Notas iniciais
Olá a todos! Trago aqui mais uma história, feita em uma hora de tédio... Pois bem, espero que apreciem meu trabalho e enviem reviews, mesmo não tendo gostado. Qualquer erro, por favor, avisem!
Boa leitura!

O caminhão de mudanças estacionara rente a calçada, emitindo um barulho ensurdecedor. Louise, deixando-se levar pela curiosidade, caminhou até a janela para averiguar o motivo de tanta euforia na pensão. Um novo morador havia chego à velha e humilde casa, trazendo consigo alguns móveis velhos e envernizados.

“Será que ele não gostaria de ajuda com a bagagem, amor?” dona Kate perguntou ao marido enquanto mirava incansavelmente o mais jovem pensionista sair do carro às pressas. “Louise, minha filha! O que faz aí parada se tem de ir à escola?”

A garota apertara os olhos, tentando inutilmente visualizar o rosto pálido e atraente da figura que atravessava a rua através do vidro embaçado pela chuva. Com exceção de que era um homem jovem, nada sabia sobre ele.

“Louise!” a mãe voltou a chamá-la ao não receber resposta. O jeito avoado e distraído da filha já não a surpreendia em mais nada. “Ande! Sei que está aborrecida pela despedida de seu professor de física, mas... bem, essas coisas acontecem. Quando uma pessoa não desempenha bem o seu papel, é naturalmente compreensível que decidam contratar outra para ficar em seu lugar, e...”

“Sim, já entendi.” Louise cortou-a. Tudo era altamente arriscado quando o assunto era o professor Antony. Se alguém ousasse xingá-lo, não havia reza que o protegesse de sua ira. “E eu ainda não entendo! Por que despedi-lo, se só estava fazendo o que seu cargo manda? E aquelas meninas é que deveriam ser expulsas! Usar o celular em sala de aula é proibido, e deveriam saber disso!”

“Bisbilhotar as ligações e mensagens sem a devida permissão das donas também!” seu Dave resolvera entrar na conversa. “Agora, minha filha, suba e prepare-se para ir à aula.”

A menina bufou, visivelmente zangada. Por que os pais nunca a apoiavam? Por uma leve fração de tempo, desejou que os parentes sempre concordassem com ela, porém, logo desistiu da ideia e chegou à conclusão de que isso seria um absurdo. Porque não, eles não deveriam concordar que Elvis Presley voltasse dos mortos para assombrar sua colega de classe chata e irritante que obtinha um medo inimaginável de alma penada. Isso era uma ideia somente dela, visto que sua aversão às regras era sua característica mais marcante.

“Hunf... como se pudesse existir alguém melhor do que o professor Antony...”

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Louise caminhava vagarosamente ao longo da calçada molhada e escorregadia. A sombrinha com estampa de gatinhos inclinava-se para trás com a força da ventania que golpeava seu rosto pálido e inexpressivo. As madeixas castanhas encontravam-se presas em um rabo-de-cavalo zelosamente feito.

Anny sorriu ao avistar a melhor amiga aproximando-se dos portões do colégio. Sem nem parar para pensar, correu em sua direção e a abraçou amigavelmente, quase fazendo-a perder o equilíbrio e cair de cara no solo pedregoso e sórdido.

“Louise!” gritou, parecendo descomunalmente alegre. “O novo professor de física! Ah, ele é tãão lindo, Louise!” cantarolou, enquanto reproduzia um passinho de valsa.

“E quem liga para a beleza dele se for para tirar o emprego do professor Antony?” respondeu friamente ao livrar-se dos braços de Anny, a qual formou um biquinho inegavelmente fofo.

“Ah, Louiseeee! Por que você tem de ser assim tãão chataaaa?!”

Louise direcionou sua atenção à vaga onde o professor de física costumava estacionar sua caminhonete prateada, sentindo-se ainda mais cabisbaixa ao constatar que um carro preto, o qual não saberia dizer a marca, encontrava-se em seu lugar.

“Eu definitivamente não gosto desse professor...” disse, mais para si mesma do que para Anny. “Seja ele bonito ou não...” e marchou em direção à sala de aula, nem se importando em deixar a outra garota para trás.

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O cômodo enchia-se vagarosamente de estudantes entusiasmados com a novidade. Várias garotas reuniam-se em um grupinho no fundo da sala, rindo escandalosamente enquanto conversavam sobre a hipótese de conseguir um namorado mais velho e experiente. Louise fitava-as com cara de deboche, rindo internamente de suas atitudes desprezíveis. Simplesmente não entendia a razão para tanta euforia, pois, além de perderem –em sua opinião- o melhor professor do ensino médio, nunca conseguiram concretizar o tão almejado desejo.

“Classe! Sentem-se, por favor. Aos lugares!” a voz grave e autoritária do diretor Kipps soou dos corredores. A protuberância disforme em suas costas, em conjunto com a camiseta listrada azul-marinha, o fazia parecer ainda mais velho do que o normal. Ele subiu com lentidão os degraus do grande tablado em frente às várias carteiras e pigarreou, arrumando os óculos sobre o nariz adunco. “Classe, bom dia!” os alunos responderam em uníssono animadamente. “Bom, como todos nós sabemos, o professor Antony deixou a fundação recentemente, abrindo uma nova oportunidade a outros bons e influentes profissionais. Dêem ao novo professor uma recepção digna de um aluno da escola West Field! Sem mais delongas, entre, professor Nathaniel!”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.