In Towards a New Life
5 De volta ao meu Pesadelo
Notas iniciais
Ria e o mundo rirá com você. Chore e você chorará sozinho.
– Oldboy
Todos saíram correndo da sala após uma garota gritar “INCÊNDIO” e começar a cambalear em direção à porta. Depois disso, todos se aglomeraram para ver quem saía primeiro. Pessoas corriam de um lado para o outro gritando “a gente vai morrer”. E, sinceramente, se aquilo fosse um filme de terror, ao invés de ficar com medo, eu choraria de tanto rir. Mas que pessoas dramáticas, meus deuses...
Saí da sala e quase tive um treco. As pessoas corriam para fora de suas salas e gritavam. Até mesmo os professores estavam apavorados. As luzes se apagaram, o que gerou mais gritarias, mas após alguns instantes, as luzes de emergência foram acionadas. Não conseguia ver bem, me limitava a distinguir pessoas e coisas. Pareciam vultos negros porque meus olhos se acostumaram com a claridade.
Eu estava parada no canto do corredor assistindo a correria. Não que eu estivesse tranquila, porque eu não estava. Eu só não estava apavorada. Estava preocupada com o que poderia estar acontecendo. Não havia nenhum sinal de fumaça. Por que ativaram o alarme de incêndio, então? Isso era o que estava me deixando histérica.
Olhei para os lados a procura de Alice, mas não a via em lugar algum. Afinal, não conseguia distinguir ninguém. Havia tantas pessoas bloqueando minha visão, que não percebi que havia um garoto parado do meu lado, na mesma situação que eu. Ele se escorava na parede, tentando não ser atingido por algum braço ou perna.
– EI, COLEGA! – Berrei mais alto que a multidão. Ele olhou para mim. – ISSO JÁ ACONTECEU ALGUMA VEZ? – Berrei outra vez.
– NÃO! NUNCA TIVEMOS ESSE PROBLEMA E EU NÃO FAÇO IDEIA DO QUE ESTEJA ACONTECENDO. – Ele gritou. Olhei para os lados a procura da saída.
– PRECISAMOS DIZER PARA TODOS SAÍREM DA ESCOLA, A DIREÇÃO PODE ESTAR COM PROBLEMAS NAS CAIXAS DE SOM. – Eu gritei e ele assentiu.
Andamos pelo canto do corredor, nos esquivando de algumas pessoas. Continuamos assim até chegarmos à escada, mas uma porta estava a bloqueando. Tentamos abrir, mas estava trancada. Aquela era a única saída do corredor do terceiro andar.
– Precisamos abrir essa porta. – Eu disse, puxando a maçaneta de teimosia. O garoto olhou para mim com ironia.
– Sério? — Ele “perguntou” para mim. Revirei os olhos. Olhei para minhas mãos na maçaneta, tentando pensar em algo. – Por que você não faz igual nos filmes? Sei lá, pega um grampo e faz um milagre? – Ele perguntou.
– Você vai ver onde eu vou fazer um milagre. – Eu disse e ele arregalou os olhos, que só agora consegui ver que eram cor de âmbar. Olhei para ele de cima a baixo mais atentamente, aproveitando um pouco da luz que emanava pela “fresta” da porta da escada. O garoto andou dois passos até ficar frente a frente comigo e a iluminação da porta clareou um pouco seu rosto. Santa Afrodite! (N/A [cantando]: estava a dois passos do paraíso...)
Ele era loiro, alto e seus olhos se contrastavam em sua pele meio bronzeada. Aparentemente, ele também não havia prestado atenção em mim, porque ele me olhava como se eu fosse uma obra de arte e quisesse saber todos os meus detalhes. Me encarava devagar e atentamente. Até que ele olhou em meus olhos.
– Você é nova aqui, não é? – Ele perguntou com uma voz suave, mas não consegui responder porque uma garota esbarrou em mim. Saí de meus devaneios e olhei para os lados. Todos pareciam estar quase se matando. Tratei de fazer o que o loiro propôs rapidamente depois dessa. Me virei e mexi em minha mochila.
Tirei um grampo reserva da minha bolsa e agachei. Coloquei o grampo na fechadura e girei. Não funcionou. Tentei de novo e virou uma vez, mas parecia ter sido trancada com duas voltas de chave. Virei de novo e a porta fez um “click”. Levantei, olhei para o lado e mesmo que não conseguisse ver com clareza, senti que o loiro sorria de lado e algumas outras pessoas olhavam para mim como se eu estivesse acabado de descobrir a cura do câncer. Dei um meio sorriso. Girei a maçaneta e a porta se abriu, revelando um corredor vazio e tranquilo. O corredor do segundo andar.
Tirei meus saltos e comecei a correr pelo corredor do segundo andar, com o resto dos alunos atrás de mim, gritando de alegria por terem saído daquele corredor abafado. Havia várias garotas que já estavam a ponto de desmaiar. Aquele tumulto fez o corredor parecer menor e mais quente.
Continuei correndo, me sentindo mais leve a cada passo, cada vez mais livre ao vento que emanava da porta que levava ao refeitório. Olhei de relance para trás e me surpreendi. Ainda corriam comigo. Até as patricinhas deixaram o orgulho de lado, tiraram seus sapatos de strip-tease e corriam também. Isso realmente me surpreendeu. Diminui a velocidade após ver que um loiro corria na primeira fila da multidão. Continuei assim até que ele me alcançou. Era o loiro que estava comigo na hora em que eu abri a porta.
– Até onde vamos correr, hein novata? – Ele perguntou, sorrindo para mim.
– Até onde nós aguentarmos. – Eu respondi e ele sorriu ainda mais.
– Eu aguentaria correr até chegar à minha casa, só pra ficar deitado na minha cama. – Ele disse e nós rimos.
– Vamos até lá, então. – Eu disse. Ele me olhou com um sorriso malicioso. Ai meus deuses... – Não! Eu não quis dizer isso, eu só... – Tentei explicar, mas ele começou a gargalhar.
– Você tinha que ver a sua cara. – Ele disse, apontando pra mim e diminuindo a velocidade. Ele ria tanto que estava ao ponto de se dobrar. Suas mãos estavam em sua barriga. Ele parou no meio do corredor.
– Não foi tão engraçado assim... – Eu disse, meio envergonhada. Tinha me virado para ele. Todo mundo estava parando agora. Andei em direção ao loiro, que me olhou com seus olhos cor de âmbar e começou a rir outra vez.
– O que foi? – perguntei, começando a sorrir.
– Tô me lembrando da sua cara... – Ele começou, mas não se conteve. Ele se escorou na parede e começou a dar risadinhas. Ele parecia um bêbado. Eu ri quando pensei nisso. Ele estava escorregando lentamente na parede até cair sentado no chão, com as costas na parede e os joelhos flexionados. Levei minha mão direita à cabeça, a balancei negativamente – a cabeça –, mesmo estando rindo. Meu braço esquerdo estava na altura dos seios, sustentando o braço direito.
Ele estava com seus braços estendidos e apoiados um em cada joelho. Sua cabeça estava abaixada, mas eu sabia que ainda ria. Várias pessoas passavam por nós, nos olhando como se fôssemos loucos. O que não é uma mentira. Algumas garotas que passavam por nós davam suspiros quando o viam rir. Também, com aquele sorriso...
Ele levantou a cabeça e me escarou, agora sorrindo. Cara, como ele era lindo! Logo depois, ele olhou para os lados e fez uma cara de pavor tão engraçada que, ao invés de eu perguntar o que estava acontecendo, eu acabei gargalhando. Ele me olhou assustado, mas o sorriso não saía de lá. Logo depois ele riu comigo. Estávamos em uma situação bizarra. Nós estávamos rindo de coisas fúteis, o que deixa a história ainda mais engraçada.
Andei até ele e me escorei na parede. Ele bateu a mão no chão, indicando para eu sentar ao seu lado. Escorreguei as costas na parede e caí sentada, lado a lado com o loiro. Ele me olhou e eu fiz o mesmo.
– Você já percebeu que você motivou os alunos a correrem no corredor do segundo andar, não é? – Ele perguntou, se segurando para não rir. Meus deuses...
Era verdade. Eu fiz os alunos correrem dentro da propriedade da escola. Ou seja, estou ferrada. Comecei a encará-lo, boquiaberta, e ele começou a rir.
– Pare de fazer essas caras e bocas, se não eu vou ficar com cálculos renais. – Ele disse e eu não me contive. Começamos a rir iguais a hienas. As pessoas já começavam a olhar, mas eu não me importei.
– Mas nós só temos cálculos renais quando não bebemos água. E além do mais, cálculo renal se tem nos rins, e não no cérebro. – Eu disse, mas isso não ajudou em nada. Só contribuiu para que nós ríssemos mais alto.
– Essa é a graça. O que eu disse não faz o menor sentido. – Ele disse, e eu assenti. Estávamos nos estabilizando, mas qualquer coisa que nós falávamos ou fazíamos era motivo de risada. Depois de um tempo só tentando não rir, fomos ficando mais calmos. Então, do nada, ele se levantou e saiu andando.
– Ei! – Eu o chamei. Ele se virou e me encarou com uma expressão indecifrável. – Me ajuda aqui, por favor? – Ele bufou e veio até mim. Qual o problema desse garoto? Uma hora ele está rindo com você e, de uma hora para outra, ele sai andando sem nem falar “tchau”.
Ele chegou até mim e eu estendi meus braços, esperando que ele me ajude a levantar. Ele só encara meus braços e olha para mim, com nenhuma expressão. Eu tenho um problema: odeio levantar sozinha. Isso é bizarro, eu sei, mas gosto quando alguém me ajuda a levantar. Nesse caso, sou extremamente preguiçosa.
– Por que tá me olhando assim? – Perguntei a ele, mas ele continuou me encarando. – Okay, então!
Comecei a me levantar, mas ele me impediu. Ele pôs suas mãos em meus antebraços e me puxou. Me levantei e olhei em seus olhos, ainda com certa indignação. Pus minhas mãos em minha cintura e o encarei ameaçadoramente. Ele percebeu minha “raivinha” e sorriu sem amostrar os dentes como se dissesse “te peguei!”.
– Melhor agora, novata? – Ele perguntou e eu o encarei, agora com certa raiva.
– Faz um favor para mim? – Eu perguntei, meio que o obrigando a fazer. Ele me olhou, sorrindo mais ainda. Eu me inclinei mais em sua direção.
– Bem, depende se eu estiver afim... – Ele disse, me olhando desafiadoramente, chegando mais perto de mim. Cruzei os braços e ele, só para me irritar, fez o mesmo.
– Para de me chamar de novata. – Eu disse, o desafiando com o olhar.
– Sabe, eu não tô afim. – Disse ele, com uma expressão indiferente. Ele quer jogar, não é? Então, se ele está me desafiando, vai ter que jogar o meu jogo.
Dei de ombros e dei as costas, mas sem antes ver a expressão de surpresa dele. Eu juro ter ouvido um muxoxo.
– Ei! Espera aí. – Ele segurou meu ombro e me virou. Ele chegou tão perto de mim que conseguia sentir sua respiração contra meu rosto. Ele era só um pouco mais alto que eu. Eu batia na altura de seu nariz, mais ou menos. – Qual é o seu nome, no... – Ele quase falou “novata” outra vez, mas ele se segurou e olhou para o teto, suspirou e voltou a olhar para mim. E dessa vez, ele olhou em meus olhos. Eu sorri ao perceber sua preocupação.
– Meu nome é Sophie, Sophie McCourt. – Eu disse e ele sorriu.
– Pensei que você fosse me dar um tapa. – Ele confessou, me fazendo sorrir.
– Bem que eu poderia... – Eu disse e ele arregalou os olhos.
– Mas, sabe, eu não tô afim. – Finalizei, dando de ombros e olhando para o chão. Vi um sorriso se formando no canto de seus lábios pelo canto dos meus olhos.
– Menos mal. – Ele resolveu, e eu sorri, olhando para ele. Ficamos um tempo assim, só nos olhando. Constrangedor? Pode ser.
Então eu ouvi um “toc toc” realmente irritante. Percebi pelo canto dos meus olhos que era uma garota ruiva com saltos tão altos que pareciam ser piores do que andar em uma corda bamba. Sua saia era tão curta que se eu abaixasse mais, iria ver sua calcinha. Ela estava tão histérica que começava a ficar da mesma cor do seu cabelo, o que me fez sorrir mais ainda e firmar o meu olhar no loiro — só para provocar. (N/A: Só fui eu que me lembrei da Anita quando li o final dessa frase?).
– E lá vem o tsunami ruivo... – Eu murmurei, fazendo o loiro franzir as sobrancelhas e depois, com o canto dos olhos, ele entendeu o que eu havia falado e gargalhou. Ele teve que olhar para o lado contrário para tentar disfarçar e eu, nem me preocupei. Acabei sorrindo ainda mais, se isso for possível. Ele respirou e se recuperou, mesmo com dificuldade. Depois de alguns segundos ele voltou ao normal.
– Não acredito que ela vai me infernizar logo agora... – Ele sussurrou, rolando os olhos.
– Tive uma ideia. – Eu sussurrei, colocando a mão para tampar um lado da minha boca, assim fazendo que só o loiro veja o que eu estou sussurrando. Ele me olhou desconfiado, mas com um meio sorriso se formando em seus lábios. – Só me acompanhe. – Completei.
O “tsunami ruivo” se aproximou e me olhou de cima a baixo, mas eu não desgrudei os olhos do loiro, que entendeu e arqueou uma sobrancelha, sorrindo de lado. Eu pisquei um olhou para ele e me virei sem esperar sua reação. E lá estava a ruiva, me fuzilando com o olhar. Agora eu podia vê-la melhor.
Seus cabelos lisos e ruivos estavam bagunçados por ela ter corrido todo o corredor junto com o resto dos alunos. Ela me olhava com tanta raiva que suas rugas apareciam. Mau sinal para você, baby. E eu, só sorrindo falsamente para ela, o que, com certeza, a deixou mais brava. Seus olhos negros pareciam pegar fogo. Isso é o resultado dos ciúmes, pensei. Após me encarar por um tempo ela se virou para o garoto.
– Qual é o seu problema, Zack? Como você pôde me deixar lá atrás, correndo sozinha? Estava te procurando para a gente ter aquela conversa e eu te encontro com essa atirada? – perguntou ela, quase gritando. Olhei para o loiro e ele olhou para mim como se dissesse “Faz alguma coisa, pelo amor dos deuses”. Quando eu ia virar para a ruiva e começar a falar sobre coisas sem importância, as caixas de som foram ligadas, causando microfonia. Todos se contorciam por causa do som alto, uns gritando de tanta dor. Até que a microfonia parou e uma voz feminina começou a dizer:
– Bom dia, alunos da The Best High School. Desculpem-nos pelo transtorno alguns minutos atrás. Estamos com problemas na segurança da escola. Então, por favor, fiquem dentro da escola até segunda ordem. Colaborem com os coordenadores porque eles irão orientá-los. Obrigada pela atenção!
Problemas na segurança da escola? Como assim?
Me virei para o loiro e perguntei só mexendo os lábios “Isso já aconteceu alguma vez?”. Ele balançou sua cabeça negativamente. A ruiva estava gritando para algumas garotas, que correram até ela. Elas pararam em sua frente e ficaram tão eretas que facilmente poderiam ser confundidas com empregadas.
– Peguem minha bolsa na sala do terceiro andar. Rápido. – A ruiva disse. Pera aí, ela não disse, ela, praticamente, gritou.
– Mas Jennifer... – Uma delas começou, mas foi interrompida pelo tsunami ruivo.
– Agora! – Ela berrou, fazendo as três garotas saírem correndo. Todos olhavam para ela agora. Todos aparentavam ter medo dela, mas eu não senti nem um pingo disso. Eu estava disposta a mudar o quadro.
– Se sente melhor agora? – Eu perguntei, já não me contendo. Ela se virou para mim, incrédula.
– O quê? – Ela perguntou, se fingindo desentendida.
– Eu perguntei se você se sente melhor agora?! – Eu perguntei, calmamente, cruzando os braços. Ela me olhou, franzindo a testa. Ela parecia estar se perguntando: quem essa menina está achando que é?
– Qual é o seu problema, novata? – Ela perguntou, fechando a cara. – Isso por acaso é problema seu?
Eu estava tentando não matá-la àquele ponto. Pelo canto dos olhos, percebi o loiro arregalando os olhos. Ele sabia que eu havia me segurado para não o dilacerar quando ele me chamou de “novata”, mas essa ruiva já estava abusando. Eu suspirei e tentei agir calmamente só para deixa-la com raiva. A esse ponto, todos do corredor nos olhavam, uns incrédulos, outros admirados. No mesmo instante, me deu vontade de rir, mas eu me segurei. Mesmo assim, não consegui evitar um sorriso. Sabia que o loiro também sorria depois dessa.
– O que? Por que estão sorrindo? – Ela perguntou, entrando no meu joguinho. Olhei para o loiro, que já me encarava. Começamos a gargalhar ao mesmo tempo, de uma hora para outra e sem motivos. Quer dizer, só um: a ruiva estava boiando. (N/A: Essa frase ficou engraçada...)
– E isso por acaso é problema seu? – Perguntei a ela, a fazendo perceber que eu estava zoando com a cara dela. Todos os que estavam no corredor começaram a rir conosco — eu e o loiro. A ruiva ficou tão roxa que eu pensei até em mudar seu apelido.
– Sua idiota! Quem você está achando que é para falar assim comigo? – Ela perguntou. Coitada, pensei.
– Sou seu pior pesadelo. – Eu disse, rindo ainda mais. De onde eu tirei isso? Todos me acompanharam. Ela ficou mais roxa, se você conseguir imaginar. É... Vou trocar o apelido dela. Ela saiu batendo o pé, me fazendo gargalhar. Ela bateu tanto o pé no chão que seu salto quebrou. Aquilo quase me fez ter um ataque cardíaco. Eu ajoelhei no chão de tanto rir. O loiro já estava rolando no chão, gargalhando mais alto que eu. Ela choramingou e pegou os saltos, batendo o pé e resmungando. Ela parecia uma criança de três anos.
Mas então, todos nós ficamos em silêncio. Eu juro ter ouvido um pássaro pipilar mais alto que nossas risadas. Mas se todos os alunos estavam rindo, como um pássaro conseguiria pipilar mais alto que nós?
Então, uma revoada de pássaros negros passou pelas janelas de vidro, entrando na escola e nos tirando de nossos devaneios. Poderíamos até dizer que eram apenas pássaros, nada demais. Mas não podíamos porque isso não era verdade. Seus bicos e garras eram de ferro e seus olhos pareciam querer nos esfolar vivos.
Porém, uma coisa veio a minha cabeça antes de sair de meus devaneios. Aquele pássaro não era comum só por um motivo. E adivinha? Para minha má sorte, meu pior pesadelo estava de volta. Monstros voltaram para me atormentar. Seu nome martelava em minha cabeça.
– Pássaros de Estinfália! – Berrei e todos correram para a porta da escada do segundo andar.
E a pergunta era: como a mitologia grega saiu dos livros da biblioteca?
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