In Wonderland
6 Capítulo 5 - O Trem Infernal
Notas iniciais

Após terminar de tomar o chá, o chapeleiro se levantou e caminhou até o outro lado da mesa, onde estava Allen. Sem dizer nada ele agarrou o braço do garoto e o levou em direção à saída de seu domínio. Naquele momento todo o lugar foi tomado por ruídos estranhos e tudo começou a chacoalhar como se estivesse tendo um terremoto.
O Chapeleiro olhou para cima e viu que seu grande domínio logo começaria desabar, assim ele colocou Allen em suas costas e começou a correr o mais rápido que pode, no fim chegou a beira do mar. Allen desceu das costas do chapeleiro, não acreditando no que via. Um grade trem sobre trilhos flutuantes passava por ali, a medida que ganhava velocidade os lugares por onde passava ia se destruindo e se transformando em uma aparência bizarra. O Chapeleiro começou a chorar ao ver todo o seu domínio sendo destruído.
– O que faremos? – Pergunto Allen.
– Eu não sei, eu não sei. – O Chapeleiro estava desesperado.
– Você precisa me ajudar chegar no reino da rainha branca. – Um grande robô apareceu. Ele era feito das mesmas peças usadas nas fábricas dos domínios do chapeleiro e ele também era movido a vapor. Dentro do robô estavam a Lebre e a ratinha, Elas pareciam estar de certa forma sendo controladas, pois foram para cima do Chapeleiro como se quisessem o destruir. Irritado o Chapeleiro pulou em cima do robô e com uma chave de fenda o fez cair em pedaços. Ao ver os seus amigos desmaiados no chão o chapeleiro surtou.
– Vamos meus amigos, animem-se, é hora do chá! – Dizia enquanto retirava uma xícara de chá de dentro do seu chapéu e tentava fazer com que seus amigos desacordados bebessem.
– Chapeleiro você precisa me ajudar! – Allen entrou em desespero ao ver que todo o domínio do chapeleiro começou a afundar. – Quem está controlando o trem?
– Esqueça isso. É hora do chá!.
Tudo foi tomado pela água. A correnteza forte fez com que tudo se dividisse e que Allen afundasse com rapidez. Ele engoliu muita água e logo acabou perdendo os seus sentidos. Quando acordou não acreditou que estava vivo, afinal de contas ninguém sobreviveria ao ingerir tanta água. Ele olhou ao redor tentando descobrir onde estava e logo percebeu que não estava mais nos domínios do chapeleiro.
O lugar era frio e tomado por gelo. No leste havia uma grande lua e no oeste um grande sol, aquilo era confuso. Allen chegou na beira do precipício e viu ao longe um barco dentro de uma garrafa. A principio pensou que estava delirando, mas sentia que precisava chegar no tal barco.
Ele correu o mais rápido que pode, a neve o fazia escorregar e em alguns pontos ele pensou que cairia do precipício, assim começou a correr mais devagar. Logo seu caminho chegou ao fim e ele viu um grande vão entre ele e o outro caminho, havia apenas um pedaço de gelo lá em baixo por cima da água. Ele respirou fundo e pulou, ao encostar na pedra ela o jogou para cima e ele caiu com força do outro lado batendo com a cabeça em uma pedra o que lhe causou um pequeno corte.
– Queria que o Cheshire estivesse aqui. – Disse para si mesmo, sentia-se sozinho e com medo.
– Eu estou aqui garoto, pensei que não iria me chamar. – O gato apareceu deitado em cima de uma grande pedra de gelo. – Parece que o Chapeleiro não foi de grande ajuda. Mas acredito que nenhum habitante poderá verdadeiramente lhe ajudar, o país das maravilhas está sendo corrompido, logo todos serão inimigos.
– O que devo fazer?
– Precisa encontrar Mirana isso é fato, mas antes de encontra-la precisa saber mais sobre este mundo e sobre as outras Alices. Lhe aconselho pegar um navio e ir para as profundezas do mar, lá ira encontrar o carpinteiro. – O gato sorriu. – Consiga um convite para o seu show e saberá tudo que precisa saber. – Cheshire fez uma reverência e desapareceu.
Allen ouviu um barulho estranho, o que pareceu ser perigo e ele estava certo. Naquele momento pode ver coisas que pareciam ser peixes, porem eles caminhavam sobre a neve, era um ser metade peixe metade homem com grandes presas. Sem pensar duas vezes Allen correu, escorregou na maior parte do tempo, porem conseguiu chegar a salvo até o barco. Ele viu uma rachadura na grande garrafa e entrou dentro dela e logo em seguida entrou no barco.
Se deparou com uma tartaruga que trajava um chapéu e uma roupa de marinheiro. A tartaruga sorriu, mas logo a sua aparência mudou, pois um grande tubarão de metal começou se chocar contra a garrafa, ela quebrou e o barco foi jogado com força na água. A tartaruga começou a dirigi-lo e depois de um impulso, como um submarino o barco entrou na água. A cada segundo ele descia mais em direção ao fundo.
Tubarões como o que quebrou a garrafa começaram aparecer e cercar o navio. Allen entrou em desespero assim como a tartaruga. Aquelas criaturas eram ágeis e se continuassem daquela forma logo destruiriam o barco. Não demorou muito e eles começaram a atacar. De onde estava Allen pode ver o solo, os tubarões se prepararam e atacaram juntos, com grande velocidade o barco foi jogado com força no fundo do mar, o impacto foi intenso e o barco se despedaçou.
Allen levou um pouco tonto, estava ferido. Ele viu a tartaruga chorando sentada em cima dos destroços de seu barco.
– Err, senhor, me desculpe por isso.
– Não se desculpe garoto! – Ela respondeu entre um soluço e outro. – Você é nossa última esperança. Cheshire disse que você está procurando o Carpinteiro. Tome isso. – Ela entregou um convite para Allen. – O show começa em meia hora, melhor se apressar. Depois do show procure por Absolem, ele poderá lhe dizer sobre o trem.
Os tubarões estavam vindo atacar novamente. Ele tentou fazer com que a Tartaruga o seguisse, mas tudo foi em vão, aquele ser não abandonaria o seu barco. Afinal todo capitão deve afundar com o seu navio. Ao ver que nada conseguiria se ficasse ali, Allen se dirigiu para uma cidade que ficava perto dali, naquela cidade havia um grande teatro onde todos os dias era apresentado o show do carpinteiro.
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