In My Life
34 Capítulo 34
Notas iniciais
—Ele costuma chamar as pessoas? — questionou a morena, confusa.
—Não, nunca ouvi falar disso em minha vida, a única pessoa que já o viu é esse cara — Apontou para um dos homens ali presentes — Então a coisa deve ser séria. Bem séria mesmo.
A morena suspirou e aproximou-se da porta, o que o tal “chefe” queria com ela? Por que ela e não algum outro agente? Será que ela havia feito algo errado ou algo do gênero?
Levou a pequena mão à maçaneta e a girou, abrindo a grande porta que levava à sala do tão temido chefe. Os olhos de YoonGi e Bella se arregalaram ao ver, ao invés de um homem alto e corpulento, uma mulher de cabelos escuros e boca fina. Ela era realmente muito bonita e era bem diferente do que o casal imaginara.
—Então… — Escolheu mentalmente as palavras — A senhora é o chefe?
—Bem, é assim que me chamam, então… Acho que sou — A mulher tentou ser sarcástica, mas não conseguiu. Estava tão perto de sua amada filha que não via a tanto tempo, aquilo, há alguns anos, era quase inacreditável — Tenho que conversar com você, Srta. Schieffler, o assunto é sério.
—Ok — Bella engoliu em seco e sentou na cadeira indicada pela mulher.
—Digamos que eu fui casada com um homem incrível no passado e dessa relação nasceu uma criança, mais precisamente uma menininha — Ela desviou o olhar, seus olhos estavam marejados — Por culpa de alguns problemas, tive de me separar de meu marido e de minha amada filha.
Bella arqueou a sobrancelha, não estava compreendendo onde a mulher queria chegar com toda aquela história. Ela colocou uma mecha de cabelo atrás de sua orelha e voltou a prestar atenção no assunto, o que fez YoonGi olhar para as duas, dividindo sua atenção entre uma e outra.
Foi aí que ele notou, elas eram exatamente iguais. As únicas diferenças eram a idade e o fato de que Bella tinha belos olhos azuis, enquanto a mulher tinha bonitos olhos escuros.
—E então? — questionou Bella.
—Digamos que o nome de minha filha era Bella, Bella Schieffler, filha de Tom Schieffler e Andrea Schieffler — A morena arregalou os olhos, que ficaram marejados.
Andrea levantou e aproximou-se da filha, tentando abraçá-la, porém Bella desviou do abraço da mãe, ainda confusa pela grande notícia. A mulher suspirou pela rejeição e desviou o olhar, por mais que não gostasse, ela entendia a filha. Ela havia abandonado Bella e ainda não tinha explicado o porquê havia feito aquilo.
—Por quê? Por que você me abandonou? — questionou Bella com uma expressão de raiva estampada no tão delicado rosto.
—Eu irei explicar tudo, certo? Detalhe por detalhe, pode confiar em mim — respondeu Andrea, sentindo o coração apertar graças ao tom usado pela filha.
“ —Olá, filha do chefe... Bela filha.
Andrea deixou o telefone cair de suas mãos e correu até o quarto de Bella, sua única filha, para garantir que nada havia acontecido com a pequena. Existia uma mulher parada ao lado do berço, Bella Schieffler estava em seus braços, ela tinha cabelos escuros.
—Meus parabéns, sua filhinha é... Muito bonita, seria uma pena se algo acontecesse com ela, não é? — Ela deu um sorriso cínico.
—Solte minha filha — disse, cerrando os punhos — Quem é você, desgraçada? Responda-me de uma vez!
—Sou Amelie — apresentou-se e ergueu o pulso, mostrando a marca de um morcego vermelho com um triângulo negro no meio em seu pulso.
Andrea ficou enfurecida, aquele era o símbolo de uma gangue a qual a agência estava a investigar. Tudo bem que envolvessem e colocassem a sua vida em perigo, mas colocar sua filha no meio era inaceitável. Amelie retirou a arma de seu casaco e apontou para a cabeça da pequena Bella.
—O que você quer? — questionou Andrea, já com vontade de esmagar a cabeça daquela mulher — Fale logo!
—Diminua a bolinha, querida, se não fizer o que eu mandar... — Passou o dedo pelo gatilho, o que fez Andrea ficar ainda mais nervosa.
—Diga logo o que quer e deixe minha filha em paz — falou — Por favor.
—Certo, agora está bem melhor — Respirou fundo — Deixaremos sua filhinha e seu marido em paz se você fizer um pequeno favor para nossa gangue.
—E o que seria esse favor? — Arqueou a sobrancelha.
—Se entregue para nós, seu querido pai sem dúvida ficará muito... Interessado em colaborar conosco quando souber que sua filhinha querida está em nossas mãos.
—Nunca irei fazer isso, você está louca?
—Que pena, Bella é uma garotinha tão bonita — A garotinha começou a chorar nos braços de Amelie — Cale a boca, garota estúpida! Será um grande alívio atirar em você.
—Certo, eu... Eu me entrego para a gangue — disse Andrea, enquanto relaxava os músculos e respirava fundo ao ver a filha ser colocada novamente no berço — Mas... Por favor, deixe que eu escreva uma carta para meu marido.
Amelie deu de ombros, entregou papel e caneta para a mulher e checou seu reflexo no espelho, como sempre estava linda. Aquele batom vermelho estava incrível.
Após escrever a carta para Tom, Andrea inclinou o corpo e depositou um beijo na testa de Bella, que esboçou um sorriso leve no rosto. A mulher murmurou um "até algum dia, meu amor" e, com lágrimas nos olhos, aceitou ser levada por Amelie. Tinha certeza que Tom cuidaria muito bem da filha, então não teve medo de deixá-la com ele.
Seu coração apertou ao perceber que talvez nunca mais veria a tão amada filha, o que fez mais lágrimas caírem, com certeza aquela dor que sentia era bem maior do que a que sentiu no parto de sua pequena Bella."
—E foi isso que aconteceu… Me perdoe por tê-la abandonado, Bella, mas foi necessário para que seu pai e você continuassem vivos e seguros — A esse ponto Andrea já chorava bastante, enquanto Bella permanecia inexpressiva.
Ela estava a pensar se acreditava ou não na mulher em sua frente, sua mente dizia para pensar durante mais tempo sobre aquele assunto, mas seu coração falava para ela abraçar a mãe com força e nunca mais soltá-la. Bella obedeceu ao coração.
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