In Noctem
2 Get The Plan
Notas iniciais
Get The Plan

10h marcava o relógio do celular de Montserrat, a garota não via a hora de começar o intervalo e procurar por alguém em especial. Alycia sentada na cadeira ao lado da morena fitava a ansiedade da amiga com um leve sorriso no rosto.
Os olhos azuis vagavam pela paisagem fora da janela ao lado de sua cadeira; via as poucas pessoas que andavam pelo amplo jardim da universidade. Algumas pessoas conversavam sentadas ao gramado, outras liam ao pé das árvores, outras apenas aproveitavam o tempo livre para namorarem. Os olhos de Montserrat continuaram a vagar ate que pausaram em um garoto, alto, magro, de pele absurdamente clara, cabelos negros e ondulados; este caminhava segurando um livro, encontrou um bom lugar no gramado e rapidamente se instalou para começar a leitura. Montserrat agora, mais do que nunca, ansiava pelo tão demorado intervalo.
O sinal soou. A primeira a apanhar as coisas e sair foi a morena que aparentava pressa e nervosismo.
– Ei! Espera! – gritou Alycia quase a correr atrás da amiga.
Montserrat caminhou até o arco de entrada do grande jardim central, lá pausou sua mão direita e ficou a admirar o rapaz fixo na leitura. Em seu interior algo gritava para que ela fosse até o belo garoto, porem faltava-lhe coragem.
– Monse! – gritou a amiga se aproximando ofegante – Nossa! Porque a pressa?
– Olha Aly! É ele... – soltou um leve suspiro admirando ainda mais profundamente.
– Oh!... E o que está esperando? Vai até ele!
– Está louca?! – disse Montserrat desviando sua atenção do garoto e voltando à sua amiga – Isso é totalmente impossível! – completou iniciando passos em direção ao corredor.
– Como assim impossível? – perguntou Alycia enquanto seguia a amiga – Você é a garota mais popular da universidade! Quem não gostaria de sair com você?
– Mas ele... – fez uma breve pausa enquanto raciocinava – É Thomas Chisolm! Estudante de medicina, uma família inteira de médicos, britânico... Já reparou no sotaque dele? É lindo!
– Britânico? Agora entendi o porquê de um sobrenome tão estranho... – disse Alycia mais para si do que para a amiga.
– Ele é calmo, inteligente e tão educado! – continuou Montserrat como se nem ao menos estivesse escutado o comentário da amiga.
– Espera! Como sabe que ele é tudo isso se você nunca trocou nem ao menos um “Oi” com ele?
– Porque vejo-o conversando com seus amigos! – disse virando-se de frente para a amiga e caminhando de costas – Ele é o tipo perfeito de garoto que com toda a certeza não existe aqui na Carolina do Norte!
– Você tem que parar de admira-lo e tomar uma iniciativa, Monse! Ou achas que ele vai cair na sua frente com um laço todo embalado como um presente prontinho para você?
– Bem que o destino poderia me ajudar fazendo isso, não é? – dito isto soltou uma leve risada acompanhada da amiga.
Foi virando seu corpo para voltar a caminhar de frente, porem acabou se chocando com outro corpo que vinha caminhando na direção contraria. O cigarro que esta pessoa segurava foi ao chão e apenas este objeto fora reparado por Montserrat.
– Ai! Me desculpe!
– Monse... – iniciou Alycia assim que fitou o rosto do garoto.
– Que droga. Meu cigarro.
Montserrat levantou os olhos e encontrou os orbes negros que a fitavam furiosos. Era o mesmo garoto estranho que todos tinham medo. Novamente um arrepio tomou conta do corpo da garota.
– Meu Deus... Por favor, me perdoa, eu prometo que comprarei um maço inteirinho de cigarro para você! – disse desesperada e ansiosa para sair o mais rápido possível da frente daquele individuo.
– Montserrat... vamos indo, temos aula na outra sala... – disse Alycia segurando o braço da amiga.
– Montserrat? – disse o garoto – A patricinha?
– Patricinha? – perguntou Montserrat levantando sua sobrancelha direita – E quem você é por acaso?
O garoto abriu um sorriso irônico no rosto e a observou a morena da cabeça aos pés.
– Frank.
– Hm! Frank, o arruaceiro.
Rapidamente a feição do garoto se enrijeceu mostrando sua total desaprovação pelas palavras de Montserrat.
– Monse... Vamos sair daqui. – disse uma Alycia notavelmente desesperada.
Montserrat virou seu rosto em direção à amiga, porem foi forçada a voltar para frente ao sentir a mão de Frank em sua nuca movimentando sua cabeça para que pudesse fita-lo.
– Você esta me devendo esse cigarro, garota! E eu vou cobrar da maneira mais cara, pode apostar. – dito isto largou a nuca da garota em um empurrão que resultou em um gritinho vindo de Montserrat, em seguida continuou seu caminho afastando-se das duas.
– Ai meu deus Monse! Você está bem?!
A garota fitou Frank se afastando e deixou o medo voltar a se apossar de seu corpo.
– Vamos sair agora daqui!
. . . .
O fim de um dia de aulas finalmente havia chego. Montserrat parecia exausta; caminhou junto da amiga em direção à saída da universidade. Pôde escutar alguns “Quer uma ajuda Monse?” vindo de alguns garotos, porem todos ignorados, apenas ansiava em chegar a sua casa e esquecer-se desse péssimo dia.
– Monse!!
Um grito chamou a atenção da garota. Seus olhos se voltaram para trás e encontraram a imagem de uma mulher alta, corpo bem distribuído, cabelos negros e ondulados, olhos mais azuis que os de Montserrat, um piercing na sobrancelha direita e algumas mechas verdes finas espalhadas pelos fios de cabelos. Esta corria se aproximando da garota.
– Sallie? O que houve? – perguntou uma Montserrat preocupada.
– Nada irmãzinha, apenas queria saber se você está afim de uma carona, estou indo para casa também.
– Milagre! Você sempre sai com seus amigos depois da aula.
– Eu sei, mas preciso estudar... Tenho teste amanha. Arg! Direito é um saco!
– Então porque você faz? – perguntou Alycia soltando um riso abafado.
– Porque rende muito meu amor! – disse Sallie fazendo gestos com a mão que mostravam dinheiro – Apenas tenho que aguentar mais um ano, só mais um ano.
– E Charmaine? – perguntou Montserrat.
– Ela disse que vai ao shopping fazer compras – respondeu Sallie fazendo expressão de nojo.
– Isso não é novidade. – disse Alycia – Ela nunca quer ser vista na presença de vocês duas.
– Como se isso me afetasse! – rebateu Sallie – Aquela vaca!
– Bom, parece que está afetando... – retrucou Alycia recebendo uma careta em troca.
As duas falavam tanto, uma retrucava e a outra rebatia, que nem perceberam os olhos de Montserrat fixos em um ponto exato totalmente alheia à conversa. Sallie e Alycia seguiram o olhar da morena e se depararam com um garoto branquelo, alto, que estava a conversar com uma menina baixa de descendência oriental. Os fios lisos de cabelo da oriental voavam ao bater do vento, e estes eram contidos pelos dedos de Thomas que os apanhava e levava-os para trás das orelhas da menina. Uma imagem que Montserrat definitivamente não gostaria de ver.
– Ixi! – exclamou Sallie
– Aquela é... Pâmela? A estudante de agronomia? – perguntou Alycia.
Montserrat apenas virou-se e caminhou até o carro da irmã mais velha que estava localizado no estacionamento da universidade. Alycia e Sallie lançaram-se um olhar como se estivessem conversando e o assunto era do péssimo resto de dia que Montserrat iria ter.
. . . .
O previsto aconteceu, Montserrat passou a tarde jogada em sua cama olhando para o nada. Sallie não conseguia compreender o porquê de sua irmã ficar naquele estado, afinal de contas com sua beleza poderia ter o homem que quisesse, porem preferiu não fazer comentários a respeito.
– Family! I’m home! – gritou Charmaine ao entrar na casa.
– Ótimo! – disse uma Sallie que descia as escadas apressadas – Tenho que ir buscar um material para o trabalho de amanha na casa da Alana. Fica aqui e cuida da Monse. A coitada está afundada na bad.
– Espera! Eu o que?!
– Você escutou! – disse Sallie batendo a porta assim que saiu de casa
– Saco!
Charmaine subiu as escadas em completo estado de tédio, passou pela frente da porta aberta do quarto da irmã caçula e a viu jogada na cama completamente imóvel e pensativa. “Será que o Frank já agiu?” – pensou abrindo um leve sorriso no rosto. Resolveu entrar no aposento e checar se suas duvidas eram certas.
– Que estado deplorável é esse garota? – perguntou cutucando a cabeça da irmã.
– Me deixa Mine...
“Droga! Insiste com esse apelido!” – pensou fazendo uma careta.
– Alguém fez alguma coisa que lhe deixou em uma situação ruim? – continuou Charmaine fazendo um biquinho e levantando as sobrancelhas.
– Que isso? Agora resolveu se importar comigo? – perguntou voltando os olhos para a irmã e passando a encara-la.
– Apenas curiosidade. – respondeu cutucando a ponta de seu negro cabelo.
Montserrat soltou um suspiro e resolveu continuar, afinal de contas esta fora a primeira vez em anos que sua irmã demonstrou certa preocupação pela mesma.
– Um garoto que eu gosto da faculdade...
– Ora! – interrompeu Charmaine – Você tem um amorzinho?!
Montserrat lançou um olhar ameaçador para a irmã que apenas levantou as mãos em sinal de que não falaria mais nada.
– O vi com outra garota... – continuou Montserrat.
– AH! – soltou uma breve risada – Sem sal como você é obvil que algo assim aconteceria. – dito isto saiu dos aposentos da irmã se sentindo vitoriosa.
Montserrat sentiu a fúria pouco a pouco ir tomando seu corpo, não queria se sentir derrotada e muito menos deixar a irmã rir da sua cara. Alycia sua amiga tinha razão, ela poderia ter o garoto que quisesse então não ficaria se martirizando por um que nunca a notou.
Levantou-se da cama e apanhou o celular que estava em cima da penteadeira, procurou o numero da amiga na agenda do aparelho e logo iniciou chamada, esperou alguns minutos até que finalmente a ligação foi atendida.
– “Alô? Monse?”.
– Aly! Amiga, vamos sair.
– “Sair?... Mas para onde?”.
– Vamos para um bar! Preciso por minha cabeça no lugar.
– “Ah... E você vai por sua cabeça no lugar com álcool? Monse... Sabes que é fraca”
– Aly não indaga! Apenas se arrume e vamos. 19h é um bom horário para você?
– “Está bem! 19h nos encontramos lá”.
– Marcado!
. . . .
Montserrat parecia que nunca tinha visto bebida na sua vida. Entre umas e outras doses de Vodka reclamava de como sua vida era ruim, de sua vida amorosa péssima, de sua irmã bruxa, de seu cabelo que se encontrava incrivelmente ressecado neste dia, segundo a garota o cabelo foi o primeiro aviso do inicio de um dia catastrófico.
– Estou falando Alycia! – dizia Montserrat quase a gritar pelo barulho da banda que tocava no devido instante – Eu deveria ter entendido os sinais!
– Que sinais garota?! – perguntou tentando arrancar a nova dose de vodka das mãos da amiga – Pare de beber! Você já está porre!
– Os sinais de um dia péssimo! – puxou o copo fazendo o mesmo derramar o liquido em seu interior na blusa da amiga – Que droga! Minha água!
– Água coisa nenhuma! – gritou Alycia – Minha blusa! Estou fedendo a álcool, fedendo mais que você!
– Eu não estou fedendo! Tomei um longo banho antes de vir.
Montserrat mal conseguia aguentar o rosto corado, por causa da bebida, em cima de sua mão sustentada por seu cotovelo em cima do balcão do bar. Alycia reclamou mais algumas vezes e em seguida anunciou que iria ao banheiro se limpar levantando-se de seu banco logo em seguida. Montserrat estava apenas olhando para o copo vazio em sua frente. Em sua mente veio novamente a imagem de Thomas acariciando os cabelos de Pâmela; fechou os olhos fortemente ao lembrar.
– Resolveu dormir depois de beber tanto? – soou a voz masculina ao seu lado, o mesmo lado que antes estava Alycia.
Montserrat abriu os olhos lentamente, a imagem à sua frente estava girando, um corpo magro, camiseta preta solta, na parte de baixo aparentava ser uma Saruel jeans, apesar da visão embasada conseguia identificar a pessoa à sua frente. Levantou a mão direita e apontou o dedo no rosto do garoto.
– O arruaceiro!
Frank formou uma feição de tédio no rosto e em seguida empurrou o dedo da garota que agora cutucara seu nariz.
– Eu pensava que você era fraca para bebidas e agora vejo que estou certo. Obrigado por não desapontar minhas expectativas.
– Eu não sou fraca! – gritou a garota soltando logo em seguida uma baforada no rosto de Frank.
– Nossa... Está fedendo. – disse segurando a testa da garota e afastando seu rosto do dela.
O equilíbrio de Montserrat estava debilitado pelo fato da grande quantidade de álcool presente em seu corpo, isto levou a garota a não conseguir se fixar em seu banco e acabar indo de encontro ao chão.
– Monse! – gritou Alycia que acabara de voltar do banheiro.
Frank se apressou a segurar o pulso da morena e tentar levanta-la, porem Montserrat estava mais terrível do que aparentava. Em questão de segundos a garota iniciou uma sessão de vômitos consecutivos fazendo Alycia dar um gritinho e pular para trás.
– Nossa que fraca! – reclamou Frank que não desistiu e conseguiu levantar a garota do chão.
– Oh meu Deus! – exclamou Alycia assim que viu o rosto do garoto que estava ajudando sua amiga.
– Vamos leva-la para o banheiro. – disse Frank pondo Montserrat no colo e seguindo caminho. Alycia apenas resolveu esquecer-se de quem se tratava e seguiu o garoto.
– Que isso?! – gritou uma garota que retocava a maquiagem assim que viu Frank entrar no banheiro feminino.
– Cala a boca! – respondeu áspero.
Seguiu até o primeiro Box que viu aberto e pôs Montserrat de joelhos em frente à privada. Segurou os fios de cabelos negros para trás e deixou a garota despejar toda a quantidade que desejara.
– Ai meu Deus! Como vou leva-la para casa assim?! – disse uma Alycia desesperada passando as mãos sobre os cabelos.
– Eu tenho um remédio bom para porre dentro do carro. Deixa ela comigo que a levo para casa.
– Mais nunca! – respondeu Alycia sem pensar duas vezes.
Frank lançou um olhar ameaçador para a loira.
– Se eu quisesse drogar a sua amiga já teria feito no momento em que você a deixou sozinha no balcão passando mal.
Alycia não tinha o que responder, mas com toda a certeza não deixaria sua amiga sozinha com aquele homem. Pensou um pouco e reparou que no banheiro o som da musica ainda estava alto demais.
– Vou lá fora ligar para a irmã mais velha dela vir nos buscar. – dito isto a loira partiu correndo do local.
Frank a olhou se distanciar e abriu um leve sorriso de canto. Agachou-se e envolveu os braços da morena em seu pescoço, segurou suas pernas e a puxou para o colo. Em passos rápidos e olhando para todos os lados na esperança de não encontrar Alycia foi se aproximando da saída traseira do bar.
Alycia que vinha correndo entrou no banheiro ofegante, porem seu coração parou ao não encontrar sua amiga e muito menos Frank. Saiu do banheiro e resolveu procurar por todo o bar, porem nenhum sinal da amiga. O desespero tomou conta da garota que levou as mãos à cabeça.
– MONSE!!
. . . .
O Mustang 1969 vermelho estacionou em frente a um pequeno prédio localizado no condado de Wake. O garoto alto saiu do carro e prendeu seus longos fios negros e rebeldes de cabelo com uma fina liga que antes estava misturado entre várias pulseiras de fios localizadas no pulso do rapaz.
Deu a volta no carro e abriu a porta do carona revelando a figura feminina dormindo pesadamente enquanto soltava alguns ruídos. Ele a apanhou no colo e seguiu em direção ao interior do prédio.
Algumas pessoas encaravam o garoto com pensamentos impuros ao ver a menina em seu colo, outros cochichavam o que estavam pensando, porem o moreno não se importava.
Puxou a chave do bolso e em seguida abriu a porta de seu pequeno flat. Entrou no local escuro e desarrumado seguindo em direção ao quarto. Colocou a menina desacordada sobre a cama e pousou por um período os olhos na figura feminina.
– A vida é cheia de vilões senhorita patricinha, e alguns deles estão bem próximo de nós. Sinto pena por você ter uma irmã que não presta, mas negócios são negócios.
As mãos de Frank desceram para a base da blusa vermelha de mangas da garota e a puxou retirando a peça, Montserrat apenas gemeu ainda completamente alcoolizada. A segunda peça a ser tirada foi o short preto junto das sapatilhas de mesma cor.
Frank passou um tempo a observando em seguida subiu na cama e começou a tirar suas peças de roupa. Para finalizar o teatro a puxou para seus braços fazendo a menina dormir abraçada em seu corpo...
. . . .
Alycia e Sallie percorriam as ruas escuras da grande Raleigh. Cada canto, cada bairro periférico, e nenhum sinal dos dois. Sallie já estava esgotada de passar horas dirigindo, porem Alycia continuava com feição de desespero. Sallie fitou o relógio que marcava 00h e resolveu estacionar o carro na primeira esquina a sua frente.
– São 00h Alycia, se a Montserrat não aparecer amanhã na faculdade então vamos dar parte na polícia.
– Amanhã?! Não! Vamos à polícia agora!
– Agora não, vamos esperar ela aparecer. Algo me diz que ela está bem.
– E o celular dela ficou dentro da minha bolsa meu Deus...
– Calma. Eu sei que ela está bem... Só espero que ela volte amanha para casa, afinal o papai chega amanhã de viagem – disse Sallie mais para si mesma do que para Alycia – Vamos, eu levo você à sua casa.
O som do pneu do carro foi o único barulho que ecoou na soturna rua da madrugada...
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A claridade do sol invadia o quarto incomodando os olhos ainda fechados de Montserrat. A garota abriu-o lentamente sentindo o ardume dos raios solares a incomodar. Deu uma leve espreguiçada e em seguida... O choque.
Em baixo de sua cabeça estava um braço, em frente a seu rosto uma mão descansando. Segurou em seu corpo por cima do lençol e constatou o pior, estava sem roupa, levantou-se desesperada para ver quem estava ali presente. Quando os olhos se chocaram ao rosto pardo ainda adormecido seu coração saltou chegando a alcançar sua garganta...
– AAAH!!!
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