As luzes de minha casa estavam apagadas, e o silencio da noite deixava o local com um ar misterioso e sombrio. Como de costume parei em frente à porta de casa e procurei as chaves nos bolsos traseiros da calça jeans, quando finalmente as encontrei, coloquei-as no buraco da fechadura e dei duas voltas até destravar a porta, em silencio tomei o cuidado para não deixar a porta bater quando eu a fechei.

O meu relógio marcava 03h15min AM, e certamente minha mãe já estava deitada, por isso tranquilamente acendi as luzes da sala, e com a luz pude ver que os moveis da casa estavam quebrados, e havia sangue em todos os lados. Apavorada e com lagrimas nos olhos subi as escadas seguindo a trilha de sangue, as paredes do andar superior estavam marcadas e os quadros das paredes atirados no chão.

–Mãe! –gritei ao entrar em seu quarto vazio. –Mãe, mamãe!

O quarto de minha mãe estava vazio e com sinais de luta, muito sangue espalhado no chão, e um rastro que se estendia até o meu próprio quarto, temendo pelo pior caminhei lentamente até a porta e levei uma das mãos até a maçaneta, e com as pernas tremulas dei alguns passos para frente e então o choque.

Em uma poça de sangue com o corpo coberto por cortes, minha mãe agonizava ao lado da cama com a garganta dilacerada com marcas de mordidas. Rapidamente ajoelhei-me ao seu lado e em soluços tentei encontrar o telefone que ficava o criado mudo, mas fui parada por minha mãe que segurou levemente a minha mão, chamando a minha atenção.

–Mãe eu vou chamar o socorro você vai ficar bem! –Falei mais para mim do que para ela. –Não faça esforços desnecessários!

Os lábios dela moviam-se, mas não saia som algum, ela estava morrendo e queria me dizer alguma coisa,desesperada segurei suas mãos e me aproximei de seu rosto pálido e frio, o som da voz dela era baixo quase inaudível, porem uma palavra eu consegui escutar nitidamente.

–Carta! –Sussurrou Verônica antes de fechar os olhos.

As lagrimas que já molhavam meu rosto tornaram-se intensas, um choro incontrolável, meu corpo havia sido tomado pelo medo, à dor de perdê-la era de mais para suportar.

–Skyler! –Chamou uma voz masculina desconhecida. –Você é Skyler?

Notas finais
Comentrios por favor...Eu devo continuar a historia..?