enchi com o chocolate quente pronto e o Oliver encheu uma tigelinha com bolachas, sentamos para jantar.

— Durmo no quarto e você na sala. — Falei após mastigar uma bolacha crocante.

Ele molhava as dele no chocolate.

— A cama é grande, cabe nós dois. — Disse com naturalidade.

— Você acha mesmo que vou dividir a cama com você? — O encarei.

Ele enfiou a bolacha molhada na boca e deu de ombros.

Revirei os olhos e beberiquei o chocolate.

Fomos nos ajeitar para dormir após jantamos, só havia um quarto na casinha do lago.

Estava tão frio, ele iria congelar na sala e para piorar, estava chovendo.

Troquei a colcha e as fronhas, afofei os travesseiros e quando fui me trocar no banheiro, dei de cara com uma aranha enorme descendo.

Gritei e quase tombei para trás.

Nunca tinha visto uma aranha daquele tamanho.

— O que houve, mulher? Quase me matou de susto! — Oliver rompeu pela porta.

— TIRA ELA DAQUI! — Apontei para a monstrenga.

— Porra! — Arregalou os olhos.

Se abaixou tirando o chinelo direito e tentou acertar a aranha.

Ela foi mais rápida e subiu pela teia que descia pelo teto de madeira escura.

— Seu palerma! — Empurrei ele.

— Já assustei ela, agora pode trocar de roupa, medrosa! — Sorriu cínico.

— E se ela voltar e me atacar quando eu tiver tomando banho? — Aquele bicho parecia venenoso.

— Se ela te morder, vai ser ela que morrerá envenenada. — Fez piada e riu sozinho.

— Idiota, cai fora daqui! — O expulsei do banheiro.

Bati a porta na cara dele.

Era apenas a primeira noite nossa ali na casa do lago.

A gente iria acabando se matando.

Quer dizer, eu iria acabar esganando o Oliver.

Quando enfim troquei de roupa, voltei para o quarto e vi que o engraçadinho já estava dormindo, estava até mesmo roncando.

Eu roncava daquele jeito mesmo?

Era bem sinistro ver o meu próprio corpo adormecido.

Me deitei ao seu lado e tentei dormir, era o que me restava a fazer.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Teremos muito Bade no próximo. Será que eles vão colocar fogo na casa do lago? Até. Bjs